Poesia sobre a Seca

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⁠GRÃO
Essa vidinha que a gente vive e não é da gente, transcende.
Hora é folha seca que se quebra em contato com a fina brisa
Noutra se deixa fluir ao sopro da ventania que sempre vai
Passar sobre nossos rostos quão brisa mansa ou vendaval.
Em outro instante, fria como o corpo físico inerte.
E essas dores que sentimos apenas prelúdios são.
Assim como o pensamento logo passamos aos corpos sãos...
E quem não é o que é, naquilo que é se perde.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠
NO CORAÇÃO DO CERRADO

Poeta Brithowisckys

No cerrado, onde a seca impera,
E o cinza domina a paisagem austera,
Surge um milagre dourado, uma quimera
Os ipês amarelos, em sua primavera.
As árvores nuas, de galhos retorcidos,
Guardam segredos de tempos idos,
Mas os ipês, em flores vestidos,
Transformam o árido, em sonhos coloridos.
Cada pétala, que ao chão se entrega,
É um suspiro da terra que se alegra,
No contraste do seco, a vida se apega,
E o cerrado, em ouro, se reintegra.
Oh! Ipês, que desafiam a aridez,
Com sua beleza, trazem a lucidez,
De que até na seca, há solidez,
E no deserto da escassez, floresce a altivez.
No horizonte, o Sol se despede,
E o cerrado, em silêncio, cede,
À noite que chega, mas não impede,
Que os ipês brilhem, como uma prece.
O Sabiá gorjeia no frondoso Cipreste
Fugindo da agressividade do agreste
Ventanias, relâmpagos e trovões...
Ribombam no horizonte campestre.
A chuva tão esperada...imediatamente cai...
Como espadas fincando nos corações!

Inserida por Brithowisckys

⁠No seu jardim era sempre outono
Mas a folha seca não quer tombar,
E vive em uma eterna dança com uma borboleta amarela.

Inserida por eujanesants

Folha seca no vendaval
Sempre igual, normal
Ora bem, ora mal
Diário escrito semanal
Baixo estima, alto astral

Como seus ouvidos pudessem respirar
A melodia se encaixava como areia e mar
Trilha sonora da solidão
Fone de ouvidos cala a multidão
Sob o céu cinza prata
Sob o chão cinza chumbo
Sob rejeição e criticas
Erga a cabeça, ninguém nasceu pra ser vitima
Apanhei, cai
Levantei, eis me aqui

Tico e teco batem sem coordenação
Tic tac rouba minha atenção

Inserida por brunoleitao

⁠Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede,
Mas o plástico do recipiente será reciclado,
Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo,
Causando a próxima e (in) evitável inundação.

Inserida por michelfm

⁠O braço dormente, a garganta seca,
As pernas trêmulas, aquela enxaqueca,
O cansaço levando a exaustão,
Monstruosidades despertaram.

Inserida por michelfm

⁠Seu Pesadelo

O braço dormente, a garganta seca,
As pernas trêmulas, aquela enxaqueca,
O cansaço levando a exaustão,
Monstruosidades despertaram.

Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.

Aquele antigo pesadelo,
Retornou pra atormentar,
Em uma prisão de gelo,
Quer te encarcerar.

Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.

No fundo do túnel você avistará,
Apenas alguém com quem contar,
Apenas alguém em quem confiar,
E do seu pesadelo te resgatará.

Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E alguém em quem você confiou,
Te resgatou.

Inserida por michelfm

⁠O sertão parece ser tão calmo,
Até o anúncio da irrigação,
O solo se torna alvo,
Na seca se encontra o pão.

Inserida por michelfm

⁠Na caatinga seca árida de vegetação rala de palma a terra seca rachada de baixo do sol quente no meio do céu limpo sem nenhuma nuvem se quer
Caminha o caatingueiro com a inchada no lombo sem desanimar agradecido guarda o sorriso junto com a esperança que alimenta a fome de fartura em dias de abundância de água que mata a sede e umedece a terra rachada o caatingueiro que sobrevive com pouco mas,se enche de fé e esperança
As vezes é preciso sonhar
E acreditar que amanhã será diferente
Com sol quente ,ou muita chuva
No pouco ou na fartura
O viver é um dia após o outro
Na árides se aprende que paciência e vontade Caminha juntas e só para pra descansar encostada na arueira pra beber sua água na cabaça...

A caatinga

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠[redes]coberta

estou seca
ressecada sem a seiva
a nutrição já não enseja
fazer parte de mim
amarelada desde o caule
fino trapo me desnuda
sou flor distante e muda
no chão deste jardim
estou seca
ressecada
ressequida
sem alma, corpo ou vida
pelas veias do meu ser:
a água sumiu do xilema
a fibra vedou meu floema
nunca pude acontecer!
resta-me agora a palavra
filha sou desta lavra
adubo transformado em brasa
desvendo em mim o poema
que nunca pude fazer…

Inserida por noi_soul

Não...

Eu não sou uma árvore velha e seca...


Cuja morte me ronda...

Cerca e cumprimenta...


Posso não ter mais a beleza de outrora ...

Posso não mais ter o vigor de antigamente...


Porém, tenho comigo a vitória dos anos vividos...

Felizes...

Sofridos...

Histórias para contar...

Tanto para compartilhar...

Se assim desejar...


Muito disse sim...

Sem vontade de dizer...

Foi quando mais sofri...

Mais me anulei...

