Textos de Chuva

Cerca de 3297 textos de Chuva

⁠Série Minicontos

Amor maternal
Em um dia de muita chuva e trovoada, sinhá coruja procurava atônita comida para os seus dois filhotes indefesos e expostos aos perigos da floresta
De repente encontra o gavião faminto que também caçava seu próximo jantar.
Mamãe coruja implora
- Compadre, se encontrares meus filhinhos poupe-os!
- Mas como vou identifica-los em meu a tantos bichos? - perguntou o gavião
- quando encontrares as mais belas criaturas da floresta serão os meus filhinhos.
E nunca mais sinhá coruja os encontrou.

Inserida por NICOLAVITAL

Queria ser assim
Essa gente que ri
Apenas por rir
Sem razão, sem motivo.

Que dança na chuva
Que canta no banho,
Que grita bem alto
Feliz por estar VIVO!

Que ama e é amado,
Que sabe lá no fundo
Que não viver intensamente esse mundo
É o maior pecado.

Falando baixinho
Sorriso mansinho,
Devagar, devagarinho
Encontra o próprio caminho.

Inserida por MatheusHoracio

"A Chuva que Trouxe Você"

O Rio de Janeiro acordou coberto por um véu de nuvens cinzentas. A chuva fina, persistente, descia sem pressa, transformando as calçadas em espelhos que refletiam os contornos da cidade. Era um dia que parecia pedir café quente, janelas embaçadas e histórias para contar. Foi assim, entre pingos e esquivas, que Clara e Mateus se encontraram — ou reencontraram — na esquina da Rua do Ouvidor, no Centro.

Clara, de guarda-chuva vermelho desbotado e tênis encharcados, corria para escapar do aguaceiro quando tropeçou em uma poça. A bolsa escorregou de seu ombro, derramando livros e um caderno de esboços no asfalto. Antes que pudesse se lamentar, uma mão firme apareceu em seu campo de visão.

— Deixa eu ajudar — disse o dono da mão, um rapaz de cabelos cacheados e óculos respingados de chuva. Ele usava um casaco azul-claro, já manchado pela umidade, e um sorriso que parecia desafiar o tempo ruim.

Ela o reconheceu na hora. Mateus. Aquele colega de faculdade que sempre sentava no fundo da sala, desenhando nos cantos das folhas durante as aulas. Nunca haviam trocado mais que um "bom dia" tímido.

— Você... faz Arquitetura, né? — perguntou Clara, recolhendo um livro sobre Gaudí que ele entregou.

— E você desenha melhor do que qualquer um do curso — respondeu ele, apontando para o caderno aberto no chão, onde um esboço do Bondinho de Santa Teresa dominava a página.

A chuva insistia, mas eles pararam no meio da calçada, rindo da situação. Mateus sugeriu um café ali perto, no Largo das Artes, e ela aceitou antes mesmo que ele oferecesse dividir o guarda-chuva.

O lugar era pequeno, cheio de mesas de madeira riscada e o cheiro do expresso fresco. Enquanto secavam as mangas, a conversa fluiu como a água escorrendo pelas vidraças. Descobriram que ambos tinham o hábito de caminhar pela cidade nos dias chuvosos, colecionando detalhes invisíveis sob o sol: grafites escondidos em becos, o brilho das pedras portuguesas molhadas, o silêncio incomum da Praça XV.

— Acho que te vi uma vez desenhando no VLT — confessou Clara.

— Era eu! — ele riu, surpreso. — Você passou correndo com um casaco amarelo. Até tentei te chamar, mas o bonde fechou a porta.

O tempo lá fora parecia ter parado, assim como o relógio dentro do café. Quando perceberam, já era tarde, e a chuva diminuíra para um mormaço. Mateus acompanhou Clara até o ponto de ônibus, sob o guarda-chuva agora compartilhado sem cerimônia.

— A gente podia... fazer isso de novo — ele sugeriu, as pontas dos dedos roçando os dela ao devolver o caderno.

— Ficar encharcado e perder o ônibus? — ela brincou, mas seus olhos não disfarçavam a esperança.

— Não. Descobrir o Rio devagar, como se fosse a primeira vez.

Quando o ônibus chegou, Clara subiu os degraus sem saber se o calor no rosto vinha do café ou do aperto de mão prolongado que deixaram para trás. Na janela, viu Mateus acenando, até que a neblina e o trânsito o levaram para fora de sua vista.

Naquela noite, enquanto a cidade secava sob um céu estrelado, Clara abriu o caderno. Na última página, um desenho novo: ela, de guarda-chuva vermelho, sorrindo sob a chuva do Rio. E no canto, um número de telefone e uma frase: "Amanhã promete sol. Mas podemos torcer por outra tempestade."

