Textos de grandes Pensadores

Cerca de 906 textos de grandes Pensadores

Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.
(Como Vejo o Mundo)

Inserida por EmOutrasPalavras

⁠Ora, bem depressa e inexoravelmente, um sistema autocrático de domínio se instala e o ideal republicano degenera. A violência fascina os seres moralmente mais fracos. Um tirano vence por seu gênio, mas seu sucessor será sempre um rematado canalha. Por esta razão, luto sem tréguas e
apaixonadamente contra os sistemas dessa natureza, contra a Itália fascista de hoje e contra a Rússia soviética de hoje. A atual democracia na Europa naufraga e culpamos por esse naufrágio o desaparecimento da ideologia republicana.

Albert Einstein
Como vejo o mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
Inserida por MarcioAAC

Quem vive na Essência não precisa provar seu valor.
Em termos de Consciência, não há necessidade de provar o nosso potencial ou valor para ninguém. Quem vibra na Essência simplesmente é, somente os Egos Inferiores que não reconhecem isso. Lidamos com Egos Inferiores (e o nosso) todos os dias, que ao mesmo tempo são Centelhas Divinas em potencial. As pessoas que vibram na Essência se reconhecem mutuamente. Ainda é mínimo o número de pessoas que vivenciam a Essência Divina.

É necessário ter paciência e uma certa flexibilidade para lidar com o ego das pessoas. Há níveis de manifestação desse Ego Inferior, quanto mais forte, menos luz entra. Quando uma pessoa se Ilumina, ela pode não sentir mais algumas necessidades que os outros ainda sentem. Por isso não devemos julgar porque cada um tem o seu momento de despertar. Aquele que sobe na Escala Vibracional Evolutiva solta gradativamente seus apegos, sua necessidade de agradar os outros, sua necessidade de ter reconhecimento etc. O que parecia ser tão importante, um paradigma acima se torna apenas complementar, pequeno ou sem tanta importância.

Inserida por brunomarxneme

Todo apego inevitavelmente gerará desarmonia nos relacionamentos. Quando trabalhamos com a energia do Amor, ela ocorre de uma forma muito natural, não precisa de força para que se sinta amor, simplesmente acontece.
Forçar a barra, procurar relacionamentos para preencher o sentimento do “vazio interior” é perder tempo e energia. Uma pessoa não pode amar a outra, se não ama a si mesma. Se sente sufocamento, medo de perder, ansiedade, ainda não compreendeu que Amar é Liberdade.
Deixar o outro livre para ser quem é. Não cobrar sua atenção, mas estar aberto para se relacionar, compartilhar vivências positivas. Da mesma forma que o individualismo excessivo e a frieza mostram claramente que a pessoa não está aberta para sentir a energia, por medo ou bloqueios.
A sintonia consigo mesmo trará o relacionamento ideal por consequência. O Amor é totalmente desinteressado porque ele não tem nenhuma expectativa.

Inserida por brunomarxneme

A minha vida inteira rejeitei o VENENO. Eu condenava todos aqueles que destilavam seus venenos. Hoje percebi que tenho admiração por venenos. O veneno não é mal. Observo claramente que no antídoto existe uma pequena dose de veneno. Foi então que percebi que só existe o BEM. Eu julgava as coisas como ruins sobre o meu ponto de vista, na tentativa de ser bonzinho. Tentando sustentar a máscara da bondade, eu escondia os meus desejos mais profundos. Eu era falso e não percebia isso. Entendi também que o excesso de veneno era um desastre. Eu ficava totalmente inconsciente de quem eu realmente era. Gastei boa parte da minha energia para ser uma coisa que eu não era lá no fundo. A verdade era que eu me culpava, se eu estava fazendo algo certo ou errado. Como isso me atormentava. Eu me sentia preso nesse padrão. Hoje apenas me permito ser. Aprendi que todos os sentimentos são importantes. Aprendi que tudo converge para o AMOR. Não existe erros absolutos, por mais cruéis que pareçam ser. Entendi que tudo é relativo. Existem N cores e facetas. Onde vejo e reconheço o mal, é apenas um equívoco de minha parte. É como se estivesse com os olhos vendados. Porém o CALOR da LUZ foi tão forte que mesmo não querendo enxergar nada, enxergava. Eu queria ficar com a venda nos olhos para não enxergar a realidade. Mas não consegui e tive que ceder. Agora enxergo vários "defeitos" e muitas facetas da minha personalidade que eu mesmo não enxergava. Pelo menos agora sei quem eu realmente sou. E por incrível que pareça aprendi a gostar do que eu vejo. Parei de colocar força nas minhas mentiras e agora estou aqui inteiro. E pleno. Sentindo uma leveza e liberdade para me expressar verdadeiramente. E sabendo do poder que eu tenho, escolho utilizar todos esses recursos para o BEM MAIOR. Eu precisava admitir minhas fraquezas para finalmente me tornar mais forte. Enquanto eu tentava mostrar para o mundo que eu era forte, mais fraco eu me sentia. A pessoa que realmente é forte aprendeu a lidar com suas fraquezas sem ser dominado por elas. Essa é a chave.
Na Energia da Transmutação
Metáfora de Bruno Marx Neme

