Frio
Está frio, deve ser o clima. Mais na verdade não é, sou eu mesmo. Tem algo frio dentro de mim, que me deixa mal. Algo que grita, ensurdecedor. Não consigo fazer parar, fica ainda mais frio. Chega a congelar, fica ainda pior. Será que sou eu que estou frio ou as pessoas que estão muito quentes? Não sei, não compreendo.
Vais para o céu,
vais passar frio demais...
Vais para inferno,
vais passar calor demais...
Inevitavelmente cá ficarás
FRIO
Caminhos de vida,
Feridas...
Estradas sem destino,
Assim me sinto,..
Deparo com muitas realidades,
Assombro-me...
E em meios pensamentos deixo-me levar.
Tento vencer e nem sei porque,
Tudo é tão claro, perfeitamente real.
A quem devo dizer?
A quem posso confiar?
Dar as mãos, abrir o coração,
Puro engano... Ninguém tem tempo,
A vida nos cobra e como segundos,
Nos perdemos no mundo,
Mundo do hoje, do agora,
Não sabemos mais esperar,
Nos perdemos no medo,
Medo do não ser, do não conseguir,
E por fim, nos deixamos dominar,
Ser vencido pelo o incerto,
Absolutamente incerto...
Querer ter tornou-se maior,
Fazer é quase sem definição,
Não se quer mais saber,
Como vai você? O que te aflinge?
Vidas indiferentes, pessoas distantes...
Cada um na sua, em seu espaço,
Tornando-se solitário,
Sozinho em suas escolhas,
Vivendo com o frio,
O frio do não tocar, do não ser tocado,
E como de fato, a tela vem nos separar.
Vives num mundo irreal de mentiras.
mentiras gentis e acolhedoras,
que tornam seu frio desespero menos árduo.
Mentiras supérfluas e consumistas
que lhe implantam desejos
que pretendem suprimir seu vazio
momentaneamente.
Mentiras tiranas e provedoras,
que lhe dão uma ocupação inútil
para manter seus status e sobreviver,
o mantém cativo e subserviente.
Mentiras diabólicas que turvam sua pureza
roubando sua genuidade,
lhe deixando um fantoche
hipócrita e promíscuo.
Um vento bate em meu rosto , um arrepio em meu corpo todo , frio na barriga se achegar , tudo vem a indicar que você está preste a chegar !!!
Ainda sinto falta da ponta do teu nariz frio mesmo em dias de verão, e do seu pescoço sempre quente e pronto para esquentar minhas pernas no inverno. As tardes ainda esperam as gargalhadas despreocupadas com sorvetes, e as noites aguardam ansiosas pelo cheiro da pizza de calabresa e a admiração como meninos bobos por céu estrelado
Amor platônico tem alma mas não tem corpo é o tipo de amor que faz você passar frio no inverno da solidão.
A lua saiu com frio e tão pálida, pensamos que estivesse acamada. Veio a nós pelo mar, tremendo, até chegar à praia. E assim deu-se o beijo.
Você me pediu pra te escrever uma carta, mas nada do que eu te falar vai expressar o tamanho do friozinho que eu sinto na barriga quando eu olho pra você ou quando vem alguma mensagem sua. Pensei que ninguém mais nesse mundo fosse capaz de me fazer sentir assim, mas quando deito a minha cabeça no travesseiro tenho a certeza de que é você tudo aquilo que faltava em mim. Eu gosto do seu nariz tortinho e do jeito que você tranca os dentes quando sorrir. Eu gosto da sua liberdade e do seu jeito de se vestir. As vezes eu penso mesmo em te prender pra te deixar bem longe desse mundo, mas vejo você como um passarinho procurando se encontrar. E eu deixo você voar se você em todas as vezes for me encontrar. Meu coração é o seu lugar agora. Pela primeira vez eu não consigo desviar os olhos de alguém que quer me fazer bem. É a primeira vez que eu não preciso ligar pedindo pra alguém ter mais tempo pra ouvir as minhas crises porque você tem um jeito delicado de escutar todas as minhas reclamações sorrindo. E eu sei que sou uma garota complicada pra te namorar, mas você não teve medo do que eu posso te fazer sentir. Nunca tenha medo de mim. E essa carta é só pra te pedir que não tenha medo de quando eu te ligar de madrugada, de quando eu te falar que preciso conversar, de quando eu te deixar brava. Essa carta é pra te fazer acreditar que eu vou dar certo com você. Terão dias em que eu não vou precisar te dizer o quanto você é bonita ou o quanto você me encanta. Terão dias em que você vai se tocar de tudo o que tá significando pra mim só de me olhar. E eu quero te olhar por pelo menos mais dois milhões de anos porque você é linda. Você me chama de abusada e me tira o sono, mas obrigada por tornar os meus dias melhores.
