Piano
O que é que há? Pois estou como que ouvindo acordes de piano alegre – será isto o símbolo de que a vida da moça iria ter um futuro esplendoroso? Estou contente com essa possibilidade e farei tudo para que esta se torne real.
Play The Piano...
Piano, ao fundo...
Toca, lá, no fundo...
O pensar, vagabundo...
Obs.: "vagabundo", que ou quem leva vida errante, perambula, vagueia, vagabundeia...
"Alguém que toca piano me ligou após a meia noite,
E mostrou-me composições de um futuro que não distingo..
Não tenho certeza, mas esta melodia me permite fechar os olhos e voar.
Os anjos derrubam suas lágrimas para eu dançar..
Eles me dão suas lagrimas para eu me descobrir..
Do fundo de minha alma, obrigado por me amar."
Página em branco
Me vejo sentado em frente a um piano maravilhoso que me faz companhia calado.
De repente eu sou essa janela imensa ao seu lado.
Se tiver frio lá fora, olho pra dentro e me aqueço na sala morna.
Se perceber o jardim vivo e ensolarado, me volto pra fora, vejo o verde, respiro o ar fresco e me alegro.
Vou esquecer meus passos, relaxar e não procurar pela hora que dei o primeiro choro, a hora que abri o olho, a hora que sorri primeiro. Com o que foi? Onde foi? Não interessa mais... Meu riso não tem mais aquele mesmo motivo.
Hoje falo e escrevo e por causa de tudo isso meu deus se transforma aqui dentro de casa.
Amanheço feliz tantas vezes que poderia dividir com meu pai. Partir a laranja, tirar uns gomos e, enquanto comemos, conversamos.
São tantas portas e janela que tem no outro.
Cada uma que se abre traz vento; sentir isso desperta qualquer coisa. De calafrios a qualquer cheiro.
Dá pra saber se está ou não chovendo, se tem ondas, se ainda é dia, sentir frio... E daí é julgada alguma realidade, e existe um mundo pra isso e você está nele, e você sabe o que está sentindo, e isso é brilhante e você pode estar enganado quando mais uma vez percebe que amanheceu feliz.
Quanta loucura forma um homem. Quantos barcos pra alimentar uma mesa.
Sem limite vai tudo andando pra frente. E o mundo mudando em páginas em branco.
Na verdade Mazília para ela já morreu, sem que Biela percebesse. Mazília - o seu piano, seu harmonium, as suas belezas - Era mais uma camada de terra no coração.
Passarinhos
Durante o concerto de piano ontem, dois pensamentos não me saiam da cabeça...
Que o terno do pianista estava puído e que ele precisava urgente de um corte de cabelo.
Enquanto a música envolvia o teatro meu estômago doía. Lembrei que não havia almoçado ou jantado, e temi que um ronco acabasse com o silêncio da sala.
Havia um outro pensamento insistente me azucrinando e que eu tentava a qualquer custo evitar. Mas pensamentos são como passarinhos soltos. Eles pousam e voam em singela liberdade.
Era a lembrança de um outro concerto, numa outra noite, em outra cidade e outro país, talvez, numa outra vida.
Durante o espetáculo você segurava a minha mão. A cada novo movimento sinfônico você apertava mais forte.
Ao sairmos do teatro, um grupo de músicos se apresentava na rua. Você estava lindo, num terno marinho e me tirou pra dançar. Meu vestido vermelho de saia rodada dançava ao som da mesma melodia e nos abraçava a cada rodopio.
Nos beijamos na frente dos outros casais. Estávamos felizes. Era verão, a noite ainda estava começado, éramos jovens, apaixonados e tínhamos toda a vida pela frente.
Um movimento rápido do piano me traz de volta ao teatro.
Preciso comer quando sair daqui mas não tem nada em casa.
Esse moço precisa cortar o cabelo...
E rodopiávamos livres pela noite em Paris.
#euprecisavadizeristo
SELVAGEM
Mordi-me
Nas teclas do piano
Presas ofuscadas
Nas visões rebeldes
Escancarei-me
Na tua boca
Dum beijo dado
No último suspiro
Seduzi-te
Nos desejos devassos
Das palavras mudas
No meu corpo em ti
Amei-te
Numa cama qualquer
De suados lençóis
Tive-te
No mar tempestuoso
De desejos selvagens.
