Contos de Fábulas
Um pequeno conto.
Certa vez alguém perguntou ao mestre: Mestre por que o ser humano sofre tanto?
O mestre respondeu: O ser humano sofre pelas dúvidas e pelas certezas que possui. Sofre pelo controle das coisas que tem e que não tem. Sofre por sonhar e ter pesadelos. Sofre por amar e odiar. Enfim sofre pela dicotomia presente em sua vida.
Então o discípulo perguntou: Mas, o que pode o ser humano fazer para então, sofrer menos, já que a dualidade das coisas se faz presente em nosso ser?
Muito simples, disse o Mestre: "Aceite"
E continuou. Aceite as coisas com são. Aceite que as coisas são mutáveis, aceite a transformação do tempo, aceite a transformação das pessoas. Entenda que a cada momento acrescentamos uma experiência a mais em nossa vida. Tudo se renova, você já não é a mesma pessoa de segundos atrás.
Ora, perguntou o discípulo: Mas, se eu aceitar as coisas como são, devo aceitar também as coisas ruins? Não seria uma ação passiva demais ante há um problema?
O mestre lhe respondeu: A aceitação lhe trará compreensão. Se você aceitar que o ser humano possui falhas, isso é um sinal de que você conseguiu enxergar as fraquezas e as reconheceu, compreender isso lhe impulsiona para a busca de um resultado melhor para si mesmo.
E continuou. Imagine uma pessoa que busca algo e não consegue. Isso abrirá vários caminhos, a pessoa pode escolher sofrer pelo acontecido, se recolher em sua inação, culpar as pessoas pelo seu infortúnio, culpar a si mesmo pelas suas fraquezas e acreditar que não é capaz. Ora, se você se encher desses sentimentos, logo, eles estarão em primeiro plano.
Por sermos seres dicotômicos o bem deve vir antes do mal, o esforço deve vir antes do fracasso, a virtude deve vir antes do vício. Aceite que há coisas ruins, aprenda com elas, mas, que as coisas boas, sejam sempre a primeira linha de seu caderno da vida. Aceite que você não tem um controle total e efetivo de sua vida, pois você sofre a cada momento influências diversas, mas, ainda assim, você pode controlar o resultado que aquilo ocasiona em você. Se alguém lhe maltrata, adiantará você nutrir ódio por aquela pessoa? Teu ódio é teu, fará mau somente a você. Aceite que essa ação lhe incomodou e procure uma solução. Se não gosta da casa que moras, mude.
O sofrimento e o ranger de dentes sempre existirão e ficarão orbitando em nossa volta, isso é um fato. Atraí--los, depende de nós.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Amor não é conto de fadas
Amor não é se perder na ilusão da pessoa perfeita,
nem viver à espera de príncipes ou princesas.
Não se ama um ideal — ama-se o real.
É olhar o outro com verdade nos olhos,
reconhecendo virtudes, mas também aceitando falhas.
Amar é enxergar o ser inteiro,
com luzes e sombras,
e, mesmo assim, escolher ficar.
Porque o amor verdadeiro floresce
quando encontramos alguém
que desperta em nós o melhor que podemos ser.
Será mais uma nova paixão em desenvolvimento;
Alguns dias conto as horas, e os minutos
para esta hora chegar, e eu poder novamente te encontrar.
O tempo parece parar,quando estou ao seu lado.
Pena mesmo é você nem saber, do que sinto, pode até ser um ponto fraco, ou talvez até forte, pelo fato de eu mesmo saber que tenho tempo de sobra para poder te conquistar.
O tempo a maioria das vezes é um forte aliado, porém quando demora tanto tempo para concretizar algo pode se tornar triste e amargurado.
Se eu demorar sei que posso te perder.
Não sei quanto tempo pode me esperar,mesmo eu sabendo que eu sinto referente a você, nem isso você ainda pode saber.
Hoje será mais um dia, que sua beleza poderei contemplar, conversa vai, conversa vem quem sabe eu tome coragem e realmente digo o que sinto.
Meu maior medo é ouvir um não, porém um não também pode nos motivar, quantos não a gente ouvi ao longo de nossas vidas.
