Poesia sobre a Seca
Abra-te oh ! Mar
Seca-te oh ! Solo
Que o meu povo agora,
Vai passar.....
Aleluias...aleluias...aleluias
Oh ! Glória.
Glórias e mais Glórias.....🙌🙌🙌🙌🙏🙏🙏✋
Deus!
Inimitável,
Incalculável,
E Inalcançável.
Decente são suas palavras.
Navalha que corta de uma única só vez,
Todos os oceanos,mares e rios.
Ainda faz secar o fundo das águas
Para que os teus escolhidos,
Possam passar.
Jesus,
Um Nome que cobre e abrange qualquer outro nome ou sobrenome.
Jesus,
Sempre será,
Jesus.......
Com Amor,
Ricardo Melo.
Boca seca,
faltou a saliva dos lábios teus,
ausente dos meus,
vivendo incessantemente à procura
dos seus
Alvorada
Sou como a folha seca na estrada da vida
Uma gota suspensa sobre o fio do infinito.
Na alvorada do amanhecer.
Como a poesia que abrasa
Sobre um beijo ardente que passa
Sentinelas em versos ousados
Desejos que afloram...
Quando meu coração desperta
No amanhecer das madrugadas.
Minha Retrospectiva 2022:
Gripe normal, gripe h1n1
sinusite, rinite, bronquite
tosse seca sem fim
Mas continuo firme mesmo assim.😂😂
Emoldurada pelo tempo
A folha caduca
Dos trabalhos da escola
Ficou seca,
Presa às memórias dos dedos enrugados pela cola.
Mochila velha vazia
Boca seca e uma obra toda pra acabar.
Escapulário enosado
Da mãe que mandou o filho rezar
Espírito de menino na terceira série
Lento nas contas, inerte na tábula
Olhar distante do quadro, virado pra janela
Sem a vontade de ninguém
Pé que afunda na beira da praia
Correndo pra longe do povo, que ocupa toda a areia
Deixaram todo o mar
Pra quem não sabe nadar
Santo chamado na desgraça e esquecido na prece
Deixado de fora do altar
De um nome gritado e lançado
A padroeiro do vazio
Rosto cansado do eterno aguardo
Nunca soube o que era, mas sempre esteve pronto
Pronto.
Pra alguém que pediu a permissão e nunca quis entrar.
"o tempo a vida uma história é como uma vaca magra que enfrenta dias de seca é logo vindo a chuva ela se alimenta é logo recupera .
em uma casa ,a paz o amor não vive sem se alimentar do seu melhor."
E quando a barriga for crescendo,
Você ainda vai ser linda
Eu nem preciso te ver
Seca o choro e fica aqui comigo
Que até assim tristinha
Eu já sei que eu amo você!
OCASO DA VIDA
Vai, folha seca, vai, desgarrada
Ao vento em fascinante magia
Vai, que o outono, já evidencia
No fatal balé, de poética toada
Cumpre o destino, meta sagrada
Mudada: sem cor, árida sinfonia
Sem viço, sem a gala da energia
E, a tua pálida força, já crestada
No tempo, a tua mocidade palia
Deixando-te no calor da saudade
Vai, folha delicada, doce poesia
Baila pelo ar desta final liberdade
Realizou a sua crucial biografia...
Ímpar e, cada um de nós há-de.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 agosto 2024, 16’23” – Araguari, MG
NOSSO SERTÃO
Sou do sertão,
Sou da seca,
Sou cristão.
Caminho descalço
com os pés no chão,
Isso é que me faz
ter motivação.
Mandacaru que brotou no
chão, colore o nosso sertão.
Crianças se diverte, nada o
impede.
Livre ele se sente,
isso colore sua
mente,
A cada pedaço de pão.
O homem ganha força, para
continuar com sua missão,
Alegria habita em seu
peito.
Então a Deus mostra seu
respeito, por tudo que ele tem feito,
A cada raio de sol, a
alegria é contagiada.
Entre nosso humilde
sertão
Essa é a razão, de toda essa
emoção.
(...)
Engraçado esse tempo que seca tudo que não é regado.
Que não deixa florescer o que não é plantado.
Que faz escurecer o dia mais ensolarado.
