Praça

Cerca de 529 frases e pensamentos: Praça

Vi da vidraça,
Vida vi praça.
Vivendo de graça
Morando com traças
Esquecido me fui.

Faltando peças
Como nessas
Garças de jardins
Aliás,
Não voo mais.
Não vou mais.

Esses encorajados
Encorujados,
Que vira e mexe
Revira e remexe
Me fazem de condenado,
De poeta mal falado.

A mão que aponta
Volta sempre três pontas
Para o próprio nariz.

Nesse momento migratório,
Hora penso no velório
Outrora no senatório.
Mas vida se passa!

Inserida por AldoTeixeira

O cigarro é o chafariz dos pulmões de quem precisa de um enfeite na praça da saúde.

Inserida por danielpolcaro

"Quase toda manhã, compro um café e sento na praça para apreciar as pessoas. Elas são engraçadas, passam correndo, gesticulando, falam alto ao telefone, meio lesadas. Não parecem possuir sentimentos muito menos problemas. São máquinas auto destrutivas e, de certa forma, isto me transmitia segurança, alívio e até receios. Os imaginava em um tabuleiro de xadrez. Os enamorados são as primeiras peças eliminadas. Eu os repudio. Essa felicidade genérica em suas expressões é tão momentânea e superficial. Excepcionalmente hoje, observar os pássaros parecia-me imensuravelmente mais interessante. Observem-os. Tão livres e coloridos, o maior de seus problemas é migrar no inverno para um lugar tropical.
Ah o calor!
Contudo, a parte mais aguardada era às 10hs, a saída da ruiva misteriosa da livraria, tão bonita e despreocupada. Se a mesma fizesse parte do jogo, certamente seria a rainha, ao julgar pelo livro de Jack Kerouac apertado entre seus braços. Da loja até a esquina mais próxima, ela desfilava uns cinco metros, parecia tão decidida e firme. Eu gosto de admirá-la, como um irmão, um avô, até mesmo como o pai dos seus filhos. Eu poderia esbarrar nela propositalmente e elogiar sua escolha literária, perguntar se passou pela prateleira dos livros menos procurados e encontrou o meu por lá. Arrumaria um emprego na livraria e a indicaria Bukowski, colocando um bilhete entre as páginas, tal qual sendo um convite para jantar. Em meia hora de conversa, ela me acharia um cético fanático, mas iria rir sobre minha forma de ver o mundo e soltaria frases de Nietzsche para que nossos assuntos entrassem em sincronia. Nos viciaríamos um no outro. Ela me conheceria bem e eu decoraria o aroma que ela traz. Entretanto eu sempre ansiaria o fim. Quem sabe a ruiva era uma engenheira ou professora, será que se importaria em casar-se com um escritor falido e sem ideias? Eu ficaria cego por seus encantos e até arriscaria compor o poema amoroso mais babaca, todavia o mais apaixonado que poderia ser feito.
Mas qual é a cor daqueles olhos?
Podem ser aquele tipo de arco-íris fatal, um carnaval tão convidativo, tão belo... Armadilha tão tentadora. Quem sabe se ao invés de ficar bebendo nas madrugadas de insônia, eu a observasse dormir. Quantas aleatoriedades levariam-me a arrastá-la ao melhor restaurante, ajoelhar-me diante dela e falar durante dez minutos sobre o quanto a admiro, persistindo na certeza de que a tal ruiva é sim o meu amor pra vida inteira.
Mas como se nem ao menos sei o nome dela?
Ainda desconheço o melhor método de indagar alguém. Qual é a melhor forma de tentar uma aproximação imediata se eu não gosto de apertos de mão e beijinhos no rosto me deixam nervoso? Reflito por mais alguns minutos e percebo a inutilidade de todo este esforço.
Poderíamos brigar, eu sairia bravo, poderia sofrer um acidente. Posso passar mal e descobrir que tenho apenas alguns meses de vida.
É. Não vale a pena tentar montar esse quebra-cabeças de cinquenta mil peças.
Existem pessoas que despertam nossos interesses, sentimentos confusos, estranhos. Convive-se com ela por um determinado período e é obrigado a admitir que o cachorro é sim o melhor amigo do homem. Passa um tempo, sofre-se o suficiente até chegar ao extremo de conhecer outro alguém. É o ciclo interminável da incapacidade de ser só. O medo maior é morrer sozinho, mas é sempre assim. Tenho que me acostumar com despedidas, trens partem o tempo todo, assim como os pássaros que acabam sempre voltando aos ninhos. Não importa o que aconteça, eu estarei toda manhã sentado na praça com o meu café amargo, contemplando o retrocesso humano.
Até o dia do xeque-mate..."

