Coleção pessoal de rmatos

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Sigilo das forças do firmamento
Paládio incomum dos sidéreos
O santuário até de mártires se usou
Para homiziar de tudo que tem e buscou
Nem o ouro e muito menos pedras valiosas
Aceitaram em suas permutas
Pontífices sujos e imundos se beneficiaram da grandeza
Sem se importa com seu real benefício
Mancharam suas paredes de pestilências
Alimentaram as bestas, tiravam os pães das crianças
Sem concerne do futuro que reservavam
As exultações da carne eram mais férteis
Esquecendo que o tempo passava é o alicerce da abadia ruía
Que cause a hecatombe da sua biocenose
Se isso trazer frutos mais proveitosos pelas falhas
O sofrimento começou a pigarrear com esse erro
Nas lágrimas dos que caíram no colo da dama de ferro
Estejam suspensas por hora a persuasão que se tem em sua adoração
Até o trem dos séculos passar o sangue frio irá rojar
Independente dos segredos que se tem ainda a revelar.

R. Matos
Tags: santidade hipócrita

A caça da riqueza ainda permanece
O filósofo Platão despertou a lenda que aparece
Nação propícia no fundo do oceano e poderoso
Em arcos circulares a ilha continental, com metal precioso
Governada em louvável disposição
Para Poseidon, carregam uma sociedade com ostentação
Monarcas brilhavam como o sol, a luz do oricalco
Fruíram da abundância em palácios de mosaico
A empáfia em sua superioridade
Alcançou degraus invejáveis, mais faltou maturidade
Cupidez ascendeu até onde não deviam
Despertando em Atenas, o legado que jamais teriam
O único sismo foi suficiente para submergir
O dia infortuno do povo atlante a surgir
Arrastados as profundezas dos mares
Carregando toda sua altanaria instalada nos lares.

R. Matos
Tags: atlântida

De forma animalesca sacrifícios começaram
Pirâmides astecas destacam a histeria que debutaram
Amarrado sobre o altar ou entre os círculos âmbar
A truculência foi despertada em nome de alá
Vísceras são alimento para que eles que creem súpero
Cite Malcã com sua escultura de bronze queimava no ínfero
Sem indulgência crianças a inflamar
Umedeceram o seu chão com a seiva vermelhar
Fadado acurado ao sangramento pelas divindades
Sem socorro estará largado as atrocidades
Gigante espantalho de fogo, engaiolando os inadvertidos
Flama perante as grades, despertou diante dos deuses venerados
Pondo em cada lume dose de sentimentos perdidos
Pobres desfavorecidos largados ao sacrilégio de seres sórdidos

R. Matos
Tags: sacrifício

Banida da sociedade ancestral
Destruída o conceito do que era moral
Cravada na pele com osso e agulhas amoladas
Com desígnio de proteger das criaturas exacerbadas
Cobre-se de pintura ser infame e guerreais
Confrangendo os nervos vitais
A modernidade chegou é a tatuagem do dragão cresceu
Grifou no corpo a pintura que ti forneceu
Osso do albatroz com sangue e dor vai marcar
Sua vida pela eternidade seu indicio maori a destacar
Traga no peito uma águia estilizada, traz no pescoço uma cruz
O grafite abstrato na perna, e uma frase que remete a jesus
Cada um com sua acepção cognitiva é sentimental
Airosidade, sombreada ou colorida ou um traço tribal
Não só no coração pode-se carregar uma paixão
Na pele também pode-se cauterizar nossa fascinação.

R. Matos

Parti ao mar o senhor da vidigueira
Comandante oceânico, partindo na esgueira
Subiu as ondas do atlântico rumo ao mundo
Ele e do reino de Portugal de Sines oriundo
Marítimo por natureza, por meses singrou e atracou
Do litoral africano atrás de especiarias buscou
Indo longínquo além do ouro continuando sua andança
Para no indico chegar a cruzar o cabo da boa esperança
A armada singrou a Moçambique, a ancorar em Goa
Milenar Índia, ninho secular uma terra boa
Hauriu além das fronteiras portuguesas
Inspirou poemas, clubes de futebol e naus acessas
Cruz de malta de longe denuncia
Que na alfândega já se previa o navegador que surgia
Vai rei de Portugal pode coroar
O rei da marinha do mar
Almirante mor dos mares da Índia
Onde ele era um soberano da concórdia
Fez o que amou, navegando pelos pélagos incógnitos, vai da gama
Mareante lusitano sem estardalhaço fez sua fama.

