Textos de Chuva

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DESEMPENHOS DA CHUVA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O show da chuva já ida
está nos mini-cristais
que rolam sobre as folhagens...
brilha nas gotas de vida
já salpicadas de sol,
nas minhas doces miragens
do mundo à flor dos meus olhos...
A chuva ida ficou
na limpidez das roseiras
e no frescor desse ar...
Ficou na teia vistosa
que ora serve de auréola,
ora se torna colar
de que o arbusto se adorna...
Ficou da chuva passada
um romantismo silente,
que se compõe feito verso...
Alguma espécie de nada
com que se veste o poente,
pra se tornar universo
e provocar minhas asas...

Inserida por demetriosena

⁠TRILHA SONORA

Demétrio Sena

Quando a chuva tocava no telhado,
eu menino, dançava em pensamento,
num encanto infantil inexplicado
que fazia esquecer qualquer lamento...

Muitas vezes cantava junto ao vento
a canção do silêncio e do segredo;
era quando enxotava o sentimento
de tristeza, solidão ou de medo...

Passarada nos galhos do arvoredo
me deixavam contente pra valer;
gibis velhos rangiam no meu dedo;
nem sabiam que eu nem sabia ler...

E a lenha estalando logo cedo
no fogão embolsado a barro branco,
meu avô de semblante sempre azedo
arrastando na casa o seu tamanco...

Os cachorros latindo do barranco,
pros meninos apostando corrida,
o Gordini que pegava no tranco,
entre gritos iguais aos de torcida...

Cantorias de galos, seresteiros,
o apito do trem ao dar partida
e tambores distantes de terreiros,
são a trilha de sons da minha vida...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

⁠Sim... naquele dia ensolarado eu estava chorando, vendo a chuva cair do céu azul, nos meus olhos não refletia o céu azul mas refletia memorias, promessas, sonhos. refletia meu amor que me abandonou.

Como que uma metade pode sorrir sem estar completo.
Como uma metade pode andar somente com uma perna.
Como uma metade pode ser feliz com metade do coração.

Uma metade que se distraiu e sorriu, mas logo voltou para seu vazio... para sua dor de estar rasgado ao meio. Aquela constante luta pra se distrair e manter sua mente ocupada, para ela mesma esquecer um pouco que esta rasgada ao meio.

o dia seguiu ensolarado e azul, mas também cinza e uma constante chuva que não parecia real. A chuva que constantemente se passava em meus olhos era a mesma que se precipitava em dias que eu estava completo,
que eu me sentia amado, e abraçava e era abraçado de volta.

hoje essa chuva cai, só para me lembrar... que estou rasgado ao meio.
talvez essa metade perdida esta morta esperando pela outra metade morrer também. Talvez em vida não fui feito para estar completo, talvez na morte vou estar completo novamente.

Inserida por digerido

"És me chuva, tempestade, trovoada.
És me amargura e paixão desenfreada.
És me luz na escuridão de uma noite gelada.
És me voz no silêncio da madrugada.
És me as cores do arco-íris, em uma tarde pálida.
És das minhas ilusões, a única que, eu queria realizada.
És no fim de tudo minha deusa.
És minha amada..."

Inserida por wikney

"O que são gotas de chuva, para quem já esteve no fundo do poço?
Era pintura, meu sentimento por ti, e o seu, mal era um esboço.
E volto eu, mais uma vez, com minhas palavras, um louco.
Que por ti, já fez de tudo e além do tudo, o mais um pouco.
No teu abraço até encontrei refúgio, mas não encontrei socorro.
Abram-se as cortinas da minha solidão, palmas para ele, meu coração, 'O Tolo'.
A peça que, me prega peça, o tempo todo.
Repito tudo isso, com amarguras, de novo.
As lagrimas da chuva, lavam as águas do meu rosto.
Eu fecho os olhos e é só você que ouço.
Me implorando mais um abraço, um beijo, um consolo.
E nessa corte, eu é quem sou o bobo.
Por crer que, à mim, voltaria com gosto.
Graças à ti, já não existe nem brasa, onde era fogo.
Já abri mão de nós, já não caio no seu jogo.
Espero que seja o fim, do nosso ciclo vicioso.
Rogo à Deus, para que, nunca mais me venha a sede, das águas do seu poço..."

