Textos sobre Dor
A vontade é te vomitar,
Você ainda afeta meus órgãos mais profundos,
Como boa conhecedora da anatomia que és,
Coração e estômago,
Você levou pro saco,
Enquanto pra mim,
Nunca poderia consolidar,
Num aplicativo qualquer,
Nos braços de outro alguém quer ficar,
Hoje fecho a porta,
Da minha vida,
Do meu peito,
Da minha casa,
Você foi apenas uma mentira bem contada,
Mas, agora acabou,
O coração de Leão não existe,
Ele é só apenas um devorador dos alheios,
Desendeosou,
A máscara caiu,
E a pessoa aqui não gostou do que viu.
Não existe vida feliz?
Passei muito tempo preso a uma ideia boba.
A ideia de que devemos buscar a felicidade, devemos ter uma vida feliz e de que devemos ser felizes a todo momento.
Até que me dei conta de que esse pensamento ingênuo me instruiu a comportamentos compulsivos.
Em momentos difíceis eu me sentia como se não houvesse saída, como se o sofrimento fosse eterno.
Com isso eu buscava fontes de felicidade superficiais,
Coisas que pudessem fazer eu me sentir bem, preenchendo algum tipo de vazio.
O problema é quando isso acaba gerando um ciclo vicioso.
(A felicidade é uma reação hormonal a estímulos que nos levam a sensação momentânea de bem estar)
Então eu entendi que a felicidade não é um destino.
Não se trata de viver buscando a felicidade.
A felicidade é algo que você encontra no caminho, você deve viver enfrentando turbulências, errando e sofrer um pouco. Isso faz parte da caminhada.
Talvez hoje meus propósitos tenham me tornado mais forte, talvez eu passe por momentos difíceis e saiba que assim como a felicidade, o sofrimento também é momentâneo.
Descobri a importância de ter uma vida plena, uma vida em que você se sinta parte de um propósito, algo que tenha significado p você;
Construir uma base, uma estrutura com sua família e amigos que possam te apoiar.
Mas acima de tudo você precisa entender que na vida tudo tem um propósito e uma razão de existir. Busque o seu propósito e seja forte.
Afinal, não existe uma "vida feliz". O que existe são, na vida, momentos felizes;
de valor a esses momentos e tente aproveitar ao máximo cada instante, esses passam rápido.
- emersomgold
andei pensando em fugir
só pra sair
desse vazio que deixei-me atrair
sem perceber o quanto me consumi
desse falso amor a me ferir
deixei me permitir
pelas tuas doces palavras me atingir
tentei desconsentir
tentei desiludir
contemplando o céu a descolorir
vi mil gaivotas pranteando
numa tarde de sol a pedir
pra pôr mais vida
neste cinzento mar que poluí
daquelas lágrimas deixadas
sobre o nosso livro de elzevir
da nossa estória que deixou ser souvenir
corri entre as nuvens para me despedir
do teu sorriso numa manhã
e a noite sorrir com o amor que esculpi
e no espelho enxergar a única pessoa capaz de me retribuir
2016, O Espelho de Elzevir
O medo de sofrer pode ser o causador dos nossos sofrimentos
O relógio não para e não podemos voltar ao passado
Não espere mais dor para sentir arrependimento
Cada segundo sem ser feliz é um sorriso a menos
É um desperdício de tempo
É uma parte da vida que vai morrendo
E quando se der conta, não temos mais tempo.
Coração que se parte com tão pouco. Coração que se dilacera, se rasga, se arrebenta e se despedaça.
Derrama no chão suas lágrimas escarlate, trazendo consigo suas dores que ressurgem uma vez após a outra.
Torna-se um fardo para quem o carrega, já cansado de vê-lo maltratado, desprezado e por muitas vezes traído.
Pra ele o pouco pode se tornar algo imenso e o muito às vezes quase nada.
O mundo cheio de dono
Uma teia diabólica.
Olho até na parabólica.
Brincadeira sem juízo.
O canal é mais profundo.
Cama, cana, câmera do mundo.
Os olhares virtuais.
Antenas.
Ondas de rádios.
Nano no sangue viajando.
Pulsos do coração.
