Existencial
Na quaresma existencial, nem tudo é penitência. Existem também as alegrias da conversão, ao sermos perdoados pela misericórdia daquEle que nos amou por primeiro.
Trilha sonora
Preenchendo as lacunas do vazio existencial
Oportunidades dispostas num mundo desigual
A realidade dividida entre o sério e o incrédulo
Na trilha do caminho que aponta para o certo
Nada cultivamos além de boas amizades
O resto perde-se ao vento e à trilha sonora
As sinfonias revelam uma outra condição
Acalmando os que jazem no clarão da aurora
Cumprimentes apenas de gesto suficiente
Sem mais delongas ou risos dissimulados
Estamos fadados a pensar como escravos
Vivendo como tal gente de toda a gente
Faças para ser recordado na história
Como alguém que marcou nos seus passos
Deixando um legado envolto em paz
O que é rico e nobre não se perde jamais!
Vazio existencial
Antes estar morto do que só
Em seguida de nascer o sol
Deveras penoso a quem ama
Tanto espaço em uma cama
Para sofrer, basta ter desejo
Se cegar de luz no lampejo
Imaginar um começo e meio
Sem pensar no fim, ele veio
Inútil culpar a circunstância
Se afogar na sua arrogância
Ou estar ébrio de desilusão
De tanto apanhar o coração
Equilíbrio é a dica do amigo
A um leigo que corre perigo
Que desconhece o buraco
Se acha forte, mas é fraco
Existem teorias fabricadas
Especialmente aos “nadas”
Do vazio existencial, hábito
Mas a autoajuda é um parto
Não deve ter saída mesmo
Viemos ao mundo a esmo
O que eu vejo, um outro vê
Nos seus fatos e no que lê.
ABSURDO EXISTENCIAL
O outro sinônimo de Deus é vida. Se existe vida existe Deus. Se existe Deus existe vida.
Podemos não admitir querer falar que Deus existe, conforme alguns filósofos e pensadores...
Mas existe vida, pulsar nas veias, e Alguém há criou.
O que acredito que fomos lançados no Absurdo da vida. E esse Absurdo nos diz: você tem pouco tempo, você é apenas uma poeira cósmica. Aceita e sofre menos. Aproveita o que a vida representa, o que ela te ensina no cotidiano, nos pequenos gestos.
A vida tem muita futilidade, arrogância, mazelas, frustrações e perdemos muito tempo com bobagens. Aceita o Absurdo da existência. Para quê se preocupar tanto. Torne-se o que você é. A vida é mistério que se des-cortina a cada instante. Cada um deve fazer seu caminho, acreditar em si, preocupar menos com os outros...
E no Absurdo da vida que diz: seu tempo está acabando...
EXISTIR:
Existir?!
Não existe em mim.
Esse vazio existencial
Na existência impune
Desse universo matafisico
De razão surreal.
Ao qual, sou literalmente recluso.
Na busca imensurável de liberdade
Ao meu delirante corpo físico
Eu, não me vejo... Não me tenho!
Minh' alma assim como a tua
Sôfega na vileza
Dessa existência boreal
Beira a varanda da vida
Que não, dessa vida astral.
PROSA
A poesia da alma é existêncial.
Do corpo comercial.
Poetizar não é consuetudinário.
Possui alma inusitada!
E viaja o mapa astral.
Chora, rir, mácula ou celebra.
É anuir ou repugnal.
Singular ou plural.
Atemporal...
possui ética.
Amoral.
"Existem tantas formas de se embriagar, uma que para mim se compara a um gozo existencial, único e indescritível, é escrever ouvindo o divino Beethoven."
"O artista procura preencher o vazio e a insatisfação existencial com sua expressão artística, e na sua distração com a beleza efêmera da vida cria encantos eternos, dessa maneira compartilha tudo que tem na alma com o mundo."
A economia da produtividade é uma catástrofe existencial e espiritual.
Venere a selvageria existencial
E as criaturas que dela desfrutam.
Exerça a afetividade retumbante,
Desprendida, imperativa, concomitante.
Se estivermos dentro
da ampulheta existencial,
o quanto de areia já ultrapassou o funil?
Isso conta? Se não conta,
o que conta, então?
Não podemos transferir nossa responsabilidade existencial, temos o dever de cuidarmos uns dos outros e do todo ao nosso redor.
Olhar sem se enxergar é a constatação da sua cegueira existencial!
Ouvir-me sem escutar meus acenos e falas é a comprovação da sua surdez sentimental!
Escrevo as letras extraídas da percepção da minha lupa existencial!...
evidentemente, que na visão sentida da convivência, existem muitas letras que foram manchadas pela sua indiferença!
