28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
Poema de infância.
Uma folha de papel
Creio eu que era de pão
Nem chegava a ser folha inteira
Acho que meia folha não era
Creio eu que era quase meia
Era infância ainda
Talvez fosse um dia de verão
Creio eu que era primavera
Só me lembro que fazia uma tarde linda
Creio eu que depois choveu
Faz muito tempo aquele dia
E, se é que choveu
A chuva foi mais linda ainda
Era um tempo de paz, talvez
Não existe certeza de mais nada
Hoje eu penso que paz nunca houve
Então eu desenhei um peixe no papel
Me deixem chamá-lo assim, de peixe
Pode ser que fosse um golfinho
Pois não caberia uma baleia
Numa folha tão pequena, diminuta
Que não chegava nem a ser meia
Daquelas que, na alegria da infância
Se cata na ventania
E guarda pra sempre na alma
Com a calma dos anos passados
Mas agora eu compreendo
Que momentos bobos assim
São os que vão ficar eternizados
Uma tarde chuvosa
Num papel amassado
O mesmo sol, que hoje arde no céu
Mas compreenda
Que há tardes em que brilha diferente
O Sol, o céu, o golfinho, a felicidade
Na verdade essas coisas existem
Muito menos neste mundo em que vivemos
E muito mais
Aqui, no coração da gente.
Edson Ricardo Paiva.
O cheiro de chuva com seus artifícios
Imagens de infância
Sinetes, avisos: é preciso viver
Como vivem as luzes assim
Luzindo nos aços
Você indo lá fora pra olhar
O lugar onde tantos olhares
Cederam a vez a espaços vazios
Que deixamos ficar sem abrigo
O inimigo imaginário
A força da imaginação
O ponteiro, o vento, o calendário
O céu, que não tinha esse azul
Não era assim
Chega a ser engraçado
Mas não era assim
Tantos passos
Se forçar a vista, dá pra ver o fim da estrada
O cheiro da chuva
Um meio sorriso
A primavera que não veio
É preciso viver
Como vivem as luzes
Mais nada.
Edson Ricardo Paiva.
O que mais me dá saudade
da infância
É aquela possibilidade
de poder imaginar
de crer, de acreditar
Que tudo que imaginasse
Poderia ser verdade
E eu ainda trago comigo
Esse poder
de poder brincar de acreditar
e eu brinco de acreditar
Na amizade do amigo
Nas causas pelas quais eu brigo
Nas coisas antigas
do meu tempo de criança
Que me fazem
Não perder a confiança
nas coisas que se revelam
a cada dia
Menos confiáveis
E eu brinco de acreditar
Que a vida seja algo bonito
e que eu possa confiar no Homem
e outras coisas
Que a cada dia
eu cada vez mais
acredito menos
Noites de infância
Lembranças que não são nem minhas
Crianças tem o poder
De volta e meia
Alegrar-se de alegria alheia
Janela da varanda
Noite, lanternas, neblina
A luz do mundo é uma vela acesa
Gente conversando
Sob as luzes do poste da esquina
Conversa que não dá pra ouvir
Eu na varanda
Esperando pai que não chega
Quando a mãe manda ir dormir
E quando mãe manda, ela manda
Mais outro dia
Menos um dia de infância
Noite quente
Amanheceu
E o pai já foi trabalhar
Vou esperar outra noite, ainda
Pois criança tem essa maneira, muito linda
Volta e meia
Ficar triste de tristeza alheia
Sentir tanto medo do inexistente
A ponto de não perceber
Que realmente ele existe.
Edson Ricardo Paiva.
Infância.
E se a gente pudesse
Voltar lá, praquele dia
O dia que caiu da árvore
O dia que pisou num prego
O dia que minha mãe falou
Que me batia
Pois não gosta de criança que desobedece
Se pudesse, juro que eu ia
Se voltasse aquele momento
Em que um vento carregou meus sonhos de criança
E que eu vi perdidas todas esperanças
Chorei, pois criança pode chorar, então ela chora
Se Deus me permitisse voltar lá, eu ia agora
Pro dia em que tirei o mais redondo zero
Levei bronca da professora, fui parar na diretoria
e minha mãe foi chamada na escola
Se você me perguntar agora, eu ainda respondo que quero.
Nem que eu fique meses de castigo
Se aquele tempo voltasse, eu queria
A viver somente a minha vida
O dia corrente...sem ter que pensar no amanhã
Pois o dia de amanhã, ainda nem nasceu
Se o tempo perguntasse quem
Eu diria que eu.