Inserida por brunomarxneme

⁠INTERJEIÇÃO
Ah! Lá vem ela bela
Oh! Ri meu coração de satisfação
Olá! Dizem meus lábios a ela
Olé! Diz a presença a solidão.
Avante! Avante! Coragem! Coragem!
Cala meu medo, fala meu coração
Viva! Que maravilha de paisagem
Psiu! É ela chamando minha atenção.
Chi! Tomou-me paixão
Pudera! Estava diante de meu desejo
Silêncio! Era demais a emoção
Bis! Acabara de receber um beijo.
Te amo, disse sua boca
Não resisti a vontade louca
Gritei alto: ooooooooooooooba!"

Inserida por KALAMAZ

⁠ Olhe no espelho o que você ver? O seu eu ou apenas uma parte visível dele?
O que se oculta no seu eu invisível que possibilita o conhecimento detalhado de sua personalidade? Você é o que representa ser, ou apenas interpreta um eu que pensa controlar?
Quem sabe realmente o que esconde o seu eu nos momentos em que é colocado a prova?
As reações muitas vezes fazem pensar: esse não sou eu. Mas na realidade quem é? De onde veio este outro ser? Mas não existe outra resposta senão o seu lado invisível, pois veio de você.
E agora você pensa: como controlar esta força invisível se não posso segurar com meu lado visível? Seria o pensamento correto?
Você não percebe, mas é apenas o seu eu invisível querendo que você o conheça melhor. Agora você passa a conhecer um dos comportamentos do seu eu invisível, mas não se limita a este momento, quantas reações este outro seu eu vai apresentar nas várias vezes que necessitar se expor a você?
Mesmo que seu eu invisível mostre outros momentos da sua personalidade que você ainda não conhecia. Você conhece o seu eu?

Inserida por KALAMAZ

⁠ Medo
Há este sinal vermelho nas realizações
Este algo que nos prende, paralisa
Este perigo externo nas internas ações
Esta inibição exagerada que nos hipnotiza.
Esta vontade de ser que morre no temor
Este freio de um pedido, deseja sim, pensa no não
A procura de uma fonte de luz, fuga da noite
Ficar acompanhado por não querer a solidão.
Fuga! Da falta de sorte no amor
Do desamparo, prendendo-se a algo protetor
Do destino, da doença, da dor,..
Fuga! De tudo que precede a morte
Da traição, em algo que lhe conforte
De ser passageiro das fobias fracas e fortes.

Inserida por KALAMAZ

⁠"Diálogo das escolas filosóficas e seus ilustres representantes:
Megárica: Sócrates, Platão e Aristóteles. Epicurismo: Epicuro de Samos e Diógenes de Enoanda; Estoicismo:Sêneca, Epiteto e Marco Aurélio; Racionalismo: Emanuel Kant e René Descartes

Sócrates: Meus caros colegas, que alegria é compartilhar este espaço de reflexão filosófica convosco. Iniciemos nosso diálogo com uma questão fundamental: a busca pela verdade. Platão, fale-nos sobre essas formas ideais que tanto menciona.

Platão: Sócrates, meu caro, as formas ideais são a essência de tudo o que conhecemos. Aquilo que vemos no mundo físico é apenas uma sombra imperfeita das verdadeiras realidades. A caverna de sombras não passa de ilusão!

Aristóteles: (Coçando a cabeça) Platão, Platão, sempre com essas formas ideais. Prefiro estudar o mundo real, o aqui e agora. Mas e você, Sócrates, qual é sua opinião sobre tudo isso?

