Textos de Chuva
Ciclo da Mente
Uma chuva de mistérios povoa a minha mente.
Movido pela crença de, "acredito que posso e se tornará real", eu sigo imaginando, inventando e traçando os meus caminhos sem medo de ser feliz.
Se sentir especial,desviar das ilusões e agir com naturalidade perante os problemas é a minha marca. Gratidão pelas inúmeras conquistas e criatividade para realizar os futuros sonhos "é um prato que se come cru"!. Deixar fluir os sentimentos e alimentar as emoções com a confiança, me dá o devido suporte para concretizar o que tenho em mente como plano real. A minha mente é cheia de mistérios ainda incompreendidos, mas sei que em um dado momento da vida irei conseguir desvendá-los e revelá-los e este ciclo sempre existirá.
O silêncio da verdade
Me diga se valeu a nossa aproximação,
Me diga se valeu cada gota de chuva que tomamos aquele dia quando aconteceu o nosso primeiro beijo,
Me diga se valeu tomarmos banho juntos na sua frente,
Não quer falar nada? Ao menos você sabe que eu estou feliz né, espelho, espelho meu.
Floresta de neurônios
Chuva torrencial em meio a floresta densa,
A noite e o frio chegando de mãos dadas,
O tempo parece caminhar vagarosamente a frente dos meus olhos esbugalhados e cansados,
Ruídos e rugidos golpeiam os meus ouvidos até altas horas da madrugada,
Floresta de neurônios selvagem e implacável,
Amanheceu, aonde está você?
CALEI-ME NA ESPERA
Calei-me para que tua voz me ouvisse.
Sem saber se eras chuva se fazendo nuvem.
Fiz-me escutador do não proclamado,
Para sorver a sonoridade que te habita.
Almejei a resistência das pedras,
Para fazer-me mineral em tua estada.
Quis saber como crescias em mim,
Para ser-me tua raiz de espera.
Vamos querida sorria!
porque se preocupar?
depois da chuva vem o Sol
Depois da dor vem
o sorriso. Então me diga
porque se incomodar desta forma?
Vamos contemplar com harmonia
cada minuto do nosso dia. Pois
a vida é muito curta meu bem, por
isso tentaremos vive-la com mais
intensidade e harmonia, cada minutos
e segundos com toda razão e com está fervorosa paixão....
Quando chovia e era Natal
meu coração explodia...
Nos dias de chuva
a alegria era incontida.
E eu corria... e como corria.
A felicidade era tanta
que em mim não cabia.
E nas noites de Natal
mesmo quando não chovia,
eu era apenas uma criança
e era eu que chovia... e como chovia.
Num fim desta tarde, muitas nuvens estavam reunidas para anunciarem a forte chuva que já estava próxima para apresentar o seu espetáculo, então, com este propósito, em pouco tempo, deixaram o céu todo anuviado.
Conforme anunciada, ela chegou e foi logo se apresentando com suas gotas muito bem ensaiadas, chovendo, aumentando o ritmo, gradativamente, uma seguida da outra,
juntas num destaque celeste.
Foi uma apresentação grandiosa com tamanha expressividade, nenhuma gota ficou de fora, todas tiveram a oportunidade, desta maneira, a chuva estava maravilhosa, esbanjando a sua força e vitalidade.
Olho agradecimente para uma rosa amável que está muito elegante com as gotas da chuva enfeitando suas pétalas, um lindo regalo nesta noite chuvosa que a minha inspiração facilmente desperta.
Se o olhar for disposto para simplicidade, perceberá que a natureza possui uma forma de poesia muito peculiar por não usar nenhuma palavra e mesmo assim, conseguir emocionar tanto o coração quanto a alma.
Considerando este prisma, que meus olhos possam sempre prestar atenção nesta declamação poética permitida pelo Senhor, que transmite uma emoção plena, muito distinta, uma amostra bela do seu amor.
Tarde agradável de domingo, a chuva caindo com suavidade, deixando a sensação de paz tomar conta, nutrindo a mente com muita tranquilidade, desta forma, conforta de bom grado o espírito, uma sobriedade admirável e restauradora como uma prova do amor divino.
Inegavelmente, traz um conforto oportuno, muito bem vindo, que faz enxergar as outras cores de um dia cinza chuvoso, observando uma arte viva, uma natureza que está se renovando, ficando ainda mais linda, portanto, um rico banquete para os olhos que tanto reanima.
E desse modo, por alguns instantes, o tempo frio é ignorado por causa de um sentimento caloroso motivado pelo deslumbramento graças ao desabafo celeste chovendo tranquilamente das nuvens, banhando com simplicidade, avivando ânimos e lugares.
Bendita chuva amável que derrama suas gotas com gentileza nas pétalas delicadas de uma flor graciosa, que assim, renova fortemente o seu florescer e fica enfeitada com toques de amor logo depois de chover, por conseguinte, um evento simples e muito encantador, algo que faz bem perceber.
O efeito muito transformador desta temporária apreciação é incontestável, o lindo céu deságua, chovendo um preciso avivamento sobre a ternura da flora, realçando suas cores belas, suas formas divinamente desenhadas, uma sobriedade grandiosa de uma vida terna e certamente rara.
Tipo de momento muito propício para enfatizar que o nível de importância da temporalidade não se mede por sua duração e nem deve ser diminuído por sua brevidade, tendo em vista que uma breve manhã chuvosa pode ser demasiadamente significante diante de uma naturalidade maravilhosa.
A sonoridade impactante da chuva impetuosa que está caindo livremente lá fora, parece que quer acompanhar o ritmo veemente da música que ouço agora, criando um ambiente propício para despertar a minha mente com pensamentos poéticos, embevecidos em sentimentos calorosos bastante envolventes como encantos sonoros.
