Coleção pessoal de BUNDLE_TRHASHING
Te amo 03
Você chegou no dia em que eu cansava, de andar sozinho sem saber pra onde ir, me olhou nos olhos, sorriu e ficou, fez meu medo deixar de existir.
Antes de você, meu mundo andava, sem cor, sem rumo, sem saber sentir, mas teu carinho em mim ficava, como uma razão pra sempre seguir.
Você foi luz no meu escuro chão, foi calma entrando no meu coração, foi mão que veio me levantar.
E hoje eu sei, sem complicação:
te amar não é só paixão,
é escolher você e nunca mais querer soltar.
sol e lua
Sol e Lua
No horizonte se encontram, luzes a brilhar,
o Sol, forte e radiante, a Lua a sonhar.
Um amor que desafia o tempo e o espaço,
um ciclo eterno, onde tudo tem seu laço.
O Sol desponta, ilumina o caminho,
a Lua observa, guarda seu carinho.
Um dança de sombras, um jogo de luz,
na sinfonia do céu, eles se seduzem.
Mas quando o dia chega e a noite se vai,
o Sol se despede, a Lua fica em paz.
Em cada despedida, um novo recomeço,
um laço invisível que nunca tem preço.
E mesmo distantes, suas almas se tocam,
na brisa suave que as lembranças invocam.
Um amor que não teme a separação,
pois no fundo do coração é pura conexão.
Então dançam os astros em sua eterna canção,
Sol e Lua juntos na mesma direção.
Na luz do dia ou na escuridão da noite,
um amor que resplandece e nunca se açoite.
Indescritível
Como o mundo é expressivo eu não sei
Olhei para um foto e me apaixonei
Aquele olhar me cativa
Fez com que eu nem mesmo sentisse as feridas
De um tempo passado onde erros era o que mais encontravam
Restabelecendo uma nova ordem como dito no velório da morte
Ceifou todos mas nunca conseguirá ceifa o meu amor
Amor por tudo, pela natureza por você e toda sua delicadeza
Queria entender melhor isso pois passei meses anestesiado
E logo que você chegou me sinto tão aliviado
Tenho que dar tempo ao tempo porém um medo
Me a fringe de se emocionar e você se espantar
As vezes costumava pensar que tudo deveria estar no meu controle
Até às ações aleias mas hoje vejo que o verdadeiro amor está na calma dos que te anseia
A liberdade me mostra cada vez mais como funciona tudo
Pera lá acho que nunca fui liberto por isso fiquei confuso
Isso tudo é novo e quero que isso flua assim como os ventos de monção que enchem meu coração suas razões são leis fundamentais onde tudo que leio me traz paz, o som que sai da sua boca estremeceria ate o chão de valhalla se todos os deuses a pudessem ouvir, eu ficaria em declínio pois eles saberiam o quão doce ele é.
Ensaio
Quantos naufrágios há de esconder este teu olhar oceânico?
Quantos corações terá tragado para teu íntimo profundo?
Quantos mistérios hão de repousar na calmaria de tuas águas?
E quanto sofrimento desaguou o teu peito por este mundo?
Ah, Poeta!
O que será de mim,
consumida por este mar,
n'uma ressaca tremenda de Amor,
que inconscientemente tragou
para dentro de si meu Coração,
e o arrebatou contra as rochas da Vida?
O que será de meus restos naufragados?
O que há de voltar p'ra mim - além da Solidão?
E o que há levar para si - além de meu Amor quebrado?
Diga-me, Poeta!
- O que há de tão profundo e devastador em teu olhar?
"Seu Olhar Me incomoda"
Seu olhar me incomoda...
não pelo peso, nem pela dureza,
mas porque ele permanece
mesmo quando você não está.
Seu olhar me incomoda...
como uma música que não se cala,
fica girando na memória
sem pedir licença para ficar.
Seu olhar me incomoda...
porque tem um brilho raro,
daqueles que não se aprende,
daqueles que simplesmente acontecem.
Não é luz de vitrine,
nem reflexo de ocasião,
é brilho de coisa viva,
de quem sente o mundo no coração.
Seu olhar me incomoda...
porque hipnotiza sem esforço,
como maré que puxa devagar
quem pensava estar seguro na areia.
E eu fico lembrando
da forma como ele repousa nas coisas,
como observa o mundo
como se cada detalhe fosse importante.
Seu olhar me incomoda...
porque mesmo quando tento esquecê-lo
ele reaparece quieto
no fundo dos meus pensamentos.
Talvez seja isso:
há olhos que apenas veem,
mas os teus…
os teus parecem iluminar
o lugar onde pousam.