Sócrates: Aristóteles, meu amigo, penso que a verdade está no conhecimento de si mesmo. A vida é uma jornada de autodescoberta, e somente ao conhecermos nossas próprias limitações podemos buscar a virtude.

Epicuro: (Aparecendo com um sorriso) Autoconhecimento, Sócrates? Eu prefiro a busca pelo prazer e a ausência de dor. Epicurismo, meus amigos, isso sim é viver bem!

Diógenes: (Rindo) Prazer? Eu prefiro viver como um cão, sem luxos, sem complicações. O prazer está nas coisas simples da vida!

Sêneca: (Com um olhar sério) Diógenes, a verdadeira riqueza está na virtude. Devemos viver de acordo com a natureza e sermos impassíveis diante das adversidades.

Epiteto: Concordo, Sêneca. Devemos aceitar o que não podemos mudar e focar no que podemos controlar. Afinal, a paz interior é o verdadeiro tesouro.

Marco Aurélio: (Refletindo) Sim, devemos viver de acordo com a natureza, aceitando nosso destino. A vida é curta, e devemos aproveitar cada momento.

Descartes: (Entrando com um ar pensativo) Mas como podemos ter certeza do que é real? A dúvida é a base do conhecimento verdadeiro. "Cogito, ergo sum."

Kant: Descartes, a dúvida é válida, mas a razão pura é o caminho para a certeza. Devemos examinar as categorias mentais que moldam nossa experiência.

Sócrates: (Sorrindo) Meus amigos, cada um de nós tem uma abordagem única para a busca da verdade e da felicidade. No final, o importante é questionar e aprender uns com os outros. Concordam?

Todos: Concordamos!

(O diálogo continua, mesclando reflexões profundas com momentos descontraídos, mostrando que mesmo os maiores pensadores podem apreciar a diversidade de ideias e a riqueza das discussõesfilosóficas.)"

TODO FILHO PRECISA DE UM PAI QUE ORA


De acordo com Platão, “não deverão gerar filhos aqueles que não querem dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los”. Nesse sentido, todo filho necessita de um pai que lhe ofereça direção e proteção. A figura paterna exerce papel fundamental não apenas como provedor material, mas também como guia espiritual e moral. Ao se colocar em oração, o pai fortalece a própria fé e intercede pelo futuro de seus filhos. Essa prática representa uma ação de grande importância na vida de pai e filho, mesmo quando a história é marcada por experiências difíceis.


Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que a presença paterna exerce influência direta na formação integral do filho. Mais do que prover recursos materiais, o pai que se coloca como guia transmite valores éticos e espirituais que moldam o caráter e fortalecem a identidade da criança. Essa orientação contribui para que o filho compreenda seu papel no mundo e desenvolva confiança diante dos desafios da vida. Assim, a figura paterna vai exercendo o papel de referência de responsabilidade e amor, fornecendo elementos indispensáveis para o crescimento saudável.


Além disso, a oração paterna representa uma prática concreta que reforça esse papel de guia e protetor. Ao interceder pelo futuro dos filhos, o pai demonstra que sua missão ultrapassa os limites do cuidado físico, alcançando a dimensão espiritual e emocional. Essa atitude evidencia que cada filho é portador de valor inestimável, digno de amor e atenção, mesmo quando sua história é marcada por dificuldades. Por exemplo, quando um pai ora pela saúde de um filho enfermo, pela sabedoria em suas escolhas acadêmicas ou pela proteção diante das influências negativas da sociedade, ele reafirma sua responsabilidade e amor. Dessa forma, a oração se torna expressão de hombridade e compromisso, fortalecendo os laços familiares e reafirmando a dignidade da pessoa.


Assim, também, “não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18:14). Portanto, compreender o papel do pai como guia e intercessor é reconhecer que cada filho carrega dignidade e valor inalienável.
Valorizar essa prática é reafirmar a importância da família como espaço de proteção e crescimento, onde o amor e a responsabilidade se transformam em pilares de esperança. Autor: @R_drigos
Dessa forma, a oração paterna se revela como uma poderosa expressão de compromisso e fé, contribuindo decisivamente para a vida e o futuro dos filhos.
Autor: @R_drigos

Platão tratou o amor como um banquete
Você me mostrou ele como migalhas
Ao te oferecer presentes, mostrou que tem preço.
Ao te oferecer palavras de afirmação, seu ego entrou em ação.
Ao te oferecer tempo de qualidade, mostrou que só se importa de verdade com coisas que enaltecem sua vaidade.
Ao te oferecer toque físico, optou pelo distanciamento.
Ao te oferecer atos de serviço, quis ser auto suficiente.