Inserida por wikney

⁠"Os dias gris, são quando eu mais a lembro.
A lembro em cada gota de chuva, em cada folha levada ao vento.
Lembro-a em cada lágrima, que inunda meu rosto, lembro de cada momento.
Lembro do sofrimento.
Da indiferença, do beijo, do meu eu em pedaços, do desalento.
Mas eu lembro.
Lembro-me, quando ao me ver, ao meu abraço, vinha correndo.
Não deveria, eu sei, mas eu a lembro.
Lembro da guerra serena dos nossos corpos e o suor escorrendo.
Lembro que em nossas lutas, éramos nós contra o tempo.
Ele, inexorável, insistia em correr, e nós, congelava-nos, naquele momento.
Lembro-me de quando se foi, deixando minha vivenda despedaçada e minh'alma, ao relento.
Olho pro céu, os olhos inundam, vi o tempo escurecendo.
Cada trovão, que assusta qualquer existência, não te afasta do meu pensamento.
Os relâmpagos, que iluminam a mais escura das noites, não é sequer uma centelha, pra escuridão que deixara aqui dentro.
Cada raio, que parte os céus, rasga minha pele, mata meu eu e mesmo em morte, eu te lembro.
Acordo durante a madrugada, vejo um feixe de luz, será o Sol nascendo?
Olho pro céu, não existe azul, só um manto branco, que enevoa meus pensamentos.
Hoje, sei que sofrerei de novo, pois os dias gris, são quando eu mais a lembro..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Eu quase não reconheci o homem, que não se abrigava, daquela chuva ferrenha de Inverno.
Era o fim de tarde, de uma quarta feira, e só pude reconhecê-lo, por conta do terno.
Fitava, estarrecido, um pedaço de papel, que se desfazia em suas mãos, pela força da chuva, já era ilegível, é certo.
Mas aquele papel, parecia o contrato o qual, vendera a alma para o próprio diabo, parecia aprisioná-lo, entre os purgatórios do próprio inferno.
Consegui executar alguns lanços, para me abrigar da chuva, hoje me pego sempre lembrando.
Consegui ver bem, mesmo na forte chuva, era ele, o velho do casebre, estava chorando.
Chorava, chorava, chorava, a forte chuva, parecia uma única gota, perto do seu pranto.
Era apenas um copo; naquela face, eu vira, transbordava um oceano.
Passou-se alguns anos, mas descobri o que dizia a carta, o porquê, o mais frio dos homens, eu vira chorando.
A carta era da algoz, que o abandonará naquele mesmo dia, naquele mesmo canto.
Naquela mesma esquina, onde o ipê, que florescera junto com o amor dos dois, se desfazia, a cada rajada de vento, a cada relâmpago.
Ele fora um solitário apaixonado por 10 anos, estavam juntos, a outros tantos.
Aquele dia, era dia de algo, era um dia especial, para ambos.
Quando ele guardou, o charco de carta que lera, deixara a enxurrada levar o buquê de rosas e girassóis, o que me causou espanto.
Antes de atravessar a rua, olhara para o céu, pela última vez, pelo o que eu soube; abaixara a cabeça, me olhou rápido, meio de canto.
Tentei alcançá-lo, mas o ódio dá certa pressa a nós homens e repudia qualquer ser que respira, que tenta ir ao seu socorro, amenizar-lhe o pranto.
O meu amigo morrera naquela esquina, fuzilado por palavras em um pedaço de papel, sozinho, encharcado, agonizando.
O homem que me olhara, ao atravessar aquela rua, naquele fim de tarde chuvoso, não era meu amigo, era um estranho.
De terno, engravatado, de luto, os olhos transbordando.
Eu não reconheci, quem naquela chuva, não se abrigaria, não o reconheci; mas reconheci o olhar, acabara de nascer ali, um insano..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador - O Estranho na Chuva

