Texto em verso
A felicidade
A felicidade está
em cada coisa pequena,
no verso lido,
de um lindo poema.
A felicidade está
em cada sorriso.
No beijo da namorada,
há um abraço de amigo.
A felicidade está
em cada música ouvida,
nas rimas de cada estrofe,
ou suas batidas.
A felicidade está
em cada sonho vivido,
seja ele do tamanho do universo,
ou do seu umbigo.
Paz
Aqui nesta poesia,
Cada flor é tua imagem,
Cada dor morre numa linha,
Cada verso, nossa coragem!
Vejo em tudo, a tua sombra,
Nas mudas rosas, a tua fala,
Num canto, a paz que ronda,
Aquela que sonhaste conquistá-la!
Tem pra nós o bom da vida,
Tão tranquila, não tão pesada,
Pois o eterno ostenta asas,
As quais num ninho fazem tua casa!
Dane-se a morfologia!
só a metamorfose da poesia,
transforma verso em melodia,
e a figura do "eu",
em "você"...
Projeto na escrita,
fraseologias íntimas,
que nem sempre rimam com a fisiologia,
da fisionomia!
Sou o retrato imaterial,
da sua interpretação pessoal,
por vezes é desigual,
o nosso sentir ,
e ainda assim é belo,
o existir,
porque não existimos só para si,
existimos no outro,
por isso,quando olhares pra mim,
reconheça em ti mesmo,
o que sóis,
e veja que nós,
nunca somos nada,
além do que vemos...
Cantiga de Amigo
Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante
--- o meu amigo está longe
e a distância é bastante.
Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
--- o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.
Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
o meu amigo está longe
e a saudade é bastante!
Quero ganhar um vintém, por cada verso que me inspira.
Pelos cantos que pensando em vc componho em lira.
Nesse vacuo que fica quando se vai, me deixa de companhia somente ais.
Mesmo assim ainda me alimento do que passou
Pois quem sabe regando um dia floresça e deixe de ser dor.
Seu olhar parece estar sempre na solidão, como os meus antes de ter ter no coração, Um dia posso ser seu príncipe sem cavalo, para que cavalo,? se vc me da força para mais de cem cruzadas.
Essa força que me deixa vivo quando se vai, pois de lembrança me alimento pois muito ainda ai...
Se lhe pedissem para não falar de amor, sobre o que tu falarias?
O Universo é um sentido em verso declamado por aqueles que o amam, mas não gamam. As belezas preciosas são aceitas, mas não veneradas. Sentir por pura honestidade é tão leve e brando quanto precisar definir o sentimento com algo que nos foi apresentado: o amor. Nunca coube a uma pessoa jogar todos os nossos sentidos em um buraco repleto de outros sentidos - a constância do uso do amor nos rouba os detalhes a serem contados.
Se lhe pedissem para não falar de amor, sobre o que tu falarias?
Somos mais livres ao sentir sem definir.
FIZ DA DOR UM POEMA
Fiz da dor um poema
Do vento fiz um verso
Da tempestade um amor
Do teu corpo a minha casa
Dos teus ramos os meu braços
Das tuas folhas a minha pele
Das minhas lágrimas um rio
Dos meus sonhos a saudade
Da minha liberdade as palavras
Das letras escritas uma poesia
Do meu solto coração o tempo
Do teu amor uma louca paixão
Fiz da tua, da minha vida, uma aventura.
2015
In: Verso
Inverso
-Em verso!
Avesso
-Há vêr sô!
Diverso
-De verso!
As palavras se invertem de certo.
Transformam o enredo em um acervo de melodias.
Uma biblioteca imensa de sentidos e vividos.
Vive o autor da melancolia,
A vagar pelas entrelinhas da cólera,
Do suspiro,
Apego e desprezo.
Do aqui ou agora,
Do de certo e outrora.
Invertem-se os papéis:
A Dama desce do seu trono,
O Rei perde a majestade,
O Maestro, a maestria de fato.
O silêncio, que se torna o grito ecoante.
A escuridão, que é vencida pelo brilho da luz celeste.
A morte, que é superada pela vida no constante alvorecer.
A dor,
A necessidade,
A angústia,
A dinastia,
Anarquia,
Falsa profecia!
Tudo caiu por terra.
Superlativo
Ainda farei um verso nobre,
Que seja leve como a folha outonal,
E saboroso como as frutas do quintal.
Que atropele do caminho a escuridão.
Que seja rápido como raio que se fez.
Que não tema a morte,
E que se acomode nos braços da vida e da paz.
Que seja superlativo como sonhos infantis,
E real como a geleia é.
Que seja a estrada da busca
E o melhor ancoradouro de destinos.
Que não tenha serventia se não puder ter,
Que não seja jardim nem rosas se não der pra ser,
Mas que contemple em cada um
O fascínio encantado de um novo amanhecer.
TOCAR NA ALMA
No tocar dos teus lábios
Cresce inseguramente um verso
No tocar do teu olhar
Nasce a confusão da carne
No tocar dos teus dedos
Sobe a ferocidade e o gosto
No tocar da tua alma
Cresce seguramente um poema
No tocar do teu corpo
Nasce a uva esplêndida de bagos maduros
No tocar do teu coração
Cresce a grande paz exterior do nosso amor
No tocar do nosso amado silêncio
Nasce o regaço dos corpos genuínos e inalteráveis.
(...)"Desculpas peço agora
em verso e prosa,
À tristeza e ao mal querer.
Planta morta,
No jardim da minha vida
não aflora.
Em minha poesia
tristeza existe,
sentimento ausente ,
Que ainda assim,
Tanto teimo em escrever.
Ahhh pobre tristeza...