Um só


Platão dizia que éramos um só
Que estávamos juntos
Em um só corpo
Uma só vida
Uma só existência


Éramos um só
Em um só estar
Em um só ser
Em um só


Uma saudade sinto
Inexplicável
Com gosto de absinto
Agora estou condenado
A eternamente procurar
Minha outra parte
Pois só ela pode me completar

Na alienação dos nossos pensamentos..
Caverna de Platão nunca foi tão real,
Abriu se mundo da nova carvena,
A carvena era um buraco na parede com uma fogueira algumas pessoas em volta alguém alimenta o fogo e outro conta histórias.
E outros caçam comida que era pouco e também levam alguns peixes e cascas de arvore e raízes. Esta comida seria suficiente? A uma pirâmide de sobrevivência? Alienação de sair da fogueira será obstáculo intelectual? Para liberdade moral?
Hoje em dia Caverna está cabeça de cada um de nós celulares e computadores são as verbais visuais histórias contadas pelo xamã o que somos diante da pirâmide ancestral.
A escravidão daqueles dias continuam os escravocratas são mesmos donos da sua vida ate que seja substituido...

ENTRE PLATÃO, LULA E A JUSTIÇA
Tenho pensado muito sobre política. Mas, quanto mais penso nela, mais percebo que talvez esteja pensando sobre mim mesmo.
Minha leitura de A República, de Platão, colocou diante de mim uma pergunta aparentemente simples: o que é justiça?
Parece uma pergunta distante do Brasil.
Não é.
Porque Platão não se contenta em perguntar se determinado governante é bom ou ruim. Ele amplia a questão. Pergunta que tipo de cidade estamos construindo, que ordem existe dentro dela e que espécie de seres humanos essa cidade produz.
E foi exatamente aí que, enquanto lia Platão, comecei a pensar em Lula.
Não porque Lula seja um personagem platônico. Não é.
Não porque o lulismo seja uma realização da cidade imaginada por Platão. Também não é.
A ligação que me interessa é outra.
Quero colocar Lula diante da pergunta de Platão.
E quero colocar minhas próprias convicções diante dela também.
Quando Lula chegou à Presidência vindo de uma trajetória sindical e falando historicamente aos trabalhadores e aos pobres, uma questão antiga ganhou uma forma brasileira muito concreta:
o que uma sociedade deve àqueles que estão na parte mais baixa de sua estrutura?
Essa pergunta me interessa mais do que simplesmente perguntar se alguém é de esquerda ou de direita.
Porque posso discutir Lula durante horas.
Posso discutir o PT.
Posso discutir capitalismo, socialismo, mercado, Estado, Bolsa Família, salário mínimo, empresários, bancos, sindicatos, pobres e ricos.
Mas Platão parece interromper toda essa discussão e perguntar:
“Muito bem. Mas onde está a justiça nisso tudo?”
É aí que o lulismo se torna filosoficamente interessante para mim.
Uma das interpretações mais conhecidas do lulismo vê nele uma tentativa de produzir mudanças sociais de maneira gradual, elevando as condições materiais dos mais pobres sem realizar uma ruptura completa com a ordem econômica existente.
E então nasce uma pergunta extraordinariamente difícil:
melhorar a vida do pobre dentro de uma estrutura desigual é fazer justiça ou apenas administrar melhor a desigualdade?
Essa pergunta não é contra Lula.
Também não é a favor de Lula.
É uma pergunta sobre Lula.
E, principalmente, é uma pergunta sobre nós.
Porque existe uma tensão muito interessante entre Platão e o fenômeno político que Lula representa.
Platão nos obriga a pensar na organização da cidade como um todo.
Lula nos obriga a olhar para dentro da cidade brasileira e enxergar pessoas concretas que historicamente estiveram na parte de baixo dela.
O pobre.
O trabalhador.
O retirante.
A empregada doméstica.
O homem que acorda antes do sol.
A mulher que cria filhos com muito pouco.
A família que sabe exatamente quanto custa um quilo de arroz porque alguns reais fazem diferença no final do mês.
Quando essas pessoas melhoram de vida, aconteceu apenas um fenômeno econômico?
Ou aconteceu alguma coisa relacionada à justiça?
Essa é uma pergunta que eu não quero responder depressa.
Porque Platão também me impede de cometer outro erro: imaginar que justiça seja simplesmente dar a alguém aquilo que eu, politicamente, considero correto.
Justiça precisa ser examinada.
E aqui surge minha inquietação com o lulismo.
Se uma política tira milhões de pessoas de determinadas condições de pobreza, aumenta renda, amplia consumo ou cria oportunidades, existe ali uma questão moral que não pode ser ignorada simplesmente porque alguém não gosta de Lula.
Mas o contrário também é verdadeiro.
Se permanecem estruturas profundas de desigualdade, concentração de riqueza, privilégios, corrupção, dependências políticas ou injustiças institucionais, não posso ignorá-las simplesmente porque gosto de Lula.
É nesse ponto que Platão se torna incômodo.
Porque ele não permite que minha preferência política seja minha definição de justiça.
E talvez seja exatamente disso que o Brasil esteja precisando: separar justiça de torcida.
Eu posso admirar Lula e interrogá-lo.
Posso discordar de Lula e reconhecer realizações de seus governos.
Posso considerar determinadas políticas sociais importantes sem transformar quem as executou em santo.
E posso reconhecer erros graves sem concluir que tudo aquilo que foi realizado perdeu automaticamente seu valor.
Platão me força a perguntar:
se fosse meu adversário político fazendo exatamente a mesma coisa, eu julgaria da mesma maneira?
