Cartas de reflexão
Procurou nas cartas
Conhecer nosso destino
E nelas quis acreditar.
Senti no último beijo
Que o nosso futuro
Já tinhas traçado.
E com falsas palavras
De mim se afastado.
Seguimos por caminhos opostos
Que não mais se cruzariam.
Meu presente
É saber que num momento
Do passado
Nos meus braços
Foi feliz !
Sei que deveria escrever cartas para você com milhões de palavras de amor, mas não consigo, quando me encontro com uma folha de papel e um pequeno lápis não consigo nada mais nada menos do que ficar pensando em você, mas porque não consigo escrever para você?
Entrei na conclusão que as vezes o amor não pode ser expresso por palavras, por presentes, mas pode ser expressado por pequenos gestos, por pequenos carinhos e modo de agir ao estar a seu lado.
Me perdoe se não consigo apenas escrever uma carta de amor, mas não quero escrever apenas uma carta de amor. Quero mais do que lhe escrever amores, quero te dar amores e te fazer muito feliz.
Fico por aqui meu amor. Nunca se esqueça eu te amo.
DO OUTRO LADO
Ela deixou de lado todas as cartas que recebeu, todas as rosas secas que estavam dentro de um livro juntamente com todas as lembranças que restavam dele.
Todos duvidavam de que algo tão intenso tivesse mesmo chegado ao fim, mas pra ela sim, aquele era o ponto final.
Ela sabia que quando ele percebesse isso voltaria atrás... e foi o que aconteceu. Se encontraram na rua. Ele sorriu e tentou se aproximar, ela se esquivou. Foi gratificante sentir que seu coração não batia mais como antes, mais gratificante ainda foi ver que as borboletas que faziam parte da sua vida haviam ido embora...
O estranho foi perceber que novas borboletas haviam surgido. Não por ele, isso já era passado. Dessa vez, as borboletas se mexiam mais rápido no seu interior, seu coração quase saltava pela boca e o que se mostrava diferente é que era por alguém que acabava de passar do outro lado da rua, alguém que ela jamais viu antes.
Carta para você II, 10 de maio de 2010.
Não responda as minhas cartas, só preciso ter alguém para quem possa escreve-las
Hoje em Vitória, Espirito Santo, após um dia árduo de trabalho, já no final da tarde, olhei pela Janela do hotel e avistei uma árvore cujas folhas estavam se dessecando e caindo sobre a grama fria, era o vento que batia e eu sentia que o outono partia, dando lugar ao inverno.
Meus invernos tem sido tão solitários, o mesmo vento frio da estação que derruba as folhas sobre a grama, parecem querer congelar minha alma desnuda e desnutrida pela decepção de um sentimento não correspondido.
Pelo menos as folhas, aquelas folhas, não sobreviverão a este inverno, contudo, os meus olhos fixos e tão secos quanto aquelas folhas sobreviverião a este momento e talvez jamais reproduzirão a condesação do vazio que eu sinto neste instante
Olhar por esta anela, avistar este fim de tarde frio e vazio e perceber que tudo ali ainda existe, menos você, tem me deixado triste.
Me esquece
Um dia abrirás as cartas
Com tamanha ansiedade a saber de mim
Encontrarás um papel em branco
Pois estou assim
Sua saudade é tanto
Mas perdi o encanto
Por que me fez ficar assim
Esqueceu de mim
Me fez ser apenas eu
Apagando o nós
Agora quer saber
Quer me ver
Quer ouvir minha voz
Sou papel em branco
Um choro
Quem sabe um pranto
Se você nunca soube lembrar de mim
Talvez eu aprenda, a te esquecer assim
Me esquece, já chegou o fim.
Amor a moda antiga
Quem sabe ainda sou
Aquele homem que ama
Que lhe manda cartas
E te leva, cafezinho na cama
Que faz tudo e nunca reclama
Que lhe faz mulher, uma dama
Quem sabe ainda sou
Aquele amor a moda antiga
Que lhe faz uma canção, um poema
Uma serenata , uma cantiga
Ainda sou aquele que te leva flores
Que por você morre de amores
Quem sabe ainda sou teu homem
Tua vida, teu príncipe encantado
Que sabe ainda sou teu amado
Quem sabe sou fogo, sou brasa, sou chama
Só sei, que mesmo com o passar dos tempos
Ainda sou, aquele homem...
Que diz que te quer, e te ama.
E lembrando das cartas. Sim! AQUELAS que eu escrevi para quando encontrasse o amor da minha vida.
Lembrei-me disso:
Tenho desejado te encontrar tão ardentemente até agora, que abri espaço para que algumas coisas me machucassem.
Agosto de 2009
Será que ainda permito? Será um erro acreditar que uma nova pessoa pode ser você? Por que quando for como eu saberei?
Cartas poéticas
Quero que sinta algo por mim ...