Inserida por MatheusHoracio

Você pode gostar da chuva e dançar sob ela

Você pode amar a chuva e deixar que ela lave sua alma

Você pode sentir-se desconfortável entre tantos pingos d’água

Você pode detestar a chuva que encharca você e tudo o que você olha ao redor

Você pode fingir que não chove, enquanto a água escorre forte pelo seu corpo

Mas, repare

O céu permanece inabalável

E a chuva segue

Inserida por andres_gianni

Banhar na chuva
Talvez me falte um parafuso a menos ou me sobre chaves demais ...
Em demasia ,as vezes começo ri de mim mesma quando me supero,o que tanto me dá trabalho!
Dançando na chuva, abro minhas portas secretas da alma e com o ar de quem diz tudo "não digo nada" pois a maior certeza que trago comigo _ é que Deus está comigo e me mima ...só fui ali de saia rodada vermelha e florida ver o mar atrás do muro e quem me pegou de surpresa? Ela a chuva , como não sou de açúcar eu tomo banho da cabeça aos pés.
Não me apressem, pois a vida está aqui e agora.

Inserida por MarcileneDumont

⁠O Preâmbulo da Chuva

Os meus olhos derramam o preâmbulo da chuva.
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto são as chuvas trémulas, são memórias líquidas, naufragadas na alma. Chove em mim um dilúvio de dias, que se desfazem nos galhos das solarengas saudades. As agonizantes horas trazem à tona os cardumes dos verbos, onde se erguem as angústias dos meus caminhos. Os meus olhos choram a chuva arremessada por um oceano de palavras. Chorar a amar é despenhar-se em lágrimas.

Inserida por JoniBaltar

Ouvir os sinais da chuva na varanda
Contemplar os raios e relâmpagos no horizonte das montanhas
Sentir o vento sacudir os meus cabelos
Sentir os pingos de chuva na minha pele
Ouvir os pingos de chuva na copa das árvores
O cheiro de água tocando a terra
É barulho de chuva
Ela veio
As folhas caem como no outono
Mas é inverno
Cheiro de terra molhada
Um cacto enorme observa tudo.

Inserida por ARRUDAJBde

Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos.” Ez 34.26.
Quem envia a chuva para a terra e espalha o verde sobre os campos é o Senhor; De modo semelhante, a graça é um dom de Deus, ela é também uma benção necessária. Semelhantemente assim como o solo sem a chuva nada prospera; até que Deus, o abundante criador de chuvas, age e nos envia a salvação.
As graças de Deus são tão grandiosas que Ele nos prometeu chuva delas, o autor do Hino referencia no “caput” desta MSN, fala com tanta convicção e isso deveria ser uma das bases de nossa fé. Pela graça sois salvo, já dizia Paulo aos Efésios “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;” Efésios 2:8. Pela graça fomos alcançados, pela eterna misericórdia e sem razão somos atingidos por bênçãos sem par.
Assim sendo como uma planta dependente das “chuvas de bênçãos”. Levante os olhos hoje, abra suas folhas e suas flores para uma chuva celestial.

Inserida por FCNOBREGA

CHUVA DE BÊNÇÃO
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No Nordeste o primeiro sinal de chuvas nos enche de perspectiva de dias melhores; e de fato para nossa região é uma benção. Quem pode dizer “farei descer chuva”, senão o Senhor? “Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos.” Ezequiel 34.26
Neste versículo, temos uma bênção múltipla “Serão chuvas de bênçãos”. A palavra chuvas está no plural. Então podemos aditar de modo semelhante que a graça é um dom de Deus, tão igualmente necessária como a chuva para o solo. Assim como as plantas, necessitamos “chuvas de bênçãos” para sermos pessoas de oração, nos manter humildes, nos tornar zelosos, para nos preservar nesta vida e ao fim das contas, para nos levar ao céu.
Oportunamente, levante os olhos hoje e tal qual planta ressecada, abra seu coração e postule a Deus uma chuva de bênção em sua vida. “O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos…” Dt. 28.12ª AMÉM.

Inserida por FCNOBREGA

"Chuva Frontal
Inefávelmente derretido entre pensamentos sórdidos
Peço-lhe uma ultima benção
O ciclo está quase se completando
E sua missão se arrematando
Oh lactose monoidratada,
Celulose microcristalina,
Laurilsulfato de sódio
Minha querida Dopamina
Benzoato de potássio,
Dióxido de silício,
Estearato de magnésio
Meu querido sacrifício.
Não temos tempo!
O ciclo já está no final!
A chuva está cessando
O amor se torna fundamental,
O afogamento fora evitado
O pensamento, então inusitado, aflora
Despertando-se entre disparidades dualisticamente relativas
Pseudo singularidades herméticamente psicoativas.
E enfim,
A sincronicidade dialética e plena
Guia-me diante este dilema;
Obnubilado,
A Estética é racional
A Chávena, incondicional
Revelastes minha amada Jurema
Mostrando a cinética, o abismo
E toda sua beleza
Potencialmente estática
Tornando do estopim uma prática
E finalmente em excesso;
A ordem e o progresso são intermitentes
O caos e a plenitude são inerentes
E o dharma?
O dharma é (in)consequente!"

