Textos de Chuva

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Ritmo

Ao dançar no ritmo da chuva
As gotas percorreram meu corpo
Deslizando como se fossem
Suas mãos a acariciar minha pele
Ritmando nas curvas adentro.

De braços abertos dancei...
Dancei, deixando que as carícias lavassem meu corpo...
Até que ela se acalmasse e fosse embora
Levando com ela um pedaço de mim.

Inserida por Rita1602

Queria ser assim
Essa gente que ri
Apenas por rir
Sem razão, sem motivo.

Que dança na chuva
Que canta no banho,
Que grita bem alto
Feliz por estar VIVO!

Que ama e é amado,
Que sabe lá no fundo
Que não viver intensamente esse mundo
É o maior pecado.

Falando baixinho
Sorriso mansinho,
Devagar, devagarinho
Encontra o próprio caminho.

Inserida por MatheusHoracio

"A Chuva que Trouxe Você"

O Rio de Janeiro acordou coberto por um véu de nuvens cinzentas. A chuva fina, persistente, descia sem pressa, transformando as calçadas em espelhos que refletiam os contornos da cidade. Era um dia que parecia pedir café quente, janelas embaçadas e histórias para contar. Foi assim, entre pingos e esquivas, que Clara e Mateus se encontraram — ou reencontraram — na esquina da Rua do Ouvidor, no Centro.

Clara, de guarda-chuva vermelho desbotado e tênis encharcados, corria para escapar do aguaceiro quando tropeçou em uma poça. A bolsa escorregou de seu ombro, derramando livros e um caderno de esboços no asfalto. Antes que pudesse se lamentar, uma mão firme apareceu em seu campo de visão.

— Deixa eu ajudar — disse o dono da mão, um rapaz de cabelos cacheados e óculos respingados de chuva. Ele usava um casaco azul-claro, já manchado pela umidade, e um sorriso que parecia desafiar o tempo ruim.

Ela o reconheceu na hora. Mateus. Aquele colega de faculdade que sempre sentava no fundo da sala, desenhando nos cantos das folhas durante as aulas. Nunca haviam trocado mais que um "bom dia" tímido.

— Você... faz Arquitetura, né? — perguntou Clara, recolhendo um livro sobre Gaudí que ele entregou.

— E você desenha melhor do que qualquer um do curso — respondeu ele, apontando para o caderno aberto no chão, onde um esboço do Bondinho de Santa Teresa dominava a página.

A chuva insistia, mas eles pararam no meio da calçada, rindo da situação. Mateus sugeriu um café ali perto, no Largo das Artes, e ela aceitou antes mesmo que ele oferecesse dividir o guarda-chuva.

O lugar era pequeno, cheio de mesas de madeira riscada e o cheiro do expresso fresco. Enquanto secavam as mangas, a conversa fluiu como a água escorrendo pelas vidraças. Descobriram que ambos tinham o hábito de caminhar pela cidade nos dias chuvosos, colecionando detalhes invisíveis sob o sol: grafites escondidos em becos, o brilho das pedras portuguesas molhadas, o silêncio incomum da Praça XV.

— Acho que te vi uma vez desenhando no VLT — confessou Clara.

— Era eu! — ele riu, surpreso. — Você passou correndo com um casaco amarelo. Até tentei te chamar, mas o bonde fechou a porta.

O tempo lá fora parecia ter parado, assim como o relógio dentro do café. Quando perceberam, já era tarde, e a chuva diminuíra para um mormaço. Mateus acompanhou Clara até o ponto de ônibus, sob o guarda-chuva agora compartilhado sem cerimônia.

— A gente podia... fazer isso de novo — ele sugeriu, as pontas dos dedos roçando os dela ao devolver o caderno.

— Ficar encharcado e perder o ônibus? — ela brincou, mas seus olhos não disfarçavam a esperança.

— Não. Descobrir o Rio devagar, como se fosse a primeira vez.

Quando o ônibus chegou, Clara subiu os degraus sem saber se o calor no rosto vinha do café ou do aperto de mão prolongado que deixaram para trás. Na janela, viu Mateus acenando, até que a neblina e o trânsito o levaram para fora de sua vista.

Naquela noite, enquanto a cidade secava sob um céu estrelado, Clara abriu o caderno. Na última página, um desenho novo: ela, de guarda-chuva vermelho, sorrindo sob a chuva do Rio. E no canto, um número de telefone e uma frase: "Amanhã promete sol. Mas podemos torcer por outra tempestade."

Inserida por MatheusHoracio

⁠REMINISCÊNCIA...