R. Matos

Acredite não é muito tempo, mais parece a eternidade
Parece que foi ontem que vi o olhar cor de mel
Acolhedora sorriso fácil que ti leva ao céu
Nunca pela metade, sempre amiga por inteiro
Por mais das nossas dificuldades e distâncias
A anos não esquece cultiva as reminiscências
Apesar de tratar com charme os amigos
Que não só de beleza sua fachada vive
De um gigante intelecto e inclusive
De me impressionar serenidade e amabilidade
Por que poucas utilizam suas qualidades com afabilidade
As ombreiras podem passar mais seu coração e eterno
Pode-se ter certeza e encostar a cabeça no seu amor fraterno
Saiba que não foi fácil escrever essa
Não por faltar motivos apenas palavras
Para com destreza de um poeta que não sou contar
Estaco com facilidade meu contentamento
Valeu foi um regalo raro ti conhecer
Assim como conviver, e será impossível ti esquecer.

R. Matos

Quem disse que nunca ti notei
E quem pensa que não ti amo e ti amei
Desconhece a acepção de irmandade
Quando fui afugentado, contra a murada
Jamais me obliterou, instintivamente me abraçou
Dessabeu minha insipiência ainda assim me prezou
Eu nunca fiz muito, nem o mesmo que fez por mim
Mas mesmo as brigas e discussões constantes, alimentaram nossa aliança
Espero que o baú da sua recompensa encontre
Eu já encontrei o meu, meu sangue minha raiz
Minha elã, você é uma das pessoas que tenho como razão
Avante não desista dos seus sonhos guerreira
Lamentamos os infortúnios e as barreiras
Inevitável e você não as romper, disso nunca contestarei
Nessa vida na rejeição não ti deixarei lá estarei
Ensejarei seu abraço como uma criança pelo doce, ti buscarei.

R. Matos

Quem dirá que por sempre, não ti conhece
Sabe a verdade desse cosmo e reconhece
Nunca vi ente ou coisa alguma durar tanto
Excelso e durar algumas estações do galanto
Por que a glória só conheci o tempo
Terá ausência mais essa temporada será passatempo
Explorar um tal, e novidade é amor e paixão
Mais não será perpétuo, haverá desconexão
Familiares sua linhagem pelos séculos se perderá
De tudo que um dia conheceu cederá
A mente irá vagar por pensamentos primitivos
E fatalmente deixara detalhes intuitivos
A luz ou as trevas que irão lhe acompanhar
No seu raciocínio irão sugar o seu cunhar
De resto o que fez o deixou de fazer pelo lapso
Vai ficar deixando saudades ou não será capcioso
Perpetuidade só nas palavras, isso irá se sepultar
E um novo ensejo irá vim sim fixar para reinar.

R. Matos

O malho congelado fustigou dilacerando o seio da terra
Despertando a flora iniciando a primavera
A providência da mitologia continental, Sucellus
Originando a luz, do fogo batizado Belenus
De carruagem trazendo seu resplendor
O trovão desobscurecendo um ar com um som devastador
Três vezes santamente ungida nossa santa genitora
Aclarando os continentais com benfeitoria
Fertilizando e disposição brotam da Epona
Nossa deusa cultuada que ela proporciona
Da guerra assomaram mortos e ressuscitados
Artesões e heróis guerreiros que lutam até crucificados
Se o corvo aterrissar se alerte combativo diziam os antigos
A morte vai chegar, você corre por perigos
O goblin vem ainda incitar o reino irlandês
Do caçador e profeta, é ajuda do barco que demarques
Para livrar o reinado mítico, de seu término
E no Oeste encontrar um lugar de felicidade e exultações que não recrimino
Que a tempestade ti empurre viajante contra o delta
Para chegar a esse paraíso dos celtas.

R. Matos

Ti esconjuro rebento do clarão caliginoso
Dominador de línguas estranhas, ser ardiloso
Entende do incomum e desconhecido
Sem limites e sem aversão pelo perigo
Domina um abnóxio pregando o ódio ao sagrado
O desfazendo em blasfêmias é culto ao pecado
Autorizado pela cruz e deidade
Meu escudo e minha arma, pela fatalidade
Amaras na sua morada, crucifixo, água benzida
Aspergindo para recorda a purificação conduzida
Enaltecem a vitória sobre o maligno
Tornando a oração ao imposto algo benigno
O sagrado contra sua alma ser infectado
Liberte o fiel em nome do sagrado
Tome seu rumo as profundezas ser escrachado
Tumbe pelas catacumbas, esteja despachado
Depreciativo para torna sua tortura divina
A imperativa ao extremo livrando o pobre coitado de sua sina
Paz no espirito vai atingir pelas imprecações
Fazendo a serenidade alcançar o alvor por meio de admoestações.

