Poemas sobre o Verão
Bahia te queria
no inverno me esquentava a cama
no verão me assoprava derretida na lama
segurava minhas mãos com força
me amarravas com tiras de ceda
nunca fui tão feliz quanto naquele quartinho
na ilha do Araujo, teus olhos dois lindos caramujos
lembro bem nossas risadas pelas ruas e praças
entre vales e montanhas tortas sem placas
a gente cantando no carro feito garças
o escritor e a atriz, divertidos comparsas
hoje me esqueceu por aí
blasfema nosso amor, diz que tanto faz
que sou louca, obcecada, te persigo
desequilibrada, exibida e você meu inimigo
só não achei que você fosse tão burro
gênio imperfeito inseguro
fez da palavra algo duro, rabugento carrancudo
seu ciúme é seu escudo vou te deixar no escuro
Verão Passado
Tão serenas as pedras, ouvem o marulho do mar.
É verão... Estamos juntos... Teus verdes olhos
Serenos confundem-se com a cor deste mar...
As ondas nos abraçam com tanta força...
E nos une num amplexo de paixão do querer...
O sol queima nossa pele dourando-a... a brisa da
praia nos envolve... beijando nossos corpos desnudos...
... e eu sinto imensamente este momento como se foras
a natureza partilhando comigo a essência da vida!
No verão passado fui feliz!
Aqueles que não acreditaram no seu sucesso,ainda no meio do
espetáculo,verão assustados os "claps,claps,claps,dos aplausos em sua
homenagem!
Terças que virão...
Com amor.
Com calor.
Com friozinho também...
Com emoção.
Dia de verão.
Primaveras.
Um outono pra me aconchegar em você, enquanto as folhas dançam no chão, no ar.
Enquanto o amor aquece o coração...
Da gente.
Terças que virão...
Com mãos, vidas, abraços, laços.
Terças que virão...
Você.
Eu.
E aquele sorriso bobo com olhar de paixão...
É Verão!
De mansinho
chegou o verão.
Nós dois à
beira - mar
apreciando
o espetáculo solar.
De mansinho
seguro as
suas mãos.
Um calor percorre
meu corpo,
transborda amor
em meu coração.
Nosso amor
florescerá,
não importa
a estação.
Tu és
meu sol ,
nosso amor
será sempre verão.
Na primavera ela floresce,
no verão seu coração se aquece.
Vem o outono para acalmar,
no inverno o silêncio sabedoria lhe trará.
Mas não importa a estação,
ela apenas deseja ser amor o ano inteiro.
Deseja ser flor, ser sol, ser folha que o vento leva, ser amor que só á ti se entrega.
Deseja seu coração abraçar e deixar que faças do seu abraço um lar.
Para quando retornares, em seu amor
tu possas pousar.
Refazer - te do teu cansaço,
junto a ela ser par.
Não importa a estação,
quando sou amor no teu coração.
Eu sou poesia.
Tu és a canção.
Sejamos amor
que encanta multidão.
Semeou o bem.
Germinou além.
Não se preocupe se faz inverno ou verão.
Se há folhas que o vento sopra em qualquer direção.
O que importa é sentir a chuva a terra molhar, e tua alma se alegrar.
O que importa é sentir paz no coração,
gratidão.
O que importa é sentir o calor do sol dentro de você!
Te aquecer, te acolher.
O que importa é deixar - se florescer.
Deixar o amor em ti viver.
Renascer.
Faça essa sementinha do amor germinar e florir em qualquer estação.
Seja inverno ou verão.
O que importa é amar, é sentir no abraço dois corações bater e sentir o amor feito sol os aquecer.
Sol... Chuva!
Calor... Frio!
Brisa... Tempestade!
Inverno... Verão!
Branco... Preto!
Amor... ódio!
Sorriso... Lágrima!
Cruz... Espada!
Alegria... Tristeza!
Emoção... Razão!
Eu... Você!
Paixão... Solidão!
Te amar é,
Intenso como furacão, suave como a brisa de verão!
Vontade de falar te amo até me cansar, e ao mesmo tempo me calar e só ficar a te olhar!
Ao dormir com você sonhar, ao acordar só em você pensar!
Um sentimento indescritível, e a sensação de estar nas nuvens quando em seus braços eu me aconchegar!
Sua voz me arrepia, suas mãos me acaricia, seu corpo no meu me anestesia!
