Poesia sobre Cidade
Cidade em silêncio, como um luto intenso, me ponho a pensar e vejo no céu vazio a imagem triste de um olhar.
Foi fazer a viagem, nem comprou passagem e foi de repente deixando saudade que está guardada no coração.
Lembro em lamentos, daquele momentos, dos primeiros acordes do meu violão .
Ilha de Bras
Com as suas belas curvas
Em formato de avião
Minha rima é toda sua
Cidade do meu coração
A senhora dos mistérios
Do poder e da magia
Tem lá os seus privilégios
Emana muita energia
Em torno de seu concreto
Procuro por minha paz
Meu esconderijo secreto
Santuários naturais
Sou calango, sou cerrado
Raiz de tua geração
Nascido e também criado
Onde o céu quase beija o chão
Demolido homem
Era um homem
Que a cidade engoliu
Um homem qualquer
Um mendigo
Um carroceiro
Um sem família
Que diferença faz
Se ninguém o conhecia?
Andava para cima e para baixo
Nessa pequena cidade do interior
com sua carrocinha catando papelão
e seu cachorro, seu verdadeiro amor.
Mas os mesmos entulhos que lhe sustentava a vida
foi também seu sepulto
onde lixos ali recolhia
entre a lâmina afiada da vida
mais um "lixo" ali ficou.
Em algum lugar do mundo (ou até mesmo da sua cidade) tem alguém que vai se encantar (ou já se encantou) pela sua cara de nada. Alguém que vai querer te encarar até descobrir a cor dos teus olhos e decorar o ritmo das suas piscadas. Vai enxergar tua beleza, mesmo se você não estiver nem perto de ser um Ian Somerhalder ou uma angel da Victoria's Secret. Alguém que vai achar que pode te ajudar em tudo e que não vai te deixar em paz até descobrir se está mesmo tudo bem. Alguém que trocaria uma pizzada com a galera por algumas horas falando com você.
Esta pessoa não vai querer ditar regras; vai te aceitar com os seus defeitos, seus medos, suas falhas e todos as suas manias irrecuperáveis. Vai entender quando você quiser um momento de silêncio e vai te ouvir quando você quiser falar sobre guerra, dramas, música, tempo ou simplesmente sobre o seu dia. Vai sentir que precisa cuidar de ti tanto quanto cuidaria de um filhotinho abandonado e vai se entregar a ponto de se ferir caso você não corresponda.
Este mesmo alguém vai achar graça da sua piadinha boba, vai tentar entender suas mudanças de humor, vai te dar apoio sempre que você precisar e vai se apaixonar pelo seu sorriso, pelo desenho da sua boca e, principalmente, por você... ou já se apaixonou, quem sabe?
Você pode achar que é loucura, mas existe alguém que te admira exatamente por causa do seu jeito único, alguém que não está nem aí se você está dentro ou fora dos padrões de beleza, alguém que quer estar ao seu lado nos melhores e nos piores momentos. Talvez tu ainda não tenhas percebido, mas esta pessoa é aquele alguém que gosta de você.
Começando um dia animado
Pois em minha cidade é feriado
Padroeiro São José
O santo de nossa fé...
Bom dia meus queridos amigos!!!
As folhas caindo
Os prédios da cidade
O cheiro das padarias
As manhãs de sábado
Ainda consegue se lembrar?
Não seria legal se você estivesse lá?
As crianças brincando na rua
Os almoços na praça
Os jantares românticos
As noites iluminadas pelos olhares
Tudo perfeito, eu acho
Não seria legal se você estivesse lá?
O Casarão...
Este é o último casarão
que restou na cidade;
arquivo abalroado de memória,
ressonância de passos repetidos milhões de vezes
pelos velhos corredores.
As paredes internas, são murais pintados de sangue
vertido das histórias de vampiros,
contadas às crianças nas noites de agosto.
As fotografias expostas nos cantos
lembram cenas de um filme em preto e branco:
pequenas e grandes cenas cotidianas;
alegria, dor, nascimento e morte:
o eterno repetir da aventura humana.
No sótão, os arcanjos guardam o pergaminho
da historia das Mil e uma noites.
No quintal, a serpente vigia o fruto proibido
para que Adões e Evas não possam tocá-lo.
CAMINHO INVERSO
Outro dia estive refletindo sobre o caminho inverso, a minha cidade de origem.Avaliei o risco desse projeto,pela ótica das variáveis - probabilidade e impacto.
E cheguei a uma conclusão:A probabilidade - as chances disso acontecer.
É alta;
E o impacto - o que essa decisão pode causar.
É baixo;
Partindo desse princípio,posso comprar a passagem e fazer o caminho inverso,ao lugar que nunca deveria ter saído: - Campos Belos - GO.