R. Matos
Tags: esconjuração

A relevância perseverar, vale o sucesso
O estorvo pode até aumentar, mais nada de passo para o regresso
Pois também cada passo para o mal traz algo bom
A paciência e demais para alguém que compara ela ao um bombom
Não aguarde nada de ninguém esperando ser recompensado
Esqueça essa que alguém esteja realmente interessado
Seja a natureza que com mansidão resolve todos os dilemas
Sem depender de nada, planeje seus estratagemas
O legado de ver o tempo passar pode ser nulo para muitos
Mais por não ter virtudes, a pacatez tem seus êxitos
Ela superar suas forças e esperanças
Quando você deixa de acreditar em si mesmo, ela as alcanças.

R. Matos
Tags: tenacidade

Timoneiro pode desatracar os nós das cordas do drakar
Mais um dia de pilhas e guerras, hora de zarpar
Diante da claridade espadas rúnicas e escudo emadeirados
Para afinar nas batalhas em busca de riquezas em templos valorados
Cara carrancuda, barba estilo rústico elmo chifrados
Aparência do gladiador com íntimos exasperados
Peito disposto diante o combate, pronto para o sangue é a morte
Que se façam a arbítrio do furor para assim ser mais forte
Filhos de fenrir cultuando o ancestral sem ter o lado bem e o mal
Apenas em busca exício, deixando em viúvas uma dor lacrimal
Adeptos ao destino dos deuses ao ragnarok futuros eventos do remate
Submergindo o mundo em águas, mas sobra o dragão dos mares para o arremate
Serão os viventes nórdicos aguerridos espumando louros, grandes herdeiros
De couraça e peles de ursos verdadeiros, com a fronte de heróis derradeiros.

R. Matos

Fitado mais uma tarde com os olhos, vidrados no entardecer
Criando o caráter para suas virtudes futuras
Infindavelmente essa época vai passar e causara tristeza
Aproveite o poder o recurso é seu, o impossível e desconhecido para suas aspirações
Suas teorias, paixões, bebedeiras de madrugada nossas afirmações
Uma eterna blindagem instransponível nos cerca, então pode arriscar mais
Seja louco, ame sem juízo e aguente os fracassos como um deus
Cometa os velhos erros na nossa mocidade
Se questione, porque tudo vai partir, não somos brilhantes eternos
Uma hora vai acabar a vitalidade e começar realidade
A morte está do outro lado até o momento imperceptível
O melhor disso tudo e admirar e realizar sem compreender jovem
Pois sua disposição e indomável, corre um sangue chamado coragem
Dance na chuva, cante na lua, corra no verão, nade no inverno
A imortalidade eu quero, mais ela não vai nós apanhar
E eternidade quero me declarar
Com você de mãos dadas quero ficar.

R. Matos

Dama do meu submundo
Explicita prestímana do encanto, derruba barreiras da dureza sem óbice
Se farda e dispensa muito ligeiro a chatice
A fez reis e imperadores devastar
Persuadiu com suas curvas, a dominarem reinos proibidos
Atravessem fronteiras que não deviam deixando o caos
Rios de sangue, montanhas de cadáveres
E lágrimas de viúvas formando a trajetória
Rainha da anarquia não sabe o poder que move entre os homens
Incógnita sua pessoa, semblante de felicidade por isso mesmo confunde as deidades
Pois seu domínio e irreal, sem manual ou corriqueiro falhará aspirantes
A riqueza não precisa ela tem, o sorriso no rosto idem algo natural
O que ela precisa de vocês nobreza
Nada tenham certeza
Competente sobre si, dependência nunca sofrerá
Enquanto isso príncipes e duques se esmerilhavam por sua atenção
Sem nenhum pingo de razão ultrapassaram as barreiras exposição
Mais de que toda guerra feita nada adiantou se, por ninguém ela ainda se apaixonou
Coração bravio, sem mácula ou comiseração
Mais creia ela espera que o amor um dia vem
É do jeito que ela menos delonga, simples e abafado é original
De tanta destruição causada, gozara de flores galardoada no final.

R. Matos

Com toda a singeleza, outorga no amanhecer
E com todo o amor pelos seus frutos vai labutar
Um enigma imenso cerca sua pessoa
Charme em toda prova entre seus lábios
Esquece até do tempo, dia corrido
Nem sempre dá para aproveitar
Mais sabe que nesse coração tem tempo para amar
Sei que é parvo achar alguém misterioso
Se ponha no outro lado é vai entender
Aquilo que ti fascina nem sempre vai ti deleitar
O ar a cor, a pele tudo implica
O jeito o sentido o falar tudo emociona
O desejo demonstrado, a ânsia de se apaixonar de novo
De ser a namorada
Novamente um dia conquistada
Me regozija sua delicadeza e preocupação
Pelo moderado que sei sobre já me enobrece
Traduz felicidade, guerreira mãe, mulher um amor uma flor.

