Cartas de reflexão

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UMA CARTA PARA MIM...
No domingo, assisti a um filme onde o personagem escrevia cartas para ele mesmo, para que pudesse lê-las quando estivesse com 80 anos.
Ontem assisti a outro filme onde a personagem, na faixa dos 40 anos, começa a receber cartas que foram escritas por ela mesma quando tinha 07 anos.
Coincidência ou não, este tema me chamou a atenção. O que eu teria escrito para eu ler aos trinta e poucos anos quando eu tinha sete?
Tentei imaginar quais seriam os meus sonhos e aspirações para o futuro quando eu tinha 07 anos. Não consegui me lembrar. Talvez porque aos 07 a minha infância ainda fosse 100% infância e eu não tivesse preocupações adultas
Lembro perfeitamente de brincar muito de casinha com a minha irmã. Tínhamos nossas Barbies e vários móveis de madeira onde as bonecas podiam ser acomodadas. Tinha conjunto de quarto, de cozinha e de sala. Ainda outro dia comentei que eu adorava brincar com este brinquedo. Inventávamos nomes para as personagens. Gostávamos de Neuza e Cleusa. Mas não me lembro de ter atribuído uma profissão à personagem, ou se ela tinha marido, filhos, e o que ela poderia gostar de fazer além de pentear o cabelo e trocar de roupinhas.
Fico aliviada de saber que aos 07 anos eu não tinha preocupações com o futuro e não escrevi uma carta para eu mesma ler depois para checar se tudo o que eu imaginava havia se concretizado.
Já a outra carta, aquela que o personagem do outro filme escreveu para si mesmo, para ler aos 80 anos me intrigou porque me botou para pensar: Será que aos 80 quando eu ler a carta, eu vou colocar um "ok" na frente dos meus sonhos?
E como eu sempre vivo dizendo que o Plano B pode ser melhor, será que o fato de eu não marcar o "ok" vai me deixar mais tranquila por saber que eu não realizei alguma coisa, graças a Deus?
Somos mutantes, e da mesma forma as nossas aspirações.
Percebi isso ainda esta semana quando visitei o Salão das Duas Rodas. Em 2011 quando fui pela primeira vez, eu fiquei apaixonada por uma moto "X".
Na época não foi o que eu comprei por duas razões: Pouco dinheiro e muita potência para quem tinha acabado de tirar a habilitação.
Acabei comprando a Branquela, que eu adoro. Neste ano, quando olhei a moto que eu queria em 2011, pensei de imediato: Ainda bem que eu não comprei esta moto.
Uma coisa que muito se quer hoje, amanhã pode ser exatamente aquilo que você evitaria.
Foi então que pensei mais uma coisinha: Será que valeria a pena escrever a carta para ler aos 80 anos?
De repente, não por uma questão de checar se fomos bem sucedidos, se conseguimos realizar tudo o que gostaríamos. Mas principalmente para compreender o quanto somos capazes de mudar. Mudar de ideia, mudar de gostos, estabelecer outras prioridades.
Porque o que a gente mais faz é mudar.
O máximo que eu consegui me lembrar de aspiração aos 07, foi a vez que eu quis muito ir embora com o circo que visitou a cidade. Vejam só. Também consegui me lembrar que além de trapezista eu também já quis ser Paquita, modelo, dançarina de Axé e policial.
Tudo a ver com a estabilidade e a seriedade que eu escolhi para a minha profissão da vida real heim?
O bacana é que enquanto os sonhos existiram, foi muito bom sonhá-los, e melhor ainda é a realidade hoje.
Que venham os 80 com tudo de melhor e mais surpreendente que a vida pode me oferecer, porque de previsível já temos a nossa santa rotina de todos os dias.