E mesmo assim não desistimos, claro que um sim é muito mais agradável, mais pelo sim ou pelo não ao menos tentarei, porque ficar no meio de varias virgulas e pontos de interrogações nos deixa muito frustrado....
Um conto de outras primaveras passadas. Como era....
As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O pretendente que não se enquadrasse nos requisitos exigidos pela família da moça, só podia namorar "escondido." A moça que namorava "escondido", para ir ao cinema, tinha que sempre estar acompanhada com alguma amiga, ou com os pais, mas nunca sozinha.. O mancebo atrevido e sem os requisitos necessários, ficava por ali , na espera, na ante sala do cinema. Quando começava o filme, ele, na penumbra, saia procurando a moça. Vez ou outra,depois de estar sentado e curtindo a namorada, acontecia algum problema com o filme e as luzes se acendiam, era hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que resolviam o problema com a fita, apagavam se as luzes, voltava o rapaz novamente a se sentar ao lado da namorada. Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando a filha na saída do cinema, ou então, ela ia para casa acompanhada de alguma amiga, mas nunca com o mancebo. Os encontros extras, ou seja, fora da sala do cinema, eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam aquele namoro, vinha o desfecho sempre com o argumento de que eles não haviam criado uma filha para aquele tipo de rapaz. Fim do idílio. Ivo
Culpa do confinamento. O texto é um pouco longo (Não é conto, é verídico)
No segundo ano primário, ano de 1955, eu estava muito mal na escola e com muitas dificuldades em lidar com letras e números, só notas baixas. Naquela época, não sei hoje, os alunos tinham que levar o boletim para casa, mostrar para os pais. os pais com aquele método acompanhavam a vida escolar dos filhos..assinavam o boletim e o aluno devolvia para a professora. . No meu caso especifico era minha irmã que cuidava desta parte, ou seja,ela era quem assinava o boletim.Para piorar a situação ela trabalhava no Carmela Dutra e me controlava no dia a dia, também.
Num determinado mês, a coisa, que já estava ruim para o meu lado, ficou pior. Meu boletim vermelhou. Aí, tive uma ideia brilhante: Transformei tudo que era três em oito, bem fácil. E quatro em nove , fácil também, só que continuaram vermelhas, infelizmente.. Esperei minha irmã ficar ocupada com os afazeres da casa e no momento certo pedi para ela assinar o boletim. Ela nem percebeu a besteira que eu tinha feito.-- No dia seguinte, cheguei na classe e coloquei o boletim sobre a mesa da professora. Depois de um tempo, ela me olhou, pegou meu boletim e saiu da classe. voltou acompanhada da diretora e da minha irmã. Fui guinchado literalmente pelas orelhas, a diretora de um lado e minha querida irmão do outro. Me levaram até à sala da diretora. Depois de ter confessado o crime, veio o veredito: a diretora, uma mulher da mão maior que a minha cabeça, parecendo um pão caseiro, desferiu um tapa na minha cara com tanta força, que mesmo tendo passado todos esses anos, ainda sinto o impacto da bofetada.. As lágrimas molharam o piso da sala. Depois do castigo físico, veio o psicológico: tive que ficar grudado na parede, exposto para que as outras crianças me vissem. Mas existe a lei do retorno., menos mal:
Meu pai, um homem abrutalhado, não era muito de conversar com os filhos, mas vez ou outra, contava umas histórias, a maioria de fantasmas. naquele momento de sofrimento, físico e psicológico, eu me lembrei dele e de uma das suas histórias: tinha uma que era sobre uma "reza brava", que ele conhecia, que de tão perigosa, não podia ser rezada de frente para o espelho, podia dar um revertério e virar contra a pessoa. Aquela reza espantava todos os tipos de fantasmas, incluindo mula se cabeça, Saci-Pererê, boitatá.Também matava cobra venenosa, cachorro louco, amansava cavalo xucro, etc., Naquele momento de sofrimento,tudo que eu desejava era saber aquela reza. Queria poder fulminar aquela mulher de mão grande, e junto, de lambuja a minha irmã. , mas o que fazer? eu não sabia, ele nunca ensinou para os filhos. Então, tentei outras rezas domésticas, implorando às entidades que a castigassem, mas nada, ela saia e entrava na sala, me olhava, ria da minha situação e comentava com as outras professoras, que ali estavam e todas riam. Algumas comentavam que o castigo deveria ter sido maior.. O tempo passou. Repeti de ano, e eis que o retorno atuando: Aconteceu uma tragédia na cidade. Os sinos da igreja estavam mudos. O padre havia desaparecido da cidade. Nunca mais vi a mulher de mão grande. Mão de pão caseiro./i
Conto de clichês
Pararam de acreditar em “no para sempre”. Como se o amor não existisse. Ou como se os olhares não fossem tão sinceros. E como se as juras de amor não fossem reais. E como se as amizades não mais existissem. É o que aparece, é o que as pessoas manifestam, em suas poesias, em suas músicas, em suas fotos.