Edson Ricardo Paiva
Saudades da Infância
Hoje eu vi uma criança, ela pulava, brincava, cantava pela grama,
Mostrava-se livre, escorregava pela relva, não fazia drama,
Chutava a bola, escondia-se entre as arvores, jogava dama.
Contemplava este momento, que rápido passa, assim como o vento.
Lambuzava-se com um delicioso sorvete de chocolate,
Fazia suas brincadeiras, com tamanha graça que parecia arte.
Com seus amigos brincava de boneca e pulavam corda,
Com suas simples vestes, não se preocupavam com a moda,
Dentre toda esta diversão ainda tinha tempo para brincar de roda.
Vejo-me correndo no cotidiano, a infância já se foi faz muitos anos,
Estudar, trabalhar, casar, ser feliz era alguns dos meus planos.
Guardo belas lembranças, que me dá uma grande saudade da infância
A infância é doce:
Um doce sem exagero
De um gosto saboroso
De um suave cheiro...
Quando os erros são acertos
Quando os acertos são risos
Quando a reclamação é choro
Quando um grito é um bico
Tombos são esforços
Esforços são passos
Passos é liberdade...
Inocência...
Doce infância.
RIO
Rio de janeiro,
Rio de todos os meses,
Rio de todos os tempos,
Rio da minha infância,
Rio das pipas enfeitando o céu,
Rio das peladas nos fins de semana,
Rio de gente bacana,
Rio de gente bonita,
Rio tu és uma espécie de paraíso,
Que existe só para que se perceba
A existência de Deus,
Que provavelmente nasceu
Aqui em Nova Iguaçu,
Ou talvez na penha ou em Copacabana,
E jogava na areia, admirava as sereias
E se apaixonava...
E fez poesia como “olhai os lírios do campo”
E ganhou campeonatos,
Tantos que encheu de estrelas o firmamento...
Rio do Barry White,
Da Madona, do Barry Manilow,
Rio do Chico, do Vinicius do Tom Jobim,
Rio do Júnior que é paraíba
Mas ninguém é mais carioca,
Porque ser carioca é esse estado de espírito
Rio do Cristo, da Tijuca da Lapa,
Rio das mulatas, rio de todas as raças,
rio de todas as belezas,
Rio do meu irmão cearense...
Rio eu Tiãomo!
e
POEMA NEGRO
Sob a mangueira imaginei minha infância
Como se tivesse sido só um feriado
E as latas que eu catei,
Estão lá no meu quintal,
As pipas que eu soltei estão presas no varal,
Os piões que eu rodei foram até Portugal,
Minhas ex- namoradas estão de dietas,
Nem açúcar e nem sal,
Minha vida segue bem ou mal,
Neste feriado fui soldado e desertei,
Fui poeta e fugi da musa,
Agora colho mangas, comendo pitangas,
Encantado com o campo de alfazemas,
Pensando no poema para a minha vida,
Para o meu feriado.mas amanhã é dia de branco
.Tem engenho, tem tronco tem canavial...
Vascaíno tem personalidade.
Na infância não fui influenciado pelo meu pai. Sou Vasco porque escolhi ser.
Não sou modinha
Vasco é o time do amor.
"O tempo passou
e ainda sinto o mesmo preconceito da infância.
Com o passar dos anos, nada mudou.
Mas é compreensível:
a humanidade continua a mesma
— assim como a minha cor."
Eu fico com o sorriso das crianças
A infância não está contaminada
Não há maldade, não há ruindade
Não há preconceitos na tenra idade.
O sorriso da criança vem de dentro do coração
Não é forçado, enganador,
Nem chega enganado.
O sorriso da criança não vem a esmo...
Não é um sorriso amarelo falseado, socializado.
A criança sorri
Quando acha que tem de sorrir
Ela não sorri pra mentir.
Sorri porque está feliz
Não pra esconder o quanto é infeliz.
Então,
por mais sorrisos de criança neste nosso mundão. ☺️😘
Uma refeição, um sorriso!
A pratos que se come cru!
Quantas vezes na minha infância a bolacha Cream Cracker foi comida no almoço como mistura; ou quantas vezes o bolinho mais saboroso da minha vida foi feito de farinha e feijão prensados a mão no ato da alimentação?
Eu adorava comer uvas passas e frutas cristalinas de sobremesa. O que dizer de um simples iogurte, uma maçã ou um delicioso pé de moleque sendo apreciados após aquela pizza servida uma vez ao ano, perto do natal?
Essas não são lembranças que machucam; são momentos da minha vida que me fazem valorizar cada vez mais o meu prato de hoje em dia recheado de comida!
