Praça

Cerca de 523 frases e pensamentos: Praça

Vamos andar de mãos dadas pela praça
Ali ninguém se incomodará com nossa história.
Os pardais virão nos dar boas -vindas e as azaleas se moverão com a brisa.
Vamos andar de mãos dadas pela praça.
O carteiro nos acenará de longe
O padeiro retirará o pão fresquinho do forno.
Vamos andar de mãos dadas pela praça
Hoje o amor é nosso adorno
Vamos andar de mãos dadas pela praça.
As andorinhas estão chegando
e avisam barulhentas
está findando o outono.

Inserida por FernandoMarinheiro

Quero o banco da praça, para sentar e ver a moça passar.
Quero esperar ela passar mais uma vez, outra e mais outra; até eu criar coragem de perguntar o seu nome.
Quero vê-la passar e lançar os cabelos para o lado, jogando o charme que só uma moça bonita sabe fazer.
Não preciso enviar um oi no celular, quero que ela veja tudo no meu olhar; começando pelo ingênuo e velho piscar de olhos.
Quero trocas de olhares discretas e encabulados de uma atração sem malícia.
Quero pedir, depois de horas de conversas, um encontro no mesmo lugar, não em um motel vulgar.
Quero pedir a mão dela, para ela ser a noiva do meu álbum de casamento, não apenas um nudez em meu aparelho de celular.
Quero voltar a ser um "quadrado" amante a moda antiga, com flores, chocolates e cartas de poesias.

Inserida por Jerclay

Podem tirar o busto da praça.
Destrua a estátua de herói na entrada da cidade.
Arranquem as medalhas de honras fúteis que foram dadas ao longo dos anos.
Eu cansei de ser o que as pessoas esperavam que fosse.
Não dá mais para colocar a armadura de um herói imbatível, que nunca chora, nunca perde, nunca sente.
Esqueçam os aplausos que eram dados todas as vezes que eu acertava, e fazia algo que a maioria não faz.
Chega! Não dá mais para viver uma vida que coloca o sorriso no rosto e a alma chora pela dor de está presa a padrões que foram imputados pela sociedade.
Acaba-se hoje, o mito do homem inerrante e perfeito.
Hoje está sendo destruída a carcaça de homem forte, que fora colocada.
O menino morto e esmagado na infância, pelas cargas que foram colocadas sob ele, ressurge sorridente e leve, com um grito de liberdade da alma.
Vou viver, serei o que sou de verdade.
Não atenderei os clamores populares e exigências de pessoas que desejam perfeição em um ser decaído, fraco, cheio de impulsos. Porém, um ser que pode e deve ser livre e leve.

Inserida por Jerclay

Trabalhar na praça e a meta.

Inserida por wanderson_miguel

Não adianta colocar a estátua da maravilhosa escritora Raquel de Queiróz em uma praça para ser apreciada por alguém que só percebe o bronze sendo derretido e vendido como sucata. É preciso primeiro ensinar o significado simbólico que tal monumento tem para a comunidade.

Inserida por fabioxoliveira2007

O Anjo da Praça

A vida é tão incrível e surpreendente...
- Agora a pouco fui almoçar e sempre que o restaurante onde eu vou, está cheio, peço a comida para levar e me dirijo a uma praça que está na esquina, sento no meu banco preferido e enquanto estou comendo, aproveito para fotografar os pombos, observando o movimento e quando o seu Carlos,um venezuelano andarilho, que sempre está por lá,vem conversar comigo,eu adoro,gosto de ter companhia para dividir uma refeição e com uma boa conversa, melhor ainda... ele é um senhor muito agradável, bem humorado e cheio de histórias e estórias, para contar. Ele conhece todos que frequentam a praça,sabe seus horários e diz ele, que quando alguns dos frequentadores, estão com um semblante tristonho ou diferente, ele fica observando-os e mentalmente cria uma estória feliz para cada um rosto que aparece na pracinha dele e hoje ele me contou a estória que criou para mim, quando me viu a primeira vez, sentada ali, almoçando com os pombos. Eu fiquei tão emocionada com sua sensibilidade e com a coincidência de ele ter criado exatamente, o que tenho vivido, só que reinventada com menos dramas e tristezas, foi como se rebobinasse o filme preto e branco, dos meus últimos anos, só que colorido, feliz, alegre, no lugar das lágrimas; sorrisos. Foi inevitável não derramar alguns, ao ouvi-lo observando atentamente, seus olhos expressivos e com um ar bucólico no fundo deles, ler seus lábios com um sorriso transparente, singelo e juvenil, ao pronunciar cada palavra .. quando não consegui mais, as lágrimas discretas e começaram os soluços, ele mudou de assunto e perguntou se podia fazer comigo uma coisa que sua mãe sempre fazia com ele, quando ele estava chorando, eu consenti com a cabeça, e ele se levantou, tirou meus sapatos, sentou bem próximo a mim, encostou minha cabeça no seu ombro e tocando suavemente meus cabelos, cantou uma canção e eu comecei a sentir uma paz, um calor no coração e ele me olhou e disse que sua mãe que se chamava (___) sempre conseguia acalmar o seu coração, assim. Foi a parte mais surpreendente deste momento, ele só conhecia meu apelido e o nome da sua mãe, era o mesmo que o meu.