Em favor de alguém...


Quando aprendi a dizer não...

Incompreendido me tornei...

Desprezado...

Odiado...

Me calei...

Porém assim tem que ser...


Amar é doar...

Mas também é negar...


Tantas lágrimas caíram...

Tantas outras escondi...

Tantas, e muitas, ainda escondo...

Nem contigo...

Nem com ninguém...

Posso dividir...


Não me julgue...

Se pouco, ou nada, me compreende...

Aceite...

Meu jeito de ser...

Um pouco diferente...

De muita gente...

Que se vê por aí...




Sandro Paschoal Nogueira

Árvore seca...

De coração vazio...

Anos a fio...


Não tinha cor...

Não tinha amor...

O vácuo cada vez maior...

Raízes mortas...

Não mais florescia...

Sob um sol quente e árido...

Me contou sua história...

Foi semente...

Plantada com esmero...

Por um senhor...

Velada com carinho...

Cresceu...

Nas folhagens verdejantes...

Pássaros faziam seus ninhos...

Cantavam alegremente...

Retribuía com sombra...

Muitas flores ofertava...

Fronte de belas mulheres enfeitava...

Suas folhas eram remédio...

Doença ela curava...

Foi orgulho daquele senhor ...

Que um dia a plantou...

Seresteiros à sombra dela...

A todos encantou...

Conversas fiadas ouviu...

Pessoas que chegavam na cidade...

Um ou outro que já partiu...

O banquinho ao seu lado...

Foi ponto de encontro...

De amigos e de enamorados...

Quando o vento levou o senhor...

De tristeza a árvore chorou...

Me disse que se fechou no silêncio...

Que de saudades suas folhas cobriram o chão...

Não tinha mais forças para então florir...

Sua aurora tinha ido embora...

Sua madrugada chegara...

Sua hora findou...

Hoje...

Triste...

Seca...

Morta...

Ainda conta sua história...

Da saudade que ficou...

Do tempo que passou...



Sandro Paschoal Nogueira



Árvore, pata-de-vaca, branca, que meu pai plantou, em frente de minha casa.

Homenagem póstuma Scylla Dias Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

Só percebemos o valor da água
Quando a fonte seca
E no amor é a mesma coisa
Talvez ele esteja em sua frente
As vezes não conseguimos enxergar
Quando percebemos, muita água já rolou,
aí já é tarde
O que fica é um coração partido
Cheio de saudade

Inserida por Ladu

"" Foi tanta água
que desconfio desse sol
Aqui não se apaga a poeira
seca é de amor
isso não é zoeira
aqui eles são normais
quem sabe ainda hoje
voltem os temporais...""

Inserida por OscarKlemz

⁠" Madrugada zomba da terra
seca, apaixonada, pedindo amor
chuva corre nas veias dos becos abandonados
e sacia o medo do agricultor
há quem não precise de tanto!
no entanto
resta a verdade acolhida nos beirais
e pássaros inertes,
cuidando dos seus ninhos
"tomara que chova 3 dias sem parar"...

Inserida por OscarKlemz

Querido diário!

Hoje eu chorei todas as lágrimas que haviam em mim, ouso dizer que me sinto seca por dentro ( não e possível, eu sei ).
Sabe diário, chorar em silêncio olhando o mundo e quando alguém te olha apenas ver aquele lindo sorriso muito bem ensaiado, não sei se eu agradeço em pensamento ou desabo o pouco que me resta.
E frustrante seguir, e frustrante ver tantas coidss e me calar.
Confesso que a dor hoje e mais suportável, posso respeitar a distância e ele seguindo. No entanto não impede de que a cicatrização do meu peito queime a cada segundo nesse processo e dolorido. No entanto e necessário.
Desculpa por desabafar algo tão dolorido, eu apenas não tinha pra quem dizer.

Boa noite

Inserida por Nerya

Saudade...É a seca no coração o desmatamento de uma selva de paixão ou semeado de flores na plantação;
Amor...É o estribilho de um recitar sem razão é o aceitar de uma dor que queima com sensação;
Paixão...Figura que vem com o significado de querer, poder e pegar feito para realizar;

Inserida por JULIOAUKAY

Eu sou gota me fazendo a seca nos seus olhos d'águas deixando estar e deixar viver;
Não me beije sem gosto. pois você assim me deixa um furo que se ascende e apaga em minha lucidez;
De qual quer forma continuarei a te amar com atitudes eloquentes;
E o meu desafio é esperar o meu destino como um brilho em meu olhar, querendo aprender a caminhar;

Inserida por JULIOAUKAY

Os meus ciúmes gritam de forma extrema dentro de mim mesmo e desperta o meu silêncio de forma seca e cruel com quem realmente mereça;
Mas minha consciência faz com que o arrependimento surja inesperadamente para que me faça mal;
E minha morada chama com louvor pela minha história que me sucedeu nos dias de luta para agora me trazer os dias de gloria;

Inserida por JULIOAUKAY

JAGUARIBE
O que fazer...
meu coração é terra seca,
é flor de algodão,
é estio
ressecando o milho,
é sol do meio dia,
esfarelando o chão...
fiquei tão só como o rio,
como o rio surdo e mudo,
que serpenteava triste
como o jaguaribe
sem o seu jaguar...
o que fazer...
meu coração é rio seco,
sem eco, sem poema,
sem ecossistema,
nesse absurdo
sem serpentear...

Inserida por tadeumemoria