Inserida por wikney

⁠"Ontem, foi quando a sua ausência mais doeu.
Certeza, que foi por conta daquela chuva, que levou tudo, mas não levou você d'eu.
Ver você passando ao longe, fingindo que não me conheceu.
Como posso ignorar um corpo, que conheço até mais que o meu?
O coração acelerou, queria ter arrancado-o do meu peito, estrangular meu próprio eu.
No momento em que olhei pela janela daquele ônibus e vi as lágrimas do céu, minha chuva escorreu.
A tarde que estava clara, as nuvens carregadas, me lembraram a sua ausência, quando tudo escureceu.
Vislumbrei por milésimos, meu próprio reflexo, e vi um homem moribundo, com a vida estraçalhada, mas que ainda é seu.
Amanhã, o hoje será igual ontem, eu já pedi perdão a Deus.
Roguei a Cristo, para que na próxima chuva, leve tudo, leve minh'alma, e principalmente, leve você d'eu.
Parece-me, que agora todo dia é como o ontem, quando sua ausência, mais doeu..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Hoje, a chuva molha meu corpo e já não me importo mais.
Já não sinto frio mais.
Hoje é só indiferença, onde já fora amor por demais.
Já não te amo mais.
Sentir sua falta? Nunca mais.
É triste demais.
Já não choro mais.
Inté, nunca mais.
O que um dia fomos, em solo frio jaz.
Hoje, a chuva dos meus olhos, não inundou meu rosto, bom sinal, já não me importo mais..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠NO DIA QUE O CORAÇÃO DO POETA CHOROU.

No silêncio da noite, o coração chorou,
como chuva que cai sem que ninguém notou.
O poeta, que sempre pintou céu azul,
viu-se perdido num mundo tão nu.

As palavras, outrora tão doces, tão leves,
tornaram-se pedras, pesadas, em breve.
O verso calou-se, a rima fugiu,
e o peito doeu onde o sonho ruiu.

Era o dia em que o sol se escondeu,
que a lua distante ao abraço cedeu.
Um vazio tão vasto, um eco de dor,
o poeta aprendeu do que é feito o amor.

Mas mesmo em pranto, há força que nasce,
no chão das memórias, a flor se refaz.
E o coração, ainda que chora e se parte,
não desiste jamais de transformar dor em arte.

Inserida por aden_brito

*CHUVA DE ESTRELAS**

Me escondo no céu estrelado
Me viro em chuva brilhante
Em mim um jardim encantado
multicoloridos amores...

Te olho com malícia sorrindo
Devaneio encantado feliz
No céu estrelas correndo
Me encanto, sou poeta aprendiz

Notas musicais entoam meu ser
Criando uma suave melodia
Sons do coração, chuva de mel
Banhando minha alma em poesia

No meu céu brilham flores
Reluzentes segredos
Incansável sonhar ...
Desprendendo desejos

Meu jardim sinuosas flores
Meu céu estrelas cadentes
Coração uma janela aberta
e um amor de olhos cintilantes ...

Inserida por zeni_muniz

Samba / Canção

Sol

Esse choro que o mundo não vê
Pinga dentro de mim e faz eco
É a chuva que rega meu ser, o solo de um coração infértil
Então o sol, noutro dia vem
Arde minha vista em beleza, e eu choro pra fora também
Deixa pingar, toda chuva que há em você
E que pingue pra fora, para os lábios regar e o sorriso florescer
Essa chuva é feita de sal
Essa chuva é feita do mar
Que habita meu corpo, meu peito, ele vem o meu rosto banhar
Essa chuva é feita de sal
Essa chuva é feita do mar
Que habita meu corpo, meu peito, ele vem o meu rosto banhar
Lava, lava, mar
Meu rosto, meu corpo,
Eu vou recomeçar
Lava, lava, mar
Meu rosto, meu corpo,
Eu vou recomeçar.