Inserida por AnaTerezaATAB

Eu estava à 5 anos naquela praça e nem sequer vi o sol bater no meu rosto

Inserida por matth_myand

VENTO ANDEJO

O vento que por aqui passa..
Venta a venta de todas ventas
venta e sibila na praça...
Venta o cambaleio do ébrio
e o cheiro da cachaça.

O vento que por aqui passa...
Venta flores do jardim
venta a menta do antídoto
as lagoas dos anfíbios
e os dentes da jumenta.

Venta para o lado do sul...
O vento vindo do norte
venta os passos dos fracos
o meridiano do agreste
e a esperança do forte.

Venta a moça na janela
e a serenata lá no chão
venta o desespero do adeus
a costela do primeiro Adão
e as lagrimas da solidão.

O vento que por aqui passa...
Venta o cisco no meu chão
venta, com vento da saudade
as vezes espanta a verdade
e o pulsar do coração.

O vento ventou a chuva
e molhou sem dizer não
ventou semente germinando
menino na biqueira banhando
na cumeeira do sertão.

Ventou o pasto do gado
no curral e lá no cercado
ventou o leite da vaca
o plantar com a matraca
p'ra criar o seu criado.

Ventou a marcha do cavalo
em ploc, ploc no caminho
ventou a densa solidão
o escuro do Lampião
quando ele estava sozinho.

Ventou a linda rima
do poema com calor
a prosa o vento ventou
a areia no deserto soprou
junto as estrofes do amor.

O vento que por aqui passa...
ventou nuvens e os escarpados
ventou o rumo do caminho
as letras dos pergaminhos
e os passos lá do passado.

O vento que por aqui passa
já ventou na cor escura
no mourão e nas correntes
nas chibatas das serpentes
e nos pulsos das criaturas.

Vento andejo, vento andejo
vento andejo sim senhor!
Já ventou n'aquele carvalho
inventando todo entalho
para a cruz do redentor.

O vento que por aqui passa
já ventou tudo sim senhor...
Ventou o inicio do mundo
as pedras das manjedoura
e o choro do criador.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Ah... saudade dos tempos que podíamos prosear sentados numa praça, com um jardim florido, sem medo e felizes com pouco. A simplicidade deu a vez para as complexidades, e com elas vem o saudosismo de um tempo irrecuperável que tinha cheiro da vida.
Que a memória não se renda e faça sempre o seu papel, pois é ela quem sobra do passado e que consegue sobreviver no futuro.

Inserida por Gracaleal

Na frente de uma estatua

De que valeu a vida em grande pompa
Pra acabar assim
Imovel numa praça
Todo cagado de pombas?

Inserida por Mlago

E enquanto as crianças corriam pela praça, e os adolescentes declaravam suas paixões, considerando eterno o que só poderia mesmo existir no efêmero, e que os adultos apressados passavam com as suas compras do mercado, eu ali, tentando enxergar os motivos de um mundo tão cruel e pior, tentando conviver com o fato de ser parte dele.

Inserida por BLOGALTERNATIVO

A graça de uma praça
É o povo, é a massa,
Que vem nela passear;
Sem fazer uma arruaça,
Destruir só por pirraça,
Pois a praça só tem graça
Se a gente conservar!

Inserida por Antonio_Costta

DORES DA VIDA

A dor passa pelo quarto,
pela calçada da velha rua...
pela praça do abstrato
de uma vida toda crua.

Passa por entre os dentes
e pelas famílias dos outros
pelos meus e seus parentes
e o futuro d'aquele garoto.