Mas acontece, que a vida é feita de momentos. Provavelmente nas juras de amor, que um dia fora rotuladas como falsas. Em algum momento, aquelas palavras eram mesmo reais. Naquele exato momento, o que as pessoas viam diante seus olhos, era o mundo delas. Do mesmo modo de que, seus momentos de confusão, de tristeza profunda, ou de desespero interno, também tem seus prazos de validade. Alguns momentos duram milésimos, alguns duram dias e semanas. E dependendo do modo que encara seus acontecimentos, alguns momentos podem ser eternos & imutáveis.
Então, neste exato momento que você vive algo, seja esta uma dor, uma alegria, uma angustia; saiba que, o momento é relativo. Ele passa, ele fica. E se você não abrir seus olhos de verdade para enxerga-los e viver tudo aquilo que os momentos lhe oferecem, a vida vai sempre parecer um conto de clichês.
A Menina Bá e o Balão Laranja
De conto em conto o canto encanta
Contando enquanto acalanta.
Num pedaço fantasioso da realidade,
Em que o compasso traça
Porções desproporcionais,
Uma Bárbara Menina
Confirmou ser astral,
Totalmente celeste,
Ser mais que espacial.
Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.
A Menina Bá e o Balão Laranja,
Por onde passa, alegria esbanja.
Não fazia falta o amigo não falar,
Porque Bá falava pelos dois.
Pliê flutuava a observar,
Balança lá e pra cá depois.
- Já pra casa Bá, logo vai chover !
Mas ela é teimosa, quer o tudo ver.
Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.
Por onde passa, alegria esbanja,
A Menina Bá e o Balão Laranja.
#UM #CONTO #DE #NÃO #FADAS
Era uma vez...
Um país perdido no tempo...
Abandonado por todos...
No esquecimento...
As leis eram manipuladas...
Favorecendo a quem pagava mais...
De cara e intenções mais deslavadas...
A Arquitetura morreu de tristeza...
Ao cair das alturas...
Se machucou, teve grangrena...
A Medicina , que só tinha um diploma na parede...
De enfeite...
Foi atender...
Não soube como fazer...
Fez um puxadinho em suas pernas...
Deixando-a manca...
Para sofrer...
A Educação optou por se fazer de cega, surda e muda...
Diante de tal fato...
Só não perdeu seu olfato...
Quando queimava a erva maldita dos ratos...
Justiça teve um AVC fulminante...
Quando os juízes miliantes...
Amasiada com a política embriagavam-se juntamente...
Vendendo sua alma na esquina...
A quem aparecesse na frente...
Com cobres , ouro ou prata...
Sorriam alegremente...
Com todos os dentes presentes...
A Saúde, coitada, ficou muito doente...
Abandonada ao povo carente...
Delirava constantemente...
Jogada no chão...
Em solidão...
Seus gemidos embora altos...
Não chegavam aos palácios dos magistrados...
Estavam muito ocupados...
Bebendo caros vinhos...
Comendo camarão...
O povo que sofria...
Em dolorosa intermitente agonia...
Em sua ignorância só rezava e dizia...
"Amanhã vai melhorar...
Somos o país do futuro que está a chegar".
Velas era acesas...
Mãos postas em oração...
Porém brigavam entre si...
Em estranha confusão...
A mão esquerda batia na direita...
A mão direita batia na esquerda...
Fazendo ritmo para dançar...
A Corrupção...
Era um país de extrema beleza...
De muitas cores e de grande alegria...
Mas tudo somente ia ficando cinza...
Dia após dia...
O preto brigava com branco...