Inserida por AmandaSeguezzi

⁠15.01.2020

Onde começa a paixão?
Em qual banco de praça se encontra esse sentimento tão repentino?
Há muitas teorias, até métodos científicos que tentam por teses e experimentações explicar um fenômeno tão abstrato. Sim. Essa é a palavra, abstrato.
Em um momento você está livre, desprendido, agindo sua vida e planejando um futuro promissor...No outro aparece uma pessoa que captura sua atenção. Pode ser em um cinema, na fila de um banco, numa festa entre amigos ou até mesmo em um ônibus...Ou, por mais cômico que possa parecer, talvez seja com aquela pessoa que sempre conheceu e do nada...você começa a enxergá-la com outros olhos..
Independente das maneiras, os sintomas são sempre os mesmos..
Você fica naquela expectativa absurda, pensando se a pessoa sentiu o mesmo, já imagina a possibilidade de um "e se"...Sente o coração bater mais rápido, a garganta secar, as pernas fracas e a cabeça fica um caos.
- Calma, respira. Vamos devagar. São essas palavras que você diz a si mesmo, quando sua mente surpreendentemente começa a enlouquecer criando um futuro todo brilhantemente montado.
Você se vê perplexo ao perceber que já não enxerga mais as coisas como antes, fica ansioso tentando descobrir se o sentimento é recíproco e sente medo de ser o primeiro a dizer alguma coisa. Daí vem os sinais... Você já não consegue mais agir de forma diferente, não consegue disfarçar o olhar, o que está explodindo por dentro. Fica sem graça quando chega perto, nunca sabe como agir ou o que dizer..E por mais que você tente, seu corpo faz de tudo pra te sabotar..
Vem a gagueira, as frases sem sentido, o suor na palma das mãos e um sorriso frouxo que não deixa seu rosto. E agora você é mais um bobo com um sentimento e não sabe o que fazer...
Não sabe se dá o primeiro passo ou recua e projeta uma estratégia diferente... Não importa.
Paixão. Foi isso que aconteceu. Já era.
Você pode dizer que não, pensar consigo mesmo que nunca foi ou será capaz de sentir algo tão "infantil", "inconsistente", "estúpido"...Ah, mas quando é com você, não existe argumento suficiente que tire aquele brilho dos olhos..a felicidade no rosto ao falar sobre a pessoa e a mudança na sua postura quando ela passa.
Você! Que sempre foi fortaleza, agora se fez cerca e foi invadido pelo sentimento, perdeu as defesas, a marra, foi desarmado e tornou-se refém.
Admita que existem borboletas no teu estômago, nervosismo na tua fala e tremedeira nas tuas mãos. Paixão. Pronto. Simples.
Há quem negue, há quem se entregue.

Inserida por APurpura

Praça Tiradentes
Rio quarenta graus
Você meu ascendente
E eu sou inferno astral

Inserida por pensador

Eternamente...


