Textos de Chuva

Cerca de 3332 textos de Chuva

⁠Às vezes sou vento, às vezes sou chuva, às vezes sou limpo, às vezes sou sujo, às vezes não sou nada, às vezes sou tudo, às vezes eles me amam, às vezes me odeiam, às vezes não estou no padrão.
Em todos os vazios às vezes, eu tinha minhas peças nos caminhos e aqueles momentos eram o desabrigo.

Inserida por ronathasilva2322

A chuva continua caindo! Não sei se nesses momentos é o céu que despenca ou a terra que se eleva para receber as lágrimas do paraíso. Não são lágrimas de dor, mas lágrimas de um sorriso que não se contém ao venerar seus filhos que hoje são naturais, mas que em outros planos já estiveram no além.
Bebo dessa água celeste, lavo-me nas suas lânguidas passadas, e sou pisoteado por pequenas gotas que mais parecem cristais derretidos brindando meu corpo são.

Inserida por julioraizer

⁠Amando na Chuva

Amando na chuva, sob o céu em tormenta,
nos teus braços, o mundo perde a forma,
o vento dança e a alma se alimenta,
enquanto a água ao nosso redor se transforma.

Cada gota que cai é um sussurro,
como se o universo nos quisesse contar,
que em meio ao caos, há um amor seguro,
que floresce mesmo no luar a chorar.

Nossos corpos, molhados de sonhos,
se entrelaçam sem pressa, sem fim.
A chuva, companheira dos medos,
acelera o pulsar, me faz sentir.

A rua se apaga, mas o brilho dos teus olhos
reflete o céu, e tudo é mais belo.
Amando na chuva, perdemos os olhos,
encontramos o infinito no breu do duelo.

E mesmo que a tempestade nos envolva,
não temo, pois é contigo que estou.
Na chuva, nosso amor se renova,
e o que o mundo vê, em nós, se apagou.

Amando na chuva, com o coração desnudo,
não há barreira, não há dor,
somos um só, no compasso do tudo,
onde a chuva é abrigo, e o amor, calor.

Inserida por lucileide

Dia a dia

Não dá para crer em liberdade
Estando trancado em uma jaula
Sem sentir o sol, a chuva, nada
Só peça no tabuleiro da cidade

Passam as horas, acaba o dia
O outro recomeça sem mudar
Diante desta cansativa rotina
Poucos têm chance de inovar

A maioria comemora na sexta
‘Sobrevivemos! Conseguimos!’
Mas a vitória seria no dia a dia
Fazendo o que confere alegria

Ir dormir tarde e acordar cedo
Trabalhar muito, ganhar pouco
Seguir o modelo da sociedade
Que faz do homem mais louco

Esquecendo as suas ambições
Preferências, ideias e emoções
Correndo dentro de um círculo
Estando recluso a um cubículo

Em subliminar, há a alternativa
Que envolve pessoas realizadas
Podendo escolher o seu destino
Com coragem em suas jornadas.

Inserida por PensadorRS

Esse céu cor de chuva azul cinzento, enfatizando o meu dia, uma terça comun em que se acorda a cinco da manhã meio desbotado, sem saber o fim da semana, o fim do mês, o fim do ano o fim da vida. Se toma um café e se envelhece mais um dia, se mistura ao cinza do dia, até que um dia azul da vida, de seu sopro e se torne o cinza do pó.

PauloRockCesar

Inserida por PauloRockCesar

⁠Quando chovia e era Natal
meu coração explodia...
Nos dias de chuva
a alegria era incontida.
E eu corria... e como corria.
A felicidade era tanta
que em mim não cabia.
E nas noites de Natal
mesmo quando não chovia,
eu era apenas uma criança
e era eu que chovia... e como chovia.

Inserida por sildacio_matos_filho

CAATINGA

Há um tempo.
Em que o tempo.
Não ajuda.
A chuva não pinga.
As nuvens não carregam.
E também secam.
Seco é o ar.
Céu parado.
Acabaram as farturas.
Semear o que,
Se o tempo já se fez.
Nada que vai nascer.
Terra que vai padecer.
Esperança de um tempo.
De uma renovada vegetação.
Para a vida no sertão.