Passo a passo
Na infância o lado bom da vida; a inocência, as amizades puras, os incontáveis por que?
Na adolescência; as descobertas, um novo mundo acontecendo a cada dia, as paixões que machucam e parecem não ter fim, o despertar de novos desejos difíceis de serem controlados, um novo mundo de opções, oportunidades e escolhas, a liberdade sendo aproveitada como um presente insaciável.
No início da fase adulta as responsabilidades; as paixões se consolidando e se transformando em amor; os novos aprendizados sendo explorados; a busca por respostas sobre; o que? Quando? Como? Aonde?
Já na metade da fase adulta as conquistas e realizações profissionais, materiais e amorosas se tornam reais; os sonhos ganham força e se materializam, sejam eles; aquela viagem, um carro, uma casa ou o nascimento de um ou mais filhos.
Enfim; chegou a terceira idade; o trem está passando muito rápido, as emoções afloram com tantas lembranças e sonhos realizados; o desejo de viver mais um pouco logo será interrompido; só posso dizer de peito aberto que valeu!
Então; o botão de start é apertado; vai começar uma nova vida, um novo ciclo...
Baldim
O jardim, a igrejinha, a praça, trazendo lembranças da minha infância.
Saudade é coisa que nunca envelhece...
Infância não é um tempo.
É um lugar com ruas de terra, casinhas sem muros, sons, cores, cheiros...
que só visitamos quando envelhecemos.
Encontro com amigos de longas datas
De infância, escotismo, consideração
Amizades que se prezam, quase irmãos
São professores da vida, que nos brindam
Já pescadores de muitas outras histórias
A Patrulha do Chopp, um nome polêmico
Que retrata amizades de outros tempos
Fórum de conversas, risadas e causos
Cervejas, franguinho, polenta e batata
Tem quem não possa, isso nem importa
Lembramos de todos com todo carinho
Brindamos por eles, mas continuaremos
Tentando juntar o maior número de presentes
Se quer se juntar, é somente aparecer
Todos são muito bem-vindos, bons amigos
Queremos sempre ter...
Sobre o Dia do amigo,
Comemoramos amigos, de longas datas
De infância, escotismo, e de consideração
De trabalho, almoços, confraternização,
Primos, sobrinhos, vizinhos, cunhados,
Amizades que se prezam, quase irmãos.
São professores da vida, que nos brindam
Tem pescadores de muitas outras histórias
Da Patrulha do Chopp, de nome polêmico
Que retratam amizades de outros tempos
Fóruns de conversas, risadas e causos,
Cervejas, franguinhos, polentas e batatas.
Lembramos de todos com todo carinho
Brindamos por todos, e continuaremos
Tentando manter o maior numero deles
Quando puder se juntar, será só alegria
Todos muito bem guardados, aos amigos
Feliz dia dos amigos !!!!
Sobre o Dia do amigo,
Comemoramos amigos, de longas datas
De infância, escotismo, e de consideração
De trabalho, almoços, confraternização,
Primos, sobrinhos, vizinhos, cunhados,
Amizades que se prezam, quase irmãos.
São professores da vida, que nos brindam
Tem pescadores de muitas outras histórias
Da Patrulha do Chopp, de nome polêmico
Que retratam amizades de outros tempos
Fóruns de conversas, risadas e causos,
Cervejas, franguinhos, polentas e batatas.
Lembramos de todos com todo carinho
Brindamos por todos, e continuaremos
Tentando manter o maior numero deles
Quando puder se juntar, será só alegria
Todos muito bem guardados, aos amigos
Quando for a hora de calar
Quando for a hora de falar
Agir quando for necessário
Não sumir quando precisar
Aparecer mesmo invisível
Como este, quase não tem
Ser exemplo mesmo errado
Seguir no caminho perdido
E juntos acertar um destino
Entender seus desagravos
Duvidar do que é aparente
Saber o que fez ser ausente
Mesmo que não tenha um
Olhe-se no espelho e sorria
Feliz dia do amigo !!!
Minha Janela
Lanços fulgurantes da minha história
Retalhos da minha infância
Guardado na memória
Quando ainda criança
Vividos com alegria
Pequeno uma doçura
Brincadeira e fantasia
Colo de mãe muita ternura
Adolescência fragilidade
Incertezas, procura e vaidade
No mundo de tanta gente
Primordial controlar a mente
O amadurecimento necessário
Colo n’outro lado do morro
Pouca roupa no armário
Sem alguém pra pedir socorro
Sementes novas lançadas regando todo dia
Renascendo a alegria
Um quadro pintado em aquarela
Suplício fechar a janela.
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