Coleção pessoal de RosangelaCalza

1 - 20 do total de 963 pensamentos na coleção de RosangelaCalza

E se...

um tsunami invadir minha vida... me deixar toda ferida... cicatrizes demorarem pra sarar...

E se...

eu me sentir como se estivesse dentro de um liquidificador gigante... rodando, rodando sem parar... batendo em tudo o que pelos lados... pela frente... por cima... por baixo encontrar...

E se...

nuvens escuras for só o que eu conseguir enxergar... se todos os tons pesados de cinza em meus olhos vierem morar...

E se... eu só conseguir me arrastar...

E um passarinhozinho 🦜 ou uma borboletazinha🦋 se oferecerem pra me ajudar... eu vou aceitar...

E agradecer 🙏... porque é isso que se faz quando alguém se oferece pra e decide ajudar... nunca, never, jamais se fazem MANCHETES pra criticar.

Rosangela Calza
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Dom Quixote, viveu e lutou pelo o que acreditou...

Foi em 29 de setembro de 1547, em Alcalá de Henares, que Cervantes nasceu...
Na cidade de Valladolid – Espanha – ele cresceu.
Em Madri e Sevilha ele estudou... em curso nenhum se formou.
Foi a vida que grande escritor o tornou.
Nômade como seu pai... um dia no Exército ingressou...Contra o Império turco ele lutou... Nesse episódio, alguns dizem que o braço esquerdo ele perdeu...
Outros, que apenas ferimentos graves foi o que sofreu...Pouco depois se restabeleceu.
Na África também combateu...
Foi capturado, levado para Argel... mas não se abateu.
Cinco anos de detenção... para Madri retornou...
Em vários locais trabalhou... e na literatura paralelamente incursionou.
Não obteve sucesso imediato o nosso Miguel...
Mas não desistiu... persistiu... e com 58 anos de idade consagração conseguiu.
Dom Quixote... Sancho Pança... um fidalgo e seu escudeiro saem para lutar contra o mundo inteiro.
Dom Quixote perdeu a razão em razão de muito ler... sem juízo, acredita que em um herói pode se converter...
Sancho Pança, bem realista, tem outro ponto de vista, acompanha seu senhor... tentando a todo custo a real realidade lhe fazer ver...
Moinhos de vento... gigantes... Exército de ovelhas...
Dom Quixote no mundo do irreal entrou e nele se aprofundou...
O cavaleiro em sua insana imaginação o próprio cenário criou... e nele lutou!
Lutou contra uma irreal realidade... na mais pura insanidade.
Viveu o que acreditou... viveu e lutou.
No fim... à real realidade retornou...
“Até a morte, tudo é vida”, disse Cervantes...
Seu Dom Quixote viveu... e viveu tudo no que acreditou.

Rosangela Calza
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Plantou, colheu...
Mais um dia amanhecendo...
o caminho está se fazendo
cada um o que plantou segue colhendo...

Plantando, colhendo...
o tempo correndo, a vida passando
cada um a cada dia um pouco mais segue morrendo...

A maldade escondida,
disfarçada em sorrisos,
em palavras bonitas, em gestos indecisos...
de revelar se encarrega a vida.

Não se engane,
aqui se faz valer a lei maior
action... reaction...action... reaction..
plantou... colheu... plantou mal
não vai levar a melhor...

Rosangela Calza
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O que tenho por perto?
O pensamento cheio de você... e só.

Não há suas mãos pras minhas segurar.
Não há seus braços pra me abraçar.
Não há seu riso lindo pra me alegrar.

Seus olhos a me olhar...
Como eu os queria aqui
pra neles ver todo o meu amor refletir.

Mas eu em mim mesma me aninho.
Fecho meus olhos devagarinho.
Espero o sono chegar...

Nele não estarei mais só
... eu sei...
... você nele sempre estar
... vai sorrir ao me ver chegar
.... vai me dar o abraço que estou a esperar
... vai segurar minhas mãos e...
... vai me dizer: jamais só vou te deixar.

Ah! A minha maior alegria, a minha melhor hora todo dia é sempre a hora do sono chegar ♡

Rosangela Calza
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De dia... a cada dia que surgia
ele a si mesmo se transvestia.
E, assim transvestido, o dia ele seguia...
Perfeito, era assim mesmo que no espelho ele se via...
Lentes azuis invisíveis escondiam a tristeza que sentia.
O sorriso no rosto costurado
já não doía
... estava ele ao implantado tão acostumado.