As ladainhas desentoadas,
o latim mal sabido,
a batida seca da máquina de costura,
as linhas de bordado,
os papéis de seda e os velhos riscos de ponto cheio,
cheio de amor, cheio flor e ramos de tudo que é cor.
A janela e a roseira branca.
Oh mãe! Oh minha mãe!
O cântaro nem tão cheio
― há sede ―,
e a boca continua seca
em poucas décadas
a água será escassa
ainda mais
gotas de vidas
sumidas
das bocas
encarecida
a vida irá
ao fundo
a sede
do mundo
em bolhas
suspensas
de destruições.
A seca
tornava o rio vazio
como vazios ficavam os dias
de borrasca
aqui dentro
melancólicos espaços
da humana nevasca.
Um poeta, justo e sofrido, jaz ao lado; flores enfeitam o caixão.
Sem pressa, o ar seca à sua volta. As flores, quase mortas, exalam o cheiro da tarde fúnebre.
O choro se entrega ao vazio, misturado ao álcool consumido antes do velório — tédio, dor e ódio.
Para os que ficam sentados, olhando aquela cena, não haverá mais poemas, não haverá mais questões.
Chorosa, pensativa e discreta, a amante incerta recorda os momentos de amor.
Não haverá mais beijos, nem paixão, nem ereção.
Tenebroso, rancoroso e coeso, o cobrador ileso reflete sobre a dívida que não será paga.
Não haverá pagamento, nem provento.
Ao lado do caixão, calada, os olhos da mãe se desfazem em lágrimas.
Seu pranto não é ouvido, mas sua dor apavora a solidão.
A filha, aflita, não compreende; cede ao impulso de abraçar a carne morta.
Sem consolo ou alívio, esta dor também a sufoca.
Cala-se o poeta ao som da tampa que fecha a urna que será enterrada.
Dentro dela, nada mais restará.
MINHA ÁRVORE SECA
Desenho da solidão.
Hoje sem vida, na paisagem perdida,traz sua história ainda cravada no chão
Busca
Ias como a seca em busca da chuva,
E antes eras como a pura
E límpida água do mundo;
Não cansavas, nem por um segundo,
A banhar a vida cruel e bruta!
Ias como a beleza enraizada,
Não havia outro alguém,
E outro alguém cantava
A delicadeza que só tu tens!
Cantavas e cantavas e choravas,
Quando esse alguém sumia;
Havia outro alguém,
E outro alguém havia,
Onde o teu olhar nem sonhava!
Vi-te fraquejar – num pulo! –,
As cores todas se esvaindo...
Fostes só, e só sumindo
Envolta num pálido casulo!
Perdi-te, então, à vista...
E a névoa espessa te envolveu.
Em um fino invólucro
De estabanado artista:
Tudo, tudo em mim morreu.
A seca traz desilusão
traz descaso e aperreio
se na mesa falta o pão
no prato falta o recheio
mas se chover no sertão
toda nossa população
amanhece de bucho cheio.
*"POEMA DA FORMIGA E O TAMANDUÁ"*
Em uma terra quente e seca,
Uma formiga pequena, mas corajosa, se via.
Ela estava sozinha, mas não se rendia,
Quando um tamanduá, com olhos famintos, se aproximava.
O tamanduá, com sua língua longa,
Tentava capturar a formiga, com uma mordida forte.
Mas a formiga, com sua força e astúcia,
Lutava com todas as suas forças, para não ser devorada.
Ela se escondia, em uma rachadura,
E o tamanduá, com sua língua, tentava alcançá-la.
Mas a formiga, com sua velocidade,
Escapava, e o tamanduá, ficava frustrado.
A luta continuava, por horas e horas,
Até que o tamanduá, cansado e faminto, desistia.
A formiga, vitoriosa, saía da rachadura,
E continuava sua jornada, com coragem e determinação.
Essa formiga pequena, mas corajosa,
Mostrou que mesmo os mais fracos, podem ser fortes.
E que a luta pela sobrevivência,
Pode ser vencida, com coragem e determinação.
In Memoriam (JP)
Partiu jovem demais,
Como um rio que seca,
Antes de chegar ao mar,
Deixando-nos a margem com pressa.
Partiste, mas ficaste,
No verso a rimar,
Numa história a se contar,
Na canção que não cessa.
Como um verso sem final,
Uma canção só de refrão,
Ecoa na memória,
Insiste em não parar.