E esse brilho raro,
esse pequeno milagre que mora nos teus olhos,
é justamente o que me impede
de parar de lembrar de você.
Calabouço
Pouco importa o esforço
Se de todas as formas
Sou engolido
Martigado por meus medos...
Se tudo que fito
São miragens
De conflitos,
Das minhas indagações.
E quantas vezes morro
Renasço,
Me perco
Nos mesmos embaraços,
Os becos escuros
Deste coração?
E quantas vezes fugi
Numa loucura infame,
De achar
Que não seria alcançado,
E que em meu peito
Não seria infligida
Tão momentânea segurança?
Sou forçado a me levantar,
Suportar o peso da culpa,
Os fardos da derrota,
Forçado a alimentar minhas dúvidas,
Duvidar das respostas,
Viver minhas inquietações...
02:38
Amo-te mais do que meus ossos conseguem suportar.
Amo-te como uma menina ingênua, apaixonando-se pela primeira vez.
Amo-te com fogo, com toda a voracidade do meu corpo.
Amo-te até nas dores, nas brigas e no caos.
Amo-te querendo correr para teus braços e adormecer em teu abraço.
Amo-te em lágrimas, em suor e gemidos.
Amo-te em uma noite melancólica, repleta de saudade — da tua voz, do teu riso, do teu cheiro.
Amo-te com a esperança de, para sempre, te amar
Carta ao beijo temporal
Carta ao Amor Impossível
Meu bem, escrevo-te esta carta
como quem sussurra ao vento
um segredo que já nasceu condenado
a ecoar no vazio do tempo.
Apaixonei-me por ti antes do toque,
antes do gosto, antes do abraço.
Foi naquelas primeiras palavras,
na dança sutil da tua voz
que o destino sussurrou teu nome
como quem me entrega um laço.
Te busquei sem saber teu rosto,
te esperei sem conhecer tua pele,
e quando enfim te encontrei,
soube que eras tu—
a melodia perdida
que meu silêncio sempre quis cantar.
Mas o mundo, cruel arquiteto,
desenhou entre nós muros invisíveis:
a distância que nos prende,
os laços que não podemos desatar,
o tempo que ri de nós,
como se o amor fosse erro a se evitar.
Ainda assim, amo-te nos detalhes,
no desenho das letras do teu nome,
no jeito como ris,
no modo como tua alma
toca a minha sem permissão.
E talvez seja isso o amor verdadeiro:
não o que possui,
mas o que sente e deixa ir,
sabendo que, mesmo longe,
ainda te guardo em cada linha
desta epístola sem destinatário,
neste epílogo sem fim.
🌙
Devorar você
Teus sinais me confundem, me tomam, me enlouquecem,
Mas por dentro… ah, por dentro, eu te devoro sem pressa.
Teu olhar, um enigma, um abismo onde caio sem medo,
Mesmo sem te decifrar, te desejo em segredo.
Te devoraria sem preço, sem tempo, sem fim,
Te ignoro, te busco, te perco, te encontro em mim.
Quando chove, faz frio, ou o sol queima o chão,
É tua presença que acende meu coração.
Tudo o que há no mundo, foi moldado em você,
E eu, sem escolha, fui feito pra te querer.
Quantos dias morri sem saber tua decisão?
Quantas noites vaguei, refém da solidão?
Mas se me perguntam se troco essa sina,
Se escolho outro rumo, outra estrada, outra vida...
Não.
Prefiro esperar, ansiar, enlouquecer,
Prefiro arder nesse fogo e, enfim, te devorar... você
Seria possível??
Seria possível?
Me apaixonei por você
Sem te conhecer
Não sem te conhecer,
Mas sem te ver.
A emoção ao te ler
E imaginar cada traço seu,
Sentir o peito encher
Ao imaginar alguém como você.
Seria um sonho possível de ter?
Seria loucura eu me apaixonar
Ao ler e sentir o teu jeito de amar?
O seu amar me lembra o oceano,
Ao alinhamento perfeito com a lua,
Calmo, mas se eu me deixar levar,
Me afogo nesse teu mundo do amar,
Que me fizeram imaginar.
E se ao me entregar, perder a liberdade que tanto prezo?
E se no teu abraço me encontrar preso,
Ainda assim, me deixarei levar,
Pois só no risco poderei me encontrar.
Seria possível eu encontrar,
Alguém que me olhe nos olhos e eu me sinta em casa, sem medo algum de me entregar?
Alguém que me conheça e não tenha medo de me enxergar,
Porque sim, eu não sou fácil de amar.
E esse mundo me fez acreditar
Que não há ninguém,
Que não vá me machucar.