A voz suave e doce
disfarçava muito bem da vida o agridoce.

Quando a noite chegava
e os traços do dia apagava...
Ele não se assustava
Todo ele ele mesmo fantasiava...
Colocava em sua vida todas as cores que a própria vida lhe tirava...

Mal sabia ele: a verdade, que lhe era tāo cara, em vez de cara a cara... tudo salpicava... rastros deixava por todos os caminhos por onde ele passava.

Ele nunca chorava.

Rosangela Calza
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Tags: travestido iludido

Já não me importo

Já não me importo...
Toda aflição suporto.
Tristeza, decepção...
Com toda dor está tão acostumado meu coração.

Já não me importo...
Passos tortos.
Jornadas, com dores, marcadas...
Não há alegrias em mais nada.

Já não me importo..
Indiferente ao que vem pela frente.
Nada me resta...
Acabou pra mim a festa...
É só deserta estrada... que em nada acaba.

Já não me importo...
Passei por todos os portos...
Como um aborto.
Navio sem porto.

Já não me importo...
suporto.

Rosangela Calza

VOLTAR ATRÁS

Sinais de que foi feliz:
no porta-retratos
a imagem dela...

No sofá da sala:
numa almofadinha...
“Fui eu que fiz.”
Os dizeres dela.

Na gaveta do criado mudo:
O livro nunca começado...
Por ela presenteado...
Na página da dedicatória...
O amor dela pra sempre marcado.


No solar da porta:
Um tapetinho surrado
Mil vezes lavado
Por ela... pra trás deixado...

Tantos sinais...
Que de desfazer o tempo é incapaz.

E o que ele mais queria?

Era poder voltar, voltar no tempo... voltar bem, bem lá pra trás.

Rosangela Calza
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Tudo passa...


Tudo passa... que desgraça!
e o tudo passar deixa este mundo tão sem graça.

Passa o amor... passa a desgraça.

Que graça há na misteriosa estrada da vida...
amor como guarida,
e, logo à frente, dolorosa despedida?
Amor vira fumaça...
Sem amor... quanta desgraça...

Passa a desgraça – ô mundo mais sem graça!

... que graça tem já saber de antemão que a desgraça a afligir seu coração tem seu fim determinado por antecipação? Porque tudo passa!

Passa o amor.
Passa a desgraça.
Passa a vida...
Neste mundo frágil... tudo é frágil...
Tudo passa... tudo vira fumaça.

Rosangela Calza
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Da ilusão

A ilusão dos costumes que perduram...
A ilusão de que a distância e o tempo todas as dores curam...
A ilusão...

A ilusão das certezas da existência...
A ilusão de que pra tudo há saída...
A ilusão de que há remédio pra toda dor...
A ilusão de que cada abraço teu era puro amor.
A ilusão...

A ilusão...
A ilusão fez de mim mais que exclusivamente sobrevivente...
A ilusão acalmou minha alma e minha mente...
A ilusão me fez acreditar que tudo seria permanente.

Iludida... sim, assim caminho pelas estradas da vida...
Pacientemente.

Rosangela Calza
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Vida e esperança

Sigo...
Em cada passo, meu próprio eu persigo...
Juntando pedaço por pedaço, meu caminho faço...
Pego carona nos meus sentimentos – não importa se alegrias ou tormentos...
Refugio-me nos cantos da vida... nos becos sem saída.
Aninho-me em meus próprios braços... me abraço.
Me amoldo a cada espaço.

Adormeço e sonho:

Abalizo um enredo.
Sigo-o sem medo...
certezas ou incertezas – não importa.
Vida leve ou de uma imensa aspereza,
brandura ou austeridade – não importa.
Sorrio...
Na vida há de ser ter eterna paciência... discernir quando parar... quando continuar.
Abro a janela... sorvo lentamente o ar que faz tão doce e leve meu levantar e respirar...
Na vida há de se ter doçura...
Na vida, como criança, um passo, outro passo... com pitadas de candura
... sigo
sigo sem nunca desesperançar.