Inserida por GermanoGoncalves5

⁠CHORAM OS CÉUS.

Céu cinzento, chuva fina, tarde fria ...
Uma nostálgica névoa, turva minha visão.
Molham os olhos as mágoas,
Que inundam o meu coração.

Apenas restou a tristeza, herança da despedida...
Apenas se viu um aceno. Nas mãos, o sinal da partida.
Restou somente o vazio, na alma de quem ficou.
Assim como as marcas do tempo, que a saudade gravou.

Na velha estação suburbana, sumiram da vista os vagões,
Assim como no peito, findaram as ilusões.
Talvez chorassem os céus, testemunhando a dor,
De quem morria por dentro, vendo partir seu amor.

Os sonhos que foram desfeitos, jamais sairão da memória.
Os dias de felicidade, escreverão nossa história.
Na parede fica uma imagem, retrato de uma paixão...
Que um dia me disse adeus... Deixando-me na solidão.

Inserida por JRUnder

Quando a chuva chegar, quero te amar.
Esqueça tudo aquilo que falei.
Tem coisas que devem ser relevadas.
Somente vamos pensar em nós.

Se penso em você...
Penso em nós.
Você me faz sonhar.
Debaixo de nosso cobertor, tudo é bom.

Eu faria tudo com você.
Na chuva corro ao seu encontro.
Estou louco para dormir com você.
Fica na cama comigo.

Nosso sonho... Não termina aqui.
Seu corpo branco, sua pele, seu cheiro.
Fica eu faria tudo de novo.
Você me faz sonhar.

Inserida por DijalmaMoura

Que neste Natal, o amor possa
renascer em seu coração. Que
seu lar possa ser enfeitado com
chuvas de bençãos, e pétalas de
felicidade, que a Família possa
se reunir, que o perdão seja dado,
que a amor seja encontrado, que a
família esteja unida, e que a Paz
reine em nossos corações.


--------------------------------------------Eliana Angel Wolf

Inserida por ElianaAngelWolf

Amizade e seus encantos

❝ ... Amigo é flor perfumada
em dia de chuva é sorrir
mas também chorar juntos,
é sonhar os mesmos sonhos
juntos e querer dividir tudo com
o mundo. A verdadeira amizade
conhece nossa alma, sabe a dor
de um sorriso triste. Obrigado
por nunca ter desistido de mim...❞

--------------------- Eliana Angel Wolf

Inserida por ElianaAngelWolf

⁠Vi o Sol desaparecer diante de meus olhos e também o vi surgir numa bela manhã. Vi a chuva cair sobre meu rosto e a vi escorrer sobre minha pele regando as flores no chão. Uma brisa leve acariciou-me vagarosamente, mas também fui empurrado ao chão por um vento forte e cruel. Ouvi as vozes na minha cabeça que me fizeram afundar, mas já ouvi sua doce voz me trazendo de volta para superfície.
Eu sei que a vida pode ser difícil e destrutiva, às vezes, mas ela também consegue ser bela e restauradora quando estamos juntos aqui.
Me perco nos vendavais e me encontro quando com compaixão olha para mim.

Inserida por In_finitys

No compasso da chuva, que afinado!
danço em passos leves contigo, louco sonho,
percebo tua presença, estás aqui a meu lado,
vivo sentindo aquilo que nunca digo,
sou pura imaginação e essência,
mas como a chuva e a melodia
tudo passa em poucos segundos,
de repente arrefeceu essa alegria,
pesa agora o fardo real da (in)existência

Inserida por neusamarilda

Chuva é canção de liberdade, a alegria também

A chuvinha amainou e passando por alguns caminhos fiquei pasma com a transformação deles. Ou não havia notado bem estes dias ou foi assim de repente? As chuvas deixaram o verde muito mais brilhante do que já conheço dessa cor e as plantas parece que cresceram centímetros de um dia para o outro e isso sem falar nas ervas daninhas que transbordam por todo canto. Ainda bem que agora rios e lagos estão cheios de água vida, até o sapo na lagoinha canta mais feliz em meio ao seu brejo.

