28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
Poema Infantil | Poesia para Crianças
CHILIQUE
Mãe não venha com chilique
Que se não for no joystick
Eu não vou brincar de pique.
Brincadeira na rua
Para mim é coisa sua .
Por favor vê se não ura
Mas me deixar ser tv
É a maior censura! x.x
www.jessicaiancoski.com
Labirinto de mim mesma
Dentro desse labirinto
Eu vagueio sem parar
Em uma eterna procura
De um dia eu me encontrar.
E hoje eu vivo assim,
Na sombra dos meus pesadelos
Tentando entender o motivo
De tanta dor e desespero.
E essa intensa busca
Profunda amarga meu ser,
De lembrar da minha infância
Daquela criança
Que chorava sem querer.
E hoje eis aqui
Sentada nesta cama,
Escrevendo esses versos
Eu mergulho no meu ser
Nesse abismo infinito
À procura de um núcleo
Aonde mora o meu bem querer.
Eis aqui mais um dia,
Vivendo,sobrevivendo,aprendendo
Mais acima de tudo querendo
Novamente me encontrar.
A Vida é uma eterna procura
De algo abstrato
Que nem sempre
Conseguimos aqui encontrar,
Talvez o erro,
Seja nossa forma de procurar
Buscando o tangível no intagível
Só faz aumentar a procura,
E andando em ciclos
A Vida continua...
De repente, somos crianças novamente.
Comendo as estrelas do céu com os olhos,
nós estufamos nossas barrigas com sonhos;
Quado eu era criança não tive blackberry, iphone,ipad, nem Wii, nem Play1,2, 3,4,5,6.. ou Xbox muito menos notbook com 3G...
Eu brincava de;
esconde-esconde, policia e ladrão
pega-pega, corre cotia,Bolinha de Gude, pipa e peão, Carrinho e carrinho de rolemã que eu mesmo contruia, Rouba-Bandeira, fogueira, dança da cadeira, queima, passava a noite pulando elastico,
duro ou mole, pega pega, cada macado no seu galho,jogos de baralho, Dama, pular corda, de médico,
casinha, mamãe e filinha, cabaninha, amarelinha, lencinho branco, batata quente, queimada, passa anel, morto vivo,
elefante colorido "elefante coloridoooooo.. que cor?",brincadeiras de roda, balança caixão, bolinha de sabão
pular corda,pular corda coletivo, adoleta, seu mestre mandouu, babalu é california california é babalu,
Jogava futebol e taco com os amigos descalço e na terra e não existia esse tal de gel antibacteriano! Que infância boa!
putz.. época boa pra caramba eu Só ia pra casa quado escurecia a Minha mãe não me ligava no celular,
só gritava: PRA DENTRO Já! você tá imundo menino!
vai tomar banho agora!
e eu respondia: to com fome Mãe...
e ela respondia porque não comeu a bola ou o peão as bolinhas de gude dependia do dia!
se você já tomou água da mangueira do vizinho que lavava o quintal e mesmo assim sobreviveu, passe essas lindas memórias para seus amigos!!!!
►Noel
É estranho, mais nunca acreditei nele
Nunca acreditei que meus presentes viessem dele
Tantas historias eu já ouvir falar sobre ele
O bom velhinho foi o apelido utilizado
E vestido de vermelho foi caracterizado
Nas entregas dos presentes, organizado
Noel, parte do Polo Norte no dia 25
Tome cuidado, amarre bem o seu cinto
Pareço gostar dele, mas minto
Afinal, não creio neste mito
E possuo liberdade para falar, não é um delito.
Como poderias entrar em minha casa?
Não possui chaminé, talvez tenha asa
Minha mãe nunca me iludiu com essas histórias
Minha nossa, vejo agora, ilusórias
Mas entendo, as crianças do meu tempo, simplórias
Ah, aquela época, tantas boas memórias
Talvez no mundo atual,
Ele receba tudo agora virtual
Já não tem mais aquele ritual
Arvore enfeitada, a família agitada
Os gritos da garotada
Os tempos mudam, pois é
Não posso fazer nada, né?!
A ceia era algo fenomenal de se ver
Gostaria desta cena reviver
Lembro dela agora, enquanto estou a escrever
A última que tive, lá fora estava a chover
Minha mãe me dizendo para eu descer
Já íamos comer, estava a anoitecer
Por que devemos crescer?
"Devemos amadurecer, florescer!"
2005, me lembro bem deste ano
Eu tinha muitos e muitos planos
Noel não estava dentre eles, claro
Ser um "bom garoto" não fui, declaro
Mas fui, e sou, um filho presente
Então de você Noel, não sou carente!