(Autoria: Otávio Bernardes)

Chuva...
Quanta chuva – quem sabe –
permeia a sua existência!
Apartamento...
Você possui casa, lote, apartamento...
Bonito – não é mesmo?!
Você é muito feliz!
Talvez nunca pensou nisso!
E a vida segue...
A vida continua...
Estou olhando pela vidraça!
Céu nublado e nuvens carregadas!
Onde estaria eu agora!
Simplesmente eu
e minhas recordações inesquecíveis...
pernósticas... indizíveis...
mas muito humanas...
mas... deveras egocêntricas....
Às vezes, a gente acha que sabe tudo,
inclusive, tudo mesmo...
e acaba se enganando metaforicamente!
No nosso mundo pessoal
existem muitas chuvas...
vários enigmas...
mistério mesmo!
Bastante céu nublado...
turvo... enfadonho...
ensimesmado... filantrópico...
Ainda ontem pensava assim
e estou, de novo, pensando!
Reminiscência! Até quando!
Chuva... apartamento... céu nublado!

Inserida por OtavioBernardes

Você pode gostar da chuva e dançar sob ela

Você pode amar a chuva e deixar que ela lave sua alma

Você pode sentir-se desconfortável entre tantos pingos d’água

Você pode detestar a chuva que encharca você e tudo o que você olha ao redor

Você pode fingir que não chove, enquanto a água escorre forte pelo seu corpo

Mas, repare

O céu permanece inabalável

E a chuva segue

Inserida por andres_gianni

⁠Sou mais da chuva… Ela desce como quem lava os silêncios que me habitam, desfaz a poeira invisível que cobre meu espírito.
Enquanto cai, borra as dores, dissolve as arestas do peito.
O sol, ao contrário, me expõe como vitrine vazia: sua luz varre os cantos,
revela rachaduras, escorre sobre minhas lágrimas… as que finjo… não existir.

Inserida por TiagoScheimann

Banhar na chuva
Talvez me falte um parafuso a menos ou me sobre chaves demais ...
Em demasia ,as vezes começo ri de mim mesma quando me supero,o que tanto me dá trabalho!
Dançando na chuva, abro minhas portas secretas da alma e com o ar de quem diz tudo "não digo nada" pois a maior certeza que trago comigo _ é que Deus está comigo e me mima ...só fui ali de saia rodada vermelha e florida ver o mar atrás do muro e quem me pegou de surpresa? Ela a chuva , como não sou de açúcar eu tomo banho da cabeça aos pés.
Não me apressem, pois a vida está aqui e agora.

Inserida por MarcileneDumont

⁠O Preâmbulo da Chuva

Os meus olhos derramam o preâmbulo da chuva.
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto são as chuvas trémulas, são memórias líquidas, naufragadas na alma. Chove em mim um dilúvio de dias, que se desfazem nos galhos das solarengas saudades. As agonizantes horas trazem à tona os cardumes dos verbos, onde se erguem as angústias dos meus caminhos. Os meus olhos choram a chuva arremessada por um oceano de palavras. Chorar a amar é despenhar-se em lágrimas.

Inserida por JoniBaltar

Céus

E se a chuva não parar
E a terra não secar
Como o fruto vai brotar

Mas se parar de chover
E a terra santa torrecer
Quem será louco de querer
Essa seca pra dançar. ..

Que Deus tenha compaixão
E chame de São Pedro a atenção
Pra São Paulo não morrer
Com a sede do verão...

Inserida por OscarKlemz

“”És pão
sagrado
Purificado
Água cristalina
És saudade matutina
Manhã de chuva no chão
A refrescar a ilusão
És pão da vida
Sonhos de amor
Ausência de dor
Calafrio de desejo
Doce de beijo
És assim
Verdade em mim
Simplificada como tarde de sol
És brisa no atol
És pão
Pão que nutre a fome
Pão que irradia seu nome
Simples mas feito o que
E sem você
Sou pronome
Que só encontra felicidade
Quando seus braços se tornam o pão
Pão que sacia a fome
Fome do meu coração...””

Inserida por OscarKlemz

"" Daqui onde estou meus olhos contemplam a chuva
parece que o céu está desabando
e tudo, tudo é tao intenso
que fico me perguntando
por que tem que ser assim
por que as coisas tem que acontecer dessa forma
será que precisamos tanto da chuva
que às vezes ela até exagera e se derrama onde não devia
se derrama no coração...

Inserida por OscarKlemz

“” Se você não tem uma piscina grande pra se divertir
Divirta-se com a chuva de verão que é para todos
Ela é de graça e vem da vontade do céu
Se você não tem um automóvel ultimo tipo, belo e possante.
Você tem duas pernas que o levam onde quiser
E com elas você está em melhor situação que muita gente que não as tem
Se você não tem suas pernas
Você ainda tem a vida, que lhe é bem preciosa.
As formas de olharmos as coisas são diferentes
Quem não tem uma piscina, talvez não precise, de uma piscina.
Quem não tem o automóvel novo, tem o que lhe é possível .
Quem não tem as pernas, tem vontade de viver.
E quem tem a vida, tem um bem precioso e dela precisa cuidar
Cuide de você, de sua vida, como as únicas coisas que realmente valem a pena.
E quer saber
Aquele mergulho que você deu naquela piscina que não era sua, teve muito mais prazer pra você, do que para o dono da piscina:
Ele já não a valoriza tanto...