Qual seria a canção para arrematar tudo isso? Agradecer ou apenas festejar, dando pulos como o fazem os animais em liberdade? Já viram cavalos presos em baias ? Quando soltos, saem em tresloucada corrida aos pulos pelo campo. É necessário sair da frente porque entram em desvario. Pássaros infelizes em gaiolas, quando saem para a liberdade, batem em obstáculos na fuga para o vazio do espaço que dominam com suas asas. A vida é assim, a liberdade traz alegria, temos que dar valor a ela, não só a do corpo, mas da alma também, como agora, quando venho rabiscar aqui simplesmente algo singelo, sem receio de que pensem que meu mote parece sempre o mesmo.

Inserida por neusamarilda

⁠Desta janela, eu vejo
a imagem de um céu em névoa,
chuva molhando a terra,
árvores em roupagem de flores
já é novembro,
e ainda estamos aqui,
pegadas deixadas no tempo
o vento é apenas silêncio
uma página de meditação
chegou o frio!
vi o fio acendendo as luzes
fez-se, tarde do segundo dia
é magia, brilhante,
Oh! viajante iluminado;
em versos simples,
em solo sagrado
pastos verdejantes,
mensagem de paz

Inserida por AllamTorvic

⁠Ouvindo a voz da chuva

(...)
Ouves a voz da chuva ao amanhecer
Voz de chuva que vem do mar
Chuva que hoje parece
vento que faz uma prece
chuva que vem des[agua]r

(...)
Chuva que toca na arreia, Am[águas]
Chuva que choram, as ondas Des[água]
chuva que enche os poros
e antecede a solidão

(...)
Chuva que traz a dúvida, sem saber
versos que molham a planta, ao dizer
vozes que vem do vento
remindo o tempo, irá chover

§

In: TORVÍC, Allam. Poemas de conversações. 2023. São Paulo.

Inserida por AllamTorvic

⁠PIERRÔ SEM CARNAVAL:
O bafo da noite em cinzas,
Verticalmente desce e cai,
Quão a chuva oblíqua
Do Pessoa
A correr na diagonal
Confusa
Sobre o relvado e a clorofila
Do poetinha,
Em anunciação ao baio
Do Valença em reboliço
Ante as brumas que embaçam
Meus vitrais
Acho, penso vislumbrar
A última colombina de cristal
Em seu único e derradeiro
Carnaval.
Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠Minha criança
Eu fui criado menino buchudo.
Não tinha medo de nada
Do escuro, da chuva ou papangu
Cresci assim
Como Deus criou batata
Em meio aos jogos de bola de gude
Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira
Amarelinha...
Sim, amarelinha!
Qual o problema?
Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil
Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri.
Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada
Nu, no frescor da inocência.
À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim.
No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia
Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias.
Talvez não fosse recomendado para a saúde física.
Mas, de certo, era lenitivo à alma.
Saudade do meu tempo de criança
Passado que não se encontra mais.Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

Amor maternal
Em um dia de muita chuva e trovoada, sinhá coruja procurava atônita comida para os seus dois filhotes indefesos e expostos aos perigos da floresta
De repente encontra o gavião faminto que também caçava seu próximo jantar.
Mamãe coruja implora
- Compadre, se encontrares meus filhinhos poupe-os!
- Mas como vou identifica-los em meu a tantos bichos? - perguntou o gavião
- quando encontrares as mais belas criaturas da floresta serão os meus filhinhos.
E nunca mais sinhá coruja os encontrou.

Inserida por NICOLAVITAL

Queria ser assim
Essa gente que ri
Apenas por rir
Sem razão, sem motivo.

Que dança na chuva
Que canta no banho,
Que grita bem alto
Feliz por estar VIVO!

Que ama e é amado,
Que sabe lá no fundo
Que não viver intensamente esse mundo
É o maior pecado.

Falando baixinho
Sorriso mansinho,
Devagar, devagarinho
Encontra o próprio caminho.

Inserida por MatheusHoracio