Ao mesmo tempo, aprecio fortemente o fato de estares aqui comigo, também estamos envolvidos por esta veemência sonora graças aos batimentos acelerados dos nossos corações, do som dos nossos corpos abrasados por movimentos contínuos que nem os passos de uma dança intensamente aprazível.
Experiência muito revigorante que é possível pelo intermédio oportuno da arte e pela sensibilidade que permite percebê-la, criando uma ponte entre o lúdico e a realidade, na qual estamos sobre ela, desfrutando brevemente de uma nova identidade resultante deste encontro tão harmônico, consoante à musicalidade intensa de nossos ânimos.
Encontro um pouco de paz
na chuva,
no nevoeiro que esconde
brevemente os problemas,
na luz que se refaz
durante uma madrugada
acolhedora e serena,
nos raios de sol
que avivam e aquecem
como um gesto de amor
e na neve que se destaca,
mas com o tempo derrete,
sua frieza é temporária
mostrando com simplicidade
que a tristeza é efêmera
e persistente a felicidade.
No cair da chuva, algumas gotas coordenadas apresentam uma tranquila sonoridade que ecoa pela madrugada silenciosa,
numa apresentação naturalmente agradável,
que relaxa a minha mente agitada, então, poder ouvir essa tranquilidade sonora é uma das formas de eu compensar a visita indesejada da insônia,
tanto que expresso esta ocasião momentânea nestes poucos versos, tamanha compensação, equilibrando uma parte dos meus pensamentos inquietos, resultando nesta simples inspiração.
Os dias de chuva passaram a ser mais acolhedores, suas cores cinzas foram avivadas, sua sonoridade passou a ser ouvida com mais atenção e um certo encanto, desde que as suas vidas se cruzaram, a conexão de suas almas em grande encontro
e assim, um passou a ser um sol radiante na vida do outro, um amor construído calmamente, sentimentos calososos dançando uma linda valsa de reciprocidade, alguns movimentos suaves, outros veementes, mesmo no ritmo das tempestades
Cumplicidade tão forte e abençoada, que a superficialidade ficava insustentável, a falsidade não era bem vinda, um sonho vivenciado dentro da realidade, um livro emocionante com cenas expressivas, a gratidão a partir da simplicidade
Ele a amando e sendo correspondido por ela, beijos intensos e diálogos constantes, corpos suados, um laço de resiliência apaixonante, olhares alegres, experiências partilhadas sem pressa, juntos demonstrando um máximo de interesse.
Agora, imagines que a tua alma
é o ambiente a tua volta,
que a chuva são as tuas lágrimas
que purificam todo o teu ser,
permitindo que um lugar,
talvez outrora angustiante,
finalmente, venha a florescer
e tornar-se mais aconchegante,
Com isso, acredito
que é possível compreender
que assim como é preciso
que chova pra que floresça,
também é necessário chorar
pra que se amadureça.
Sinta-se como um felizardo se conseguir se encantar
com a beleza da austeridade
a chuva caindo,
um pôr do sol num fim de tarde,
as gotas de orvalho pela manhã,
os movimentos das ondas dos mar,
o desabrochar de uma flor,
ou a luz do luar,
um tipo de coisa que tem bastante valor,
pois é uma das formas que Deus
usa pra acalmara nossa complexidade
como uma prova do seu amor
mostrando o que é amar de verdade.
Numa rua deserta com a chuva fjna caindo sobre ela,
vejo um misto de tranquilidade e abandono,
duas sensações distintas com emoções diferentes,
como se estranhamente alívio e tristeza estivessem presentes na mesma cena, representados respectivamente
pela vida de árvores frondosas e por uma ausência inconveniente.
A solitude e a solidão atipicamente ficaram entrelaçadas causando uma sensação simultânea de amor e lamentação nesta madrugada chuvosa que deixou a emoção tão à vontade que se expressou desta forma confusa, por isso que a mente ainda está inquieta e acordada nesta hora inoportuna, falando em voz alta.
Às vezes, durante a quietude, a alma sente a necessidade de chover lágrimas para desabafar e ninguém está perto para ver e nem precisa, o que importa é que ela chova para não se afogar por dentro por reter suas angústias ou contentamentos, então, graças a Deus que há este momento de purificação ao externar seus profundos sentimentos, uma contínua e necessária libertação.
A tarde está chuvosa, uma chuva forte que antes foi anunciada por trovões como se o céu tivesse alguma coisa a dizer motivado por suas profundas emoções, um lindo desabafo que causa diversas sensações.
É possível ouvir o som agradável estranhamente harmônico das nuvens que choram lá fora, banhando com suas gotas que avivam e emocionam ao trazerem um raro equilíbrio que é momentâneo, mas muito significativo.
Em pouco tempo, começam a chover versos seguindo o exemplo celeste ao desabafarem os sentimentos que sente o poeta, sendo o mais sincero que consegue com si mesmo de uma maneira calorosa, simples e intensa.
CAATINGA
Há um tempo.
Em que o tempo.
Não ajuda.
A chuva não pinga.
As nuvens não carregam.
E também secam.
Seco é o ar.
Céu parado.
Acabaram as farturas.
Semear o que,
Se o tempo já se fez.
Nada que vai nascer.
Terra que vai padecer.
Esperança de um tempo.
De uma renovada vegetação.
Para a vida no sertão.
Um lobo solitário
caminhando sob a chuva
sem se preocupar em ficar molhado
por achar que é um desabafo dos céus
e também por saber como é estar angustiado,
e assim, segue seu caminho iluminado pelo luar,
que estava um pouco ofuscado por estar nublado,
até encontrar um lugar seguro pra descansar
pra enfrentar o próximo dia que logo irá raiar.