Rosangela Calza
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Em nuvens... densas nuvens
mais escuras a cada passo
E eu que achei que havia chegado.
Isso é coisa do passado
que me fazia acreditar
que no futuro eu ia te encontrar.
O passado passou... o presente passou
o futuro passando
e as densas nuvens cada vez mais densas ficando
acho que é assim que se vai perdendo a esperança
espera-se...espera-se...espera-se
e não se alcança.
daí você cansa... e perde a esperança.

Rosangela Calza
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Tags: adeus esperança

Nenhuma pessoa do mundo me conheceu tão bem como você.
Pra você revelei meus medos, medo de amar demais...
minhas inseguranças, insegurança de ser amada de menos...
medos bobos, inseguranças bobas
dizia você...

Só você conheceu minha alma de verdade
pra você revelei com quem eu queria passar a eternidade.
Pra você fui totalmente transparente
revelei meu medo de não ser bonita e inteligente.

Só você conheceu minha parte feia, chata,
meu choro baixinho,
mas nada disso foi suficiente...
você foi se afastando devagarinho...

É, eu tinha razão de ter medo.

Rosangela Calza
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Pó... poeira no ar

Por que segregas?
Por que classificas?
Achas que assim o fazendo
melhor tu ficas?

Não, não és o melhor...
Tampouco o pior.
És tu igual...
a todos os teus iguais...
És simples (?) molécula.
És parte do todo...
e como tu... assim são todos.

O oxigênio que estás a respirar...
é o mesmo que há bilhões de anos
a Terra está a rodear.

És tu só mais um respirante.
Um mero passante...
Solitário caminhante...
Desse velho oxigênio...
só mais um sugante.

E segues altivo...
Num eterno separar, apartar... segregar... isolar...
A inspirar... expirar... inspirar... expirar...
Inutilmente... se pensares bem.

Nem todo o esforço do mundo
Vai evitar... que, como todos os outros,
Tu vires poeira no ar.
Unido a todos os outros a eternidade tu vais passar.

Rosangela Calza
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Não há lugar pra vida onde há morte

De brilho destituída... sem vida.
Pálida, álgida... linda e mórbida... da vida subtraída.
Coração de gelo não mais se enternece com seu triste apelo...

Coração vazio – de vida –, desabitado...
Coração despedaçado.
Ele aqui onde se diz que a vida... num vácuo, na verdade,
Está a seguir só, mórbido... desesperançado...
Sua mão ao tocar a dela... como mil vezes antes, tremeu.
Cadê aquela corrente elétrica a que estavam acostumados?
A falta de vida... o poder da morte... quem a escafedeu?

Toca ele mais uma vez seus lábios de carmim... tantas vezes beijados...
Sente-os desbotados... não se movem... comprovam: está tudo acabado.

`Pobre moço triste’ - uma voz sussurra...

Ah Camões! Teu verso aqui cabe tão bem...
Oh! “Alma minha gentil que te partiste...’ por que partiste!?
Nunca antes havia achado a vida tão triste.
Nunca tinha vivido uma vida tão escura.

Um vento gélido soprou...
A morte o que da vida levou?
Um calor que não mais existe...
A morte o que da vida deixou?
Ele mórbido, entorpecido... de toda vida esquecido....
Segue a continuar... completamente sem sentido.

Rosangela Calza
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Tags: vida morte

I write the songs...

Nelas o sentimento mais bonito...
Cada verso é um remédio cura(dor)...
Falam eles do mais puro amor.

Tudo brilha ao sol.
As nuvens no céu as formas mais bonitas a formar...
e cada um vê o que sua vista consegue alegrar.
No elevador ninguém finge que não há ninguém lá...
Nas ruas eles sorriem.
Nos ônibus cedem o lugar.
Todos foram libertos do silêncio e das amarras.
Não há passagens frias e obscuras...
Pra tristeza, nos meus versos, encontraram a cura.
Vestem jeans desbotados.
Sonham com tantas variáveis.
Entram no pôr do sol...
Não escondem palavras de ninguém.
Todo alguém é alguém.
Finalmente entenderam o que é amar...
Amar é um verbo.

I write the songs ✍️💗🎼

Rosangela Calza
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Sou a-pai-x-na-da por este texto de Shakespeare:

"Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove.
Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra.]
É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama".

