Texto em verso
Posso ser verso — quando sinto.
Nem sempre perceptível.
Prosa — quando organizo o caos.
Aquele que parece sob controle.
Poesia — quando transbordo
ou quando escondo melhor.
Posso ser um parágrafo —
quando decido me sustentar em profundidade.
Ou uma frase —
quando a verdade basta.
Exclamação — quando a vida me atravessa!
Reticências…
quando pauso.
Observo.
E escolho o que revelo.
Interrogação — eu me questiono: o que revelo?
Ponto final — eu encerro.
Sem ruído.
Sem cena.
Sem volta.
No fim, depende de quem lê- da lucidez
para alcançar o que não explico- da perspicácia
para ler o que frequentemente deixo nas entrelinhas.
Escrever não é o que faço.
É onde me encontro.
É onde sou..
Ticiana Padilha
És verso
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,
(Letra de música)- O grito da alma
(Verso 1)
No silêncio da noite, um grito ecoa,
Alma ferida, a dor que me açoita.
Coração em prantos, aa lágrimas caem,
Em busca de paz, a alma que se revolta.
(Verso 2)
As sombras dançam, a escuridão me abraça,
Memórias vêm e vão, a saudade que traça.
Um turbilhão de emoções que me desmonta,
Em cada verso, a alma que se desfaça.
(Verso 3)
A voz que clama, um lamento profundo,
Em cada nota, um grito do mundo.
A esperança some, em um instante infundo,
Em busca de um novo, um novo segundo.
(Verso 4)
Mas a chama arde, a fé não se apaga,
Em cada verso, a alma que se afaga.
A luta continua, a vida que se alaga,
Em um grito eterno, a alma que se propaga.
Os desejos e a solidão ( letra de música)
(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito
Destinos (Letra de música)
(Verso 1)
Em destinos traçados, na jornada a seguir,
Um encontro marcado, onde o amor vai surgir.
No desengano, a busca, em lugares a sós,
A essência perdida, em segredos e nós.
(Refrão)
Oh, destinos, caminhos, almas em sintonia,
Em meio às cinzas, a luz irradia.
A força na fraqueza, um milagre a encontrar,
Em cada passagem, a paz vai reinar.
(Verso 2)
No lamento desnudo, a profundidade a sentir,
Perdido no vazio, a verdade a descobrir.
Barreiras desmoronam, o óbvio a se mostrar,
Em cada olhar, a alma a se encontrar.
(Refrão)
Oh, destinos, caminhos, almas em sintonia,
Em meio às cinzas, a luz irradia.
A força na fraqueza, um milagre a encontrar,
Em cada passagem, a paz vai reinar.
(Ponte)
Em cada verso, a melodia a ecoar,
Em cada nota, o amor a se firmar.
(Refrão)
Oh, destinos, caminhos, almas em sintonia,
Em meio às cinzas, a luz irradia.
A força na fraqueza, um milagre a encontrar,
Em cada passagem, a paz vai reinar.
Viver o intenso ( Letra de música)
[Verso]
Planos que o vento levou
Aplausos ecoam
Mas quem ficou
Chegou pintado de glória
[Pré-Refrão]
Fogo que arde
Inacabável voz
Uma sinfonia que nunca se desfaz
[Refrão]
Viver o intenso, sentindo os momentos
Ventos e correntezas com suas urgências e tormentos
Contemplar as nuvens com seus indomáveis desejos
Lágrimas caem os tempos são mágicos
[Verso 2]
Glória que pesa mas não me prende
Fogo no peito que sempre acende
Correntezas que levam e trazem
[Refrão]
Viver o intenso sentindo os momentos
Ventos e correntezas com suas urgências e tormentos
Contemplar as nuvens com seus indomáveis desejos
Lágrimas caem os tempos são mágicos
[Ponte]
Desejos guardados indomáveis e gritantes
Lágrimas que contam histórias distantes,
Tempos que passam mas deixam um brilho constante.
Oitavo ano (Letra de música)
(Verso 1))
Oitavo ano, sem expectativas ou preocupações
Focado em viver até as últimas consequências
Doces paixões, um poder dominador paralisa as razões dando sentido à história
(Verso 2)
No quadro negro, a sensação de medo e vazio
Viagens que moldam o tempo que escapa paixões aladas
Lutas travadas, sonhos que se tornam reais relembrando amores de verão
Valores que nos guiam as sombras do passado que dança com o presente
(Verso 3)
A chama que arde em nosso peito são histórias reais implorando o retorno aos pedestais dos desejos
Escritas com coragem a estrada continua, sem temer a miragem de tantos rostos e tantas vozes a ecoar cada segundo
(Verso 4)
A cada passo dado as viagens nos levam a novos horizontes desenhando sonhos constantes, com o coração em chamas lutamos juntos, sem soltar as mãos valores são âncoras, amores são asas
Em cada momento, encontramos nossas causas o tempo não para, mas seguimos em frente, o começo é eterno o passado é presente.
