Praça
Eu ainda me lembro as vezes quando passo por aquela praça, e olho para aquele banco, debaixo daquela arvore.
Quase sinto o cheiro da bala de melancia na minha boca e então me lembro do sorriso dela, e da explicita vontade de beijar-me ali mesmo
Mas não...não. Alguém pode nos ver! e então nos contentamos apenas na troca de olhares fatais que significava mais do que milhões de palavras cansadas.
Ele escolhe a solidão da praça
para acalmar a mente (inflamada).
O amor, essa desgraça
que tende a se envergar,
ao ponto de estourar,
ao ponto de estragar.
Ela fita ele à distância,
atravessa a rua, apressa os passos.
Ela evita todo tipo de laço,
Foi condenada em primeira instância,
a viver reprisando o gosto dele
todo dia, em todo lugar.
Roney Rodrigues em "Réu"
Do banco da praça vejo um bairro inteiro
Eu quero é poder estar em uma praça
construída aqui mesmo no bairro
e me sentar em um banco qualquer
ao lado de uma estátua de bronze qualquer
- homenagem póstuma a um desconhecido qualquer -
que ao menos 'sabe' porque está lá.
E observar os pássaros em festa
sobrevoarem afoitos os jardins cercados com arame colorido
para mendigar meia dúzia de grãos de milho que alguém jogou ali
enquanto flores exuberantes caem das árvores a todo tempo
como se compusesse um lamento em lágrimas e pétalas.
Eu quero é poder viver o tempo que me resta
e apreciar a vida calma nas manhãs agitadas
do vai e vem das pessoas apressadas
pelos inúmeros caminhos possíveis na periferia.
E poder viver mais uns cem anos
só para ver concretizar amanhã todos os planos
que hoje apenas não passam de sonhos
e ver surgir ao longe o fim, solução para toda essa tristeza
que hoje toma conta de nossos corações
e nos cega diante de tanta aspereza, desumanidade e ausência.
Esta noite eu não terei nada para fazer,
Não terei um cinema para ir, e nem em uma praça praça para admirar os idosos procurando o real sentido da vida.
Esta noite não terei meus pais para conversar,muito menos minhas irmãs para dialogar...
mas o que tudo isso importa? estar aqui, essa noite, sem ninguém para conversar, sem nenhum lugar para ir, isso significa tanto, pois estou a te esperar esta noite,noite vazia, onde a solidão se encontra.
esta noite beijei o espelho, apertei o travesseiro, amei a mim mesmo, no pensamento só em você. A te esperar estou, aqui, esta noite...
a vida é a sequencia de encontros inéditos com o mundo, e por tanto , ela não se deixa traduzir em formula de nehuma especie
as 8:28 andando em uma praça es que veio a vontade de me sentar um um bamco para poder respirar um poquinho, e no mesmo estava sentad o um senhor com dobro da minha idade entao eniciamos um bate papo, eis que ele me perguntou que eu fazia ali. entao descarreguei inumeros problemas do meu cotidiano diario sobre ele. era inumeros problemas financeiros familia, entre outros que eu mesmo podia rosolver. entao ai que foi a minha revelaçao de que eu reclamo podendo lutar. quando o perguntei senhos vamos ate ali tomar um suco. ele me negou o convite entao perguntei o senhos esta com medo ou algo semelhante, eis que o senhos educadamente me responde. seria um enorme praser acompanar vc para tomar este suco, mas to aki sentado a espera de meu filho que foi arrrumar minha cadeira de rodas que deu problemas e nao conseguia me carregar, o senhor nao deve ter notado que sou deficiente pelo fato de minhas pernas estarem cobertas, foi ai que eu percebi que meus problemas nao sao maiores que o de ninguem
SK8
Sinais de vela nos bancos da praça
Debaixo do sol enquanto o povo passa
Na city, street, fifith, nollie, nose slide
180 backside, Smith grind
Se equilibrado sobre o carrinho
Mapeando com cautela o caminho
Desvio da pedra, que pode conduzir a queda
Insatisfação e comemoração quando o shape quebra