A CHUVA
Através da janela
vejo a chuva que caí.
Insiste mansamente…
Sons das gotas da chuva,
a sinfonia fria
bate e molha a vidraça.
Divina fina chuva!
Vejo luzes dos reflexos
da chuva no asfalto.
As minhas lembranças
retornam ao passado.
Saudade e melancolia
da minha doce infância.
Aí meu coração chora
O ritmo da chuva insiste…
►Sou uma criança
Sou apenas uma criança curiosa
Quero saber como funciona tudo
Sou apenas uma criança curiosa
Quero saber como funciona o mundo
Sou apenas uma criança alegre
Quero te ver contente
Sou apenas uma criança alegre
Gosto de estar com muita gente
Sou apenas uma criança travessa
Quero pular,brincar, balançar
Sou apenas uma criança travessa
Me pegue em pleno ar
Sou apenas uma criança criativa
Faço meus próprios brinquedos
Sou apenas uma criança criativa
Faço tudo em segredos
Sou apenas uma criança boba
Não vejo maldade nas pessoas
Sou apenas uma criança boba
Só vejo coisas boas
Sou apenas uma criança
Quero ter sua atenção
Sou apenas uma criança
De bom coração!
Educadoras
Não há grito de liberdade maior que de uma criança.
Dentro de sua inocência, confronta o mundo com a verdade.
Se irrita com o banal, e valoriza o que de mais puro existe no mundo.
A verdade do coração, transmitida no olhar, no sorriso que gargalha.
Na peça pregada pela simples alegria.
Não há nada de mais espontâneo e cativante no ser humano.
Não há expressão mais literal da verdade.
Dom sem igual, o qual a sociedade tanto luta para domar.
Com suas concepções fúteis de educação.
Afinal crianças não vem para aprender
Vem para ensinar.
Tarsila
-Vovó, sabia que quando eu crescer vou trabalhar igual o papai?
- É mesmo Tatá?
- É! Vou pegar DNA de borboletas e DNA de menininhas.
Vou misturar para fazer fadas!
Acho que o mundo ainda pode dar certo...
Tens um lindo sorriso
de uma sincera felicidade,
docemente cativante
com a espontaneidade
de uma criança
com sua alegria contagiante
e bastante espirituosa.
Claramente, não perdeste
a essência da infância,
és muito graciosa e em ti,
o amor é uma constância.
Ser criança é não ter a ânsia de querer ser...
É viver sem se comprometer
com a realidade daqueles que nada são
Não vivem
Não sonham
Não têm imaginação
Ser criança é não se
Contentar com a monotonia
Do mundo...
Com a falta de graça,
de cores, de rumo...
É aproveitar a vida
Cada segundo
(...)
Ser criança é sorrir
Com as coisas
simples da vida
É ter o coração livre
E amar sem medida
FLORES, Leandro, 2017
A maior homenagem
que pode ser feita neste Natal
é lembrar de que em cada
pequenino palestino desprotegido
existe um Jesus Menino
que não está sendo protegido,
Erga a sua voz para que nenhum
pequenino nunca mais seja agredido,
Seja corajosamente sempre a luz
do mundo em prol de cada
pequenino.
AGÁ, DOIS...Ó?
Qual um anjo...ou drone? Vejo o algo a mais
Que os reles pensamentos dos homens;
Vejo os algodões de outrora
Supérfluo luxo da agora.
Qual a mais célere...ou célebre?
Ave de rapina, que plana acima da biosfera
Acima dos agás, dos dois, dos ós
Sinto àquela criança franzina e curiosa
Que transformava qualquer espécie de nuvem
Em brincadeira, em prosa
Em assunto profundo de roda
Em contos sobre Dumont, Zeus, Deus
O sideral não era espaço, o tempo não tinha compasso, o azul mais que uma cor.
Os meninos gargalhavam às custas dos
Devaneios.
As meninas, não.
Algodão do doce azul do céu
Que agora vejo por cima
Qual uma ave de rapina
Qual uma nave espacial
Qual o próprio tempo em si
Me trague,
Me traga o menino, sempre.
O franzino que até hoje é deslumbre
Em suas silhuetas — formas, cumes, patos, gumes
Do cirros à quase cirrose do poeta
Dos cúmulos dissimulados dos falsos profetas
Do nimbo Argento
Do ninho,
Do chão, onde o vôo é mais alto.
Luciano Calazans, Céu Brasileiro, 27/08/2018.
Lembro-me dos dias de criança
Cujo tempo não podem trazer,
Das brincadeiras, amigos e esperanças,
Momentos de imenso prazer.