Inserida por nanavedo

Bela e Belo (UmPoema)
.
Bela chuva; Belo aguar
Bela chama; Belo avivar
Bela terra; Belo lugar
Bela brisa; Belo ar

Bela ave; Belo cantar
Bela árvore; Belo plantar
Bela flor; Belo cheirar
Bela fruta; Belo pomar

Bela casa; Belo lar
Bela estrela; Belo luar
Bela criança; Belo brincar
Bela família; Belo cuidar

Bela onda; Belo mar
Bela vista; Belo olhar
Bela luz; Belo enxergar
Bela cantiga; Belo ninar

Bela audição; Belo é escutar
Bela palavra; Belo é falar
Bela acolhida; Belo é abraçar
Bela atitude; Belo é perdoar

Bela amizade; Belo é cativar
Bela união; Belo é respeitar
Bela saúde; Belo é caminhar
Bela estrada; Belo é viajar

Bela vivência; Belo é lidar
Bela conquista; Belo é suar
Bela canção; Belo é dançar
Bela atenção; Belo é amar

Bela vida; Belo é sonhar
Bela lição; Belo é ensinar
Bela obra; Belo é criar
Bela perfeição; Belo é Geová

Ney P. Batista
Aug/24/2021

Inserida por batistaney

⁠Quem dera eu fosse uma criança e tivesse um futuro tão presente, igual quando eu buscava chuva quando chovia e buscava sol quando sol fazia, hoje busco sol quando faz chuva e chuva quando faz sol.

O futuro cada vez mais distante do agora e a todo momento prefiro degustar a mudança, ao invés do próprio momento.

Inserida por OgaihtSuil

Uma chuva de meteoros e a fecundação da vida, o solo da terra por vezes do céu é atingido, e o óvulo pelo espermatozoide invadido. Espetáculo do universo em suas devidas proporções, quem é o autor de todas estas perfeições?
Dizer que do nada tudo surgiu? Desde quando zero vezes zero resulta alguma proporção? Eu prefiro crer e confiar, no Eterno e toda a sua perfeição. ABBA PAI.

Inserida por Claudiokoda

O dia com sol é lindo, mas prazerosa é a chuva que sacia nossa sede.
O calor é maravilhoso, mas os dias fios nos permitem a abraçar com maior frequência e nos faz sentir o calor humano.
A vida é boa, mas temos momentos que nos faz desejar não mais existir.
Enfim, vamos em frente. Também pudera, quem é que pode no tempo retroceder?
Vamos viver, porque cedo ou tarde a este mundo não mais iremos pertencer.

Inserida por Claudiokoda

"Quando a Chuva Fala"

Cai a chuva, em verso manso,
como quem canta um velho canto,
que embala a terra em doce transe
e lava o tempo do seu pranto.

O som que faz é quase abraço,
um sussurrar de acalentar,
batendo leve no telhado,
como se a vida fosse ninar.

E o cheiro... ah, o cheiro vem
como lembrança de outro dia,
de pés descalços na infância
e alma limpa de poesia.

Cheiro de chão, de folha e vento,
de coisas simples, sem demora,
de tudo aquilo que é eterno
e cabe inteiro numa hora.

A chuva chega sem pedir,
mas deixa tudo mais bonito.
O som, o cheiro, o existir —
num instante infinito.

Inserida por NandaaGoncalves

Abro a janela e vejo a chuva cair.
Às vezes o céu está escuro, carregado. Outras vezes, como agora, a chuva cai com o céu claro, quase luminoso.
Não importa.
A chuva sempre transforma tudo em espetáculo.

Fico ali, parado, observando.
O som da chuva batendo no telhado, tocando a janela, encontrando o chão.
As gotinhas descendo pelas folhas do coqueiro, escorrendo pelas folhas largas da bananeira, seguindo caminhos que só a natureza conhece.
E o cheiro…
O cheiro da chuva é inconfundível.
Terra molhada, mato lavado, ar renovado.
Nesse instante, não há dúvida: estou vivo. Vivo de verdade.

A chuva tem esse poder silencioso.
Ela limpa, acalma, reorganiza o mundo.
Quando não destrói, ela canta.
Cada gota é uma nota, e a natureza inteira parece acompanhar essa música antiga, perfeita.

E então, quase sem avisar, a chuva passa.

