Poemas sobre o Verão
Solstício de Verão,
amor em quentura,
Estamos esperando
pela próxima Lua,
Galáxia Charuto,
tabaco de estrelas,
Mil beijos estetas
os lábios ensejam,...
Cadenciados nunca
haverão de cessar,
Poros em rumba
o amor irá celebrar;
Amor, eu te quero
e não irei largar,
De ti só espero
o mais profundo apego,
e de ti não mais voltar.
Melhor do que sorvete
em pleno verão ardente,
Amor refrescante amor
que ninguém derrete
e o tempo só fortalece.
Na inauguração
deste Ano Novo,
dou a mim
mesma o direito
de viver a minha
tristeza de verão:
Vejo cenas que
passam do
nosso continente
em convulsão;
E para o General
que foi preso
injustamente
e uma tropa
não há sequer
um sinal se irá
ser concedida
a justa libertação.
Sou testemunha
poética e ocular
na Venezuela
e na Bolívia como
começou o perigo
continental pelas
mãos traiçoeiras
da autoproclamação.
Quem discorda
da violência os fiéis
das bizarrices
da Rainha de Sabá
às avessas,
eles estão tratando
como se fosse
um perigo eminente:
ordenando prender
por terrorismo e sedição,
todos aqueles
que pensam diferente.
Diante do que
é verdadeiro,
independentemente
da direção não
há como flertar
com o relativismo,
Os massacres de Sacaba,
Senkata e Yapacaní
andam querendo dar
outros nomes
e tratar os crimes
com desonesto eufemismo.
Como as aves aguardam
o primeiro sol de verão
para poder voar,
Assim sem demora
venho pedindo
pela sua libertação.
Nada mais honrado
e necessário abrirem
as portas e as janelas,
para o sol da justiça
deixar a tropa sair,
e a vida os reencontrar.
Quero ver a liberdade,
não desejo mais
que ninguém chore,
sem pedir pela saudade
estou sentindo por cada
um mesmo sem ter vivido.
Espero que a promessa
não seja quebrada,
quero estar presente
em cada reencontro,
no afã que cada
um tenha me lido.
Ilha das Campanhas
Alinhamento de sete planetas
intensidade da Lua de Sangue
e verão com tranquilidade
total na Ilha das Campanhas.
Existência que faz um ponte
para ler os sinais do tempo,
do que há de mais sublime
e de tudo o quê põe e movimento.
Saber como caminhar define
onde chegar e a hora de parar,
porque é preciso em paz ficar.
Porque no final o encontro será
sempre entre a consciência,
a circunstância e a existência.
Como as aves do cruzam
as majestosas Américas
para se encontrar no verão
irá me procurar o seu coração.
Do jeito igual que as aves se
encontram na Ilha do Maracujá
na Baía do Babitonga só que
encontrar o pouso e a recíproca.
Desvendar a desabitada ilha
no bailar da aurora matutina
e no bailar da aurora vespertina.
Encontrando sempre uma nova
razão para renovar a paixão
sem se ocupar do mundo em viração.
Um dia
Um dia...
Um dia tudo terá fim
Esses olhos não mais verão
Esses dedos não mais tocarão
E esse coração que hoje bate por ti
Não irá bater...
Nem por ti e nem por ninguém mais
Ele irá perecer
Será decomposto
Pelo verme que come
Os míseros restos
Que sobrarão do meu ser
'Que morbidez!'
Você pode dizer...
Mas apenas escrevo
O que vai acontecer
Porque um dia tudo terá fim
Ao vento será deixado
E tudo que há em mim
Será apenas pó espalhado
Ele era quente, cremoso e tinha o sabor de tudo de mais perfeito que podia acontecer com uma pessoa. Verões italianos. Primeiros amores. Chocolate.
TEMPO QUE PASSA...
Malhando em maio
sem perceber "outonei".
Encolhido, assustado,
Adentrei ao inverno da minha vida.
Hibernei, busquei forças
esperançoso pela primavera
florida, rejuvenescedora,
de amores alentadora.
Anseio e vislumbro o verão
a cada amanhecer enevoado
direciono o velho timão
rumo ao Norte, ensolarado.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Tem coisas que o tempo não apaga , ainda mais se for uma pegada com a luz apagada.
E sobre a areia da praia apenas nossas roupas jogadas,
ao lado de nossas pegadas em uma madrugada quente de verão .
Você dizendo não para, e é claro de jeito algum eu pararia
mas a gente pode parar pra se pegar em qualquer outra estação.
Flores no meu cabelo, eu pertenço ao mar
Onde costumávamos estar, sentados junto às laranjeiras
O verão está no ar, corpos no calor
Só você e eu, sentados junto às laranjeiras
Quatro Estações
Primavera em minha vida foste.
O frescor de tua pele, o sorriso,
os olhos vivos e alegres eram
borboletas à minha volta.
O amor cresce com os dias, e o nosso
foi quente e ardente.
Eras a chama que aquecia meu coração,
e juntos éramos chamas de um verão.
Passam-se os anos a vida continua,
nós vivíamos o nosso amor eterno.
Tínhamos a calma dos anos,a paciência
de quem já vivera o moderno, vivíamos
agora o nosso outono.
O luar da vida, passou para os cabelos.
A ligeireza e a volúpia foram-se,
foi-se também o teu frescor.
Restou apenas um ser, que respira e vive
desse amor, que até o meu fim será eterno.
Só eu acabei vivendo o inverno.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Outono da minha vida
Adentrando ao outono da minha vida,
Um paradoxal inverno quente me anima.
E a primavera, florida, faceira e sorridente
Reflete a esperança de um dezembro caloroso,
Com o verão pulsando caloroso em minhas veias.
