Coleção pessoal de NICOLAVITAL

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⁠⁠⁠⁠Série: Minicontos

1964
Sonhos seriam bisonhos, amores infortúnios. O sol a refletir o tempo. A primavera retarda ante a volta do canhão...

Nicola Vital

⁠⁠Série: Minicontos

AMÉLIA
Mulher campesina, paraibana e forte. Deu luz a 19 vidas. Hoje, submersa no universo abstrato...

Nicola Vital

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Não levou nada...
Não deixou nada
Ou quase nada.
Nenhuma sentença.
- calada!
Partiu sem palavras
Escrita ou falada.
Apenas do nada.
Ela partiu!

Nicola Vital

⁠AUTOCRÍTICA:
Às vezes, humanamente penso
Que somos o que jamais
Poderíamos ser.
Nesta noite indolente sem carinho,
Sem amor (...).
Num quarto como indigente
A companhia é o terror!
Rastros, ruídos, fantasmas.
Na escuridão da noite...
O arrastar de chinelos
Na sala ou no corredor,
São lampejos de ínfima lucidez
Na alma do pecador.
Eu que sempre fui insolente, frio,
Calculista e fingidor.
No ocaso não sou nada
Ao vislumbrar as entranhas
Do que deveras sou.

Nicola Vital

⁠Série: Minicontos

MARI GARRIDA
A Esperança de Maria debaixo da mesa. Mãe solteira, preta, de poucos sonhos. Não possuiu Cep nem Cor. Viveu invisível pelo status quo...

Nicola Vital

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SONHOS BISONHOS
Todos os sonhos serão trancados em panos de guardar confetes a sete chaves do vizir.
-Ninguém sairá sem ser visto. E os vistos não sairão!
As flores de cheiro queimarão. E as larvas de fogo ceifarão a fome dos que são!
-E ninguém dos que saem passarão.
O carneiro que ilumina o beneficio de Daluz sobre o lajedo das canelas
- Cuspia fogo sobre a donzela rasgando o véu da noiva feia
E sete gumes de punhal rasgarão o pano dos confetes no auto de natal
- Sete chaves, sete armas, sete clavas, sete claves.
Entrelaçar-se-ão em sintonia com a guerra e o rito Suruí Paiter em memoria dos mondé
- Morre a noiva feia – Anhangà. Vive Jaci!
- Wanadi e a guerra de fogo ao abaçaí...
- Aplacada ao som de sua flauta Akuanduba.
Ó grande avô fogo. Grande fogo nuclear, energia raio vital. HA’EVEte
Nicola Vital

Nicola Vital

⁠Série: Minicontos

VICENTÃO
Suas portas se abriam e indistintamente nos servia. Bebíamos e comia. Pagava quanto teria. Os degenerados sentem fome...

Nicola Vital

⁠⁠Série: microcontos
O ÚLTIMO ATO
Sobre o púlpito partitura e violão. No palor da ribalta não há público nem canção...

Nicola Vital

⁠⁠Série: microcontos

PÉTALAS
O semblante era de festa, logo, sonhos e fantasias submergem às águas turvas do araçá. Restam apenas pétalas...

Nicola Vital

⁠⁠⁠⁠SÉRIE MINICONTOS:

PEDRA NA GENI
Era tarde de domingo. A praça, da "cultura". Mas o culto era ao macho alfa que feria de morte a Geni, sobre a égide do machismo estrutural...

Nicola Vital


AMOR ANIMAL
Certo dia, numa cidadezinha interiorana da Paraíba, um sujeito viajava de moto vindo do trabalho após três longos dias de plantões ininterruptos na cadeia onde trabalhava e, na BR 104, na altura do quilometro 87, um cachorro magro e rabugento atravessava a pista de rolamento e o motoqueiro não tendo alternativas Bummm. Colidiu com o vagabundo que escapou ileso, apenas alguns berros Ai ai ai ai...
Entretanto o nosso protagonista não teve a mesma sorte e foi de encontro ao solo. Ao chegar em casa todo rasgado, roupas e joelhos, bem ralados e machucados, logo sua mulher lhe indagou.
- O que foi isso homem?
- Bati em um cachorro e quase morri!
Com a cara de assustada torna a perguntar.
- Nossa, não acredito, matasse o bichinho?
E o sujeito meio sem jeito, resmungou.
- pasmem, que amor animal o seu!
-Moral da história.
O motoqueiro até hoje vive a usar unguento em seu joelho ralado, e malfadado coração.
-O cão vagabundo?
Feliz à beira da pista a latir sem casa, sem marca.

Nicola Vital

⁠⁠Série Minicontos:


BEATRIZ
Menina, mulher! Desabrocha em flor. No jardim da violeta, três disparos machista interrompia seus sonhos pueris. Até quando?...

Nicola Vital

⁠Série Minicontos:

SANGRANDO
Era tarde de domingo, o som de frenagem rompia o Silêncio da bola que sangrava pela via...

Nicola Vital

⁠⁠Microcontos:

VIDA LIQUIDA
Na mesma sala, à mesma poltrona. Em lugares diferentes...

Nicola Vital

⁠Série Microcontos

921
No paraíso da tutóia ergueu-se o inferno onde dorme o terror...

Nicola Vital

⁠⁠⁠Série Microcontos

1982
Tambaú. A violeta sangra na manchete manchada..

Nicola Vital

Série Minicontos
⁠VAZIO POÉTICO
Agosto de 82, Tambaú inerte sepulta a flor. Da violeta apenas pétalas. Rosado incólume vive...

Nicola Vital

Série microcontos:

⁠IMPROBO
Em Kennedy, a briga entre poderes está a caminho. Ao final da curva, a morte à luz da estrada...

Nicola Vital

⁠UTOPIA:
Aqui sozinho no silencio do quarto
A luz do espelho reflete o tempo em meu rosto desnudo
Sem brilho...
A felicidade reflete no brilho da ribalta
Será?
Que o brilho da mascara me faz feliz
Será?
Ou seria minha utopia na grande arena da vida
Como paglia a queimar
Onde todos riem do brilho no rosto
Do tramp a chorar.

Nicola Vital

⁠AMOR MATERNAL:
O amor que assoberbaste
Sei, não era o que querias
Nem de longe encontraste
Um amor em sintonia
Amar como anseias
É feérico e bem sutil
Só o êxtase delineia
Um amor tão juvenil
O amor com sutileza
Diz o coração febril
É de tamanha grandeza
Que o universo é vil
O amor a quem procuras
Só a mãe tem para o filho.

Nicola Vital