✿╯¸.•¨.¸.•*¨*.•*¨. ¸.•*¨* (¸.•¨*
Scusa se ti amo e se ci conosciamo
Da due mesi o poco più
Scusa se non parlo piano
Ma se non urlo muoio
Non so se sai che ti amo
O vazio, o infinito, o piano
O vento, teu sorriso, teu pranto
Teu olhar, teu sonhar, uma noite de luar
As árvores a balançar
Um nó, uma dor, sem dó
A água, a alma, a calma
As folhas, o ar, a solidão
O silêncio, as luzes, aqui dentro
Aqui, assim, sem fim
Esse vazio que preenche-me
Depois de um acordar
Nessa noite de luar
A lua a me chamar
E eu em ti pensar
O amor é como um piano. As mulheres são o teclado. Não é possível tocar uma grande sinfonia numa tecla só.
Estou toda eu uma sinfonia...Não me faltam as teclas de um piano e nem tampouco as cordas de um violão. Estou ereta, pareço uma bailarina clássica, e assim prescindo completamente do arco do violino. Dos insubstituíveis instrumentos de sopro, a única coisa a fazer lembrar deles a existência é esse tufão de vida que me faz cantar. E essa sinfonia que me retrata não é a consonância que só era produzida pelos intervalos de oitava, quinta e quarta justas. A consonância que se faz em mim é entre o ser e o estar feliz.
"Vê-la tocando naquele piano me fez lembrar as sensações de você estar ali produzindo aquele som. Aquela paz que só você compreende e me ensina a entende-la. Poder sentir em pequenos milésimos aquela paixão que vem de você, me deixa muito feliz. Um som produzido pelas suas mãos que tranquilizam minha áureas durantes incontáveis dias. Imagina-la bem, acalma minha alma.
Me deixa perplexo pela maneira que você desenvolve o seu amor pela música e a transmite para quem está ao seu redor. Recebo a cada dia quando a vejo, aquela paz quando você tocou aquele piano velho."
- John.
A morte é uma música de fundo, lenta, tocada no piano e com notas minuciosamente escolhidas. Ninguém quer saber tocar. Ninguém está preparado para ouvir. Mas todo o mundo sabe, que em algum lugar, esse piano está parado, esperando um descuido, um momento inoportuno, ou alguém com perpétua coragem para dedilhar-lhe, deixando fluir sua música calma, e em câmera lenta, o momento se concretiza.
Um piano abandonado, viu-se inútil sem um bom pianista que pudesse tocá-lo.
A cidade inteira não se importava com seu som.
Muito menos com todos os arranjos e orquestras nos quais participou.
Sua história de nada valia, pois sua música era ultrapassada demais.
Muito triste e sem perspectivas, o piano tocava apenas em 'Dó'.
A poeira cobriu suas teclas, e suas cordas estavam desafinadas.
Havia virado uma mesa, uma tábua forrada com jornais amarelados.
Contudo, em uma manhã, um velhinho entrou na loja querendo sorrir.
Com seus passos lentos retirou seus óculos e com um lenço os limpou.
Mirou o velho piano, cheio de saudades e cercado de 'Sol'.
Abriu sua carteira, contou as notas e moedas que economizou por 'Si'.
Levou o velho piano, limpou, afinou e lustrou o marfim.
Sentou-se ao piano em frente a janela, que se iluminava à luz do jardim.
Tocou o velho e o piano, uma música-saudade que os enalteceu.
Os vizinhos que não se importavam, logo se encantavam ao som que surgia dali.
A cidade logo repensava, porque tanto tempo ouviu música ruim.
E o piano encontrou o seu tom, o velho o seu dom e se fizeram arte assim.
Gotas de Novembro
As flores reluzem como estrelas, e o toque de brilho soa como nota em um piano.Os passos pelas calçadas, como o bater de asas de um anjo, espalham um suave sentimento entre os que creem no que é belo.
Os carros na avenida levam e trazem lembranças, há música pela cidade! Ao Contorno das luzes que preenchem o vazio e dão mais vida a este momento.
De um lado a outro um pouco de você, e em cada canção composta pela cidade, frases que eu gostaria de lhe falar em uma manhã qualquer de novembro.
Desvendando assim através da natureza o som do vosso coração.
Piano, que me transmutas en viento,
que elevas mi alma en mi arrobamiento,
que trocas en calma todo lo violento
y lo apacible violentas tornándolo cruento.
Tocándote sé que todavía siento,
que soy sólo espíritu y pensamiento,
que vivo, que muero a todo momento,
que en mí ya no existe ningún sufrimiento.
Tu música me abre al conocimiento;
me rompes y quiebras, me vuelves fragmentos.
De tus teclas brotan mil encantamientos,
me das tu armonía y tu alumbramiento.
Tus notas provocan mi resurgimiento,
mi Pasión y Vida, mi amado Instrumento.