(Verso 1)
Eu sinto muito,
como esquecer você se o meu coração é teu,
Eu sinto muito por nós, eu sinto muito por você,
(Verso 2)
Como não pensar no néctar que me consome,
tive medo no instante em que os meus dedos não encontraram mais os teus,
sair da tua direção foi um atraso de vida foi um erro do meu coração
(Refrão)
Eu sinto muito , deixar passar o tempo sem aproveitar aquela sombra de verão no horizonte sem você
(Verso 3)
A vida nos leva a tentar esconder as vezes o melhor de nós,
Pensamentos voam alto, atingem ilusões, causam impactos em atitudes que geram reações,
(Refrão)
Eu sinto muito, deixar passar o tempo sem aproveitar aquela sombra de verão no horizonte sem você.
Coração bêbado
(Verso 1) Letra de música.
Os abraços que não dou se engraçaram com o tempo que já voou
A saudade não para de pulsar e Nunca parou,
Coração tropeça mas sempre ficou de pé nesse ciclo sem fim de inocência e amor
Na neblina me perdi com o abraço na ponte da saudade, gritos são ouvidos perdidos no horizonte da indiferença sem piedade
(Verso 2)
No Impacto do vazio o capuz da solidão me cobre
O eco me conduz bêbado de memórias a mais um gole de saudade Aventureira minha mente busca por liberdade mas se mantém perpetuamente rodando nesse labirinto faminto por mais um encontro de corações sadios
E mesmo perdido no frio da vergonha, as lágrimas caem quebrando a distância de um coração vadio e bêbado mas cheio de esperanças
(Verso 3)
E quando a caneta se perdeu, os sentimentos deixaram seus efeitos colaterais espalhados fazendo valer o poder da sua voz
Sufocado pela saudade a minha versão no futuro foi engolida e deixou de ser um presente na realidade
Um iceberg passou flutuando entre as ondas e nele estava preso a última imagem do meu coração.
Rap amizade
. [Verso 1]
Queria nesse instante poder te abraçar,
mas meus braços curtos não conseguem alcançar,
a distância machuca, tenta enfraquecer,
mas quem mora na mente nunca deixa de viver.
Me desculpa se a vida me afastou de você,
se o silêncio por vezes não deixou transparecer,
mas amizade verdadeira não desaparece assim,
ela cria raiz forte dentro de nós até o fim.
[Pré-Refrão]
O tempo passa, o mundo gira sem parar,
mas existem sentimentos que não sabem acabar,
cada lembrança guardada dentro do coração,
é prova que amizade não conhece solidão.helaine Machado
Seria capaz de te amar com tanta doçura
Num canto voraz de minha própria loucura
Serei verso cantado, amado.
Quando em teu colo, findar a procura
Ah!! teu amor que me dá acalanto
Transforma meu mundo, num apaixonado manto.
Até chegar a tarde com aquela euforia
E pintar o amor ... Por mais um dia
Por todo o belo que exuberantemente és
Me cativas com tua graça e beleza
Deixando em meu mundo a grata certeza
Que sigo assim, com a vida cheia de encanto.
Toda vez que em ti me faço tanto.
Nesse encontro do sonho com nossa paixão.
VERSO LIVRE
Me embaraço no verso
Livre
Da rima
Me disperso
Com a métrica
Terrestre
É sem piedade
Nem dó
Poeta de um nobre
Só
Voa poema
Torna- te poesia
Encanta,
Espanta
Os revés
Da vida.
Na escanção
Metódica
Da canção
Erudita
Dissipa
As névoas
Dai- me
Novamente a
luz
O sustento
De cada dia
Água ! Essa a
Sede não sacia
A última gota
A derradeira carreira
Não é mais o tempo
Pra jogar o fino
Da bola
Ao pino
Do meio dia
Resta- te o sintetizar o orgulho
Juntar os cacos e
Entulhos
Que a vida...
Se encaminha.
160626
Gênese do verso
Eu pensei em me calar,
procurei me segurar,
mas a vida logo me deu
o dom de improvisar.
Vou tentar não misturar
emoção com a razão,
pois se isso for tentado
tudo vira confusão.
É capaz de desandar
quem quiser se aventurar;
pois o que vou aqui falar
pode servir pra rimar.
O que for para ser dito,
que se fale sem frear;
que seja logo entoado,
rimado e improvisado.
Quando o mote apressar,
não corra, vai ficar feio;
procure ser mais matreiro,
não se faça de arengueiro.
O que aqui já narrei,
foi deixado no caminho;
sempre quis andar certinho
com a fé como vizinho.
Prometo sempre guardar,
esse dom que já citei;
eu me atrevo em cravar,
poeta nunca serei.
Na arte sempre há lugar
pra quem verseja com zelo;
por isso guarde com esmero
esse verso verdadeiro.