Hoje pensei que ele casa muito bem com: "A palavra convence, mas o exemplo arrasta. Não se preocupe porque seus filhos não te escutam, mas te observam todo o dia” da Madre Teresa de Calcuta...

Então não venha dizer que me ama... estou de olho mesmo é nas suas atitudes

Rosangela Calza
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Traição

Ela desceu as escadas bem devagar... queria correr... pra bem longe de seu triste presente... mas só conseguia descer bem devagar... queria tempo pra se arrepender e voltar?

Tinha sido tão abandonada... e nem sabia bem por quê. Enfado? Mas ela sempre dizia: 'Amor, tudo pode ser renovado'...

Não... claro ela sabia, não é tudo sempre perfeito, mas pra tudo há jeito... havia o afeto, havia os dias calmos, havia a cumplicidade construída nos anos que passaram juntos. Passaram juntos mesmo?

Agora ela só estava mesmo era cheia de dúvidas. Estava acompanhada e completamente abandonada desde quando?

Como não tinha visto os sinais? A troca de senha do celular... alguns contornos tão inúteis... aqueles silêncios cortantes... como era possível o amor que ela havia acreditado ser todo seu não ser todo seu...

Achou que o melhor seria compartilhar com alguém sua dor... e suas dúvidas... pensou: 'onde encontro alguém que também foi sempre abandonado?'

Mas seu mundo tinha caído... não ia conseguir no meio dos escombros encontrar nada..

E desceu devagar... bem devagar os onze andares.

Térreo. Entrou no elevador... apertou todos os andares... queria tempo pra se arrepender... não queria voltar... mas só conhecia o caminho de casa...

... definitivamente... ia voltar... mas bem... bem devagar... talvez no caminho encontrasse forças pra se arrepender e de novo descer... e da vida dele desaparecer.

Talvez.

Rosangela Calza
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Le temp passe...

O tempo escorre em minhas mãos
O tempo voa...
E não tenho tempo pra me dedicar um pouquinho mais ao tempo que tenho... não tenho?

Estatisticamente esta é a maior verdade: um dia eu não terei mais tempo.

E tenho na minha frente a eternidade.

Eu amava relógios... hoje nem os olho mais... que fazem eles a não ser gritar no seu tic-tac que meu tempo está diminuindo? Quem quer saber de sua vida sumindo?

Quero andar mais devagar pra ver se consigo meu tempo encompridar...
Quero perder essa mania de contagem regressiva...
Quero parar de ir embora em estágios...
Quero viver o agora como se só houvesse o agora... e... pensando bem, é só o que há...

Quero viver sem pressa... mas também não quero perder tempo.

Le temp passe em todo o mundo... o tempo passa... pra todo mundo o tempo passa...

Alguns sabem o que farão na eternidade... alguns ficam esperando virar uma luzinha... alguns não pensam nada... não esperam nada... independentemente de cada um... há uma eternidade que deveria ser bem pensada (entendedores entenderão)

Rosangela Calza
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O rio é doce... 😢

Hoje...
um rio de lama
Lágrimas... uma voz que clama:
"quando vão entender que dinheiro não se come?"

Barragem, para barrar...
não espalhar
Não dá pra arrumar outro jeito
... pra se desfazer dos rejeitos?

Dívida eterna...
Minério exportado
vale a dor dos enlutados?

O rio era doce...
O vale amargo.

"...quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado..."

Rosangela Calza

Uma sirene soa... lá longe seu eco ecoa...

Pra que servem as sirenes?

Sim... elas fazem acelerar o coração, que bombeia mais sangue e as pernas correm...

Nada acontece...

então, cada um volta pra sua casa... sã e salvo ... aplausos.

Algo acontece...

então, aplausos para cirenes... vocês cumpriram com sua função.

Cumpriram?

Bom... O ser humano não está só no planeta... o planeta não é só o ser humano (não desmereço aqui de forma alguma o igual a mim).

Ecossistemas... inteirinhos... valem... valem o quanto vale o ser humano, nem mais, nem menos.

Há vida... vida que clama por vida... há muita vida enquanto ainda se respira...

Terremotos, furacões, tsunamis... o Brasil está bem no meio de uma placa tectônica... mas é como se não estivesse.

Rosangela Calza
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Tags: sirene tsunamis