Poesia sobre o Aborto
Aborto
Aborto é uma coisa muito triste
Ação de mulheres desprezíveis
Matar um incapaz que já existe
Sem argumentos e dedo em riste
Quem coloca muito homem em sua cama
Não segura nenhum em seu coração
Com o tempo vai sofrer as consequências
De sua nefasta e assassina decisão
Eu já levei muitas mulheres para cama
Mas sei que o homem é pautado na razão
Mulheres não podem descer a esse nível
Sem os riscos de destruir a sua emoção
A sensibilidade feminina é maravilhosa
Sua ternura vem nas palavras e gestos
Seu amor aquece e lhe deixa majestosa
E mostra que nela há um coração honesto
Enquanto o país está em luto por Chapecó... Aborto é
indiscriminadamente liberado, projeto de medidas anticorrupção é rasgado e deliberadamente adulterado, terroristas vandalizam contra e PEC dos gastos, e agora está nas mãos do Temer sancionar ou vetar a lei "mela-jato"... E só pra constar: Enriquecimento ilícito de funcionário público pode sim! É ilícito, mas no caso deles é lícito, entendeu???
Paramos por ai ou ainda vem mais desgraça?
Acho que já deu pra 2016.
Na campanha contra o aborto vejo muitos apelos com o seguinte argumento:
Ex: tenho 20 anos, mas já tive 03 meses. Não ao aborto!
Sem querer fazer apologia ao aborto, mas como o meu pensamento vai sempre na contramão da maioria, um dom que graças a Deus me foi permitido ter, bem como eu faço questão de provocar a mesmice intelectual e confortável da maioria das pessoas, deixo aqui uma reflexão para todos que acreditam na reencarnação.
Todos nós já tivemos três meses e, inclusive, já fomos "porra". Se o processo de aprendizado e resgate cármico, através da reencarnação, começasse pela "porra" já pensaram que todos já fomos desovados em vasos sanitários por diversas reencarnações quanto "porra" que fomos antes de recebermos o certificado de os mais "espertos"?
Desculpa aí a expressão "porra", mas é o termo popular mais fácil para todos entenderem. Desculpa aí a possível confusão na cabeça daqueles que não são limitados, logo possuem uma mente mais aberta para considerar novos conceitos levando em conta o avançar dos tempos, da ciências e das experiências humanas. Desculpa aí o incômodo aos que não se permitem crer em nada que vai além das velhas, e muitas vezes encantadas, escrituras. Desculpa aí por não pensar sempre igual.
Sou contra o aborto, todavia sou a favor da liberação ou descriminalização dele. É o corpo da mulher, o templo dela. Há o livre-arbítrio e a responsabilidade de cada um. Não julgo quem faz. Só me entristeço pela alminha que não pode nascer.
Há tantas crianças precisando de casa e de afeto, a sociedade deveria manifestar-se mais para que essas crianças fossem bem cuidadas, para um mundo melhor para TODOS.
O maior assassino perante o nosso criador
É uma mãe em desamor
O seu filho abortar.
É uma semente sagrada
Uma luz em uma estrada
Impedida de brilhar.
ABORTO
Ergue-se
um
grito
do oco
da noite
rasgando
os trajes
do silêncio...
a solidão
se assusta
e aborta
um
poema!
Paixão abortada
O vento soprando
Quebrando barreiras
Barreira quebrada
O rio correndo
Descendo ladeiras
Eu vi teu sorriso
Perdi os sentidos
Surgiu esperança
Que doces delírios
Não sei o que vai ser
Não sei o que me deu
Mas torço que o final
Seja você e eu.
Zeca Nóbrega
04-julho-15
Alegria forçada, liberdade abortada.
Por que o mundo acha tão interessante esse comportamento feito robô?
Cada um de nós tem o seu momento. Respeite seu momento e também respeite o momento do outro.
Estar momentaneamente triste não tem nada a ver com ser fraco mas com ser gente!
Desejos
Que o peso nas asas não aborte o voo.
Que o medo não chamusque o amor.
Que o calor dos corpos aqueça o sentir.
Que os lábios se toquem mesmo sem partir.
Que meu amor te abrace na noite calada.
Que te sintas envolvida por inteira.
Que ao meu lado perceba-se plenamente amada.
Que o tédio da vida não nos leve á morte.
Que o desgaste do rosto não nos torne estranhos.
Que o erro amoroso não criminalize.
Que a chegada desejada não se transforme em partida.
Que os desejos sejam intensos na madrugada.
Que não se condene o amor mesmo quando não se está amando.
Que se durma feliz e,
Que se acorde sonhando.
O amor abortado
E viu com repúdio o que foi-lhe abortado.
E viu o parasita que lhe domara as entranhas.
Utopias antigas agora tão estranhas,
Sem os olhos do puro amor derrotado.
E viu encarnado em si mesmo este sol.
Sol este repleto de chamas valentes.
Valentes chamas tais quais mil serpentes.
Serpentes que dançam no próprio cheol.
E viu com repúdio o verme falante.
Bípede animal repleto de mal.
Abortara o amor e foi despertado.
"Não me impressiona um verme que cante "
Sem o parasita se viu racional,
E escarrou com repúdio o amor abortado.
Já faz um tempo que não tiro férias, que vivo sozinha e que lamento ter abortado .
Comprei a solidão e paguei o preço caro...
ABORTO
Sou filho de seus anseios
Que com beijos e afagos
Afegante de respiração
Colocou-me intenso
Bem perto do teu coração.
Tive a chance de uma vida
De ver a luz tão querida
Sem direito e sem sopro
E sem chance de nascer
Transformou-me em aborto.