Rodas e pés deixando rastros por onde passam
Streeteiros caçam, obstáculos naturais que o satisfaçam
E ultrapassam as leis da gravidade
Pra vencer cada degrau dessa cidade
A receita a palavra chave é a descoberta do segredo
Treino e autoconfiança pra vencer o medo
As ruas aguardam manobras
Transições, escadas, corrimões, calçadas
Skate debaixo dos pés
Dirigido por mim, guiado por Deus
As ruas aguardam manobras
Transições, escadas, corrimões, calçadas
Skate debaixo dos pés
Convicção pra executar a manobra com perfeição
Exatidão, calculando salto e a rotação
Suor escorrendo do rosto
Vou ali tomar água no posto
Joelho machucado mas sempre disposto
Diversidade
Esporte e diversão pra toda idade
O lance é dominar o pico
Sem completar a manobra eu que não fico
Por que skatista é sempre um vencedor mesmo sem patrô
Feminino mirim iniciante amador
Trajeto pra que um dia torne-se Profissional
Ser for fun é opcional
Tentativas e mais tentativas
Mentes criativas
Rodas em atrito com o piso
Manobra concluída e um sorriso
As ruas aguardam manobras
Transições, escadas, corrimões, calçadas
Skate debaixo dos pés
Dirigido por mim, guiado por Deus
O café
Me levanta e me deixa em pé
Bebo em cajazeiras
E na praça da Sé
Bebo com ou sem leite
Bebo até sem sede
Meu amor pelo café é demais
Bebo na rua e na casa de meus pais
Bebi até quando estava internado
Hoje eu sei o porque me chamam de viciado.
Troca de figurinhas
Trocando figurinhas,
Com as crianças, na praça.
Os olhos brilhando no maço,
Para figura que faltava encontrar.
Tanta dedicação, que e os olhos,
nem de piscar.
Filhos filhos, sobrinhos e netos,
dizem os marmanjos, disfarçando a paixão.
E as crianças, de costas, quentes
acompanhando a diversão.
Momentos de felicidade.
eternizando o momento.
Horas alegres vividas.
Nas trocas justas,
Alegrando a multidão.
No meio da praça.
A brincadeira, com os álbuns no chão.
E quando a figurinhas que faltante achar.
Momentos de felicidades a partilhar.
Crianças com todas as idades.
Que da gosto, só de apreciar.
Desculpe. Mas preciso ir,
a pressa não me deixa esperar.
Vou correndo para a praça,
para minhas próprias figurinhas trocar.
Marcos FereS
A estátua de um poeta morto
Sozinho, caminho até a praça...
Dois ou três passos e paro.
Colho flores brancas entremeadas ao mato.
Mato grande, que cresce ali!
Um cercado de fios de arame enferrujado protege o jardim.
Desconsidero o aviso que diz:
-Não colha flores e, ou, plantas desse jardim!
(...)
Num segundo de descuido
um agudo espinho de esquerda
espeta-me o dedo polegar da mão direita.
Desço à terra!
Subo novamente à minha própria altura.
Recosto-me em uma estátua de cobre.
(...)
Um pássaro cinza voa no céu sobre mim.
Voa meio assim...
Meio torto, meio de lado.
Voa um tanto apressado.
Muito estranho!
O voo desse pássaro.
(...)
As pedras no chão...
-Vermelhas como estão-
parecem dançarinas de flamenco
tango, tchá...tchá, tchá!
Parecem dançar,
mexem-se sem parar!
Mexem-se. Sem parar.
(...)
De repente...
Ficam escuras!
Ficam duras!
Param de dançar.
Dói!
Dói-me a cabeça.
(...)
Os olhos ficam inquietos.
Nuveiam...
Nuveiam!
Somem as nuvens dos olhos
e até o sol para de brilhar.
(...)
Dá um sono!
Resolvo deitar ali mesmo.
Deito-me naquele lugar.
Penso-me morto.
Morto não hei de estar!
Não hei de estar.
Morto, eu? Será?
(...)
Num último e derradeiro esforço
tento me levantar.
Tudo parece estar tão distante...
O corpo está tão pesado...
Resolvo me aquietar!
Durmo por horas ao pé da estátua de cobre.
(...)
Estátua de poeta!
Homenagem 'post-mortem'.
O coitado morreu ali mesmo...
Naquele lugar!
Envenenado por um pico de espinho de rosas brancas
no polegar da mão direita.
(...)
Morto e transformado em estátua!
Pra sempre ali...
Parado!
Transformado em poesia dramática.
Eternizado em seu próprio universo,
e preso, em seu mais triste verso.