Ela soube a razão do atraso
Não fui porque havia na praça
Mais que sangue derramado
Um corpo sem vida, sem amparo


Sob meu pés, o solo rachado
À minha volta, curiosos atentos
Nada mais há de se fazer
Chama apagada, sem vela, sem nada


E a me esperar, estava minha amada
Que ao meu lado, me faz inteiro
Me torna único, seu menino
Que brinca de amar, amando


Olho em teus olhos e vejo a primavera
Num canto o outono, noutro, o verão
E a primavera a passear alada, sem direção
No céu de seu olhar, no amor de meu amar


Meu refúgio se esconde em seu abraço
Pra onde corro, faminto de carinho
Sussurrando em mim, um grito de quem ama
Bem baixinho, bem profundo, explícito


Estremeço, vou da terra ao inimaginável
Sentido da certeza de que mesmo frágil
Com a alma arrebatada, num sem limites
Alço voo, pousando certeiro, em beijo faceiro


Desses que tocam os lábios e se atam
Saboroso e sem pressa... flecha de querubim
Sutilmente certeira, nascente a me saciar
Estava selado: eras para mim início e fim

Inserida por mucio_bruck

Sou eternamente dependente dos teus canais, de tuas gôndolas e da querida Praça São Marcos quando nos embriagando deixa cair o seu véu da tardinha vai descendo lentamente por sobre nós
rojanemary

Inserida por rojane_mary_caleffi

Menino magro

O menino magro está na praça
As costelas estão sobressaindo-se
As pessoas passam e não notam

O menino magro está no metro
Seus finos braços estão levantados sobre o balcão
O dono da lanchonete o ignora

O menino magro está caminhando na rua
Seus pés descalços tocam o sobre seus saltos não o vêem

O menino magro não anda mais por aí.
Onde será que foi aquele menino magro?

Inserida por MorganaRubi

Em um banco de uma praça qualquer
Eu espero o retorno
de quem conheço bem.

Em um banco de uma praça qualquer
Eu me deixo ironizar
De duvidas e angustias
E de conflitos pessoais.

Em um banco de uma praça qualquer
Eu espero o retorno de um
Parente querido
o breve retorno
de quem nunca deveria ter ido.

Em um banco de uma praça qualquer
fico a espera de um
Amor que nunca deveria
Ser abalado pela morte.

Em um banco de uma praça qualquer
Vejo minha juventude chegar ao fim
Meu orgulho se entupido por minhas lagrimas
e minha alegria se esvaindo por inteira.

Em um banco de uma praça qualquer
vejo meu passado,
presente
futuro
e vejo o pouco que a inda sobrou
de minhas alegrias.

Inserida por RodrigoSTeixeira

PRESENÇA

É Zum
É Zum
É Zum
É Zumbi
Zumbi de Ogum
Guerreiro de Ogum
Aqui
Na praça na raça
Na reza fumaça
De incenso no ar
No canto de encanto
Na fala na sala
Na rua na lua
Na vida de cada dia
Em todo lugar

É Zum
É Zum
É Zum
É Zumbi
Zumbi de Ogum
Guerreiro de Ogum

Aqui
rabo-de-arraia
No aço do braço
No samba de samba
No bumba-meu-boi
No bombo do jongo
Congada batuque
Maracatu
Zumbi Zumbi Zumbi
Guerreiro da Serra
Sob as estrelas acesas
Na madrugada
Nó do ebó na encruzilhada

É Zum
É Zum
É Zum
É Zumbi
Zumbi de Ogum
Guerreiro de Ogum
Aqui

Inserida por pensador

Brás

No centrão da terra da garoa
De janelas para a rua
Velhos na praça, atoa
Casarões no tempo tatua
Desta ou aquela pessoa
A história... e a vida continua
Os moleques descalço o pé
De juventude nua
O boteco de seu Josepe
De outrora, tão fugaz!
O ambulante vende leque
A italianada em cartaz
Nas cantinas, nos bares
Aqui é o Brás!
Terra de todos os lugares...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/04/2020, 12’58” – Brás, São Paulo

Inserida por LucianoSpagnol

feito pardais
os meritienses vão chegando em bandos
e das dezessete e quarenta em diante
a praça se enche de conversa e pássaros

Inserida por lasana_lukata

⁠TE DESEJO!

Te desejo VIDA. O SOL na manhã para te guiar.
Um BANCO na praça para dialogar.
Um BARCO de alegria para te levar.

Te Desejo !