Essa pergunta me incomoda.
Porque revela alguma coisa sobre mim.
Talvez minha maior dificuldade política não seja descobrir se Lula está certo ou errado.
Talvez seja descobrir se eu consigo reconhecer justiça quando ela vem das mãos de alguém de quem discordo e reconhecer injustiça quando ela vem das mãos de alguém que admiro.
Aí a discussão deixa de ser apenas sobre Lula.
Ela passa a ser sobre minha própria alma.
E isso é profundamente platônico.
Porque a cidade e o indivíduo começam a se encontrar.
A desordem política que condenamos lá fora pode também existir dentro de nós.
Desejo.
Paixão.
Medo.
Ressentimento.
Interesse.
Vontade de vencer.
Necessidade de pertencer a um grupo.
E nossa extraordinária capacidade de chamar de “verdade” aquilo que simplesmente gostaríamos que fosse verdade.
Por isso comecei a perceber que colocar Platão e Lula na mesma conversa não significa comparar dois homens separados por mais de dois mil anos.
Significa colocar uma experiência política brasileira diante de uma pergunta filosófica antiga.
O lulismo propõe, em uma de suas interpretações, mudança sem ruptura completa.
Então pergunto:
a justiça pode nascer da conciliação?
É possível colocar trabalhadores, empresários, bancos, sindicatos, movimentos sociais, pobres e ricos dentro da mesma estrutura e produzir progressivamente uma sociedade mais justa?
Ou chega um momento em que conciliar interesses incompatíveis significa preservar a própria injustiça?
Eu não sei.
E talvez uma das coisas mais honestas que eu possa escrever sobre política seja justamente:
eu não sei.
Estou procurando.
Porque não quero uma filosofia que simplesmente confirme meu voto.
Quero uma filosofia capaz de julgar meu voto.
Não quero Platão para provar que Lula está certo.
Também não quero Platão para provar que Lula está errado.
Quero Platão fazendo perguntas a Lula.
Quero Lula obrigando minhas leituras de Platão a saírem da Grécia antiga e caminharem pelas ruas do Brasil.
Quero os dois me obrigando a olhar para uma criança com fome e perguntar:
isso é apenas pobreza ou é injustiça?
Quero olhar para uma fortuna gigantesca ao lado da miséria e perguntar:
desigualdade é necessariamente injustiça? E, se não for sempre, em que momento passa a ser?
Quero olhar para o Estado e perguntar:
até onde ele deve ir para corrigir desigualdades?
Quero olhar para o mercado e perguntar:
quanta liberdade econômica uma sociedade pode preservar sem abandonar aqueles que ficaram para trás?
Quero olhar para Lula e perguntar:
quanto da desigualdade brasileira foi realmente transformado e quanto apenas foi administrado?
Mas quero olhar também para mim e fazer uma pergunta ainda mais difícil:
quanto da minha opinião sobre Lula nasce da justiça e quanto nasce da minha vontade?
Aí está o ponto.
Minha vontade importa.
Minha história importa.
Minhas experiências importam.
Minhas escolhas políticas importam.
Mas nenhuma delas deveria ser maior do que a verdade.
Talvez amadurecer politicamente seja justamente adquirir coragem para dizer:
se meu adversário estiver certo, reconhecerei.
Se meu lado estiver errado, criticarei.
Se os fatos destruírem uma opinião que carreguei durante anos, prefiro perder a opinião a perder meu compromisso com a verdade.
Por isso minha reflexão sobre Lula já não termina em Lula.
Ela passa por ele e chega a uma pergunta muito maior:
que Brasil poderia ser chamado de justo?
Um Brasil onde ninguém passa fome?
Um Brasil onde todos tenham oportunidades?
Um Brasil onde exista liberdade?
Um Brasil onde riqueza possa existir, mas miséria não?
Um Brasil onde o Estado seja suficientemente forte para proteger o vulnerável, mas não tão poderoso que sufoque a liberdade?
Talvez nossas divergências políticas comecem justamente porque respondemos de maneiras diferentes a essas perguntas.
E talvez possamos discutir essas respostas sem transformar uns aos outros em inimigos.
Por isso, quando alguém me perguntar de que lado estou, minha resposta hoje é mais complicada do que já foi.
Tenho minhas preferências.
Tenho minhas esperanças.
Tenho minhas críticas.
Mas quero permanecer diante da pergunta.
Quem tem poder?
Quem não tem?
Quem está comendo?
Quem está com fome?
Quem participa da riqueza produzida pelo país?
Quem ficou de fora?
Quem governa?
Para quem governa?
E, acima de tudo:
a cidade que estamos construindo pode ser chamada de justa?
Não sei o que Platão diria sobre Lula.
Não sei o que Lula responderia a Platão.
Mas sei qual conversa eu gostaria de assistir.
Platão perguntaria:
“Luiz Inácio, que cidade você considera justa?”
E depois de ouvir a resposta, provavelmente continuaria perguntando.
Talvez sobre riqueza.
Talvez sobre pobreza.
Talvez sobre poder.
Talvez sobre conciliação.
Talvez sobre os governantes.
Talvez sobre os governados.
Mas, quando terminasse de interrogar Lula, eu pediria a Platão:
“Agora pergunte a mim.”
Porque seria muito fácil usar a filosofia para colocar o governante no banco dos réus e deixar minha própria consciência confortavelmente sentada na plateia.
Não quero isso.
Quero que a mesma pergunta alcance os dois.
Lula:
o poder que você exerce produz justiça?
E eu:
a política que você deseja nasce realmente da justiça ou apenas daquilo que favorece suas próprias convicções?
Talvez seja aí que Platão, Lula e eu finalmente nos encontremos.
Não numa resposta.
Mas diante da mesma pergunta.