É preciso plantar o primeiro verso
Regá-lo com a mágica do segundo
Expondo-o ao ritmo do terceiro
Escrever o quarto rompendo o solo
Ao ritmo da mágica que penetra
O solo recebe palavras poéticas
Fortalecendo o tronco que bebe
Do truque de esperar desenvolver
A autoria que do cultivo de pensar
Vai regando de verso a verso
Sabendo o que dizer nessa de plantar
Floresce a conclusão e o perfume
Do estilo pega palavras travesso
Como fruto dessa lida e come
A palavra pinta a coisa
A coisa não cabe na palavra
A coisa foge pro verso — universo na mente
A coisa de sair da palavra, ser a moldura
Peguimentar a tela
Abastecer a palavra com imaginação
Com investigação própria
A coisa não se prende no verso
No volante do verso
A gente se pega
Lê de verdade é parar na coisa;
Não se pega a palavra
Sem por a mão na massa
Caranguejo corre de lada
como a rima corre rápido
num verso animado
já com bom traquejo...
no ouvido o isso afora do mar
vem o caranguejo fraseando
de lá pra cá
de cá pra lá
e some...
aparecendo pra pensar
olhos marrento
fora do texto
de lá pra cá
de cá pra lá
lá no mar
Leonardo Mesquita
Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...
Leonardo Mesquita
Eu sou um verso
do mistério da vida
no poema do universo.
Eu sou uma poesia
que não se mede,
não se ajoelha
e nem se deita
em linhas e estrofes.
Eu sou um poema
escrito sem espaço
nem tempo,
na memória do tempo
atemporal.
Eu sou um ponto de interrogação
exclamando as reticências
de um ponto final,
perdido entre o início
e o fim.
✍@MiriamDaCosta
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
A RETÓRICA
(Verso 1)
Na Grécia antiga começou a articulação,
Palavra era arma, argumento munição,
Córax na missão, método na construção,
Convencer na lógica, firme na razão.
Tísias lado a lado, técnica em evolução,
Discurso estruturado, prova na exposição,
Não era emoção, era precisão,
Fundaram a base da argumentação.
(Verso 2)
Górgias surgiu, mestre da persuasão,
Palavra como feitiço, mexe com a emoção,
Encanta multidão, molda percepção,
Mostrou que o discurso move a decisão.
Não é só o fato, é como conduz,
A mente se inclina quando a fala seduz,
Verdade ou ilusão? Quem é que traduz?
Se a forma convence, até mentira reluz.
(Verso 3)
Platão observou, postura crítica na missão,
Disse: sem verdade, é manipulação,
Contra o discurso vazio, contra a ilusão,
Defendia a essência, não a encenação.
Queria o justo, o bem na direção,
Conhecimento puro, fora da distorção,
Alerta pra palavra usada sem razão,
Filosofia acima da argumentação.
(Verso 4)
Sócrates na base, método aplicado,
Pergunta e resposta, saber lapidado,
Maiêutica em ação, pensamento elevado,
Não entrega resposta, deixa preparado.
Quebra a falsa certeza, instiga a visão,
Faz o ignorante buscar compreensão,
A verdade não grita, nasce na reflexão,
Consciência é fruto da indagação.
(Verso 5 – História)
Começa pequeno, ninguém dá atenção,
Um ato simples vira reação em reação,
Só soltaram o cavalo, olha a dimensão,
Do erro mínimo nasce a destruição.
Entrou na plantação, virou confusão,
Um puxou o gatilho, outro buscou vingança,
E o ciclo se fechou na ignorância,
Ninguém pensou, só seguiu na impulsão.
Sangue chama sangue, ódio puxa mais,
Quando a mente apaga, o instinto é que faz,
Ninguém parou pra pensar, só quis responder,
E cada resposta fez o caos crescer.
No fim perguntaram: quem causou isso aqui?
A resposta foi fria, difícil de engolir:
Eu só soltei o cavalo… e saí dali,
O resto foi vocês que escolheram seguir.
(Verso 6)
Aristóteles veio, trouxe definição,
Equilibrou a arte da argumentação,
Não é só falar, tem fundamentação,
Retórica é técnica com direção.
Logos na lógica, base da razão,
Ethos no caráter, gera conexão,
Pathos na emoção, toca o coração,
Os três alinhados moldam a decisão.
(Refrão)
Logos, Ethos e Pathos
A base do discurso que quebra o caos
Logos, Ethos e Pathos
Fala com verdade ou tudo é falso
Logos, Ethos e Pathos
Se não tiver os três, não alcança o alvo
Logos, Ethos e Pathos
Na mente e no coração, esse é o impacto
(Ponte)
Pense antes de agir, vigia o que diz,
A língua constrói ou destrói por um triz,
Entre razão e emoção existe um limite,
Quem não se controla é refém do próprio instinto.
(Refrão final)
Logos, Ethos e Pathos
A base do discurso que quebra o caos
Logos, Ethos e Pathos
Fala com verdade ou tudo é falso
- Relacionados
- 58 textos motivacionais para equipe de trabalho
- Textos para amizade colorida declarando os seus sentimentos
- 35 textos para melhor amiga chorar e se emocionar
- Texto de feliz aniversário para melhor amiga chorar de emoção
- Texto sobre Mulher
- Textos sobre família que inspiram carinho, amor e gratidão
- Texto para Família
