Exílio
EXÍLIO
A saudade que suspira, separada
Do teu cheiro, nos olhos a chorar
Me vejo, com a dor ali estocada
De um coração sufocado a gritar
Não basta saber que pude amar
Nem só a paixão ter sido alada
As amarguras tomaram o lugar
Dos gestos, a alma está talhada
Na ausência, de teus beijos, dor
As desventuras que fazem sofrer
Me consomem neste torto poetar
É um exílio cheio de amargo clamor
Em ter a emoção distante pra valer
Neste silêncio de não poder te tocar.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18 de maio, de 2018
05’30”, Cerrado goiano.
Mantém todos os dias diante dos olhos a morte, o exílio e outras coisas que a maioria dos homens coloca no número dos males. Mas cuida, sobretudo, da morte, porque com tal meio não terás pensamento baixo nem servil, nem tampouco desejarás coisa alguma com paixão.
Reflexão diária
Exílio
Só quem passou ou ainda não descobriu o caminho de volta sabe o quanto é ruim viver num exílio espiritual, longe de Deus e de uma nova qualidade de vida o vazio cresce a cada dia nem sei ao que comparar tamanha dor. Mais quando você reencontra seu caminho e sua alegria de viver, quando encontra Deus novamente a sensação é fantástica é como estivéssemos renascido novamente passamos a dar valor a pequenas coisas que antes sequer percebíamos. Tudo nos parece novo nunca havia passado nem perto do que é qualidade de vida, mais depois que há encontrei realmente sou capaz de tudo para não a perder de vista novamente. Deus é fantástico.
POESIA DO EXÍLIO
W.W. MATTA E SILVA
_O ESCRITOR ESPIRITUALISTA _
GARANHUENSE,
TORNOU-SE PÁGINA VIRADA?
O berço deixado, caiu na estrada
No Rio de Janeiro fez casa, tenda.
Na caridade desmanchando contenda
Sabedoria, tirou: porque a vida é jangada
E sem rumo não chega, quem se deixa levar
A rota da fé, só o íntimo é timão
Não vive na paz, quem não tem coração.
Foi na caridade que serviu a ajudar.
Escritor de diversas obras religiosas
De cunho afro-brasileiras e míticas
É estudado em suas obras volumosas.
Dos acadêmicos, recebeu positivas criticas
Tornou-se por mérito referencia
No fundamento esotérico umbandista
Com preparo argumentou com ciência
Abrindo caminho para linha doutrinista
Sua inteligência, abaixo da humildade
Na aflição e na doença o povo atendia
Guindo como podia: os pequenos da sociedade
Atraindo também, os cultos da época que vivia
A fama que trouxe consigo, não o tirou
O sacerdote da fé; do prumo da razão
A disciplina, estudo e caridade o guiou
Simplicidade, amor e trabalho sua missão.
Assim, foi chamando pelo saber profundo
Que sem todos, não somos nenhum
Semeando na prática como de um
se faz quatro, correr o mundo.
Momentos de exílio
Estava totalmente arrepiado
só sentia meu sangue esquentar
estava pronto para o beijo
a não tocou o despertador, tenho que acordar
bom dia, sem resposta
como será que o dia em você vai
tenho que me concentra nas coisas lógicas
eu já esqueci o que está lá atrás
sentei perto do local onde ti encontrei
aquele que antes estava eu te esperando
mas você não veio, droga de destino
sempre aprontando
não tem palavra que defina
simplesmente você não apareceu
tenho medo de te encontra
e você me dizer adeus
Exílio...
E a falta de amor misturada com paixões termináveis; me fez escolher o exílio.
O calor do meu corpo misturado com o sol que me castigava e a noite que congelava minha alma se tornou rotina sem saudade de camas vazias.
Caminhei as vezes com vontade de cair, mas havia dentro de mim a vontade de uma verdade, não a que eu dizia; mas uma que eu sabia que encontraria.
No exílio o coração de sonhos se tornou coração de pedra.
No exílio desejos foram escondidos e sonhos destruídos.
No exílio eu caminhava de cabeça baixa com medo de olhar para trás e não olhava para cima pois não queria me entregar a beleza das estrelas.
