Praça
No banco da praça
Me espere com graça
Eu pra te amar
Quando a lua for cheia
Corpo de sereia
Vou a ti buscar
Me espere um ano
Ou dois não te engano...mas
Quando a lua for cheia
Corpo de sereia
Eu quero te amar
Prestam-se a toda graça,
como a todo granizo,
sempre e em qualquer praça,
a reza, a queixa e o riso.
Em volta era só pássaro e peixe, o cansaço de não acontecer nada. Cidade besta. Uma praça, uma igreja, nenhum semáforo, conversas repetidas. Quem consegue sair, vira herói e assunto. No domingo, as famílias vão para a rua e andam de uma ponta até outra e bem devagarzinho, que é para cidade não acabar rápido demais.
Se a instalação de praça de pedagio é ilegal em divisa de Estado...
Então é preciso saber:
Para o bolso de quem( PROPINA), Está indo o dinheiro arrecadado dessa mina de ouro que é o pedagio entre o Município de Ourinhos-SP e o Município de Jacarezinho-PR. É preciso a Lei da transparência para saber; porque derrubam liminares, aceitam liminares, etc...Não resolvem nada e nunca. E o povo só no embrolho. Com a corda no pescoço só pagando impostos caríssimos. Retorno quase zero. Que país de Alice é esse???
DESABAFO DE UM POETA
Que não me venham colocar nome de praça,
Que não me venham colocar nome de rua;
Por que somente quando morre é que tem graça?
É que reconhecem o poeta em terra sua?...
A realidade que é sentida ela é tão crua,
Um desprezo cotidiano que não passa;
Mas depois que o poeta morre se atenua,
Ganha logo um busto de bronze na argamassa!
Não merecia ele sentir essa emoção
Aquele que amou e que cantou o seu torrão,
Propagando toda a grandeza que ele encerra?...
Não deveria ser, em vida, valorizado?
Infelizmente quando morre é que é lembrado,
Que o poeta é reconhecido na sua terra!
(Poema para ser lido depois de minha morte)
Não me venham colocar nome de praça,
não me venham colocar nome de rua;
só quando o poeta morre é que tem graça?
Reconhecem seu valor em terra sua?...
A realidade que vivemos é tão crua,
um desprezo diário que não passa;
somente quando morre se atenua,
é que essa dor se esvai feito fumaça.
Quem tanto ama a sua terra, tanto canta
as belezas do torrão que lhe encanta,
com todo amor que no seu peito encerra...
Não deveria ser mais valorizado?
Mas só depois da morte é que é lembrado
como alguém que enalteceu a sua terra.
Enquanto passa o tempo, enquanto a vida passa, vejo também passar o amor e sentar no banco da praça. Na praça de nossa vida cercado por jardins secos onde o perfume das flores e a harmonia das cores , já não é possível sentir e ver.
praça da saudade
na pálida luz de uma lembrança amena
no silêncio de um poema de Anisio Melo
me lembro da praça da saudade e nela
tua imagem sob o caramanchão
não há uma saudade ali inscrita
mas uma espécie de sonho, de passado
de águas de uma chuva fina
de sombras de uma festa
me diga que amanhã será melhor,
na praça criança choram com fome,
sonho com o paraíso de dias melhores,
ainda roubam suas vidas
mesmo assim estamos vivos...
as chuvas levam todos sonhos realizados
ainda assim amanhã será melhor.
olho os dias se passarem em lagrimas correntes.
Os "ídolos da praça", ou do foro, que podem nos levar ao erro por diferenças de interpretação do que nos falam e do que falamos aos outros. As palavras são o fio condutor que podem nos levar a esse ídolo, as palavras podem fugir da nossa interpretação e criar vida e sentido próprio e nos levar ao erro.
Te toco
Era uma cidade pequena onde tinha uma praça e um homem com um violão. Ele tocava para as árvores, e quando tocava para as árvores elas dançavam para ele. O vento e sua dança eram uma coisa só. Aos poucos o som da música fez tocar outras árvores que ficavam mais perto da rua e dos carros. Pessoas de suas janelas viram a dança e desceram as escadas até chegarem na praça. O homem continuava tocando olhando para cima e quando baixou os olhos para afinar uma corda viu muitos olhos ao seu redor. Respirou fundo e continuou a tocar. Do meio da multidão, em um som abafado, ouviu a voz de um, dizer que não estava gostando da música e que preferia a anterior. Uma mulher com uma bolsa sussurrou para ele fazer silêncio, mas seu sussurro também fez barulho. Então um menino, bem novo, disse que o homem podia achar o que quisesse. Mas as árvores continuavam dançando e o vento a soprar... e o menino com seu violão pensava no que pensar, se tocava, se olhava para as árvores, ou se agora olhava nos olhos de todos que chegavam cada vez mais perto. Apontou o dedo para cima e enquanto a multidão olhou para os galhos que dançavam, sussurrou camuflado nas cordas, que não estava tocando para ninguém, e sim com todos os presentes.
Naquele dia caminhei até uma praça para ouvir música e ler, foi quando me apercebi que não me sinto mal em ficar sozinha. Mas é sempre bom ter alguém por perto.
Paragominas cidade que me acolheu.
As margens do lago deixei todas as minhas lágrimas.
Na praça Célio Miranda foram enterradas as minhas mágoas.
E tu que és conhecida como cidade verde,
Aqui foi renovada minha alegria,
Como as árvores que por ti foram reflorestadas.
A lua cheia hoje lá na altura
Se esparramando em formosura
Parece estar numa praça escura
Exibindo toda sua sua alvura...
mel - ((*_*))