Te amar é, viver o hoje no presente, e amanhã já pensando no futuro!
Te amar é, difícil de explicar mas com uma sensação de nunca querer parar!
Te amo!
Você é, e sempre será meu refúgio!
CARTA A UM AMOR IMPOSSÍVEL
Escrevi-lhe uma carta, numa tarde de verão,
E meti-a no correio pela minha própria mão.
Esperei,
Desesperei
E quase endoideci
Por não obter resposta.
Em mim, fez-se depressão.
Comecei a ter vida de inferno,
Quando me entregaram na mão
Numa manhã fria de inverno,
A carta que eu tinha
Tão perfeitinha,
Escrito numa tarde de verão...
Vinha, ainda por abrir,
Suja, enrugada,
Já de cor amarelada
Como filha pródiga a vir.
No verso, no lado contrário,
Li, em letras garrafais,
Que foram para mim fatais:
"Desconhecida no destinatário”.
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 11-02-2023)
ELA
Café e tasca na aldeia.
Era sábado de cálido verão.
A noite teimava na ideia
De não querer o escuro
Como um muro
Que lhe tapasse a visão.
O poeta entrou e nada comunicou.
De pé, observou uma pintura naif
Escarrapachada
Na parede do café triste
E imaginou
E mais não disse
Mas sempre observando.
Eram só dois, para ele olhando.
Um ébrio, de pé e uma mulher sentada
Que dali a nada veio ter com ele, eu,
A perguntar se gostava da pintura
Da parede triste e abandonada.
Na conversa dela com o poeta,
Este correspondeu pela certa.
Falaram, cultivaram e quiçá divagaram...
No final, despediram-se,
Prometeram ficar amigos
Nestas coisas das redes sem trapézio,
As sociais redes de perigos
Que só vingam no mistério
De ser pessoa com mais artigos.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 07-08-2023)
Amor de verão
Um amor de verão
Começa nesta estação
Não termina no outono
Mesmo com o abandono
Vive na saudade no inverno
Quando a distância aumenta
É algo um tanto incerto
Daqueles que não se inventa
Na primavera há a esperança
De voltar a ser como era
É difícil de aceitar e ver
Mas aos poucos se supera
Um amor de verão
Sempre será de verão
Um outro tipo de amor
Que cabe aqui no coração.
Sutis detalhes
Outro dia o termômetro estava negativo
Faz 10 graus agora e até parece verão
Porque a sensação terrível já passou
E um simples alívio virou a solução
O pobre menino caminhava descalço
Até um par de tênis lhe ser entregue
Ele não machuca mais os seus pés
E se divertir sem temer consegue
Faltou energia elétrica no bairro todo
O que causou a preocupação geral
Estava complicado de se localizar
E na volta da luz a festa foi total
Depois de uma viagem de semanas
Ao chegar, parece nova a moradia
A mobília antiga se faz reluzente
E o próprio lar é razão à alegria
A diferença está nos detalhes sutis
Não deixe de perceber a beleza deles
Como esta estrofe é desigual às outras
Captou, né? Se não, observe mais vezes.
Ilusão Numa Tarde de Verão (Luiz Maria Borges dos Reis)
Um dia sentado na calçada
Contemplava eu, o pôr do sol,
Vi andorinhas voando atrapalhadas
Temendo ser pegas por um gavião.
As luzes dos postes ficaram acesas
Os sinos tocando também festejaram
A passagem de uma linda princesa
Que aos meus olhos muito encantaram.
Corri depressa ao seu encontro
Pedi-lhe ao menos um sorriso,
Disse-me ela estar com pressa
E minhas preces não quis escutar.
Porém, mesmo triste eu implorei
Que me desse ao menos uma ocasião,
De olhar nos seus olhos e ver todo brilho
Que aos meus apagaram na ilusão.
Mais depressa a menina ainda andou
Deixando-me só, no meio de tantas coisas.
Foi-se embora e apenas me deixou
Os restos esperançosos de um novo encontro.
Noite de verão
a melodia da brisa sopra
notas de um outro tempo
e traz saudade do amor
deixando apenas saudade
dos poucos momentos
em que o coração tatuou
o que para ele era um tesouro
de um maior e único valor
Pense numa pessoa meio louca
que gosta de fazer trapalhadas,
no verão só usa quente touca
e no inverno pouca roupa, a danada!