Inserida por marisfantaz

A controvérsia do amor absoluto
As pessoas fazem cartas nas despedidas.
Mas fiz mais do que cartas,
Coloquei mais do que cartas na mesa.
Te mostrei sem medo o que era e o que queria,
Jamais deixei linhas presas...
Fui tão fundo na irrelevante sentimentalidade daqueles dias,
Que acabei inerte na correnteza que dava pé, mas se afogava na própria pouca profundidade.
Bem na verdade,
Meu amor,
Jamais te pude chamar assim,
Nem para mim, nem baixinho, mas sim agora,
No fim.
Não tenho mais medo de ouvir tu ressonares que vago na infertilidade do que sinto sozinha,
Somente em minha irracional poesia.
Sempre que te disse,
Ou ainda, escrevi,
Que era hora de lançar âncora no porto,
Que o que me corroía, logo estaria morto,
Pequei.
Pequei na ignorância de quem ama a solidão de poeta,
Um quase profeta da própria desgraça.
Agora, digo-te com a cândura dos males acometidos aos que fingem a infinita essência dele,,,
Do amor:
Juro-te estar sempre por perto,
Corando-me as faces ao ver-te te aproximares,
Pedindo a lua que se deite sob os mares,
Senão nos teus braços, então nos meus versos.
Servindo-te de sombra sem aspirações de vulto,
Orgulho embebido em amor absoluto,
Ressurge e não morre assim é o meu luto,
No preto dos teus olhos o abismo tão cego.
Farta da utopia quase pueril disfarçada sob miradas de repreensão,
Farta de repetir a mim mesma com punhos cerrados a luta pelo não,
Resolvi dizer que sim,
Que te amo,
Mesmo que eu não ame,
Que morro,
Mesmo que não derrame,
Sangue.
Dizer-te que sou tua e serei eterna aos teus desatinos,
De menino...
Mesmo que conte décadas sem teu despertar vespertino,
Ou para mim, desatino.
Na esperança de que fazendo-te acreditar que te amo, nada fará com que me chames,
Enlouquecida peço, e só peço que me ames.
Nunca o fim foi tão cretino,
Não mais escreverei o que senti,
Mesmo sendo estes os últimos que assino,
Juro ainda mais versos eternos para ti.

Inserida por natyparreiras

DATILOGRAFAR UMA DIVAGAÇÃO

Já datilografei muito na vida,
Escrevi cartas de amor,
Postei cartões no correio,
Telegramas apaixonados,
Mas que saudades da datilografia,
Do som das teclas da maquina,
Do ajustar o papel,
E até mesmo do palavrão
(risos)
Palavrão ao errar no fim da pagina.
Tecla que enroscava
Fita que gastava
Pesquisa na biblioteca,
Saudades de uma época difícil,
Mas o mundo era maior,
Tudo era tão grande
Até mesmo os sonhos
E as fantasias...
Tudo era um misto de romantismo,
(...)
Querendo caminhar para o futuro,
Época que divorcio causava escândalo
Beijo na boca era beijo a francesa,
E o som da maquina de escrever me encantava,
Nessa época a muito passada
Na mesa de bar conversávamos
Não havia um paredão
Chamado celular...

André Zanarella 22-01-2013
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4902221

Inserida por AndreZanarella

"GAVETA DE CARTAS"


As lágrimas são como cartas escritas...
De amor, de dor, de saudade
Que hoje repousam numa gaveta velha
Rasgadas, queimadas, esquecidas....
Manchadas com a água dos olhos
Palavras escritas, em verso de tanta poesia.
Palavras mal colocadas e mal interpretadas
Palavras escritas que muitas vezes não são lidas
Cartas que outrora permitiam a tristeza
Em vez de alegria, de felicidade, de amor
Sentimentos, pensamentos escritos em versos
Palavras ditas, escritas, sentidas, perdidas
Que enchem o coração de esperança
Cartas feitas de folhas escritas de lágrimas
De suor, de silêncios, de ilusões
Palavras quando escritas ganham vida própria
Escritas as cegas cheias de recordações
Cartas de velhas páginas escritas e rasgadas
Pelas quais escorrem as lágrimas, de uma história
De uma vida... de sentimentos que foram vividos
De uma melodia suave de um velho papel que sou eu!!!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Em cartas...
Escrevo e descrevo
palavras e sentimentos
que correspomdem
há dois corações
que ao se aproximarem
batem mais forte

um certo dia,
estes dois corações
ficam distântes
um do outro
o que causou
grande sofrimento

Longe um do outro
o témpo pássa muito devagar
a ponto de parar

E por culpa da distãncia
escrever é preciso
o mínimo do que sinto

precisamente
paixão,amor,saudades
saudades,saudades
saudades e saudades.