Inserida por mrgattax

⁠CALEI-ME NA ESPERA

Calei-me para que tua voz me ouvisse.
Sem saber se eras chuva se fazendo nuvem.

Fiz-me escutador do não proclamado,
Para sorver a sonoridade que te habita.

Almejei a resistência das pedras,
Para fazer-me mineral em tua estada.

Quis saber como crescias em mim,
Para ser-me tua raiz de espera.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Hoje choveu
Os pingos da chuva
No telhado lembraram-me
O quão gostoso
Era ti ter do meu lado
Pra aquecer o meu ser
Que pedia a tua presença
Eu entendia
O valor da sua companhia
Meu amado
Por que se foi
Eu te queria pra sempre
E você mim trocou
Enfim vou aprender
A mim amar em primeiro lugar
E não mais lembrar de você
E mim permitir ser desejada e amada
Por outro que aparecer no meu caminho
Por que a vida é pra frente que se caminha

Inserida por RosaV

⁠Hoje acordei com o barulho
Da chuva
E percebi que ela me fazia
Lembrar
De quando andávamos
De mãos dadas
Sentindo a deliciosa água em
Nossas cabeças
E o friozinho de leve
Quando escorregava pelos
Nossos corpos
O sabor era magnífico
Apreciávamos o simples da vida
E vivíamos brincando
Como crianças

Inserida por RosaV

⁠E assim se vão os dias
Como um período de chuva
Como a luz do Sol
Como a primavera
Como os dias de ventania
Todos tem seu tempo
Para alguns curtos
Para outros não
Em alguns momentos belos como rosas
Em outros dolorosos como seus espinhos
Há tempo pra tudo
E tudo é efêmero
O que vemos é efêmero
Tudo passa
Tudo se vai
Do ontem só restam memórias
E nada mais
No amanhã esperança
E no hoje, só o hoje:
O simples presente
Mesmo que esse meu pensamento
Tenha sindo escrito no passado.

Inserida por ACLOficial

⁠Fiquem atentos aos ciclos da vida!
A chuva regando a terra...
A semente fertilizado o chão
A colheita farta...
A mesa abundante de pão!
E a cesta transbordando...
Com o trabalho das mãos!

Inserida por JulmarCaldeira51

⁠Liberdade já foi rua! Já foi brincar na chuva... Mergulhar de cabeça nas poças d'água que o céu derramava - grandes piscinas naturais higienizadas com o lamaçal que coloria o chão - como um tapete decorativo!
E o palco da vida estava pronto para receber a meninada - os astros semeadores de sonhos - os protagonistas de um sublime espetáculo!

Inserida por JulmarCaldeira51

Eu sou como a chuva fina de verão.
Como as lagrimas incontidas de um amor.
A esperança no olhar de uma criança.
As doces lembranças de infância.
Como a melodia suave...Tom sobre tom.
Eu sou como o revoar das aves no inverno.
Como o frio em noites de solidão.
O ressoar de palavras.
A inquietude de pensamentos.
A gota de orvalho das manhas...
Eu sou,apenas sou,simplesmente sou.

Inserida por HannaLessa

Tenho pressa...
Em ver o sol se por
Olhar em teus olhos
Ver a chuva na varanda
Correr para os teu braços
Beijar-te com volúpia
Sentir o vento em meus cabelos
Olhar as ondas do mar
Acordar ao teu lado...
Sim Eu tenho pressa...
Em falar EU TE AMO
De valorizar os momentos
De ter você ao meu lado.

Inserida por HannaLessa

Era o Sol,a chuva
O dia e a noite
O inverno e primavera
Meus medos,vestidos
De coragem
Era a vida ou a morte?
Um sonho em pesadelo
A infelicidade buscando
Alegria em momentos
O frio.... O calor!
O tempo em passado,presente...
O futuro dos seus pretéritos
Meias verdades adoçadas de mentiras
Era simplesmente o amor.

Inserida por HannaLessa

Quero ser como a chuva que cai
Molhando teu corpo.
O assovio do vento na madrugada.
A lágrima tímida a beijar teus lábios.
A mais suave canção de amor
A embalar teu sono.
O teu sorriso mais espontâneo.
Teus segredos mais ocultos.
Teus “Ais” na arte de amar
O tremor do teu corpo a tocar minha pele
Tua partida, tua chegada.
Ser única, ser tua... Simplesmente
O teu amor.

Inserida por HannaLessa