Pulsos elétricos.
Causando confusão.
A mente inquieta.
Tal percepção.
Um processador humano.
Uma vida robótica.
Cada um pensa.
Cada um com sua opinião.
Dependendo da ótica.
Na verdade vidas atreladas ao que entra no bolso.
Uma covarde condição.
Aceita se enterrar um irmão.
Por medo.
Por um condenado pedaço de pão.
A maestria ordem mundial.
O que está oculto.
O de mais profundo.
Estou abraçado com mistério celestial.
Onde o homem jamais alcança.
Mas insiste pela torre de babel.
De imitar o anjo rebelde.
De provocar a Eva.
Quanta ousadia.
Meu avô, não vi.
O computador.
A mente.
Quem sente.
Processa aqui.
Giovane Silva Santos
E ela escondeu as mãos de quem tinha te dado o tapa na cara
Só pra não sentir o repúdio , e ela tão impatica
Preferia sair dolorida , machucada , do que vê que a machucou
Constrangida , porque nada vale todo o julgamento
O constrangimento ,as acusações ,se a pessoa
Não reconhece seu erro , é como dá um tiro na própria
Cabeça ,e quer vê o sangue escorrer na outra pessoa
Não vai acontecer , nunca vai acontecer
E ela pegou tudo colocou em uma porchete
E decidiu ir embora , mas queria mesmo era ir embora de si
Sair do seu mundo , do seu corpo , e do seu amor
Continue...
Dormência existencial
O corpo nega
E à alma sobrecarrega,
A indiferença da percepção:
realidade sombria e fria,
Que torna gelo o coração!
Mas é como em uma anestesia,
A carne sendo poupada da extrema dor.
Pena que para a alma não existe dormência!
E mais cedo ou mais tarde, o corpo acorda,
Assim esta trata de seu sofrimento, à ele então impor!
Um "Deus" em sua vida
Todas as madrugadas
A história se repete.
Lágrimas constantes percorrem seu rosto
Com soluços desesperados
De uma alma pedindo socorro
Para ser absolvida de seu único pecado
Pelo "Deus" que tanto ama.
Ela ora em silêncio pelo seu nome:
Pela sua felicidade
Porque seu sorriso é o motivo de sua alegria
Pela sua saúde
Porque sua vida significa mais que a dela
Pela sua prosperidade
Porque nesse mundo tão grande
Talvez ele encontre uma pessoa
Que possa ser mais devota ao seu amor
Do que um dia ela já tentou ser.
Estou onde estou mas
não onde quero estar
falo o que digo sem falar
Sou a indecisa que dissidio ficar
no silencio a observar
Cada dia que passa
passa mais um dia
A noite fica mais fria
e o dia mais quente
mas aquela do canto
nunca será consciente
Os minutos passam a correr
os segundos a voar
mas a menina do canto
apenas os vê a passar
Será isto justo?
ou a injustiça disfarça´
Que a menina do canto
faz parte da minha farsa
Exiba-se
Por uma poção de amor e carinho,
Querida, sou louco e carente,
Cuide bem desse seu paciente,
É detestável adoecer sozinho.
Apresente-se à minha frente
E simplesmente sorria
Para esta minha hipocondria,
Que ser-me-á já proficiente!
E para ajudar no tratamento,
Reprima a hesitação,
Acionando os pinos da volição,
Que instigam o avivamento.
Sim, querida! abuse da ousadia,
Exiba seu corpo, seu rosto,
Que os tomarei com gosto,
Como panaceia todo dia!
Peço: só não me manipule o vício,
Disponha de sua liberdade
Amando-me de verdade,
Respeitando esse santo ofício.
Senão, ponha-se pela porta afora
E não me veja agonizar,
Pois vou me esvaziar,
Transmudar-me numa abóbora.
Melancolia
És linda triste,
Ainda que insiste
A me fazer deprimir,
Reter o meu sorrir!
A pensar me fazer
Que amar é morrer
De desgosto e decepção,
Sem gosto para a paixão
Que nos dilacera o peito
Como uma fera tem feito!
