Texto em verso
Destinos (Letra de música)
(Verso 1)
Em destinos traçados, na jornada a seguir,
Um encontro marcado, onde o amor vai surgir.
No desengano, a busca, em lugares a sós,
A essência perdida, em segredos e nós.
(Refrão)
Oh, destinos, caminhos, almas em sintonia,
Em meio às cinzas, a luz irradia.
A força na fraqueza, um milagre a encontrar,
Em cada passagem, a paz vai reinar.
(Verso 2)
No lamento desnudo, a profundidade a sentir,
Perdido no vazio, a verdade a descobrir.
Barreiras desmoronam, o óbvio a se mostrar,
Em cada olhar, a alma a se encontrar.
(Refrão)
Oh, destinos, caminhos, almas em sintonia,
Em meio às cinzas, a luz irradia.
A força na fraqueza, um milagre a encontrar,
Em cada passagem, a paz vai reinar.
(Ponte)
Em cada verso, a melodia a ecoar,
Em cada nota, o amor a se firmar.
(Refrão)
Oh, destinos, caminhos, almas em sintonia,
Em meio às cinzas, a luz irradia.
A força na fraqueza, um milagre a encontrar,
Em cada passagem, a paz vai reinar.
Viver o intenso ( Letra de música)
[Verso]
Planos que o vento levou
Aplausos ecoam
Mas quem ficou
Chegou pintado de glória
[Pré-Refrão]
Fogo que arde
Inacabável voz
Uma sinfonia que nunca se desfaz
[Refrão]
Viver o intenso, sentindo os momentos
Ventos e correntezas com suas urgências e tormentos
Contemplar as nuvens com seus indomáveis desejos
Lágrimas caem os tempos são mágicos
[Verso 2]
Glória que pesa mas não me prende
Fogo no peito que sempre acende
Correntezas que levam e trazem
[Refrão]
Viver o intenso sentindo os momentos
Ventos e correntezas com suas urgências e tormentos
Contemplar as nuvens com seus indomáveis desejos
Lágrimas caem os tempos são mágicos
[Ponte]
Desejos guardados indomáveis e gritantes
Lágrimas que contam histórias distantes,
Tempos que passam mas deixam um brilho constante.
Oitavo ano (Letra de música)
(Verso 1))
Oitavo ano, sem expectativas ou preocupações
Focado em viver até as últimas consequências
Doces paixões, um poder dominador paralisa as razões dando sentido à história
(Verso 2)
No quadro negro, a sensação de medo e vazio
Viagens que moldam o tempo que escapa paixões aladas
Lutas travadas, sonhos que se tornam reais relembrando amores de verão
Valores que nos guiam as sombras do passado que dança com o presente
(Verso 3)
A chama que arde em nosso peito são histórias reais implorando o retorno aos pedestais dos desejos
Escritas com coragem a estrada continua, sem temer a miragem de tantos rostos e tantas vozes a ecoar cada segundo
(Verso 4)
A cada passo dado as viagens nos levam a novos horizontes desenhando sonhos constantes, com o coração em chamas lutamos juntos, sem soltar as mãos valores são âncoras, amores são asas
Em cada momento, encontramos nossas causas o tempo não para, mas seguimos em frente, o começo é eterno o passado é presente.
(Verso 1)
Eu sinto muito,
como esquecer você se o meu coração é teu,
Eu sinto muito por nós, eu sinto muito por você,
(Verso 2)
Como não pensar no néctar que me consome,
tive medo no instante em que os meus dedos não encontraram mais os teus,
sair da tua direção foi um atraso de vida foi um erro do meu coração
(Refrão)
Eu sinto muito , deixar passar o tempo sem aproveitar aquela sombra de verão no horizonte sem você
(Verso 3)
A vida nos leva a tentar esconder as vezes o melhor de nós,
Pensamentos voam alto, atingem ilusões, causam impactos em atitudes que geram reações,
(Refrão)
Eu sinto muito, deixar passar o tempo sem aproveitar aquela sombra de verão no horizonte sem você.