O que é uma sociedade justa e o que cada um de nós está disposto a sacrificar para construí-la?

Vamos repensar?

Platão — “A ignorância é a raiz de todos os males.”

“A ignorância não é apenas não saber; é acreditar que já sabe. O maior prisioneiro da caverna não é aquele que nunca viu a luz, mas aquele que viu apenas sombras e passou a defendê-las como verdade.”

Carlos Eduardo Balcarse

desvirtuando cérebros virtuais
na era digital, a caverna de platão
foi projetada na sua mão.
Todos só vem sombras, resquicios da realidade
todos são amos e prisioneiros
pescadores de likes
Desabafo em grupo de desconhecido
por que você ja não tem o ombro
dos seus amigos,que hoje são mais
instagram e facebook, são mais fotos
do que os momentos que realmente
vocês curtem
é o jogo das aparencias,
mesmo tando em decadencia
transperecer alguma alegria
e na sua bolha se alimenta inveja
ódio,depressão
quer competir, trampa sem descanso
só pra poder consumir
enquanto o sol se põe, e o céu fica vermelho
tu prefere ser narciso no espelho
os passaros cantam e voam com o vento
cê no seu apartamento, perdendo o tempo
sagrado dado pelo pai
pra tu conhecer a beleza
do que vem e o que vai
tudo é eterno em constante mudança
de estado, se unindo e dividindo
pra ocupar espaço, dimensões presentes
no mesmo lugar, só sente quem se rende
a se conectar, desapegar do eu
montante de ilusão,sei que existe um eu
pra cada campo de visão
então o que é real? Ja não sei
a verdade não vi, mas senti
e por isso sou grato, sou filho teu
peço afago no coração afogado
em frustração, por que o mundo ta assim
seus filhos sofrendo estão, de milhares, de milhão
enquanto os que plantaram sangue maldade
continuam com os titulos de majestades, banqueiros
industriais, fazendeiros, destroem o planeta e a humanidade
convoco internevenção natural nesse desastre
de desigualdade, a a flora e a fauna me apoiia
nesse ato ó pai, mãe terra pediu pra dizer que ta foda.
ou desce o entendimento, a consciencia
ou manda outro diluvio agora, essa é a hora
daqui a pouco o declinio ja não volta...