Com certeza um natal muito feliz
Entre familiares e amigos.
Um “adeus ano velho” ruidoso
Com prazerosos brindes, fortes abraços,
Estalados beijos e furtivas lágrimas.
Mais um Ano Novo repleto de promessas.
Que aventuras viverei em janeiro?
Viagens, estradas, novas paragens.
Fevereiro de olhares, sorrisos e afagos.
Conquistas merecidas, achados fortuitos,
Quiçá novos amores, explosivas paixões,
Prazeres incontáveis, noitadas inesquecíveis.
Assim a vida se renova, até a hora da partida.
Março trará corações dilacerados,
Almas partidas, bilhetes rasgados,
Pulseiras, anéis e colares jogados.
Roupas rotas, tênis gastos,
Revistas dobradas, livros esquecidos.
Enfim, páginas viradas, vidas passando.
Os passos antes largos, agora lentos,
Os olhos lassos, as nuvens altas,
Prolongados suspiros, ais, sussurros.
O tempo escoando entre dedos e frestas,
As ondas do mar lavando lamentos,
Na areia desenhando imagens funestas...
(J.M. Jardim, setembro/2013)
Se o amor é livre, Deus me livre amar alguém que me tire a liberdade.
Se o amor me faz voar, Deus me livre de amar quem tem medo de altura.
Se o amor é cego, então não quero amar alguém que enxergue.
Se o amor é fogo da paixão, não me venha com pouca madeira.
Se o amor é duradouro, não quero alguém que seja só um verão. (Estação mais quente)
Se o amor for café, não apareça com solúvel.
Se o amor faz florescer, então não me venha com apenas um buquê.
Se o amor for uma música, que seja "garota de Ipanema".
Se o amor for um rio, que nele eu possa me afogar.
Se o amor é fogo, então que seja um maçarico.
Se o amor é prazer, então primeiro satisfaço você.
Se o amor é sexo, todo dia deveria ser lua de mel.
Se o amor é sentimento, então que seja apenas amor e nada mais.
Inverno, você me perdoe mas eu não gosto de você.
Sei de sua importância e respeito. Mas é só.
Você traz frio e eu quero calor.
Você trás o recolhimento e eu quero a expansão.
Você me veste e eu quero nudez.
Friozinho gostoso pra ficar na cama, que nada, quero o sol na minha pele.
Passa logo, frio, eu quero calor!
Chão que nada dá
Estou em pétadas
Caída no chão
E machucada por tantos espinhos
A angústia me sufoca
A tensão supera o meu sono
Acordada tenho mais pés nos chão
Como rosa em pedaços que sou
O que restou foram os pés
Até o aroma eu perdi
Hoje estou em luto
Em luto pela esperança
Não há mais luta!
Ex-pero
Só desespero
E me lembro que nada posso esperar!
Como ter forças se minhas pétalas secaram, verão?
O que verão?
Não verão a chegada da primavera
Nem a colheita dos frutos
Vamos sofrer a secura como um deserto
Com um jardim sem flor
A tristeza de um pé doente
A lembrança de uma rosa branca
Que você não ajudou a brotar
Espere na negação do cuidar!
Experimente a amargura de uma verdura
Que não teve o seu aguar
Encha seu vaso de flores
Com as flores de um jardim que não cuidou
Saboreie do néctar da fruta que você também não plantou
E dê de presente uma rosa
Que nunca pôde viver!
Estações
Negar a idade é negar seu tempo, seu caminho. É enganar sua própria história!
Aparentar jovialidade é saudável quando não se precisa maquiar o tempo, não é uma atitude madura tal feito. A juventude não é madura, a inconsequência da pouca idade não é a beleza da juventude. O belo está na alegria da vida que essa fase deixa com sua virilidade e sede por novas experiências, experiencias estas das quais não precisam ser perdidas no tempo.
Esta é a época que as pulsões de morte paradoxalmente nos fazem sentir a vida. A beleza da juventude é uma fase transitória enquanto a vida se resume em emoções antes de se transformar nas demandas de responsabilidades, no orgulho ou na consequência que se tem por ser quem é.
Negar a idade é estagnar a maturação da vida por uma fantasia fixada em uma época de incertezas, de poucas glórias e de pouco aprendizado. Identificar-se somente com o que é jovem denuncia falhas no processo de desenvolvimento mental, não é original para quem passou dessa fase!
Pessoas todos os dias negam seu tempo de existência para não se responsabilizarem pelo tempo mal aproveitado ou mal vivido, numa tentativa de equacionar a vida aos 20 anos de idade. Mas infelizmente o espelho não perdoa, o tempo não para e os cabelos já não brilham, por isso assumir as primaveras é oportunizar sentir o cheiro e o gosto das próximas estações. O verão já passou, a primavera sempre trará flores, o Inverno é essencial e do Outono ninguém escapa.
De Janeiro a Janeiro
Com você na primavera, vejo o mundo colorido
Coração que se alegra fica tudo tão florido
Meu jardim cheio de flor, só pode ser amor
Com você o ano inteiro, de janeiro a janeiro
Com você no verão, vejo o mundo tão quente
Que aquece o coração, é paixão, é fogo ardente
Me esquenta o seu calor, só pode ser amor
Com você o ano inteiro, de janeiro a janeiro
Com você no outono, vejo o mundo tão lindo Noite longa e perfeita, durmo e acordo sorrindo
Vento sopra a meu favor, só pode ser amor
Com você o ano inteiro, de janeiro a janeiro
Com você no inverno, vejo o mundo encantado
Cai a chuva, vem a neve, vivo um sonho ao seu lado
Quero ser seu cobertor, só pode ser amor
Com você o ano inteiro, de janeiro a janeiro