Coração bêbado
(Verso 1) Letra de música.
Os abraços que não dou se engraçaram com o tempo que já voou
A saudade não para de pulsar e Nunca parou,
Coração tropeça mas sempre ficou de pé nesse ciclo sem fim de inocência e amor
Na neblina me perdi com o abraço na ponte da saudade, gritos são ouvidos perdidos no horizonte da indiferença sem piedade
(Verso 2)
No Impacto do vazio o capuz da solidão me cobre
O eco me conduz bêbado de memórias a mais um gole de saudade Aventureira minha mente busca por liberdade mas se mantém perpetuamente rodando nesse labirinto faminto por mais um encontro de corações sadios
E mesmo perdido no frio da vergonha, as lágrimas caem quebrando a distância de um coração vadio e bêbado mas cheio de esperanças
(Verso 3)
E quando a caneta se perdeu, os sentimentos deixaram seus efeitos colaterais espalhados fazendo valer o poder da sua voz
Sufocado pela saudade a minha versão no futuro foi engolida e deixou de ser um presente na realidade
Um iceberg passou flutuando entre as ondas e nele estava preso a última imagem do meu coração.
Verso para Terra,porque não?
O primeiro Neógeno foi aqui que aconteceu.
O Brasil foi o local da sua aparição.
Dos lagos,rios e metade da espécie atual
Amazônia,Acre formaram floresta e Pantanal.
O mar do Acre secou!
Surgiu a biodiversidade por um empurrão.
_Anotou?Preste atenção!
Dos Andes,na América do Sul,
do Himalaia ,na Ásia.
dos Alpes na Europa .
_O mar virou floresta verde ,
que antes , era água azul.
1 verso bonito da vida.
Teu olhar chega manso, sem fazer ruído,
como a luz que atravessa a tarde sem pedir licença.
Há calma no teu gesto, e nisso me perco,
pois meu caos aprende a respirar quando te encontra.
Não é urgência o que sinto, é abrigo.
É vontade de ficar, mesmo sem promessas,
de dividir silêncios e risos distraídos,
como quem sabe que o afeto também mora no simples.
Se isso for amor, que venha sem alarde,
crescendo devagar, do jeito mais humano.
E se não for, ainda assim agradeço:
te conhecer já foi um verso bonito da vida.
Beija-me
Verso 1
Beija-me como o vento beija o mar, sem pedir licença
Que invade suave, mas muda tudo por dentro
Como se cada toque teu apagasse o mundo
E restasse só nós dois, perdidos no mesmo instante
Verso 2
Beija-me como a noite abraça o luar, em silêncio e promessa
Com calma, como quem sabe que o tempo pode parar
E no escuro dos meus medos, acende tua luz
Me fazendo acreditar que amar também é abrigo
Verso 3
Beija-me como quem encontra o destino num instante
Sem dúvidas, sem medo, apenas entrega
Como se nossas almas já se conhecessem antes
E esse beijo fosse só o reencontro do que nunca se perdeu
Verso 4
E fica… até que esse beijo vire eternidade entre nós
Sem pressa, sem fim, só presença
Porque quando teus lábios encontram os meus
O amor deixa de ser palavra…
e vira infinito 💫
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Teus olhos — castanhos, calmos, inteiros —
guardam o outono em pleno verão.
Neles, o tempo adormece primeiro,
e o amor desperta em contramão.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul escondido no brilho moreno,
um silêncio que sabe cantar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
Se o mundo apagar a retina,
ficarei nos teus olhos — castanha e sina.
TALVEZ, SEJA EU!
Talvez eu não seja o verso;
que teus sonhos um dia escreveram;
nem o abrigo perfeito;
que teus pensamentos escolheram;
Talvez eu não seja o destino;
que imaginaste encontrar;
mas sou quem mais contempla;
a imensidão do teu olhar.
Sou quem vê tua alma acesa;
mesmo quando o mundo silencia;
quem reconhece tua força;
na dor escondida da rotina vazia;
Porque há em ti uma beleza;
que não cabe no espelho ou na razão;
dessas que florescem caladas;
e transformam qualquer coração.