O marrom brigava com o amarelo...
E assim crescia...
Esses estranhos flagelo...
O Tempo que a tudo via...
Partido nenhum tomava...
Sabiamente gargalhava...
Emboscada preparava...
De passado outrora em glória...
Triste presente ausente...
O que adveio foi o terror...
Impossível narrar...
Tamanho torpor...
Debaixo da poeira da ignorância...
O Futuro se suicidou...
Tão triste história de um país...
Que antes de ser estrela fulgurante...
Doente...morreu...acabou...
PS: Qualquer mera coincidência que sirva de alerta para que o mesmo não aconteça conosco...
Sandro Paschoal Nogueira
#Escrevo #assim #a #minha #história...
E conto ela ao vento...
Sob a lua cheia...
Na praia canta a sereia...
Escondido entre as ondas...
O tritão ...
Assim estou perante o mundo ...
Um grão de areia...
Um jardim florido...
O infinito na palma da mão...
Eternidade...
Numa hora de vida...
Tarde tranquila...
Vida boa...
Sem relógio...
Lua prata...quiçá dourada...
Estrada clareia...
Estrelas cadentes...
Colho todas...
Tudo vive...
Para que eu viva...
Não preciso ir longe...
Já estou aqui...
Cedo ou tarde...
É tempo de construir...
Par de asas...
Diante de uma janela...
Nuvens tomam formas...
Me acho nelas...
O tempo é o meu palco...
O destino sou eu...
Caminharei eternamente...
Na espuma do mar...
Na curva do rio...
Me encontro por lá...
Em brincadeira de criança...
Barcos de papel...
Bolas de gude...
Banho de cascata...
Bolinhas de sabão...
Castelos construí...
De pique-esconde até de Deus me escondi...
Chorei muito...
Muito sorri...
O bem e o mal fiz por merecer...
Injustiçado...
Melhor esquecer...
O amor é o rei...
De perdido reinado...
Coração solto, liberto...
Ainda quer amar...
Pequenos gestos me conquistam...
Isso é fato...
Tanto escapou pelos dedos...
Tantos outros me prendi...
Bom ou malvado?
Entre os confusos...
Me confundi...
Buscar a Sabedoria ...
É viver de verdade...
No escuro que a luz mais se pronuncia...
Para aqueles que na noite tem morada...
No silêncio que algo irradia...
Quando o sonho é mais bonito...
É hora de acordar...
Se minha voz cala...
Mais minha alma fala...
Ainda que eu ande sozinho...
Com Deus estou...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Quando te conheci, foi como se estivesse vivendo um conto de fadas, tudo era mágico pra mim, ria à toa e tudo era motivo de alegria pra mim.
Estava tão apaixonada por ti que não cabia em mim de tamanha felicidade, minha vontade era gritar aos quatro cantos do universo que havia encontrado o meu amor, em mim crescia uma força súbita e só aumentava mais e mais, os dias foram se passando e meu amor por ti aumentando, toda vez que te encontrava era como se estivesse vivendo um conto de fadas, o momento era sublime, seu beijos eram intensos e apaixonante.
Hoje vejo e afirmo que todo paraíso tem seu céu, mais abaixo do céu também existe um inferno.
Você foi tudo: Paraíso, inferno e céu!
Te amei muito e com a força desse mesmo amor irei te arrancar do meu coração! Meu coração não é platéia pra ficar na arquibancada esperando, nem palhaço pra ficar vendo alguém brincar e rir dele, sou como um cometa raro, sou como a estrela radiante! Minha parte cometa vai tirar você do meu coração numa velocidade impressionante!
Bela & Encantada
Não vivo minha vida como se fosse um conto de fadas, mas em seu olhar, vejo que tal conto pode sim, ser real e viver feliz pra sempre.
Sapatinho de cristal não calças, mas o seu andar é gracioso; charmoso e cheio de encanto é esse seu lindo sorriso.
Não usa coroa em sua cabeça, mas seus pensamentos são formosos e seus ideais, engrandece a coragem que vejo em você.
Guerreira e batalhadora é essa donzela, que nos dias atuais, vem se tornando ao meu ver, em uma princesa gladiadora, pois é independente e encantadora.