Teu amor seria a chave para o meu mundo,
Uma casa sem portas, sem paredes,
Onde eu me sinto livre para ser,
Onde, ao teu lado, posso me perder.
Será que é possível eu encontrar,
Alguém com o teu jeito de amar?
Por mais que o medo me arraste para longe,
Há algo em mim que não desiste de crer.
Quem sabe um dia, entre as linhas do destino,
Encontre o amor que eu precisei aprender.
Eu temia o que não conhecia,
Mas ao te ler, algo mudou em mim.
Dei-me permissão para sentir, para errar,
E vi que, em teus braços, posso finalmente descansar
Sentimentos em Flor
Os pensamentos, frios como pedras no caminho,
Racionalizam, constroem, mas não tocam o íntimo.
Em suas linhas retas, a lógica se impõe,
Mas a alma anseia por algo que transborde, que exploda.
Os sentimentos, flores silvestres que nascem no peito,
Irrompem em cores vibrantes, em aromas que seduzem.
Alegrias, tristezas, raivas, medos, um turbilhão,
Em cada batida do coração, uma história se revela.
A paixão, um vulcão em erupção, ardente e intenso,
A compaixão, um rio manso que acalma e consola.
O medo, um fantasma que assombra, mas também nos protege,
A esperança, um farol que guia, mesmo em meio à tempestade.
Em cada olhar, em cada gesto, a alma se entrega,
Em cada lágrima, em cada sorriso, a verdade se mostra.
Os pensamentos podem enganar, mas os sentimentos
São a voz genuína do coração, a verdade que se impõe.
Por isso, busque nos olhos, no abraço, na palavra,
A essência da alma, a força que move a vida.
Pois nos sentimentos, a verdade se revela,
Em sua beleza, em sua fragilidade, em sua força.
Alma em chuva
A chuva cai numa constante
Assim como as minhas lágrimas insistentes
Meu peito espia uma vertente
De sentimento que arde como um raio
Que atinge o chão e ali se sente
O mais forte de todos, o abrasador.
Um rastro tênue, entre a dor e a paz,
Um eco distante, que a alma acalenta.
Vou juntando em silêncio os pedacinhos
Refazendo meus pensamentos
Com apenas um movimento
de falar tudo que sinto
Só assim serei eu mesma,
Sozinha com meus sentimentos.
Não é simples, é bem verdade
Falar de coisas inexplicáveis
Muitos sequer desconfiam
Do que realmente tenho vontade
Da vida, do tempo, da realidade,
Que eu fantasio a felicidade.
O tempo, implacável amigo,
Testemunha silencioso a minha vida,
Mas ele sabe que também não pode
Cobrir de estrelas o meu caminho
Indiferente aos meus clamores,
segue adiante, muito tranquilo.
Agora sopra um vento muito forte
Levando embora as amarguras
E de pronto vejo longe um raio
Daquele que antes me queimava
agora é luz no céu
que cai pra me acordar,
E assim como o tempo,
Poder enfim seguir adiante.
Escrevo - Por gostar
Não escrevo para enganar; quando você não quis mais ficar, eu me tornei refém do meu coração: até o dia que acordei e com lágrimas de saudade e tristeza comecei a escrever e mesmo sabendo que nenhum sentimento vai trazer você para mim eu passei transcrever meus sentimentos em palavras que passam um coração apaixonado sem medo de errar, sem receio de se expressar.
Já cansei de tentar esquecer você se toda vez esse aentimento vence, com os dias que não te vejo vou vivendo com essa saudade de você: dormindo em qualquer canto para encontrar você em qualquer sonho que me faça viver o que sinto, sem ter que viver uma realidade sem você, que só me dá vontade desistir, acho que vou enlouquecer; eu já não sei mais viver quando todo cuidado que eu preciso é do seu.
Por gostar de você, eu posso sofrer, só assim eu posso provar que esse sentimento não é passageiro, não vai passar, não vai mudar. Se um dia quiser voltar, vou sorrir e tudo que aconteceu sem você eu vou esquecer, tudo que vou fazer é dizer: “eu te quero e sempre vou te querer, essa dor que sem você eu vivi, não é nada. Quando minha vida volta para mim e sorrindo quero só te abraça, te beijar e pedir que nunca mais solte minha mão, me deixe chorar e sorrir com você, tem que ser você.”
Hoje não estou bem e queria seu colo, queria seu carinho: eu até tentei viver sem você, mas nenhuma alternativa tem seu cheiro, seu sorriso. Eu não preciso de conselho, não preciso de outros cheiros, outros corpos, eu preciso de você. Só você me faz sentir isso, não sei como posso desistir de você, se, quando tento, eu acabo desistindo de mim, é difícil não pensar em você.
