Exílio
EXÍLIO
Exilei-me
das turbulências
da incerteza
e do medo,
e agora,
em
nova
dimensão,
sou
construtor
do amanhã!
CANÇÃO DO EXÍLIO (Adaptação)
Minha terra tem amigos
Amigos de montão,
Mas este mundo é para aqueles
Poetas em construção.
Seja rico
Ou seja, pobre!
Seja plebeu
Ou seja, nobre!
Não importa a sua condição
O importante é ser poeta,
E poeta em construção!
Direitos Autorais: Eliud Oliveira (Ely Poeta)
Sinto sua falta
Meus momentos prediletos a teu lado
Constato em seu ser exílio
A minha falta também
Gratifico em meu intimo sua presença
Sinto-me abandonado mais amado
Desconfigurado mais mesmo assim idolatrado
Deus do meu próprio mundo
Rei da minha rotina
Fadário da sorte, ao me achar
Sua felicidade vida acabou de começar
Aproveita e se alarde de costume como a solidão
Engagé seu afeto a nossa provocação
E aguente a pancada da majoração
Enrolado nas suas ideias, confuso em sua matéria
Minha saudade vai embora ao seu encontro
Mais meus dias de conforto com a solidão vão embora.
Quarentena
Um estado de exceção
Assombroso para muitos
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Em 26/07/2020 - COVID 19
Revelação Intima -
Ser Poeta é exilio
num pais de condenados
um tormento infinito
de olhos rejeitados.
Ser Poeta é ser em vão
num mundo que não é seu
mendigo sem ter pão
loucura a que cedeu.
Ser Poeta é amargura
estar só no meio das gentes
procurar numa ternura
entender o que se sente.
Ser Poeta é noite escura
com uma candeia mão
andar na vida à procura
de matar a solidão.
A complexidade do amor o levava ao exílio do seu coração e a simplicidade da solidão confortava sua alma.
EXÍLIO TRISTONHO
Lourdes Duarte
Sempre há um amanhã na confusa vida terrena
Alguém parte, ou se vai, sem o canto de adeus
A saudade e a esperança de um reencontro
Alimente a alma, de quem destroçado ficou.
Se tens que partir olha-me- ás um instante.
Deixa-me ser feliz mais uma vez, meu amor.
Foram dias contigo, que desejei não ter fim,
Para longe de mim partirás, meu querubim.
Deixa-me sentir o teu cheiro mais uma vez,
Inebriar-me nos teus braços e abraços,
Sei que a passos cansados caminharei
Longe de ti, até que nos encontre outra vez.
Do fundo do exílio tristonho e saudoso
Gritarei teu nome e lembrarei teu sorriso
Em busca da felicidade irei seguindo
Esperando o dia do nosso reencontro.
Às vezes,buscamos exílio na
nossa própria companhia,
para nos livrarmos do caos
que vive alimentando as
nossas tormentas.
EXILIO
Um dia, talvez, sentirei o amor.
De forma única, ao anoitecer.
De riso fácil, terei seu calor,
Talvez, o seu eterno prazer.
Mas, o que se faz é dor.
Pranto que nasce às estrelas.
Que escorre em atos de ardor,
... Deste exílio insano das profundezas.
A vida acontece aqui, no nada,
totalmente sem muitas flores.
Brindam angústias inusitadas,
como autênticos e maus desertores.
Não sabem da vontade que tenho,
num lugar de carinhos e união.
Esquecem que me fiz em meio
a doçuras enormes de paixão.
Exílio
Preferiria ser exilado deste mundo vil
Que é cruel em não amar
E nem deixar se viverem bons sonhos
Preferiria que minhas palavras
Não ecoassem em vão e no vão morressem
Por falta de um ouvir sincero
Preferiria ficar sem insistir
Em provar que certo estou de mim
Que certo é o dom de amar sem fim
Preferiria então, exilar-me da vida sem ter que voltar e ver.
Que não se importam com o tom da paz e do céu azul.
TÉDIO
Viveis em um mundo tão tedioso
Que a dor alheia, te alegra
Alegria embrulhada de exílio
Cego ao teu próprio ver
Te incomoda com o que não é teu
Faz, agora, parte de tua obrigação
Espalhar ódio de graça
Prisioneiro da tua própria infantilidade
Que te faz acreditar digno
De julgar o que não lhe convém
Só não percebe a desgraça
Que é essa tua solidão
Em que o caçador sempre foi a caça
Como numa corrida de gato e rato imaginaria
Lá, o único competidor
É tu
Quem sofre é só consequência
Da amargura escondida
Teu ego
Faz eco
Numa eternidade tediosa
E um ciclo sem fim
Que apenas bate e volta
E te consome em pedaços
E se sente impotente demais
Para pedir socorro
Em que a única solução que te resta
É tornar a desgraça rotina
E tomar controle de mentes fracas como a sua
Descontar aquilo que não sabes explicar
Que se alimenta de uma parte tua todos os dias
Porém, teus olhos já não mais veem
Sua sabotagem diária
Que te faz crer em uma fábula de constante poder
O tédio vira rei
E tu
Mero caçador
Exílio Nublado
O lençol me afaga a pele
Suave, mas é traiçoeiro
Ele me cura a angústia
Mas é na cura que ele me fere
E eu me levanto ao avesso
Triste, mas com esperança
De evitar o pedregulho
Que já me causou o tropeço
E eu insisto nas erratas
Ingênuo, mas já sabendo
Que o caminho que percorro
Já tem minhas pegadas
E eu não estou sozinho
Isto é, fora eu mesmo
E eu tento me abraçar
Mas eu sou só espinhos
Olá, exílio
Em ti procuro auxílio
Estou de malas prontas
Como sempre, segurando as pontas
Me mostre culturas, monumentos, países
E que se dane as minhas nostálgicas raízes.
Fantoche
No embaraço falho
que conduz o exílio ao fracasso
pelas vozes que envolvem o ser descabido
perturbando a doce consciência suja
que se encharca de álcool
no aguardo de desatar os nós
sem arrebentar a fita
melodia e lágrimas banham a face
alcançando os pés
convertendo os passos
em aplausos desolados
o fantoche no palco
abriga uma alma ignorada!
Exilado, não exílio
Minha terra não tem palmeiras
Muito menos sabiá,
Aves não cantam por aqui
E nem por lá.
Não céu não tem estrelas,
No quintal só tem queimadas,
Os bosques hoje são prédios,
E a vida um desastre.
Durante o dia,
Que se faz quarenta graus,
Não há prazer há desfrutar,
Já que sombra de palmeiras não há.
Minha terra não tem nem mato,
Foi tudo desmatado,
O ar não é fresco,
O local é árido.
Não me vou em terra bonita,
Pois na minha terra não tem palmeiras,
Muito menos sabiá.
Preferia conhecer o Brasil,
Com fauna e flora viva,
Que um dia foi colonial.
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