E eu!
eu só queria ser pouso;
para teus dias de tempestade;
ser calma depois do caos;
ser verdade depois da saudade;
Queria ser o abraço leve;
onde teu coração pudesse repousar;
mas também encontrar em ti;
o lugar onde eu possa descansar.
Tua existência me inspira;
me reconstrói sem perceber;
faz nascer dentro de mim;
uma vontade bonita de viver;
E se hoje carrego sonhos;
todos eles têm tua direção;
porque te ver feliz diariamente;
também virou minha missão.
Quero ser força nos teus medos;
luz quando a noite aparecer;
mãos dadas aos teus projetos;
e coragem pra te fazer crescer;
Porque meu maior sonho, no fim;
não é o mundo, nem qualquer conquista;
é apenas dividir a vida contigo;
e ver teu sorriso tornando a minha mais bonita.
Nas diferenças e crenças somos ?
Porque somos tão adversos folhas do mesmo verso..
E mesmo assim tantos discursos de intriga amargura...
Desentendimento e desacordo e indiferença somos meros arficios artificiais de um mundo complexo cheio de paradigmas.
Nos transformamos em paradoxos sociais antológico...
E cada ambiente degrado torna se marca registrada do somos.
Mas distante de tantos sentimentos que não cabe no meu peito eu vejo esperança e beleza no ser humano...
Gostar de Mulher
Gostar de mulher é um encanto sem medida,
um verso que desperta e transforma a própria vida.
É descobrir um segredo escondido no olhar,
que o mundo inteiro enxerga, mas não consegue decifrar.
É amar o perfume que sua pele faz nascer,
uma fragrância que nenhuma essência soube oferecer.
É sentir que cada aroma guarda um pedaço do infinito,
como se o universo inteiro coubesse em um só suspiro.
É desejar o toque de suas mãos delicadas,
a maciez da pele e as almas entrelaçadas.
É encontrar em seu abraço um porto, um lar,
onde até os silêncios aprendem a descansar.
É perder-se na doçura da sua voz serena,
na risada que floresce e faz a tristeza pequena.
É mergulhar em um olhar que, sem nada dizer,
faz o coração esquecer como era viver.
Há uma beleza que nela jamais precisa provar;
ela seduz naturalmente, apenas por respirar.
No jeito de caminhar, na calma do sorrir,
na elegância discreta de simplesmente existir.
E então existem os lábios...
Guardando promessas em um silêncio encantador,
esperando um beijo lento, carregado de calor.
Um beijo que enfeitiça, que faz o tempo parar,
como as ondas do mar que nunca deixam de voltar.
Gostar de mulher não é somente algo natural;
é sentir o impossível tornar-se essencial.
É intensidade sem medida, sem meio, sem fim,
um sentimento que encontra abrigo dentro de mim.
Porque amar uma mulher é mais do que desejar.
É admirar cada detalhe, sem jamais precisar tocar.
É reconhecer que existem amores feitos para acontecer,
como o mar encontra a areia, sem nunca se perder.
E quando esse encanto finalmente acontece,
a alma inteira floresce.
Tudo muda, tudo ganha cor e direção,
como se o amor escrevesse seu nome dentro do coração.
Desde então, não existe chegada nem despedida.
Existe apenas o instante em que ela sorri...
e o mundo inteiro compreende
que gostar de mulher é a forma mais bonita
que a intensidade encontrou para existir.
SABOR MARESIA
Verso 1
Decorei teu cheiro sem saber por quê,
como quem encontra o mar sem perceber.
Entre tantos perfumes, tantos por aí,
foi no teu que alguma coisa falou de mim.
Tem sal na tua pele, tem doce no olhar,
tem qualquer mistério que me faz voltar.
E quando a noite encobre o que eu não sei dizer,
meu coração inventa um jeito de te reconhecer.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
que perfume é esse no ar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
certas coisas não se podem explicar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Verso 2
Já procurei teu cheiro em noites de verão,
nas ondas, na chuva, no vento do sertão.