(22.03.15)
Havia um homem chamado José, da cidade de Arimateia, na região da Judeia. Ele era bom e correto e esperava a vinda do Reino de Deus. Fazia parte do Conselho Superior, mas não tinha concordado com o que o Conselho havia resolvido e feito. José foi e pediu a Pilatos o corpo de Jesus. Então tirou o corpo da cruz e o enrolou num lençol de linho. Depois o colocou num túmulo cavado na rocha, que nunca havia sido usado. Isso foi na sexta-feira, e já estava para começar o sábado.
As mulheres que haviam seguido Jesus desde a Galileia foram com José e viram o túmulo e como Jesus tinha sido colocado ali. Depois voltaram para casa e prepararam perfumes e óleos para passar no corpo dele.
E no sábado elas descansaram, conforme a Lei manda.
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros (qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com que a pomba come seu grão de milho.
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das pombas e também o lance magnífico em que o gavião se despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador.
Karla Fioravante (foto) é paulista, nasceu no dia 13 julho de 1976 na cidade de Mirandópolis (SP), a 596 quilômetros da capital, São Paulo. Canta há mais de 20 anos. Em 2012, completa 15 anos de caminhada com o grupo Cantores de Deus. Além da música, trabalha como terapeuta, é formada em musicoterapia, psicanálise e especialista em psicopatologia.
Quando não está nos palcos, gosta de ler, ouvir música, malhar e escrever crônicas. Já trabalhou em direções de voz de cantores renomados da música católica e faz produções na área e backings vocal em vários CDs ca-tólicos. Conheceu o padre Zezinho, scj, desde a infância e seu objetivo sempre foi cantar evangelizando.
“Desde muito jovem eu já cantava nas paróquias da cidade onde nasci. Sempre tive o desejo de ir além. Até que um dia fui a um show do padre Zezinho e expus a ele meu desejo de evangelizar por meio da música. Passei a viajar com ele em 1997. Não foi fácil no iní¬cio, e, como todo trabalho, exigiu muita dedicação. É um exercício de fé perserverar naquilo que se almeja. Antes de seguir exclusivamente a trajetória com o gru¬po Cantores de Deus, eu estudava, trabalhava como digitadora e cantava nos fins de semana em barzinhos da região onde eu morava.”
“Vamos viver sem nos acomodar. É preciso ter força para ir além quando o coração pedir e saber conquistar seu espaço com ternura e fé.”
Karla Fioravante
BIOGRAFIA DE MARCELLO CEZARE
MANOEL MARCELLO CEZARE FILHO
Filho único criado na cidade de Itapira sem pai e sem mãe, pela sua avó.
Estudou nas escolas Estaduais Dr. Julio Mesquita , escola estadual Dna. Elvisa Santos de Oliveira e na Faculdade IESI instituto de Ensino Superior curso de Direito.
Pai do Thales da Tamer da Tais e do Thomaz , Cezare , avô do Tarsis Cezare.
Casado com a Sueli Cezare, seguidor de Jesus o Cristo , desde a infância realizou muitos trabalhos voluntários em favor dos carentes e injustiçados.
foi Vereador eleito por seu povo por duas legislaturas consecutivas, onde realizou vários trabalhos sociais em prol dos mais carentes e injustiçados .
Seu objetivo e meta é ser feliz conquistando muitos amigos , e fazendo o próximo feliz.
Autor do Livro "ENCONTRANDO A FELICIDADE"
livro de mensagens , que tem o objetivo de tirar muitas pessoas do poço da solidão e voltarem a ser feliz tentar com suas mensagens, fazer as pessoas descobrirem que a felicidade existe e esta dentro de cada ser humano, basta apenas abrir o coração e saboreá-la .
Marcello Cezare
REFLETIR
Nacos
de sol
ainda
douram
a cidade...
os dedos
do outono
alisam
as rugas
do entardecer -
e o refletir
do poeta
voa
para
a imensidade!...
Na escura noite... A solidão...
A noite cala-se
fria, cinzenta na cidade
Já é madrugada
As nuvens hesitam dançar sob ondulações
Eu sob os lençóis para adormecer
O meu mundo agora está vazio, solitário...
Somente a insônia insiste me acompanhar
Tento ocupar-me na leitura de um livro; em vão
Até as letras parecem apagar-se
O som suave da nossa música soa mais alto
A saudade aumenta na mesma proporção que é o vazio no meu peito
A ânsia em ver-te faz o meu coração pulsar
A visão turva assombreando por meio de lágrimas
impede-me de escrever mais uma linha da nossa história
Apenas a lembrança do seu adeus...