Morto!
(...)
Enquanto lamentava a sorte do pobre homem
o pássaro cinza que se remexia no céu sobre mim
mira e despeja toda a sua maldade em minha cabeça.
Numa casualidade quase transcendental,
salva-me da morte!
Livra-me da sorte de virar estátua.
Revivo e vou-me embora.
Na Praça da Sé estava um anjo a resguardar.
Humildemente humano ali no seu lugar.
As forças do mal foram atentar o anjo correndo a mulher foi a salvar
Mas a carne humana é fraca foi de falhar.
Mas o anjo se contentou com o seu lugar de volta para o céu onde deve estar.
Escola Estadual Alberto Vicente Pereira
Fica localizada na praça Manfredo Ferreira
Em Divisópolis estado de Minas Gerais
Atualmente ela está linda demais.
Nela se formaram inúmeros alunos
Que se deram bem na vida
Tem aulas nos três turnos
As pessoas se divertem na quadra esportiva
Antes tinha uma proteção de tela na frente
Dava para vender coisas no recreio sempre
Depois fizeram um muro de repente
A escola está totalmente diferente
Teve bastante diretores aqui
Vou citar alguns,Ademir, Graça , Julcy,
No momento a diretora é Claudiana
A escola está passando por mudanças
Se queremos um futuro melhor
Teremos que estudar até formar
O conhecimento é tesouro valioso
Por isso temos que esforçar e dedicar
PRAÇA DAS NAÇÕES
Dá licença Castro, mas...
A praça não é do povo
Como o céu não é do condor
A praça é do Cagado, do bigola
Do Perneta, do Zé-da Ana e do Paquinha
A praça é das nações
Como o céu é das andorinhas
A praça é da igreja
Como a noite é da polícia e da dor
A praça é da mulher que beija
Como é da beata, a ladainha
A praça é do “Especial”
Do rato, do Râmbert, do Preto
Do Popeye, do Pão-Branco, não!
Do Luquinha, do Edinho e minha
A praça é do som estridente da sanfona do Zé-da-Ana
Em busca do tão sonhado refrigerante
A praça se cala, se acalma sob o som que toca
Tocantins de um Luiz Tupiniquim
Sob o passo largo e óculos escuros, dobra-se o mastro
E a praça se rende ao tom do ‘Safari” e Jair de Castro
A praça se inquieta com oradores, padres, missas e cultos
E fica indecisa com Willama, seus atores, atrizes, todos cultos.
A praça é dos amores
A praça é viagem
A praça é dos pecadores
A praça é passagem
A praça é o obstáculo e o receptáculo
É o caminho que nos leva ao “espetáculo” dos céus
Que passa pela lente objetiva de Tadeu
Que também ama a praça e Ama Deus
Que passa pela pena mordaz de Rezende
E pela crônica eterna de Jauro Gurgel
Passa pela subjetiva câmera de Silésia
E de sua nordestinidade Jaqueline. Visse?
E passa... só não passa pela indiferença das elites,
Dos vidros elétricos de Ômegas, Fiats, Vectras e vereadores.
A Praça do Geraldo inspira os Poetas!
O destino no-la deu ...
A igreja, a fonte, as arcadas,
Tudo tão nosso, tudo tão meu ...
Quando a solidão me abraça...
A vista embaça;
Nego a Raça;
Me sento na praça;
Rio sem graça;
Faço pirraça;
Fico na bagaça;
Ponho mordaça;
Tudo fracassa;
Se a solidão me abraça.
Mas quando você aparece...
Tudo passa!
Vira fumaça.
Fico em estado de graça;
Faço arruaça;
Enfim: Tudo é Massa...
Quando você me abraça.
- Que saudades..., Xanxerê; soltar a pipa lá pro céu; rodar o pião e jogar bolita no chão da Praça; e, que bom, pés descalços pisar a terra, andar de bicicleta, pescar lambaris com minha mãe; e nadar no rio, inda verde-azul...; namorando a vida e matutando a sorte.
Adi J.C. Musskoff. (Caminhos e Destinos..., No tempo dos Pinhais).
Pombos de rua não aprendem a procurar comida, pois tem sempre quem lhes jogue milho na praça. E este acha que está ajudando.
Queimaram nossa história numa fogueira na praça, chamaram toda a escória e anunciaram que era de graça.
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