Lembro-me da chuva caindo,
Sem nenhuma piedade,
Das flores da primavera,
Momentos de tranquilidade.
Lembro-me das terras que percorri,
Nas imaginárias aventuras,
Dos obstáculos que venci,
Momentos de glória e farturas.
Lembro-me dos jogos e danças,
Da eterna alma de criança,
Hoje morta, enterrada, e fria,
Assim como a minha vida vazia,
Assim como a solidão:
— Eterna companhia.
Lembranças de Outras Vidas - Luan Garcia Pereira Barros 16\02\2020
Águas que das cachoeiras escorrem,
pássaros que cantam melodias.
Raposas que nos desertos caminhas,
flores que perfuma as manhas.
Sabores que me recorda ha infância,
som que me trazem lembranças.
Domingos que me trazem esperança,
viagem que me faz amar a vida.
Amigos que sempre levarei comigo,
amores que me marcaram a vida.
família que estais sempre comigo.
Não apenas de felicidade vivi a vida,
mas de lutas que batalhei a cada dia.
Amando sempre a vida.
Pisca Pisca
Na casa do meu avô
Tinha eu e mais quatro
Colhemos capim
Colocamos no sapato
O Isaac pediu uma bola
O Mateus um boneco
A Bebel uma saia
A Mychelle uma boneca
E eu uma caneca
Pisca pisca ali na frente e do lado
Meu presente no meio da árvore
Com meu avô segurando o saco
Mas quando abri
Veio uma caneca azul
Era igual a do meu avô
O papai Noel só esqueceu de uma coisa
Que não pedi dessa cor
Que
Duas conversas possíveis:
1)
“É tão legal ser adulto, né”, disse a criança.
“Porque você não é” disse o tio, velho, de 20 anos. “Na vida de adulto a gente se cansa…”
“Mas parece tão legal”, repetiu, “Vocês usam roupas bonitas, falam coisas inteligentes e fazem de tudo”.
“Aproveita enquanto você é criança”, disse o tio. “Não dura pra sempre”.
2)
“É tão legal ser adulto, né”, disse a criança.
“Você não imagina. A gente tem compromissos, aprendemos o que nós queremos, tomamos nossas próprias decisões, cozinhamos… parece vida de super herói”, disse o tio, com um sorriso.
Sensibilidade.
Nunca esquecer de com quem estamos falando.
No meu jardim tem belas flores, com muitas cores com muitos sabores, só aqui tem vida! Só a vida tem sentido...Sem regar, não vou viver... sem luz não vou crescer.
De cores e sabores, de encantos e folias, de saudades da infância e da minha
terra que lá cultiva a vida, vida que vivi na terra... e
Nós aqui morremos para na terra viver!!!
Pois, quando meu ser ressuscitar!
No jardim nós vamos morar.
POLTRONA DE COURO AMARELO
Sinto falta daquela menina
Tranquila, serena, protegida,
Sentada na poltrona de couro
Lendo literaturas e enciclopédias.
Sentia-se feliz e ciente não era
Das recordações que teria,
Dos momentos com teu pai,
E saudade sentiria.
Como gostaria de voltar,
A sentar naquela poltrona...
Não tinhas o que tens hoje,
Tampouco sorria,
De forma lapidada
O silêncio continua,
Relembrando de tua infância.
Desejava que o tempo parasse
Em cada página que lia,
Mas, consciente que noutro dia,
Com teu papai estaria.
A Fé brotou...
No coração daquela menina.
Não existe mais a poltrona
Nem teu pai se encontra,
Dando alpiste aos passarinhos:
Pardais que pousavam,
Na calçada do escritório.
O passado não retorna...
No presente memórias valiosas
Ao recordar da poltrona,
Querendo nela sentar,
Lendo os livros do teu pai,
Vendo-o em sua prancha trabalhar,
Ciografia com esmero executar.
Saudades da poltrona amarela,
Dos livros... que ainda pode ler,
E do teu pai...
Que outrora irá encontrar.
SOLTANDO PIPAS
Pode ser pipa, papagaio ou gavião.
Depende do vento, brando ou furacão.
Com ela se encanta a criança crescida
Que no meio da rua se prepara pra vida.
Criança com pipa se cerca de encantos
E através dela faz seus olhos brilhando.
Não sabe que a vida nos cerca de dores
E joga na pipa inexistentes temores.
Quem solta pipa tem uma infância feliz,
Faz do papagaio seu amigo aprendiz.
Com ela a criança seus sonhos balança,
No fio de linha que, com outras, ela trança.
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