Inserida por MailsonAquinoGenelhu

Cartas de Amor
O pássaro levou todas tuas cartas
levou-se para montanhas da solidão
Queimou-se ao ver o sol
Das palavras de amor, restou somente cinzas.
Os ventos levou-se as cinzas
levou-se nosso amor
deixou-nos a solidão
O medo de amar , Acendeu-se nossa tristeza
Não posso lhe culpar
Apenas permito que os pássaros leva-nos o amor
E Deixe nos à solidão
Apenas permito que queime a tristeza
Deixe-o voar com nosso amor
para ter sua liberdade
Para fluir novamente
Para livrar das mazelas
Vós aprendêreis sobre o amor.

Inserida por BruceAlcantara

Todos recebiam cartas
e discos pedidos
ao domingo
no Rádio Clube de Huambo
a mais de mil e duzentos quilómetros…
era a emissora que mais se ouvia

Só ele,
porque exatamente ele era só
e de longe
(talvez de lugar nenhum),
o furriel Abreu Gomes
nem uma letra vertida em magra folha de papel

Vingava-se da solidão no cigarro
que um após outro fumava

Enrolava-os com perícia tal
no fino papel de mortalha,
dois a dois de cada vez,
como se ali depositasse os fios da vida
que queimava,
como se estivesse a fechar para sempre
as abas do seu caixão

Aquele livro de mortalhas
e a cinza do cigarro queimado
que lhe morria pendurado na boca,
tinha a brevidade da vida
que ali se vivia a cada hora que passava


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Inserida por alvarogiesta

⁠Palavras.
Quantas foram minhas palavras, largadas em cartas de papel velho, sem retorno algum?
Quantas foram minhas palavras, abafadas num telefone público, sem ninguém de verdade do outro lado?
Quantas foram minhas palavras, cantadas em lágrimas de chuva noite a dentro?
Quantas foram minhas palavras, atiradas ao vento como folhas secas no jardim?
Quantas foram minhas palavras, naquele olhar de adeus?
Quantas foram minhas palavras?
Elas não foram. Nunca foram.
Nunca foram palavras! Ou nunca foram nada além de palavras? Será?
Na verdade, singela materialização, sonorização, condensação de um sentimento que nunca pude explicar.
Palavras, palavras e mais palavras.

Inserida por eriecsoulz

⁠Cartas para uma Amiga que se foi, no dia de sua passagem:
Quando tudo parece tão bem, Deus de dá uma rasteira e te derruba.
E como minha fraqueza predomina, me anulo, me sinto um nada, nunca doeu tanto aqui dentro, parece que vai explodir.
Me calo mesmo com vontade de gritar, engulo o choro com vontade chorar.
Como me faz falta, como você irá me fazer falta, como de adoro, acho até que te adoro ainda mais.
Um dia eu te encontro e os nossos planos de encontrar a felicidade eterna vai se concretizar.
Espero por mim, um dia chego onde você está.
Em memória Ana Paula Almeida

Inserida por palloma_lima

Cara Amiga,

Pensei em escrever poemas, cartas, qualquer coisa que representasse como eu me vejo triste com sua infelicidade, porém achei melhor expor estes pensamentos aqui, para que ficasse eternizado.

Sei que você se sente insegura, a morte é algo triste, parece que a luz no fim do túnel foi tapada por uma rocha, e que nunca voltará. Eu contrario isso, a morte pode ser agonizante, dolorida, ou simplesmente calma como uma brisa de verão, e mostrarei á seguir minha visão sobre a Vida, e a Morte.

Imagine uma onda, ela é bonita, você pode medi-la, ver como a luz refrata nela, toca-la, porém não pode impedir seu triste e esperado fim, ela se dispersa e volta para o mar... a água é separada e seu destino fica á critério do mar e do destino, essas mesmas moléculas que um dia estiveram juntas numa onda vão vagar com outras gotas, outras colorações de água, vão participar de outras ondas, e até ir para o fundo do mar ou evaporar numa nuvem, congelar em uma geleira, porém ela nunca mais vai se encontrar com aquela outra gota que esteve junta dela, isso é a morte, isso é a separação, isso é a vida que tanto desprezamos.

Parece triste, mas pense comigo, a gota voltará para o mar, voltará para onde deveria estar, e viver em paz...

Enfim, foi isso.
Um abraço caloroso, lhe desejo melhoras.

Atenciosamente...
[...]