Tenho pena de ti.
Caminhas apressada
e não te aproximas de mim.
A felicidade reina soberana
em meu viver.
Peço-lhe sinceras desculpas,
Mas não me há tempo
pra sofrer..."
Você vai sempre está, em cada verso que eu cantar
Em cada letra que eu falar, cada saudade que sentir
Você vai sempre está...em cada retrato que eu olhar
Cada momento que passar, você vai sempre está.
Em cada noite que chegar, cada tarde que findar,
Você vai está em mim, pra sempre vai estar.
Não adianta eu querer, esquecer...
Você vai sempre está,
No sorriso, no olhar
Na música que tocar
No poema que eu escrever
No sonho, que eu sonhar,
Você vai sempre está.
Pra que tentar me iludir
Tentando te esquecer,
Se está em mim...
Pra sempre vai está.
Epifania.
Vida é isso:
O verso,
O inverso,
O universo.
Aquilo que foi,
que é
E nunca será.
Aquilo que não foi,
Não é
E que será.
Que na verdade,
Não há verdades,
Há sonhos.
Há esperança,
Há mentiras,
Que há crença.
Só a criança
Sabe viver
Porque não sabe.
Não sabe
Das sombras
E das bombas.
Mas sabe que nas bombas
Há luz e há luz
Nas sombras.
Mas só há luz
Para as crianças
Que não sabem.
E neste instante,
Exatamente,
Sei que não sei.
Minhas armas?
Caderno...
Caneta...
Pensamentos que trago
Armados
No coração.
Cada verso
Trás comigo
Dores e emoções
Que a vida me fez passar.
Não tenho nada
A reclamar
Eu só quero buscar
O que é meu
E irei conquistar
Escrevendo poemas
Nas madrugadas escuras
Sózinho...
Sózinho?
Não, meus pensamentos tão lá comigo, e também,
Alguns amigos.
Valeu
Vamos enfrente
Quebrando a tristeza
Passando dificuldade
Vencendo às correntes.
Ler um bom livro
E pensar como mudar
O ódio em amor."
UNIVERSO
Queria ser o universo
Mesmo vazio
Mas embriagado de verso.
Um universo
Que não abalaria uma alma apaixonada,
Maleável até a madrugada;
Um universo recheado de cor
que não censurasse as declarações dos enamorados,
Que deixasse-os ficar embriagados,
Não de vinho, mas de amor.
Lindo e irradiante
Seria o meu universo
Admirável como diamante;
Cujo arco-íris brotaria
No carburador dos amantes,
Florescendo o presente
Derrubando o antes.
Deveras confesso,
Queria ser o universo.
Em cada riso uma esperança
Em cada lágrima uma saudade
Em cada verso uma poesia
Em cada letra uma canção
Em cada flor um perfume
Em cada onda o mar
Em cada olhar um encontro
Em cada música te cantar
Em cada tarde um desejo
Em cada palavra um segredo
Em cada noite sonhar
Em cada silêncio tua voz
Em cada dia te amar.
E nesse verso não te disse
O que se passa no meu coração
Você não vai querer saber
Vai por mim, lá tá uma confusão
Mas se quiser seguir em frente
Não sou mais "eu" e nem "você "
Podemos ser "a gente"
E a ortografia ? não esquece
Porque a gente junto,
Tem mais história que o agente 007 [...]
Garoto pobre da zona sul,
de roupa e alma rasgada
tecia seu verso, incerto
em seu velho caderno azul.
O telhado tinha uma goteira,
o madeirite tinha uma fresta,
Pela fresta assistia o universo,
A lua, as estrelas, que linda festa.
O dinheiro que o pai trazia,
dava pro pão, mas faltava pra vida.
A mãe dizia menino larga esse caderno
que isso não dá futuro, só ferida.
O garoto da favela nunca esqueceu a viela,
o povo, a dor, a sirene e o caderno.
Foi pro mundo muito cedo,
comprou um livro, vestiu um terno.
Nunca contestou as palavras
afiadas de sua querida mãe.
Desobedeceu ela até o fim da vida.
Em seu jazigo um poema:
Morreu o poeta da viela,
Venha estrela e venha lua,
espiar por entre a fresta.
Venham cear nessa rua,
Chorar a morte, fazer uma festa.
Cantar seus versos, contar seu amor
Fazer com que saibam que poetas
também nascem do calor da favela.
Roney Rodrigues em "Poeta da Viela"
Ri do riso
???
da amiga
Cantei o verso
Já escrito
Declinei o verbo
Qual?
Amar...
Passado
Presente
Se tiver sorte
Futuro
Sou ré?
Só matei a tristeza
Senhor
Salvei a alegria
Afoguei a maldade
Senhor
Salvei a bondade
Absolvida pela verdade?
Felicidade!
Voarei!
Passarinhei!
E a sinceridade?
Na inocência da criança!
Suave
Intensa
Antônimos?
Sim
Não é o fim
Sol e lua
Tanta beleza
E a criatura
Reza
Pela riqueza
Quanta pobreza
É a vida,
Perfeita
Inquieta
Pouco importa
Viva
Pra vida.
VERSO OCULTO
Que humana, então, fosses de amor?
Adverso à tua paz e à tua glória
Vem-me teus sorrisos a memória,
Vem-me tua saudade à minha dor!
Que de imenso fosse seu esplendor
Aos meus versos plenos de história,
Que de paixão imensa e notória
Fosse-me a mais imensa de ardor!
Então, contudo, compulsiva e triste
Fosse a mim o que de hoje existe
Nesse meu honrado coração perdido!
Que desejo, então, fosses de arder?
Que de palavras se põe a perder,
Amor, dentre um verso nunca lido!...
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