Um adeus que não existiu em palavras, mas pela sua ausência
Tudo conspira para aumentar a dor
A cortina entreaberta na sacada
A brisa leve acaricia a minha pele, sinto o teu toque
O vento sussurra trazendo o teu cheiro
Fecho os olhos, tento dormir...
Em meia luz no quarto ainda vejo o teu retrato na bancada
As recordações que eu tenho me lembram você
Os pensamentos voam no espaço da noite
Uma fuga da minha mente busca-te
É doce sua respiração entre os meus pensamentos
A cada segundo ouço a voz do meu silêncio chamando-te
na escura noite da madrugada...
A marca do amor está dentro de mim
Não é possível dividir a nossa história
Na escura noite... na minha solidão...
O calor da sua alma permanecerá em mim.
Pedaços de mim. Pedaços de mim espalhados pelo chão podre e sujo do centro da cidade.
São pedaços tão pequenos que não consigo mais juntar.
Cada pedaço num ponto. Cada ponto me lembra você.
Me lembra da vida que deixei de viver....me lembra que você sempre fez parte de mim.
Como juntar tão pequenos pedacinhos?
Como? Se a cada novo momento um novo alguém pisa nos caquinhos, e os transforma em farelos.
Então eu pego um caco....o mais pontiagudo...e cravo-o bem fundo na minha carne, suada de tanto andar sem rumo. Cansada de tanto chorar.
Não dá mais. Eu não consigo mais respirar.
Orgulho sertanejo
Nasci na roça, tenho sangue caipira,
Vim pra cidade pra buscar conhecimentos,
Mas não esqueço do Sertão, minha doce maravilha,
que canto em versos e prosas e não esqueço em nenhum momento.
Aqui na cidade grande tenho tudo,
Tenho progresso, diversão e sou feliz.
Mas jamais negarei meu amor profundo.
Tenho orgulho de minha roça, minha terra e raiz.
RIO GUANDU
Você merece um poema,
Faz parte da nossa cidade.
Seria maior o problema
Sem água que calamidade!
Depois da morte do rio
O grande Doce, caudaloso,
A vida ficou por um fio,
Mas Deus é muito generoso.
Pois deu-nos grande privilégio
Possuir dois rios que beleza.
Baixo Guandu que sacrilégio:
Ficar sem água que tristeza.
Antes para tudo era o Doce;
Agora o Guandu nos inunda.
Imagina se pior fosse
E em crise pior tudo afunda?!
Meu Deus nosso muito obrigado!
De coração estamos gratos
Por dar-nos esse rio amado,
Como é bom quanto estamos fartos.
Precisamos dele cuidar.
A água é um bem precioso.
Matas e rios preservar,
Isso, sim, é um bem valioso.
CIDADE CINZA
Alguma verdade além das cinzas da cidade
Meu lar talvez não seja no meio dessa gente
Essa gente que não sabe se tratar como gente
Trata gente como coisas, coisa que eu não quero
Coisas que eu não quero
Prefiro o calor de um amor sincero
Ou até a solidão, desde que sincera seja
Longe das avenidas, semáforos, arranha-céus
Esse aqui não é meu lar
Dê-me um pôr do sol num cais de porto
Aonde a minha mente se esconde, dissolve, navega
Dê-me um céu como palco de estrelas
Um pouco de nostalgia, e também fé no futuro
Dê-me o sossego de uma casa de interior
Uma rede pra descansar, um amor pra sentir saudades
Ao longo dos anos, nunca tive algo que amasse
Tanto quanto momentos
Mas toda diversão virou algo a suportar
O que eu aprendi eu nunca usei
O que eu quis te dizer eu nunca disse
E, de tudo o que eu amei além de mim mesmo
Foi você, mas eu nunca disse
Então, dê-me uma vida inteira
Pra que eu possa olhar nos seus olhos
E te pedir perdão
Então dê-me uma vida inteira
Pra que eu possa converter os meus erros em acertos
E não magoar à ninguém mais
Dê-me uma vida inteira
Mas vivi uma inteira
E custei a entender
O valor está nas coisas simples da vida
EU FICO.
Um pouco d'água por caridade
não quero ver outra mudança
não é nada contra a cidade
mas o sertão é a nossa herança
mesmo com tanta dificuldade
não vou perder a esperança.
Virtual
Vive numa cidade de nome complicado
Perto da Irlanda, é ali após um WWW
Posso ir à sua rua, te encontrar no portão
Enviaria flores, mas gosta de todas
E todas não são especiais,
Somente uma se lhe apetece
O fuso horário nos faz lua e sol
E a muito não temos um eclipse
Então, te envio cartas eletrônicas
Algumas longas e lúdicas
Outra feliz, mas solitário
Relato-te o meu cotidiano
Mas ontem a rede caiu
Faltei ao nosso encontro