Amarga melancolia,
Larga de apatia,
Longa de temores,
Prolonga as dores
Que em meu seio tenho
E os anseios que venho
Tentando superar,
Procurando achar
Sozinho sem sorrir,
Caminho a se seguir!
Bela tua tristeza;
Singela natureza
De madrugadas insones,
Transformadas em ciclones
De sentimento e emoção
De dentro do meu coração
Pesaroso e sombrio ―
Amoroso, mas frio!
Destrói-me; faz-me chorar!
Corrói-me; traz-me um ar
Pesado sobre a minha mente,
De enfado, e a encobre totalmente,
Desejando tão somente a morte,
Deixando de ser quente e forte!
O riso se transforma em pranto!
Um sorriso se forma no canto
Do rosto, todo ele amarelado
De desgosto do modo levado
Que tenho vivido minha vida!
No cenho abatido, linhas doridas
Tão cedo trazidas de mordaz sentimento!
Coração ledo na lida, mas sem mais alento!
Melancolia que me toma, fazendo triste
Melodia que se forma sendo que inexiste
Agora em mim, esse terrível sentimento!
Hora do fim, desse sensível esgotamento.
O ABANDONO DA LINDA FLOR
Fazia meses que eu não a regava, tão linda era seu brilho que gradualmente se ofuscava na seca do sol.
Ela nasceu no meu jardim! mas eu não a plantei. Certo dia, passou-se perto de minha casa um rapaz que vendo o abandono que eu fizera com a linda flor, fazia questão de rega-la dia após dia para mim. Até que chegou o tão esperado dia que com lágrimas nos olhos decidiu levá-la para sua casa, mas nem ao menos pediu-me permissão, zangando fiquei como nunca.
Ah! Tudo era puro egoísmo, tão infeliz sou eu que não cuidei da flor e não deixo que cuidem dela por mim.
Leve-a jovem rapaz, cuide-a com carinho, enxugue os pés dos teus olhos, pois essa flor já era tua antes de mim.
Levei meu sobrinho para passear comigo, há tempos ele vinha me pedindo, animado, seriamos só nós dois. Crianças abaixo de cinco anos nunca foram meus favoritos, só venho lidando com crianças de vinte dois anos ou mais.
Só que pensei ser uma boa oportunidade, saímos e eu descobri uma inveja dessa energia juvenil, a gente perde tanto quando cresce. Tudo bem, não digo perder, sacrificamos muito para conseguir zelar por nossa sobrevivência. E nesse exato momento, eu almejava um pouco dessa vitalidade que a vida me tirou. Mal me lembro da sensação de ver o mundo pela primeira vez.
Voltei meus olhos para o meu sobrinho e ele pulava, sorria, caía e levantava sem muitas preocupações na vida. Tudo o que tinha era o presente e só isso bastava. Os frutos do futuro não lhe interessavam. Essas preocupações cabiam aos seus pais, este é único período da vida em que temos o direito de entregar nossos destinos nas mãos de outros, todavia, conheço adultos que ainda insistem em fazer isso. Tolos, não sabem que depender dos outros é um luxo que não podemos nos dar. Porque a vida maltrata com socos no estômago. Quando crescemos, o presente é invadido por possíveis futuros, a maioria deles irreais.
Somando todas as invejas que senti de meu pobre sobrinho, aquela foi uma das mais marcantes. Pensar na maneira como já tive o presente e perdi fez dessa a maior perda de uma vida. Agora mesmo, enquanto meu sobrinho brinca nos brinquedos do parquinho, eu checo meu celular pela quinta vez, procurando por pessoas que definitivamente não estavam ali. Preocupando-me com compromissos que ainda virão. Já não sei como recuperar o luxo do presente e só. A vida te pede para ficar.
Então voltamos para casa. Caminhamos por entre as pessoas, ele grudado no meu braço, e me puxando para que cessasse meus passos, como se toda a sua vida dependesse disso. Meu sobrinho queria voltar, pois algo lhe roubara sua atenção, algo no mundo era digno de seu afeto. Queria pegar uma tampinha de garrafa dourada no chão.
— é só uma tampinha de garrafa. — disse eu.
— eu nunca tinha visto uma dessa cor.