Mas o mar não soube me dizer onde encontrar
essa fragrância que só teu corpo sabe guardar.
Talvez não exista frasco, talvez não haja flor,
talvez seja somente uma invenção do amor.
Ou quem sabe seja o mar, em segredo, a confessar
que aprendeu teu nome antes de eu te encontrar.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
por que eu volto a procurar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
há perfumes que nasceram pra ficar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Ponte — quase sussurrada
E naquela noite estrelada,
quando a lua beijou o mar,
eu não procurei mais nada...
só queria ali ficar.
Porque teu cheiro tinha qualquer coisa
que o mundo não conseguiu explicar.
Era mar, era noite, era mistério...
era você sem precisar falar.
Último refrão
É Sabor Maresia,
meu segredo em forma de melodia.
Se o vento perguntar por você,
eu digo que foi o mar que me ensinou a te reconhecer.
É Sabor Maresia,
doce lembrança que o tempo não levaria.
E se um dia eu esquecer teu olhar,
basta o vento soprar...
que eu vou saber onde te encontrar.
Final
Sabor Maresia...
tão único, tão você.
Talvez o mar tenha inventado o perfume
só pra eu nunca esquecer.
Verso de Sombra e Luz
Cala-se o mundo, descansa o olhar,
No tom da cinza, me deixo encontrar.
Não preciso de cores para transbordar,
Pois no preto e no branco, a alma sabe falar.
Meus traços são versos, contornos da história,
Guardados no tempo, em viva memória.
Sem luz excessiva, mas cheia de glória,
Sou eu, em silêncio, minha própria vitória.
"É o que faço, amor, eu escrevo.
Para cada sentimento, um verso, e para cada verso, um enlevo.
Sorte sua foi ter me conquistado, não existe trevo.
É o que faço, amor, eu bebo.
Para cada verso, um gole, e a cada gole eu te vejo.
Eu sou ninguém, e quando sou alguém, sou de um todo seu amor, aos céus, agradeço.
Por ser capaz de amar, mesmo ferido, amargurado, ébrio, em devaneio.
Agradeço.
Obrigado, Pai, pela tal dádiva do amor, obrigado pela não correspondência, o rancor, a indiferença, o anseio.
É o que faço, amor, eu escrevo.
Pois quando tu fores de mim, serão minha companhia a solidão, a pena e o tinteiro.
Penso em você o dia inteiro.
Eu queria tanto um abraço, o doce do beijo.
Caso não, que seja somente do abraço o aconchego.
Sem ar eu voo, e mesmo sem mar, em ti, meu amor, eu velejo.
E quando as lágrimas, que afogam minha existência, me permitem enxergar, nem que seja um pouco, amor, acerca de ti, eu escrevo..."
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
VERSOS, CONTOS, MÚSICAS E MODAS
No terreiro do sertão,
Nas veredas do luar,
Nasce o verso feito fonte,
Que não para de cantar.
É a cultura nordestina
Que ninguém pode apagar.
Tem poeta e cantador,
Violeiro de valor,
Que transforma a própria vida
Em semente de amor.
Cada rima é uma colheita,
Cada canto, uma flor.
Os contos passam de boca
Como o vento no roçado,
Misturando fantasia
Com um fato acontecido.
Quem escuta guarda a história
No coração enraizado.
As modas de viola ecoam
Pelos campos sem ter fim,
Falam da seca e da chuva,
Do mandacaru e do alecrim.
Cada nota leva a alma
A um jardim dentro de mim.
Tem aboio de vaqueiro
Rasgando a imensidão,
Chamando o gado disperso
Com coragem e precisão.
É a voz do homem do campo
Abraçando o coração.
A sanfona abre o fole,
A zabumba faz tremer,
O triângulo acompanha
Fazendo o povo viver.
Quando o forró principia,
Ninguém pensa em padecer.
Os mestres da poesia
São estrelas do sertão,
Deixam livros e folhetos
Como eterna inspiração.