Inserida por Jacom

Um soneto à Platão

Se conheço a mim mesma,
deveras que és por ti Platão
que fizeste - me a razão d'alma,
meu ímpeto e minha emoção!

Não fujo ao que me faz sabia,
se em tudo há racionalidade
do que argumenta a filosofia,
em mim um resto de vaidade...

porque se conheces o que tu és
reconhecerei em mim o que sou
ás margem da razão que me fez!

Só assim a liberdade de que falou,
em mim apraz - me ser sem revez,
pois, de ti, fiz de mim o que sou!

Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental.

Inserida por marialu_t_snishimura

Das Formas de Platão ao conceito de alma do Cristianismo, a sabedoria tradicional nos disse que tudo tem sua própria essência única. Quando exploramos a mais ínfima das mais ínfimas escalas, no entanto, parece que a sabedoria tradicional ficou completamente errada nessa frente. A única maneira de distinguir qualquer coisa de qualquer outra coisa no mundo quântico é através de qualidades como carga, massa e spin; e a única maneira de adquirir essas qualidades é através de interações com campos onipresentes. A diferença entre você e tudo que você já viu reduz-se à dança caótica de campos e forças. Você, sua família e amigos, aquele idiota que te cortou na estrada, aquela aranha que você matou no chuveiro, as bactérias que residem em seu intestino, o pedaço de tecnologia que você está usando para ler isso, o ar exalando fora do seu pulmões, a luz do sol sustentando sua sobrevivência, o cosmos conhecido em sua totalidade - tudo e todas as suas diferenças podem resumir-se a nada mais do que infinitesimal de dois passos, nervosismo evanescente. Embora isso também não seja totalmente preciso, já que esses rótulos são meras metáforas do que realmente está acontecendo. No universo difuso e dinâmico dos quanta, o conceito de rótulos quebra completamente. Ficamos apenas com abstrações matemáticas e probabilidades. Não importa como você o faça, a identidade desaparece como um conceito coerente no universo dentro de nós.
Alguns acham isso inaceitável, até mesmo assustador. Para mim, é um aspecto romântico e inspirador da realidade. Ela satisfaz muitos dos desejos da "nova era" de interconectividade, sem apelar para a pseudociência, e fala sobre a composição homogênea e ilimitada de nossos seres. Apesar disso, o mundo quântico é freqüentemente considerado irrelevante, uma vez que não tem consequências sobre nossas experiências percebidas. Como eu me preocupo com o que está acontecendo em uma escala tão pequena se isso não tem nada a ver com a realidade do meu dia-a-dia? Sustentar essa opinião é negar a importância da busca da verdade, pois a escala quântica, embora muito distante de nossas percepções, é fundamental para a realidade, fundamental para a verdade. Tentar captar o funcionamento interno do cosmos é uma busca nobre por si só, mas também é um caminho rápido para enriquecer nossa vida cotidiana. Ele oferece uma olhada no quão sortudos nós somos por estarmos vivos e, particularmente, em ter consciência. As cosmologias tradicionais explicam a consciência como algo que nos é concedido do alto ou como existente em sua essência para sempre e sempre; A cosmologia quântica, por outro lado, fala de quão afortunados nós somos que a natureza foi capaz de transcender sua singularidade, seu estado de completa uniformidade sem identidade, e dar origem às experiências únicas de personalidade, emoção, criatividade, amor - em curto, identidade. Quão maravilhosamente privilegiados todos nós somos para obter uma fatia preciosa do espaço-tempo para colher esses dons da evolução cósmica.