Sempre em frente, apenas seguindo sem nada para procurar, desejando apenas ser encontrado, o tempo passava, minutos eram séculos de espera.
E assim eu caminhava.
E no caminho tropecei e fui ao chão, meu corpo pedia para que ali eu ficasse, o meu coração de pedra que em cada batida me massacrava, parou.
E com o rosto ao chão virado para o lado, contemplei beleza que não havia visto quando meus olhos focavam o chão e com um único suspiro desejei o fim do exílio, musica nova se fez e coração de pedra explodiu em emoção, minha alma congelada foi derretida por lagrimas de sonhos que apareciam e me levavam a um novo caminho onde as estrelas sussurram seu nome...
Muitas das vezes nós nos sentimos no Exílio Babilônico mas Lembre-se verdadeiramente grande é a Glória de Deus
Refém do silêncio:
Tenho você em mim, nos espaços que encontrou seu exílio. A fugitiva da monotonia, troca o marasmo gelado da vida, e sua punição, por um pouco de calor lunar e suas nuvens estrelar. Cometas de sentimentos rasgam o barulho do silêncio desse seu espaço chamado coração. Refém dos próprios medos fiz de ti meus segredos ocultos quando a saudade atravessa meu estômago vazio de solidão
Exílio
Sou um livro do século passado
Esquecido em um armário, escuro e mofado
Tenho páginas gastas e amareladas
Há tempos minha história não é contada
Já fui consagrado um ótimo livro
Mas por ironia do destino, me perdi por caminhos
Passei por leitores que contemplaram minhas histórias
Mas hoje não sou nem citado nas escolas
Minha capa era dura, e entre todos, agora eu percebo...
Tinham vários livros, só que eu era o favorito
Hoje sou encontrado apenas em sebos
Pois bem... fui deixado no exílio.
Rascunho de um poeta.
Lago profundo
Que tens tua nascente em mim
Ao despencar não se perfaz
Predileção de exílio
Que exaura meu ser
Eu intento obviar este desalento
Mas dissipo em contundência
Exílio
Num relacionamento falido, de todos os tormentos vividos,
Nada é pior que a solidão.
Não falo daquela que vem depois da partida,
Da cama vazia e do café com gosto de saudade.
Digo aquela que te faz se sentir abandonado,
De parecer um só, ainda que esteja acompanhado.
Amar sozinho deveria ser verbo proibido.
Não e apenas o exílio do coração, o incomodo de procurar em seu corpo o que falta e não encontrar, essa angústia de saber que em algum lugar essa parte de ti esta, distante, porém, eternamente integralizada em sua alma.
ENTREGA
Hora da Aurora
Alma cheia de lua cheia
Entrego-me a ti
Amor, exílio bendito,
Glorioso destino infinito.
Os corvos me coroaram rei
com o meu alfanje
em meu perpetuo exílio
túmulo de vermes
espírito contrario
lado negativo
represento o profano
os espíritos malignos
a destruição da guerra
o vazio da morte
sou o sol e a noite sem lua
o véu de cailleach no inverno
a areia que abraça o deserto
o navio de uma profecia dada a uma vidente
a besta incarnada no deus pagão
a ira devastadora da cólera
sou concebido em abundância
sou parte da mentira alheia
eu sirvo ao legião
ao ódio do deus pagão
comandante das terras amaldiçoadas
as memorias póstumas do ceifador
O passado contemporâneo é o presente recordado, do exílio percuso, no curso desse discurso, permissionado pelo desvelo selvagem de um antropófago vegetariano transcendente.
O passado é uma presente trovoada do incansável.
SEPARADO (soneto)
À saudade que sofre, em segredo
De ti, no exilio o peito a suspirar
Palavras sem sentido e enredo
Chora, e faz o poema lacrimejar
Com que estro e aperto azedo
Amargam os versos a lamentar
Causando nas rimas tal medo
Que fende com a dor a rasgar
Nem só desejo poetar o amor
Desejo, nem só canto de amar
Me basta, trovas do teu beijo
Assim, poder ter conto rimador
E as estrofes do seu doce olhar
Na esquina da poesia, almejo...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/06/2020 – Triângulo Mineiro, MG
Sertão da Farinha Podre