Cada estrofe permanece
Feito raiz no chão.
O repente é desafio
De talento singular,
Onde dois grandes cantores
Fazem versos sem falhar.
Quem domina a inteligência
Faz a plateia admirar.
Luiz Gonzaga ensinou
Que o Nordeste tem valor;
Patativa fez do verso
Um jardim de esplendor.
Cada mestre deixou viva
Sua marca e seu louvor.
Dos folhetos de cordel
À viola dedilhada,
Dos romances às cantigas,
Da toada apaixonada,
Tudo forma um patrimônio
Da cultura abençoada.
Enquanto houver um poeta
E um cantor para cantar,
Haverá versos e contos
Para o povo recordar.
Pois o sertão nunca morre,
Só aprende a florescer
E em suas músicas e modas
Ensina o mundo a viver.
CANTOS DA CAATINGA
No sertão quando amanhece,
Tudo ganha novo ardor,
Cada ave faz um verso
Ao divino Criador.
Na caatinga a esperança,
Vence o tempo e o dissabor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Asa-Branca levanta
Num gracioso esplendor,
Levando paz em suas asas
Mesmo em tempo de calor.
Quando canta lá distante,
Renasce em mim o valor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Cancão, inteligente,
Defensor do seu redor,
Com coragem anuncia
Que a vida tem seu vigor.
Seu chamado desafia
Toda sombra e todo horror.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Patativa, rainha,
Do mais puro cantador,
Transformando o chão rachado
Num jardim cheio de flor.
Sua voz parece prece,
Cheia de fé e de amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Galo-de-Campina,
Vestido de muita cor,
Leva encanto ao sertanejo
Com seu belo esplendor.
Cada nota que derrama
É perfume em meu redor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sofrê faz seu lamento,
Que parece um trovador,
Misturando a saudade
Com um gesto acolhedor.
Sua voz consola a alma
Com divino resplendor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Rolinha faz seu ninho
Com trabalho e com amor,
Ensinando à humanidade
O caminho do labor.
Sua paz anuncia sempre
Um futuro promissor.
Seus cantos aliviam minha dor.
Bem-te-vi anuncia cedo
Mais um dia promissor,
Despertando o sertanejo
Para o campo e seu labor.
Seu aviso traz esperança
Ao pequeno agricultor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sabiá da Caatinga
É poeta e trovador,
Faz do galho seu palco,
Da manhã seu esplendor.
Quem escuta sua cantiga
Sente Deus por onde for.
Seus cantos aliviam minha dor.
Cada ave é um tesouro
Que nos deu o Criador,
Guardião da natureza,
Do sertão encantador.
Preservemos essa vida
Com respeito e muito amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Cor da Pele
A cor da pele nunca foi destino,
apenas o primeiro verso do caminho.
Há quem enxergue fronteiras na superfície,
enquanto a alma desconhece esse artifício.
Minha pele guarda sol, vento e memória,
traz cicatrizes que também contam história.
Não mede caráter, coragem ou fé,
nem diz por onde um coração ficou de pé.
Quem aprende a olhar além da aparência
descobre no outro a própria essência.
Porque o corpo é só o lugar onde a vida mora,
mas o amor é a cor que nunca vai embora.
Lucci Santz
Eu sou um verso
do mistério da vida
no poema do universo.
Eu sou uma poesia
que não se mede,
não se ajoelha
e nem se deita
em linhas e estrofes.
Eu sou um poema
escrito sem espaço
nem tempo,
na memória do tempo
atemporal.
Eu sou um ponto de interrogação
exclamando as reticências
de um ponto final,
perdido entre o início
e o fim.
✍@MiriamDaCosta
- Relacionados
- 58 textos motivacionais para equipe de trabalho
- Textos para amizade colorida declarando os seus sentimentos
- 35 textos para melhor amiga chorar e se emocionar
- Texto de feliz aniversário para melhor amiga chorar de emoção
- Texto sobre Mulher
- Textos sobre família que inspiram carinho, amor e gratidão
- Texto para Família