Quem escreve algo pra alguém com mais de muitas linhas, muita frases muitos versos ... requer um tempo pra escrever e antes de escrever o escritor pensa, se pensa, é porque pensa na pessoa pra qual ele escreve, portanto ... se escrevo pra você é porque você me rouba sempre um tempo das minhas horas do dia, também escrevo pra ser um homem melhor ...
Se melhor sou escrevendo ?
Logo você me faz melhor .
- Cartas poéticas
Ainda vou ouvir um "Eu te amo"
de você ...
difícil, mas não impossível de acontecer
ainda vou ouvir um "Eu te amo"
da boca, e do seu ser ...
teu amor, cuidarei para não esmorecer
no amor ...
um pelo outro se doamos
pois, em parte conhecemos
em parte profetizamos .
Machado de Paulo
-Cartas poéticas
Lá fora, está o vento, e as árvores com seus ásperos galhos...
Aqui dentro, está um sentimento também seco, pois quase não falo,
retrato a gente num pensamento sombrio,
penso nós dois juntos naqueles tempos frio
nas noites calada,
com mãos faladas,
mas você, foi um mel bem azedo,
pois nunca adoçou o meu sossego.
Cartas poéticas.
Pode ser que um dia o destino volte para nós, e nos diga como foi o futuro sem a gente, seria legal sorrir e chorar em meio ao tudo que tivemos sobre tudo que lembramos, eu sempre volto para conversar, pra saber como foi o tempo sem mim ... na sala de estar ou na mesinha ao ar livre, estarei eu solitário com minha velhice, sorrindo de tudo que fiz, lembrando dos péssimos romances que me deixou infeliz, contarei como se fosse bom errar o caminho do amor.
Aço e graça final
Antes de dizer adeus
Ele procurou nas redes,
Cartas na mochila,
Em todo canto, onde seu nome
Havia sido citado alguma vez
Saturado e esperançoso com o milagre
Que viesse logo e o salvasse.
Com feixe de razão,
Que escapasse íntegro pela cortina
Quebrando a escuridão
Ponta a ponta do quarto
Amedronta todos os demônios parasitas:
Saim! E não voltem!
E Dorme de guarda numa noite cinza estrelada
De graça falha e beleza apagada.
Seria egoísmo? Seria tolice?
São alguns questionamentos. E disse:
Estou com medo.
Solidão não parecia ter fim
No planalto seco, cheiroso e coroado
Com amoras e amorim.
No cerrado chove pouco
Mas ora aqui chega a tempestade
E quando chega vem seca
Carregada aos confins da humanidade.
A glória seduz,
A graça de escrever na parede
Sua última poesia em sangue próprio dele
E cravasse com toda magia:
A faca que usaria
Para acometer o épico jantar,
A gosto de feitiço lírico e iguaria.
Psicopatia; Faz parte do ser
Se todos convém num esplêndido fim,
Por quê então sou diferente de você?
Lembra...Quando admirávamos as palavras escritas de próprio punho pela pessoa amada,nas cartas que recebíamos?
Hoje as palavras tornaram-se frias, vazias e sem alma, que escrever frases do tipo:
Sinto saudades ou eu te amo.Tornaram-se tão banais e perecíveis, tal qual mercadorias que escolhemos em uma gôndola de supermercado, com data de validade.
Cartas Para Ela:
[Os Copos da Saudade]
A cada taça de Vinho
Me sinto cada vez mais sozinho.
A cada copo de cerveja
Eu trago mais putas a mesa.
A cada dose de Tequila
A falta do teu toque me aniquila.
A cada copo de Whisky
A tua ida faz meu coração partir-se.
A cada copo de absinto
Eu penso em escrever-te o que sinto.
A cada gole de Martine
O falta do teu amor me atinge.
A cada lata de Pitú
Eu percebo que tomei no cú!"
Quantas cartas irei ter que jogar fora? Quantas palavras cortadas mais? Quantas promessas sem cumprir irei ter que suportar? São tantas memórias que de vez em quando me perco. Me perco no nada do qual tudo se tornou, de tudo que tive que dizer adeus e de tudo que destruir.
Mãos entrelaçadas, corpos enrolados e suspiros sem pudor. Tudo jogado no lixo, escavado no chão do inferno. Pois é isso que sempre penso, algo que não me salvou, me prendeu, me martirizou e foi se pra um dia assim, talvez como este me prender em poucas memórias que por alguma razão ainda lembranças, como um filme antigo do qual você apenas se lembra do que mais chamou sua atenção e é claro, porque não aquele frio na espinha. Seja medo ou os melhores dos prazeres momentâneos que esse mundo impuro pode oferecer.
Não entregar meu coração a promessas, não trocar meu cotidiano por algo que não se tem certeza, não fazer o possível e impossível por alguém do qual, mal olha em seus olhos, aprendi. Em quem confiar se não nos seus olhos meu amor, não mais amor. Sinto muito não ter contado tudo que queria, sinto em dizer que tinha mais que queria ter feito e por agora somente agradeço por não ter sido mais tola do que já fui. Você sabe, era pra ter sido meu tudo.