Um SONHO de um menino.
O MAR para te espreitar. O VENTOpara te acariciar.
Te DESEJO muito AMOR!

Wilamy Carneiro

Inserida por WILAMYCARNEIRO

⁠VITÓRIA-RÉGIA
As vitórias-régias e a praça arborizada
O cair-da-tarde no bairro de Casa Forte
Os jovens e adultos praticando esporte
São encantos de Recife, cidade amada

Inserida por RomuloBourbon

⁠O cheiro de seu cigarro nunca foi um incomodo. O local era sempre o mesmo, no final da praça central, com aqueles bancos maltratados, e mesas de xadrez, as cores estavam com pouca opacidade, provavelmente por conta do tempo de existência.

Inserida por Mateus_G_M_Moraes

⁠"SOU POETA DA PRAÇA"
Estendo o Varal
E a Poesia vai secando
Feito roupa
E quem passa
pode me ler
E se quiser decifrar
Os mistérios da Poesia.
Enquanto é isso
A Banda passa
E o som invisível
Caramujo-floresce
Anunciando o entardecer!

Inserida por poetadopantanal

⁠Condenar o nosso semelhante de forma leviana, na "Praça pública", sem dar a devida atenção a qualquer um dos argumentos em sua defesa, é fácil, difícil, é deixar essa incumbência para um "Juiz".

Inserida por ze_vilela

⁠Ainda agora ia conversando com uma figura, um senhor boa praça, um cara incomum, gosto muito de gente incomum, que mexia com manutenção de geladeiras, dono de uma pequena oficina no bairro que conhecia, até então, só de vista, queria ver se ele conseguia um componente desse indispensável eletrodomésticos pra eu fazer uma fazer umas reciclagens em casa. Pois bem, chamou-se a atenção, particularmente, que essa figura ao longo do trajeto, saia cumprimentando e sendo cumprimentado por todo mundo , dando cordiais boa tarde, gentilmente elogiando o filhinho da jovem mãe, alertando as pessoas que descuidadamente caminhavam na via publica, sobre a aproximação de veículos, retirando folhas cheia de espinhos que encontrou, nessa hora até cantarolei trecho de uma conhecida canção do Roberto: "... toda pedra do caminho você deve retirar, numa flor que tem espinhos você pode se arranhar. Se o bem e o mal existem você pode escolher é preciso saber viver". Daqui pouco uma tábua com pregos, de volta sacos de lixo na via publica e tome cumprimentar o povo e ser cumprimentado, até comentei com ele que se candidatasse a vereador levaria, ele me respondeu que vivem lhe dizendo isso. Falante, bom de prosa, disse que nasceu em Itamaracá, que o pai era detento na prisão agrícola existente lá, três crimes nas costas. Que o mais importante na vida é isso, fazer amigos. - (Fábio Murilo).

Inserida por Fg7r85

⁠Estando eu pela praça da matriz em Senador Canedo, entro, meio indeciso, na fila para comprar o almoço de três reais do restaurante popular. Depois de dez minutos, cheguei à boca do caixa. Com o dinheiro na mão, fui impossibilitado de comprar o Marmitex, porque estava sem máscara na cara. Então, saí sem fazer questão alguma e um pouco feliz até, pois a moça me ajudou na decisão de manter meu regime. Minha "gratidão" foi tamanha que nem tive tempo de observar se a moça atendente usava ou não o tal instrumento repressor. Sua atitude foi me suficiente para eu construir alguns conceitos. Já pensaram se eu dependesse unicamente desse restaurante para viver? Ontem almocei em um restaurante chic em Goiânia, entramos usando máscara, e depois todos deixamos de ser incoerentes, tiramos as máscaras para comer e sentir o cheiro da alimentação. As máscaras sempre caem no final. Os assuntos menos importantes, perdem para os mais importantes. Ou será se a máscara é o sinal da besta do apocalipse? CiFA

Inserida por Kllawdessy

⁠Se ela quer, não arreda o pé
Fonte de luz, praça da Sé
Bagunço o teu black só no cafuné

Inserida por pensador