Inserida por TheDolphin

CARTAS DE AMOR AOS MORTOS

Cara Virginia Wolf

Cada dia q passa me sinto mais sozinha perto do mundo,não um dia em q um sorriso q eu tenho não dura 5mn.Me lembro de uma frase sua q diz:

''A vida e um sonho,acorda e q nos mata!''

cada pensamento q tenho me dicha triste e em tam eu coloco na minha play list de bed e coloco bad do xxxtentation.

Inserida por julia_gonzaga

Cartas de amor

Dizer-te-ei, o mui amada,
O que me foi eternizado
E ao coração está gravado.
Cartas de amor
Que nos fazem tão juntos
Enquanto separados.
Cartas de amor
Pra saciar saudade sua
E reviver o nosso amor.
Cartas de amor
Em simples versos pra marcar
O quanto estou apaixonado...
Cartas de amor
Pra te lembrares em cada linha
Como e grande o nosso amor...

Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

Uma carta de amor

Muitas lágrimas já caíram,
Num papel escrito à mão.
São nas cartas de amor,
Que a paixão virou canção.
Muitas foram rasgadas,
Outras, nem enviadas.
Algumas viraram bolinhas de papel,
A maioria cumpriu o seu papel.
Muitos amores se consumaram,
Outros, certo dia terminaram.
Tem aquelas que nem chegaram,
Mas tem aquelas onde dois corações se encontraram.
Quanto sofrimento na espera da carta chegar,
Uma dor latente, sem poder de lamentar.
Um canto triste a entoar,
Um sentimento d’alma, daquele que sabe amar.
Quem uma carta escreveu,
Algo muito bom aconteceu.
Foi de um gesto ou de um beijo que este direito mereceu,
Tinta preta ou azul, o papel é todo seu.

Inserida por elciojosemartins

⁠Cartas na caixa de correio
É sempre surpresa que está por vir
Palavras desvendam os segredos
Que o tempo guardou e faz dividir
Sonhar, às vezes, é bem melhor que existir
Sonhar às vezes é bem melhor
Quando o amor não é mútuo
Quando o amor não é...
Mensagens que agradam o bom moço
Do amor que um dia viu partir
Pra longe do olhar desconhecido
Que deixa a utopia fluir
Sonhar, às vezes, é bem melhor que existir
Sonhar às vezes é bem melhor
Quando o amor não é mútuo
Quando o amor não é...
Cartas que mostram a verdade
É como poesia a se ouvir
Em versos de um poeta solitário
De um amor que um dia há de vir
Sonhar, às vezes, é bem melhor que existir
Sonhar às vezes é bem melhor
Quando o amor não é mútuo
Quando o amor não é...
Que partiu pra muito além-mar
Levando pra longe teu olhar
Que o perfume no papel faz revelar
Este amor que o moço pode acreditar
Sonhar, às vezes, é bem melhor que existir
Sonhar às vezes é bem melhor
Quando o amor não é mútuo
Quando o amor não é...
Zé Ronaldo

Inserida por ZeRonaldo

Trocando cartas
Apenas um pedaço de papel
Escrito a mão, chega até você
Percorrendo quilômetros de distância
Viajando de mão em mão até você
Comunicação do passado
Leva dias para chegar
Quem a usaria hoje em dia?
Com a internet em todo lugar
A caligrafia é difícil de entender
Letras miúdas, mas com sentimento
Escritas com carinho para alguém
Levando alegria neste momento
As cartas tornam o virtual real
Encurtam distâncias e unem corações
Fazem a espera valer a pena
Surpreendem, geram emoções
Você guarda cada uma delas
Para reler sempre que der vontade
Lembrar de alguém querido
O valor de uma amizade

Inserida por ivanildo_sales

⁠A definição romântica do amor, está fora de moda.
O homem que traz flores, escreve cartas, fala bonito e faz juras de amor eterno, não basta.
Isso pode até existir também, mas amor nasce das atitudes muito mais reais e palpáveis.Amar é ajudar a lavar louça, ajudar a arrumar a casa, é caminhar à noite de mãos dadas, é dar risada. É ficar ao lado do outro nas situações simples da vida.
Amar é respeitar o espaço do outro, é se respeitar. Éentender que essa história de metade de laranja não existe, graças a Deus!
Sou inteira, e se alguém quiser andar ao lado será bem-vindo, se quiser me cortar, me podar, estará retirando de mim parte de minha essência.
A definição romântica do amor, está fora de moda...