Inserida por OscarKlemz

⁠" Madrugada zomba da terra
seca, apaixonada, pedindo amor
chuva corre nas veias dos becos abandonados
e sacia o medo do agricultor
há quem não precise de tanto!
no entanto
resta a verdade acolhida nos beirais
e pássaros inertes,
cuidando dos seus ninhos
"tomara que chova 3 dias sem parar"...

Inserida por OscarKlemz

Ouvir os sinais da chuva na varanda
Contemplar os raios e relâmpagos no horizonte das montanhas
Sentir o vento sacudir os meus cabelos
Sentir os pingos de chuva na minha pele
Ouvir os pingos de chuva na copa das árvores
O cheiro de água tocando a terra
É barulho de chuva
Ela veio
As folhas caem como no outono
Mas é inverno
Cheiro de terra molhada
Um cacto enorme observa tudo.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠#TARDE #CHUVOSA

Feliz, embora louco...
Dizendo coisas que ninguém entende...
Enquanto a chuva fina chega de mansinho...
Pelo meu rosto branco, sempre frio...

Uma ilusão de sonho...
Vendo as estrelas que choram sozinhas no mesmo lugar...
Num instante com a paz e a harmonia...
Flores nas asas do vento...

Caminhando com a saudade infinita no peito...
Muito além do que o pensamento pode alcançar...
Abri os gomos do tempo...

Sinto o que eu não posso ter...
Descobri que tudo foi um doce engano...
Amo por apenas crer...

Espero um amanhã por toda a vida...
Apesar do vento forte...
E da chuva no caminho...
Sei que está o destino...

Sandro Paschoal Nogueira

¬Explodindo em extase¬

Cada gota de chuva
que caem do céu ...
são como lágrimas queimando na minha mente ....
sobre meus sentidos
se apoiao na minha cara ...
no seu corpo ...
Gostaria ...
De ter você aqui comigo ....
deixar se levar pelo calor ...
explodindo em extase ...
onde sua respiração ...
se derrete ...
em um sussurro ...
onde o seu e meus sonhos ...
tornar-se realidade ...

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

"Como senão bastasse o frio quase a zero de novo, agora com chuva que congela meus ossinhos.
Vaya dia que frio madre mia. Perdoname pero prefiero sudar como una vaca que congelarme como pinguino."
Frio fue echo pa dormir. Que venga el veranito ya. Parque de atracciones, Aquopolis, Playa, Pisci, Barbacoa, Rios, Bar de terrazitas... oleeee y oleee.

─By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

⁠⁠Sambando na chuva da noite (versão 3)

Quero estar com você,
enquanto os trovões iluminam o céu,
numa noite de espetáculo de pirotecnia natural,
parecemos dois patos perdidos,
ornamentados pulando entre as poças,
vamos nos jogar na chuva,
molhar nossas cabeças,
esquecer nossas diferenças,
nossas manias,
nossas competições do dia-a-dia,
quero estar com você,
juntando nossas penas cheias de cores e ideais,
nossos dissabores do cotidiano,
nossas desavenças aqui morrem afogadas,
vamos nos jogar na chuva,
e molhar nossa consciência,
batizar nossas idéias,
esquecer nossas bobeiras,
e acender a magia do carnaval,
somos apenas dois palhaços notívagos de luar,
desligados dos barulhos do mundo,
vivendo nosso inquietante samba de romance,
até o sol raiar.⁠

Inserida por netomontana

Sambando na chuva da noite (versão 2)

Sou como sou e você é como é, então somos como somos, ou talvez somos dois patos alucinados a banhar amores na poça. Não exijo nada de você e nem você de mim, apenas sua eufórica e irritante grasnada.
Então vamos nos jogar na chuva, molhar nossas cabeças. esquecer nossas diferenças, nossos devaneios, nossas mesquinharias e competições do dia-a-dia, se estamos aqui, juntamos nossas penas cheias de manias e ideais, nossos dissabores do cotidiano e nossas desavenças morrem afogadas na água.
Vamos nos jogar na chuva, e molhar nossa consciência, batizar nossas idéias, esquecer nossas bobeiras e acender nossas malicias, somos apenas dois palhaços notívagos do luar querendo se divertir.
Tentando chacoalhar com nossas malicias, inquietar em nossos romances em cantigas noturnas o samba do amor. Podemos nos esquecer nesse sambar, esquecer dos barulhos do mundo até o amanhecer.

Inserida por netomontana

Sambando na chuva da noite

Sou como sou!
e você é como é!
Então somos como somos!
Não exijo nada de você e nem você de mim!
Então vamos nos jogar na chuva!
Molhar nossas cabeças!
Esquecer das nossas diferenças!
Que competimos pelos mesmos ideais!
Nossos dissabores! Nossas desavenças!
Vamos nos jogar na chuva!
E molhar nossa consciência!
Rebatizar nossas ideias!
Esquecer nossas bobeiras!
Somos dois palhaços querendo nos divertir!
Sambando o samba do amor!
Nessa noite quente! Juntos! Até amanhecer!
Vamos nos jogar!

Inserida por netomontana