Inserida por berudi

Meu herói

Já dizia Platão: "Quer conhecer o homem, dê-lhe o poder", pensamento decorrente da lenda do anel de Giges (A República). Ao ser contemplado com o poder há duas direções a serem seguidas, tornar-se um super-herói ou um vilão. Neste momento decisivo você se autoquestiona: "Sou o que sou porque sigo as regras ou esta é a minha essência se exalando?". Pense minuciosamente, certamente em algum momento da vida você já foi engrandecido com algum tipo de poder e eu lhe pergunto, que rumo tomou? Dentre tantas respostas, uma me causou um certo arrepio... Eu escolhi derrubar as barreiras que me impediam de subir, levei anos para ser capaz de descobrir quais eram seus pontos fracos e conseguir de fato superá-las, percebi ainda que podia fazer mais, que podia ir além de apenas destruí-las, eu podia usá-las de impulso, de gatilho, de degrau para alcançar rapidamente novos horizontes. Depois de atingir êxitos pessoais passei a desejar que todos ao meu redor pudessem alcançar seus objetivos também, decidi ser um herói. Optei por vestir uma máscara a fim de deixar meus anseios de lado e me dispor inteiramente a disposição dos outros, ser a voz daquele grito de socorro que nunca veio a tona, ser a coragem daquele que nunca saiu da cama, ser asas para aquele que nunca voou. Eu tive alguns heróis. Eu fui o meu herói. Eu fui capaz e sei que você também é.

Inserida por eriecsoulz

Seja Sol, seja Luz, seja Você!

Reflexões sobre "A alegoria da caverna" - Platão, 380 a.C.
(A partir da leitura do livro "A aurora de uma criança", REZENDE, Lenilson Moraes. Goiânia-GO, 2019)

Estaria eu falando não por mim, mas pelo ser humano - e daí, também, por mim, obviamente! - , inspirada nos ensinamentos de Sócrates? 🤷🏻‍♀

Quando estou habituado, condicionado, a ver as coisas de determinada forma, tenho dificuldade de ver o novo, de ver sob uma nova perspectiva.

O que vejo pode ser uma ilusão, mas não consigo (ou até consigo mas não quero) ver de outro modo. Nas diversas voltas da vida, é-me dada a oportunidade de enxergar: posso aproveitá-la ou não. Posso me libertar das minhas correntes, das minhas prisões, posso me curar da minha "desrazão". A escolha cabe unicamente a mim.

Ver algo novo pode ser difícil, pode incomodar, pode doer. Serei a todo o tempo tentado a ficar ou retornar para a minha zona de (des)conforto. Mas se eu persistir, lá na frente verei que terá valido a pena.

Preciso me permitir o novo. Preciso me esforçar nesse novo caminho. E então verei o sol, tal como ele é.

Ao ver o novo, ao ver a luz do sol, desejo que os demais a veja.

Tentarei falar sobre o que vi, sobre ver novas possibilidades. Estarei atento sobre a melhor forma de fazer isso, pois estarei focado em atingir o meu objetivo. Alguns, inspirarei. Por outros, serei ignorado ou até mesmo hostilizado.

Mas não posso desistir! Mais vale suportar qualquer provação do que voltar àquela caverna.

Preciso aprender a assimilar o mundo pela vista de quem está na caverna e não consegue (ou não quer) ver senão o que está acostumado a ver.

Preciso aprender a assimilar que minha essência - sol - está o tempo todo disponível para iluminar a minha prisão, basta eu querer quebrar as minhas correntes, basta eu querer enxergar, basta eu olhar para o meu verdadeiro caminho e segui-lo. Todos, sem exceção, somos sóis. Só precisamos decidir acessar a luz que pulsa dentro de cada um de nós.

Seguindo firme o meu caminho, subo e contemplo o que há no alto: minha alma ascende aos últimos limites do mundo inteligível, onde está a "Ideia do Bem". Percebo-a com dificuldade. Somente a vejo quando compreendo que ela é a causa de tudo o que há de reto e belo.

Se quer se comportar com Sabedoria, seja na vida privada ou na vida pública, você precisa ver a "Ideia do Bem". E "é preciso que se habitue, para que possa ver as coisas do alto", disse Sócrates.

Que possamos escolher ser luz e nos esforçar nesse sentido. E que possamos irradiar essa luz à nossa volta. Assim, contribuiremos para um "eu" melhor, para um "outro" melhor, para um lar melhor, para uma família melhor, para um trabalho melhor, para uma comunidade melhor, para uma sociedade melhor, para um país melhor, para um mundo melhor.