Canção da Saudade
Saudade, palavra doce,
Que traduz tanto amargor!
Saudade é como se fosse
Espinho cheirando a flor.
Saudade, ventura ausente,
Um bem que longe se vê,
Uma dor que o peito sente
Sem saber como e porquê.
Um desejo de estar perto,
De quem está longe de nós;
Um ai que não sei ao certo
Se é um suspiro ou uma voz.
Um sorriso de tristeza,
Um soluço de alegria,
O suplício da incerteza
Que uma esperança alivia.
Nessas três sílabas há de
Caber toda uma canção:
Bendita a dor da saudade
Que faz bem ao coração.
Um longe olhar que se lança
Numa carta ou numa flor,
Saudade – irmã da esperança,
Saudade – filha do amor.
Uma palavra tão breve,
Mas tão longa de sentir
E há tanta gente que a escreve
Sem, a saber, traduzir.
“Gosto amargo de infelizes”
Foi como a chamou Garrett;
Coração, calado, dizes
Num suspiro o que ela é.
A palavra é bem pequena,
Mas diz tanto de uma vez;
Por ela valeu a pena
Inventar-se o português.
Saudade – um suspiro, uma ânsia,
Uma vontade de ver
A quem nos vê à distância
Com os olhos do bem querer.
A saudade é calculada,
Por algarismos também:
“Distância” multiplicada
Pelo fator “Querer bem”.
A alma gela-se de tédio
Enchem-se os olhos de ardor...
Saudade – dor que é remédio,
Remédio que aumenta a dor.
Cicatrizes da alma
A desilusão, amarga e fria
Invade a alma, sem pedir licença
Cortando fundo como navalha vazia
Deixando marcas na essência.
Promessas quebradas, sonhos desfeitos
No peito, um vazio sem fim
A desilusão, como punhal no peito
Ferindo a esperança até o fim.
Na escuridão, o coração se esconde,
Em cada canto, um novo tormento
Onde o silêncio fala mais que mil palavras
E cada lágrima conta um momento.
Nesse teatro de sombras e de mágoas,
Onde cada ato é um adeus
A dor se espalha, sem pressa e sem falhas.
E assim, a desilusão segue seu rumo
Como rio que corre para o mar,
Levando consigo o doce e o amargo,
Na eterna dança de amar e chorar.
Tragédia
E se tudo der errado amanhã?
Meus planos, meus sonhos,
Meus amores, minha sorte.
Eu me decepcionar com as expectativas,
Me perder em solidão
E em desejo de morte.
Se o amor não vingar,
O café esfriar,
A carência me dominar
E as angústias me atingirem como um corte,
Qual será minha reação?
Qual será minha resposta?
E se o mundo for realmente uma bosta?
Aposto que nada mudará:
O mundo não deixará de ser mundo,
Meus amigos não serão menos amigos,
Meus planos serão reconstruídos
E eu ainda não terei inimigos.
Não serei menos do que já fui,
Não serei mais do que já sou,
Não ficarei mais louco
E não perderei minha fé no amor.
Os jardins ainda serão floridos,
As cores ainda coloridas,
A água ainda será molhada
E a entrada ainda terá uma saída.
Se eu bater violentamente
No absoluto fundo do poço,
Ainda serei eu mesmo,
Ainda poderei subir de novo,
Ainda vou querer ser feliz,
Ainda vou gostar do som da chuva,
Ainda sofrerei quando sentir dor
E ainda apreciarei a luz da lua.
Se tudo der errado amanhã,
Será exatamente igual a hoje.
Será que ainda me AMAS como antes?
Entre as lacunas dos dias cinzentos,
Teus vácuos me envolvem, me consomem.
Cada ausência tua é um golpe,
Que minha alma silente não nomeia.
No vazio das tuas não-respostas,
Minha mente vagueia, inventa dores.
Imagino cenários de tua indiferença,
Crio fantasmas de antigos amores.
Teu silêncio é um mar que me afoga,
Um abismo que me puxa para o fundo.
Cada ausência tua é um grito mudo,
Ecoando incertezas pelo mundo.
E nos labirintos da minha mente,
Surge a dúvida cruel que me devora.
Será que ainda me amas como antes,
Ou teu amor se perdeu, foi-se embora?
Cada vácuo teu é uma punhalada,
Uma sombra que assombra meus dias.
Tua ausência é dor constante e fria,
Que esmaga esperanças, rouba alegrias.
No silêncio, meu coração grita,
Num desespero que tu não escutas.
Teus vácuos são feridas abertas,
Que sangram medos e amargas dúvidas
Querido...