R. Matos

Lá vem com garbo e galhardia o dono da morada
No meio do povão vermelho convidativo na alvorada
Traz no canto da pátria uma pulsação aprimorada
Diferente batida ao toque da batucada
Faz pular e pulsar de sentimento, curta talvez adore
Beleza, carisma e desenvoltura na dança da rainha do folclore
Grandiosidade do boi do povão
Espelhada no meu sangue que tange de emoção
Carmim corre nas veias, avermelhado reflete na rosa
Do sol do amanhecer e entardecer só para ti ver
Indubitável o amor, por esse boi-bumbá
Couraça branca da cor da paixão, difícil não adorar
Com toda comoção é o acerejado do nosso coração
É vermelho o nome da minha comoção
Certeza de ser campeão boi querido
Como nas luzes dos fogos de artifício anunciam
Purpúrea garantia de título garantido

R. Matos

Guardais as florestas o utópico sertanejo
É o lendário indígena traz consigo seu símbolo um gracejo
Intrínseco no nome, lavor e alto pundonor primoroso
Como ostenta no curral glorioso
Defensores da estrela do boi piranga
Da dançarina flutuando a nossa cunhã-poranga
A batida envolvente, que contagia a nação
Da marujada de guerra que assevera a empolgação
Marca em meu pulso corado e desgastado
O astro porque nessas veias o sangue azul e confirmado
Vaqueirada tutelem o preferido do amo
Deixa ele brilhar desenvolver, agora eu clamo
Pajé abençoai o manto cerúleo, índigo e anil
Desse boi que me faz pulsar no céu no mar no ar azulanil
De Parintins para o mundo trazendo um amor tão charmoso
Venha se consagrar meu guerreiro caprichoso.

R. Matos
Tags: caprichoso

Peculiaridade de cegonha e pelicano, com traços românticos da garça
Cisca pelos cantos, balança a cabeça com graça
Rostro opaco, amplo e estirado
Servido por jia, crescido em céus pairado
Palúdico charme do centro africano
Pátria minha morada, meu éden arcano
O dissabor que nós cerca leva pela raridade
A penúria da raça a obliteração da variedade
Do rex, dinossauro imponente singular
Que por tanto cinza e formosura a contemplar
Torna essa ave que mais parece do período cretáceo
Uma lenda exemplar um insólito eráceo
Desfruta afabilidade também o terror de seu desfecho
Reflete em seus olhos o amor inocente da bela fera em seu nicho
Que espera nada mais que o respeito por sua singularidade
Que não só ela como outros que evadem o fim tenha a paz pela eternidade.

R. Matos
Tags: bico-de-tamanco

Caçadores bantu, já estanciavam na região
Até a chegada da frota de Diogo Cão
No batizado reino de Lunda
Que iria transparecer pelos séculos na baía de Luanda
De ramos portugueses
Colônia distante dos burgueses
De mestiços, cafuzos e kuduro
Ritmando matizando o kizomba vindouro
Desfrutar do carnaval naquela
Cidade histórica de Benguela
Da riqueza mineral, até a natural de Kwanza
Rio natural de águas como bonanza
Antílope denegrido em extinção
Única morada se faz seu lar terra da benção
Banhando-se nas caldas do Cuango
Na serra de Leba, perto da harmoniosa Lubango
Nascida aqui para defender a capoeira
Migrou para além-mar, tornando-se aroeira
Cordialidade caprichada de reverencia anunciada
Marcada por misticismo diferenciada
Tome seu lugar agora e fique, para ver o poente até que finda
Em alguma praça da acolhedora Cabinda.

R. Matos

A esperança que tem sobre você
Se torna percepção do que pode ser
Nunca se contagie com essa expectativa
Que outras pessoas criaram de tu
Se ame e ame sem cobrança
Creia na confiança
A expectação se torna seu pesado contendor
Poderá no porvindouro será causa de dor
Apenas a recompensa e divina
A exigência e algo que homem impôs
Não e algo brotado planejado mais obrigado
Ser aquilo que você não espera de si mesmo
Sem paixão, sem saudades, muito menos expectativas
Era súpero, aprender desse jeito
Pode vim se tornar a ser recluso da vexação
Barrote o que espera, seja camicaze
Avance e jamais retorne mesmo que erre.

R. Matos