A dor passa pelo seu corpo
na viagem do além
trespassando cães e loucos
e o sopro dos santos também.

Passa lá pelos jardins
campos de guerra e concentração
por aqui e pelos confins
d'aquela triste paixão.

A dor passa pelos trilhos
dessa vida toda torta
passa por aquelas janelas
e pelos trincos dessas portas.

Pela cama da saudade
nos quatro cantos do mundo
por mentira e por verdade
e por aquele amor profundo.

No frio da noite, a dor
passa pelos vagabundos
no lixo o choro do horror
no escuro olhos do mundo.

Passa a dor n'aquele voou
e na carreira da ambulância
no choro que hospital chorou
e no tapa dada à criança.

A dor passa pelos ventos
com a arte da poluição
pelo verde todo sedento
e pelas válvulas do coração.

Passa lá pela atitude
e ao ataúde fúnebre
necrosando a velha saúde
com bactérias e febre.

Passa, a dor já a cavalo
pelos ventos do destino
careta moldando embalo
em artimanha de menino.

A dor passa pela juventude
de um viver e tempo passado
pela vaidade, liberdade, grude
e sentimentos desconfiados.

Passa, querendo voltar
ao alicerce de todas as linhas
aos bilros de todas as rendas
e aos novelos das contendas.

A dor passou pelos currais
mourões chibata de couro
passou pelo povo de ontem
e hoje, passa de novo.

Quanta dor passa calada...
Sem suspiro choro ou vela
seca sem nem uma lagrima
dor minha d'ele ou d'ela.

A minha dor, passou e passa
assim como passa a sua
passa triste ou com graça
com belo sol ou com lua.

Antonio Montes.

Inserida por Amontesfnunes

Eu estou sozinho no banco da praça, olhando nos olhos de todos que passa,penso nos seus olhos que brilhavam na boite passada,enquanto eu te olhava o meu coração você roubava.

Inserida por Bruno1BD

Lave as mãos, aperte a minha mão e vamos no banquinho da praça conversar.
Quero te olhar olho no olho e depois te beijar.
Pois almas boas nasceram para se amar e juntas ficarem.

Inserida por EdivaniaSantos670

Tem gente que morre importante, vira nome de rua e de praça, a família se emociona, mais tudo isto passa.

Inserida por thiago_zumerle

Se você tem algo pra reclamar, sente no banco da praça central as 16 horas e veja quantas pessoas irão te pedir ajuda pra comprar um lanche, logo verás o significado de reclamar de barriga cheia.

Inserida por matheusphilippi

O tempo...

Quando caminho pela praça que era cheia de vida, me faz lembrar o encanto no canto dos bem-te-vis, agora, distanciados pelo barulho e poluição. O desencontro do homem alimentou um crescimento desproporcional que aos poucos, foi esquecendo das árvores frondosas e frutíferas cercadas de bancos de pedras naturais que convidavam para sentar e esquecer por algumas horas, os problemas sempre distantes de alguma solução.

Durante os fins de semana, famílias, faziam dali, uma extensão do quintal de suas casas pela paz e segurança que proporcionavam a seus filhos, a descoberta de uma natureza abundante em cheiros, cores e frutos.

Lembranças, com o passar dos anos, costumam ser uma boa companhia para a saudade quando o tempo, já não conta mais suas horas, mas cada minuto é arquivado e guardado como uma joia rara no cofre da vida que agora, possui cheiro de flores cultivadas, mas misturadas a uma composição melodiosa que leva a sonhar e vivenciar momentos muito especiais.
by/erotildes vittoria/3 de fevereiro de 2017

Inserida por erotildesvittoria

Este corcel 77 parado na Praça Roberto Piva sou eu em outra encarnação.

Inserida por Diegomoraes

AMOR ADOLESCENTE
NECESSIDADES
preciso muito de uma amiga
ou amigo
pra sentar comigo na praça,
pra descobrirmos coisas no céu:
uma estrela se deslocando,a lua brincando de esconder,
as nuvens formando desenhos
e muitos objetos não identificados.

preciso muito de uma amiga
ou amigo
pra sair comigo descobrindo
o mundo
com as suas tristezas e alegrias.

alguém que escute os meus segredos
saindo de mim feito enxurrada.
alguém que saiba dos meus medos,
que ria muito com os meus risos
que fale abobrinhas ou coisas serias
e que,as vezes,respeite
o meu silencio de peixe.

Inserida por thatiany32