Inserida por thaisfalleiros

⁠Temos menos cartas de amor
Poucas tardes na Urca e quase nenhum vinho
alguma poesia resta em nossos corpos
mais etilicas e menos coração

mas tenho a lembrança de teu olhar
amoroso e vivo
olhar de tanta devoção que, se lhe visse olhando um homem assim, esse seria mais que Deus...
e como segurava as pequenas mãos dela ...
vocês duas não são do mundo ou do universo

vocês são o universo e muito além
oniricidade do tempo
São o verdadeiro relicário da criação
Ela mais mãe
você mais menina ...
tão menina que sorrir só pelo sorriso
e que sorriso de perfeição

como seria feliz se aquele sorriso fosse para mim ...
mas não o quero ...
não por despeito ou por falta de ganância...
pois eu sou o defeito é a cobiça por inteiro ...
sou o homem inveja e voraz.

mesmo sendo esse desfigurado monstro de pecados capitais na pergunto :

quem pode desejar algo imortal e perfeito para si se só a beleza do instante vale uma vida

quero sim... a memória inteira do momento de vocês duas ...
e a ousadia de desejar que me vejas apenas e, discretamente, por um instante sem nunca tirar o olhar dela

Inserida por marcio_barros

⁠aquela época em que pensamos em escrever cartas à alguém


Já chegastes a ver alguma vez esses pequenos seres brilhosos que fazem do mar um grande céu estrelado?
S- p-i-r-o g-i-r-o

Eu virei o ano mergulhando nua na água cósmica da costa verde
pensava que podia ser a onda do sintético
porque eles colam no corpo da gente e viram parte
é psicodélico

Ver a festa de fora também
sombras que dançam e comemoram que o amanhã vai chegar
e tudo pode mudar mais uma vez
ufa
respiro fundo nessa esperança

Lembranças passam como os spiro giros
Estou muito presente na companhia da Malu
Mas inevitavelmente eu penso
nas ondas que me acertaram
como mergulhei muito fundo
esperei a espuma passar
boiei depois da ressaca

Quantas vezes você morreu esse ano?
Eu parei de acompanhar depois que enterramos nós duas

Inserida por marcellasaraceni

Peão de rodeio e seu carteado.

Nesse carteado, algumas cartas são especiais,
uso apenas uma, que chamo de mestre.
Com minha chave, rompo os segredos,
e com ela, abro o cadeado travado.

O poeta que rima é endoidecido e varrido,
e não foge do tablado, pássaro doidinho.
Eita peão arrumado, sou rimador furioso,
e verseio no improvisado.

Nós aqui comemos abelha viva,
e o mel uso para fritar marimbondos.
Eu monto cavalo chucro, e no lajeado de pedras,
ele comigo sapateia, sem esporas.

Comigo ele pula e depois ajoelha,
minhas cartas de baralho sopro,
e fixo uma a uma em cada mente.
Sou envaidecido, mas meu jogo eu embaralho bonito.

Não adianta alguém fugir, que nele verei resultado,
se caso duvides de mim, afirmo e não me sinto cansado.
Nesse jogo de cartas, eu sou o coringa que não foge da arena,
e não aceito ser derrotado.

Inserida por JoseRicardo7

Cartas de um escritor

Sento na minha escrivaninha por horas e mais horas, carrego todos os sentimentos do mundo,
sinto como fosse explodir caso não os passar para uma folha de papel.
Escrever é tão necessário quanto respirar.
É carregar no peito toda essa intensidade, esse amor, esse desejo, é uma força que nos motiva, que nos move.
As palavras nos libertam, elas possuem o poder de tocar na alma, tanto de quem lê quanto de quem as escreve, escrever é uma necessidade e não um fardo.
As lembranças mais tristes e as experiências mais doloridas, quando passamos a escrevê-las elas se transformam em poesias esplêndidas e tocantes, quando se permitirmos chorar através das palavras, emocionamos quem as (lê).
Ser poeta é ver o amor através da dor, é enxergar um mundo colorido e poder colorir o mundo de outras pessoas, por mais que muitas vezes o nosso esteja em preto e branco.

Inserida por MarcioAndreSilvaGarc