E foi aí que eu me dei conta que crescer é uma grande perda e me dói saber que meu sobrinho logo será um adulto como muitos outros, lamentando a perda de quem foi um dia.
Já que o tempo é implacável... Talvez tudo realmente passe.
Entretanto, as passadas no "caminho da espera" continuam bastante íngremes.
Talvez isso não seja tão trivial como dizem...
Ou talvez "isso tudo" seja apenas devaneio.
Ou quem sabe, deva apenas ir dormir.
#MADRUGADA
Louco...
O vento passeia...
Enquanto a noite envolve a terra...
E na rua deserta...
Uma alma vive...
Alma cheia de dor...
E de dor a alma está cheia...
Ao sabor dos enganos...
Vagou...
Não sentiu o decorrer dos anos...
Olhos fitos no vácuo...
Murmúrios desconexos...
Conserva o mesmo orgulho...
De um morto austero...
Celebra as ilusões com os fantasmas...
Enquanto gela o sorriso nos lábios...
Está só...
Não querida...
Apenas usada...
Caminha...
Passo a passo...
Se arrasta...
O tempo já lhe pesa...
Enquanto sopra o vento...
Nas altas horas em calma...
Cansada...
Tamanha fadiga...
Espreguiça...
Boceja...
Enfim, se dá por vencida...
Com os olhos cheios de mágoa...
Segue o vento pela estrada...
Aurora anuncia...
Nessa noite não foi usada...
Nem foi querida...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
.
"A mente atormenta durante a noite fria,
a paisagem congelada ocupa o espaço na mente vazia
o pensamento vaga em várias direções em busca de uma resposta
já não posso mais suportar essa falta de ar que me sufoca.
Preciso respirar mas em cima do meu peito há o mesmo peso na qual a minha mente esboça.
Será esse o meu fim?
A minha alma dói na possibilidade de perder o amor que sentem por mim."
Você não sente isso?
Como eu posso explicar esse grande vazio, tão profundo, sem dimensionar o quão forte eu sinto as coisas ao meu redor?
Passou-se cinco minutos, meus olhos na janela vendo o infinito do céu, eu perdi por alguns instantes a sensação da existência.
Fiquei ali observado o nada, quase que por empatia, sentindo o céu como o espelho da minha alma, grande e vazio.
A ruptura da catarse se deu no primeiro piscar de olhos. A dor estava tão presente que foi quase impossível imaginar que um dia ela não tivesse estado ali...
É um sopro frio no coração que consegue romper o ar dos pulmões.
Você nunca sentiu isso?
Eu queria gritar, respirar, dizer tudo o que eu sentia... Mas, eu não conseguia.
Qual é a pior sensação de sufoco, senão a de perder a voz, mesmo com a sua capacidade vocal intacta?
Duas vozes gritam loucamente dentro de mim, é tão impossível distingui-las, confundo-as, misturo-as.
"Faça a coisa certa."
"Continue afundando no mar profundo."
Será que é isso mesmo que estão dizendo?Eu não sei.
O sopro continua.
O ar gelado permeando cada veia que nasce no meu coração, prende cada músculo do meu sistema respiratório.
O céu continua lá fora, grande e vazio.
Um espelho do que eu sinto por dentro.
AOS MEUS OLHOS
Sorris,
e o mundo para mim se abre.
Vejos os teus olhos risonhos,
aperta a vontade de ir aonde
moram meus sonhos.
E dali não mais sair ficar
bem perto de ti, fazer parte
da tua vida.
Dividir amor e dor, ser um pedaço
só teu, o do amor o mais gostoso
de ser sentido.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Saudades
Saudades de não sentir saudades.
Saudades de sentir felicidade.
Saudades do que não vivi.
Saudades do que jamais por mim tu irás sentir.
És o grande amor da minha vida.
Uma eterna rua sem saída.
Um desencanto...
Meu eterno pranto.
Chegaste.
A semente mais doce no meu coração plantaste.
Nunca regaste.
Não miraste com teus negros olhos o amor que em mim criaste.
Saudades... te afasta de mim.
Vai, segue o mesmo caminho que ele seguiu...
Aqui tu só dóis.
Vai... vai... imploro, por favor, e não volta nunca mais.