O céu se abre.
O sol volta a brilhar, mais forte, mais quente.
As cores ficam mais intensas, o verde mais vivo, o brilho mais profundo.
Os pássaros retornam e cantam como se comemorassem.
Os galos anunciam o novo tempo.
A natureza entra em festa.

É uma chuva de bênçãos.
Tudo fica mais vivo depois dela.
E nós também.

O sol aquece a pele, o cheiro permanece no ar, a luz revela detalhes que antes estavam escondidos.
É impossível não entender, mesmo sem palavras:
a vida é exatamente isso.

A vida é como a natureza.
Nascer, viver, morrer.
Tudo é natural.
Tudo faz parte de um ciclo perfeito, ainda que a gente tente resistir.

Nada é nosso.
Estamos aqui de passagem, por empréstimo.
Chegamos sem nada e partimos sem nada.
O que fica é a vida que vivemos, o amor que espalhamos, o cuidado que tivemos com o outro e com o mundo.

Quantas pessoas já passaram por esta Terra?
Quantas fizeram coisas grandiosas, construíram histórias, deixaram marcas?
E, ainda assim, nada levaram além da própria passagem.

Por isso, o verdadeiro valor da vida não está no acúmulo,
mas na atenção.
No olhar.
No respeito.

A natureza nos ensina tudo.
Nela está a essência da vida.
Nela está a essência de Deus.

Somos criação, assim como as árvores, os rios, os animais, a chuva e o sol.
Tudo está ligado.
Tudo é sagrado.
Tudo é parte de um mesmo começo e de um mesmo fim.

Enquanto houver chuva,
enquanto houver verde,
enquanto houver sol aquecendo a terra,
haverá esperança.

Vale a pena viver com presença.
Vale a pena observar o que realmente importa.
Vale a pena cuidar, amar e respeitar tudo aquilo que Deus nos deu.

Porque a vida não pede pressa, nem respostas.
A vida pede contemplação.

E quem aprende a olhar a chuva,
a sentir o cheiro da terra,
a agradecer pelo simples fato de estar aqui,
esse já entendeu o maior espetáculo de todos:
o milagre de estar vivo.

— Nereu Alves

Inserida por nereualves

Sol que Ama a Chuva

⁠Ela era como o sol
As outras estrelas não se igualavam
à luz dela.

Genuinamente feliz.
Seus sentimentos eram poesias,
e pinturas —
fossem elas em seu próprio corpo
ou em uma parede qualquer.

Sua arte era sua beleza,
que era cada vez mais realçada
pelas pinceladas
que ela mesma fazia questão de dar.

Era consciente
de que esculpir seu corpo
doía na alma,
mas ela não tinha medo
de deixar sua obra mais bonita:
seu corpo, seu templo.

Ela não precisava de admiradores;
a própria admiração
já era mais que suficiente.

Sua beleza se assemelhava
às mais lindas rosas,
às mais verdes florestas.

Ela era sol —
mas dias bonitos, para ela,
eram dias nublados,
chuvosos e escuros.

A natureza era sua inspiração,
mas ela morava na cidade,
onde dificilmente era possível
avistar uma árvore.

Ela era como as estações:
alegre, iluminada,
fria, colorida, vasta...

Ela mudou.
Seus interesses ainda são os mesmos,
porém ela se perdeu —
e não é capaz de se encontrar mais.

Ela só quer paz.

Inserida por yasz

Nosso primeiro encontro tem um sabor de algo tentador com o sereno da chuva faz-me crescer a ansiedade de deitar em teu colo e te acariciar.
Nosso primeiro beijo tem sabor de pecado e algo novo que dá inicio a felicidade.
Nossos primeiros sentimentos foram involuntários impulsionando nossos corpos.
Nosso primeiro abraço tem sabor de seriedade e respeito entre os sentimentos.
Nossa primeira caricia e carinho tem sabor de conquista e vitoria para ambos.
Nosso primeiro olhar tem sabor de tudo de bom, pois teu olhar me conquistou e dominou meus sentidos.

Inserida por JULIOAUKAY