Sentir seu perfume e ouvir sua respiração era algo que no momento eu poderia dizer que queria para sempre. Mas não prendia meu pensamento no tempo livre, era como se fosse minha distração por alguns minutos e talvez horas, a inconstância não me dominava… O assunto não era interessante, por alguma razão você tinha que me exaltar. Quem me conhece sabe, não é com elogios ou esperas contadas de algo que ainda não aconteceu que vai me prender… Como diz minha mãe, eu tenho que ver defeito em tudo.
E talvez meu maior pecado seja escrever sobre todos vocês que eu tenha mostrado meu desinteresse, que eu tenha dito que não mais queria a companhia, que ferir seu coração e talvez promessas que não cumprir. Mas saiba que nunca, em hipótese nenhuma mentir no que dizia. Errei, errei feio ao ter precipitação sobre algumas coisas e assim ter perdido todo o interesse e assim mesmo abandonar o barco. Hoje talvez tenha visto quanta sorte teve em não ter conturbações ao teu lado.
Foram sonhos, promessas e tempo descartado. E tudo que resta hoje é o filme confuso e incompleto de várias histórias em minha mente.
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#4- CARTAS DE AMOR
Cartas de amor, quem as não tem? Ou pelo menos, desejaria ter?
Um aconchego reconfortante da alma que sacia o ego e faz o coração bater mais forte.
Um SER-SE O TUDO de ALGUÉM, expresso em ternas e doces palavras que se acredita não serem vãs.
Um ALGO inebriante eternizado num pedaço de papel que se lê e relê quando impera a distância, a ausência prolongada, a saudade…
Um ALGO, em nada, mas absolutamente nada ridículo … ainda que todas as cartas de amor sejam ridículas, como lá diz o poeta, ou então, não seriam cartas de amor.
"Cartas para Ela:
Vai-te então. Se tens que ir, adeus.
Perdão por não poder ser quem necessitavas que eu fosse.
Mas não posso mudar por um amor inventado.
Ou me amas tal qual sou, ou vai-te.
Eu hei de sobreviver.
E tu hás de encontrar teu utópico amor.
Seja nos amassos ou nos maços.
Seja na mesa com um par ou na mesa de um bar.
Seja na festa ou sofá.
Seja!
Seja feliz!
Seja infinita!
Seja menina!
Seja mulher!
Seja amada!
Seja você!
Seja passarinho, e voe!
Voe rumo a felicidade.
Voe para longe.
Voe alto.
Voe até o fim!
E deixe-me sozinho, com minha tristeza.
Para que eu possa me afogar na minha dor enfim. "
Já fiz loucuras pensando em agradar alguém, acabei virando palhaço.
Já criei cartas apaixonadas, cada palavra escrita com amor, mas entreguei a pessoa errada.
Já julguei saber sobre alguém, mas na verdade não conhecia nem a mim mesmo.
A vida é assim mesmo, não dá para viver somente de acertos, erros fazem parte, errar se torna arte, quando se entende que isso sempre haverá na humanidade.
Escrevo cartas
Escrevo palavras que mexem comigo
Escrevo um sentimento sofrido.
Escrevo cartas
Escrevo versos também
Bem querias que fostes assim
Gostasse de mim e não descrevesse o fim.
Escrevo cartas
Hoje,digito e teclo
Acesso e navego
Em outro'ra me lembro
As minhas cartas.
Cartas Para Ela:
Do Amanhecer ao Pôr do Sol
“Chegam o fim da noite
E o início da manhã.
Não sei para onde fostes,
Eu já não tenho mente sã.
Se te pudesse outra vez falar
E teu difícil perdão implorar,
Pediria aos teus olhos, castanhos como o outono,
Que se voltassem outra vez a mim, realizando meu doce sonho.
Outrora fostes a minh'alvorada.
Com teu belo sorriso e batom escarlate.
Hoje sois ainda a minh'amada.
Porém, por mim, teu coração já não mais bate.
Bate, Escarlate!
O coração pulsante.
Bate e se debate!
Pois já não tem mais su'amante.
Teus cabelos cacheados eu adorava assanhar.
Mas, agora que te fostes, me resta apenas sonhar.
Que tua pela morena retornarei a tocar,
E tua boca, minha pequena, retornarei a beijar.
Bate, Escarlate!
O coração pulsante.
Bate e se debate!
Pois já não tem mais su'amante.
Não sei o que pensas,
Não sei sei com quem andas.
Não sei se ainda me queres,
ou sequer se ainda me amas.
Sei que ainda te quero,
Me tens como a um peixe num anzol.
Te esperarei, enquanto eu respirar,
Do amanhecer ao pôr do sol.”
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