Eu fiz teu abraço de lar. Os teus beijos a minha perdição. Encontrei-me quando olhei em teus olhos. Perdi-me nas ondas dos seus cabelos. Enlouqueço aos teus lábios macios. Ferve meu corpo quando seguro tua mão.
Procuro-o a cada pessoa, és escolhido dentre todos eles. Seja você o meu maldito poeta. Dos romances mais belos, o meu Romeu. Fale-me sobre o amor da sua perspectiva. Meu bem, você poeta, eu poetiza. Se pararem as palavras de rimar, se importaria? Ou se não mais te escrever em estrofes e linhas?
Se faço morada em você, te incomoda? Quando estou imbróglia, ainda assim te quero. Encontrei em ti, amor, a calma que eu tanto buscava. Querido, agora eu tenho um milhão de borboletas, sobrevoando serenas, que agitam-se a sua presença apaixonadamente extraviadas. Há quanto tempo eu não via-me perdida. Perdidamente apaixonada.
Declarar-se é coisa antiga, atos decrépitos, cartas de amor são ridículas. Então pergunto-me, por que as faço? Uma a uma como o mesmo objetivo: dizer amá-lo. Sou uma mulher com paixões pérfidas, escritora e também aspirante a poeta. Fervorosa, intensa como a primeira vez.
A primeira vez em que estivemos juntos, você lembra? A primeira vez que senti teu palpitar. Quando cogitei falar contigo sobre amor, mas era cedo demais. Atormentou você meus dedos passeando teu corpo, lembra-se? Ou porque eu não parava de te olhar. Quando nossos sonhos se entrelaçaram a primeira vez, senti meu coração descompassado acelerar. Quando pedi-te um beijo roubado. Quando fui tua sem que ao menos me tocasse.
Eu fiz do teu abraço o meu retorno. Teus beijos a minha perdição. Nas ondas dos teus cabelos eu perco-me. Reencontro-me ao olhar seus olhos. Deixe-me não medir esforços para falar que é você. Sempre foi. Querido, tudo acontece como a primeira vez. Exceto o amor, que não nega batizá-lo meu doce, doce, doce...
Maldito poeta
A Liberdade das Lágrimas"
Dentre todas as lágrimas que já derramei,
A mais pesada foi a que não caiu.
Uma gota de emoção que prendi,
Como suspiro que meu coração sentiu.
Nos momentos sombrios e tristes demais,
Guardava em mim uma melancolia profunda.
Olhos marejados, sem saber a paz,
Não permitindo a dor seguir sua rota.
Como um rio represado, pulsava em meu peito,
A angústia clamando por liberdade.
Ao segurar a lágrima, perdi o direito,
De liberar a dor e encontrar a felicidade.
É preciso deixar fluir, às vezes se permitir,
As lágrimas que lavam a alma com magia.
Não prender as emoções, deixá-las surgir,
E assim encontrar uma nova calmaria.
A lágrima não chorada não alivia,
Apenas se transforma em um fardo pesado,
Voa pelos sonhos e na memória cria,
Marcas de um tempo que jamais será apagado.
Então, que as lágrimas encontrem seu caminho,
No pranto que consola e liberta a dor.
Pois, ao chorar, dispenso o peso mesquinho,
E permito que meu coração busque o amor.
Que cada lágrima seja um ato corajoso
Um convite ao acolhimento da emoção,
Para que não se torne uma prisão dolorosa,
Mas sim uma libertação do coração.
Dentro todas as lágrimas que já derramei,
A mais pesada foi a que não caía.
Mas agora, permito-me fluir, sem receio,
E enfim encontro a paz que tanto sorria.
Fugi de tudo que tinha para fugir
Eu posso me moldar,
acomodado as bordas
do teu coração,
Divino, entregador de cartas.
Mas não diga quem sou,
ou o que fui,
não me meça pelas palavras.
Tenho sido duro,
doce apenas em segredo,
um tanto por vaidade,
dois tantos por medo.
Existindo em uma mistura
de beleza e fúria.
Eu tenho, um corpo de 1,40 macio,
revestido por uma armadura,
e pelo desejo de ser sozinho.
Mas você sabe de tudo,
e não sabe nada,
anjo de toque macio,
senhor atirador de facas.
Então não me chame por outro nome,
não me tenha como um segredo,
não sei viver em sociedade,
não sei não ser verdadeiro.
Por isso, sai de casa naquela manhã,
e fugi de todos os meus amigos,
fugi daquele grupo de poetas,
fugi do desejo de ser redimido,
fugi de tudo que tinha para fugir.
Porque na verdade estou cansado
de ser azedo.