Sem mãe e sem futuro abrigo
Tive a chance de ser filho
Quem sabe ser professor
Que sem me deixar viver
Tirou-me mesmo sem dor.
Poderia também ser doutor
E viver para salvar
Mas sem direito de vir ao mundo
Com um antídoto qualquer
O que fez, foi me tirar.
Se todas as mães do mundo
Pensassem assim por segundo
O que seria do criador
Hoje não existia vida
E nem Cristo redentor
Que o peso nas asas não aborte nem um voo
Que medos nunca chamusquem amores
Que o toque dos lábios façam sorrir
Que o tédio não nos leve à morte
Que o desgaste do rosto não nos torne estranhos
Que nenhuma chegada se transforme em partida.
Silenciosamente
No rosto marcas de lábios.
Registros de um plano abortado.
Desejos extra fortes
Apetites vorazes
E gosto de ontem.
Cheiros vulgares
Lençóis
Em cetim.
Um voo rasante
Desejos de amantes
O barco distante
Silenciosamente
No prado...
Encalhado.
Tive valência para encarar minhas ojerizas
Mais nas minhas falhas com você amada abortei
Não me peça para ti amar amanhã ou depois
Aproveite o hoje o agora
Não se faça nem me faça cobranças de como será o futuro
Evite desejar o nosso fim por uma briga van
Recorra aos seus anciões mais íntimos se for necessário
Serei simples do que adianta você me amar
Se o que você mais faz e negar
As coisas no geral nunca foram fáceis para ninguém
Mais isso são apenas palavras
Levantei e de uma certa forma tive e ainda tento ti conquistar a cada dia da minha vida
Mas de pensar e olhar para trás
Mente bloqueada coração quase inacessível
Me deixaram ao relevo, como no barco abandonado no cais
Os cheiros das rosas me lembraram que a coisa mais laboriosa para mim
Foi fingir que não ti amava.
Tem dias que você não amanhece.
Se cumprir as vezes é um aborto daquilo que sonhou.
E nesse ciclo, assim como todos tem vida e morte.
Tem poesia também. E somos nós.
O Mentecapto
Composição: Nayara Lucena
Logo que me disseres amém, que aborte o dilema
Não confunda os fatos da patologia humana, por favor
Ora, não venhas dizer quem é o sóbrio ou o mentecapto
Poeta é poeta por que é
Compreendo não
Por que rebentas as fibras do infinito?
Deixas que ele ceda e caia bruscamente dentro de um líquido
E desentale docilmente como essas meras palavras
Que saem de minha mente e garganta para o universo
O dorso carrega ardor e impulso
Ainda diante dos obstáculos ele é um gênio
Fruto dos organismos e da realidade irreal
Essa nobre entidade
Haver uma badalação de ervas
Que impulsionam as veias dessa mente
É o incenso
Pra que ser tão direto?
Pra que questionar?
Em outras palavras sou amante
Com receio de tudo e sem receio de nada
Buscando prosperar.
(Nay Harrison de Lucena)
“Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.” Madre Tereza de Calcutá
Eis um assunto em grande evidência.
Madre Tereza, Santa pela Igreja e Prêmio Nobel da Paz pelos homens. Foi fazer a sua obra na Índia (Calcutá -- reduto pobre), saia a noite pelos guetos, para dar banho nos LEPROSOS, disse: Você não daria banho num leproso nem por 1 milhão de dólares, nem eu, só por amor se da banho num leproso --
As vezes parece que ela mim odeia, admito há um aborto emocional entre nós, mais ainda há um cordão umbilical que ainda nos mantém ligadas as vezes até sinto uma conexão que por ela mesma é sempre desligada. Não sei quando houve esse nosso rompimento de afeto? Acho que talvez seja irreversível como efeito colateral de algo mal feito. O que não entendo é porquê ela amamenta essa raiva de mim, porque ela sustenta esse desafeto renovando ano após ano sangrando meus ouvidos com suas negações, se é mais fácil dizer que ama em estado anormal sem amar , por que não é difícil demonstrar que nunca gostou fazendo-me sentir todavia odiada normalmente??
Eses
No corredor da morte
quais palavras buscar para expressar o abortar voluntário dos sentimentos que dão vida as flores
nada que se diga esclarece o que parece ser, mas não é
é deste arremedo de poema de onde as letras sangram que meus sentimentos expressam um silêncio a dizer que Te Amo
se soubesses o quanto me dói, rasga a alma escrever tais palavras, expressar os gritos de minha alma
posto que o Amor foi tudo que expressei, e não foi suficiente, bem disseram que o Amor vai muito além do que pobres palavras podem expressar
ainda assim, tal qual o último pedido de um condenado no corredor da morte, suplico-lhe
atente seus olhos a onomatopeia dos meus versos rotos
não é a alma a busca do reencontro onde de dois se tornam um e um de dois?
como, quando e porque nunca importa
vê, ouve o silêncio no desabrochar das flores, sinta o aroma no abrir das pétalas
a suavidade do pólem que escapa ao toque da borboleta e sobe rasgando o firmamento chegando as estrelas e as fazendo sorrir
eis que tua divindade se faz presente, te venero
como um sacrílego, temo olhar-te, muito menos tocar-te
no entanto, tal qual uma divindade, em ti sinto o desprezar pela morte, sinto em ti o tempo como um eternizar este sentir
não serei mais um dos que morrem enquanto Amam e deixam versos na alma sem expo-los a sua Amada
cada sentir, tu o saberás, enquanto seus ouvidos estiverem abertos a ler-me
jamais enterrarei em minha alma e meu coração, o mínimo sentir que seja..