Acho que me acho infeliz,mesmo tendo o teu sorriso sem você
tudo fica frio , meu universo tão cheio de beleza , mas nenhuma igual a você , talvez amor , paixão não sei , só sei
dizer ti amo .
Hoje eu acordei assim no meio da chuva no meio do frio no meio
Do vento
Deixei minha cama vazia para encarar São Paulo
Passei minha manha sem escuta um canto de um pássaro
Não vir o brilho do sol não senti o aroma da mata
Não vi o desabrochar das flores
Não ouvir o lati dos cachorros
Não ouvir as crianças a brincar
Anoiteceu a lua desceu, mas ela não apareceu por quê?
No meio da chuva são Paulo não deixa a lua dançar
O sol cantar os pássaros assobiar
Os cachorros passear
As crianças brincar
Isso é vida sem luar?
Na minha terra do lado de lá
Os pássaros cantam
O sol se levanta
A lua convida os amigos na praça a senta-se a ela admirar
Os casais a namorar
A serenata tocar
Vou dormi
Quem sabe amanha vou sorrir?
Quem sabe amanha o sol vai brilhar?
Quem sabe os pássaros vão cantar?
Quem sabe as flores vão se abrir?
Quem sabe pela noite a lua me convida
Com ela a senta-me?
Com ela conversar?
Quem sabe?
O vento ainda está soprando.Estou com frio mas não quero fechar a janela;só quero sentir minhas lágrimas rolarem para ver se assim diminui a minha dor,para ver se alivia o peso da minha alma.Só quero ficar lembrando de quando eu estava com você e o meu mundo era perfeito.
Outono
As folhas caem,
O vendo frio se tornou a companhia,
As lembranças se desprendem como folhas secas que caem no meio vão,
Ali se ver uma época de sobrevivência,
O estádio desse tempo suspira no verde morto a suplicar à próxima estação.
O seco do ar frio congela os pensamentos mais nobres.
E o silêncio que esse tempo traz, deixa mudo o bom dia dos bem-te-vis.
A vida hiberna com o inverno que se aproxima,
Que o medo do vazio configura uma realidade marrom,
Marcada pelos tons amarelados e dos galhos secos,
Na controversa tensa dos dias cheios e noites abandonadas.
O orvalho teme cair como lágrima de uma história oculta,
Que a cada ameaça desse tempo, prolonga o sofrimento na janela,
Esperando essa estação passar, o inverno desabar, o frio passar...
Para então reaquecer o coração gelado de que espera a primavera voltar.
Frio, vê-se tudo em preto e branco. O som ecoa no fundo. A voz que sai da boca é abafada pelas do pensamento. Nada de interessante na esquina, nem mais a expectativa. As coisas invisíveis, aquelas essenciais se perdem na escuridão. O vale da sombra "daquela" se torna o pasto não tão verdejante. O rio de águas, não tão vivas agora, nos mantem afogados em nós mesmos. A lua brilha, o vento venta, o dia passa. A vida pesa. Sempre o mesmo ciclo, sempre a mesma morte. O pecado. O desejo, aquele de negar a si mesmo, mas tão intensamente que finde a existência. O buraco negro do ser, a busca incessante do eu, do seu, do nada, do tudo. Absurdo.
Triste não é você estar solteiro nesse frio , triste são as pessoas que estão debaixo das marquises agora sem ter como se proteger do frio e você mesmo debaixo de um edredom tanto reclama !
Effet papillon.
Ácido frio corrói meus dentes quebrados. Mas você não sabe, papillon, o que deixar escorrer para me curar. Continue seu trabalho que os mundos giram e o universo se desmancha constantemente. Arcabouços da loucura, eu queria que pudessem me ensinar a entrar em seu estado concreto por que assim eu estou virando uma incerteza horrenda, então que a insanidade ensaiada me devore num só movimento para que me poupe de interpretações profundas.
Ah, o seu efeito, papillon que de longe causa furacões em meus olhos cinzas, cobertos de pó, e cheio de pratas do luar que cravaram em minhas escleras enquanto eu cantava para a lua. Afinal, papillon seu destino foi digerido pelos estômagos que você invadia. Mas de tão faminta que fui, suas asas obstruíram meu esôfago, e agora eu jazo aqui, com os teus sonhos mortos e meu sangue totalmente venoso.
Ah, papillon, não sabes o efeito que tens.
Café
Se frio, não obrigada. Morno?! Ainda pior. Meio termo nunca me fez suspirar. Se quero, quero quente, saindo fumaça e, se possível, que desenhe inúmeros sorrisos dançando no ar.
Ah, e acrescente bastante açúcar, por favor! No amor, mais é sempre melhor; Não faço regime.
http://glacecomlimao.wordpress.com/2013/02/02/cafe/