Conto por contar onde me perco e onde me encontro guardando meus segredos tão íntimo;
Mas me perguntando onde estar meu amor? E seja como for para amenizara a minha dor;
Deve saber voar por esse céu azul como o chegar do horizonte;
Fingi que não, mas tenha certeza que sim que sabe onde me guardou;
Me encontra para que eu não me perca novamente nas ilusões que me faça viver um conto de fadas para acabar com um nada no país inadequado em sem lógica;
Me entrego de corpo e alma para que eu seja a tua vida e te dê o que mais você precise para ter certezas de que serei eu que farei você feliz;
Sonho em ser feliz, viver os meus sonhos como sempre quis;
Mas sem conto de fadas, desejo amar e também ser amada;
Unir o meu coração... Com toda força que houver em minha paixão!
Na comunhão com os meus sentimentos, cumprir com minhas promessas e descartar os meus tormentos;
E buscar a minha felicidade, sonhando os meus desejos, mas com total responsabilidade;
Desprendo-me do seleto sentimento que me prende à esperança de viver um conto de amor;
Um conto de amor surreal, enganoso e que machuca o coração;
Pois a minha frustração é linear ao meu descontentamento de viver hipocritamente o que não me pertence;
Porém tenho certeza de que a vida irá me lapidar de uma forma que surpreenderá até os mais incrédulos;
Não por eu ser negativo com tais sentimentos, mas por não mais acreditar em contos de amor...
Nada mais importa se não houver sinceridade... Verdade que acalme a frustração que aprisiona o meu coração;
Tenho planos
Vou seguindo nesta trilha.
Conto metodicamente cada passo, cada milha.
Claro que tenho planos.
Minhas ideias são transparentes.
Não aceito enganos. Fujo dos ardis...
Tateio entre as brumas...
Caço caminhos de marcante matiz.
Falei de amor... sem temor.
Nem sei se devia.
Queimei etapas. Pulei lances desconcertantes.
Fiz de conta que perigos não via.
Hoje solitário sigo na direção
do sol nascente.
E não, não deixo transparecer o quanto vivo carente.
CONTO
E quanto ao teu olhar e o teu carinho,
Meu ninho e meu encanto
Eu canto, eu conto,
Eu sei que nem existo
Meu verso é corvo louco
Perdido no deserto
E longe eu não sou nada
E perto eu me desfaço
Em miragens que me cercam
Curiós e odaliscas,
Lagos e horizontes
Tudo como o último beijo
No penúltimo sonho
E quanto a você,
Uma visão é tão pouco
Fica o encontro marcado
Para o próximo sono
E eu me abandono
Ao abandono
Surgindo numa esquina,
Quando a alma se declina
Eu vagabundo
Me dou conta
Que nada conta
Que nada tem sentido...
Pelos contos que eu não conto
Dá um desconto ao meu silencio
Não conto dos versos tristes
Não conto da estrela cadente,
Dos girassóis reluzentes
Que reluzem nos meus contos,
Não conto do meu silencio
Pois assim não o seria,
Não conto da minha alegria,
Que não valem nem um conto,
Pelos contos que eu não conto,
Conto pelos e apelos
Só não conto meus segredos
Pelos contos que eu não conto
Quero viver para poder tocar-te
Ser forte para poder proteger-te
Amar-te de mais para poder contornar
Onde contorna o teu olhar
Fazer você a mulher mais feliz do planeta
Fazer de ti a minha Julieta eu o romeu
Ser a sua sombrinha para te proteger do sol
Ser um anjo
Para participar dos teus sonhos
Ser Deus
Para os meamos decifrar
Ser cientista para criar uma máquina
Que o nosso amor calculara
Ser um genio
Para poder ver o sentido do nosso amor
Ser lua para no escuro iluminar
Ser estrela para brilhar a sua disposição
Delírio
Madrugada fria, vazia...
Deliro.
Conto as estrelas do céu.
Elas bruxuleiam de leve, levemente.
Insistentemente.
Qual delas consegue sequestrar tua atenção? Qual delas atrai fortemente o teu doce olhar?
Que me troques por ela eu deixarei...
Sim, consentirei que ela te envolva...
Que te leve... levemente.
Doce fantasia... doce ilusão...
Se não for meu teu coração
Que ele vagueie pelo infinito
Que seja o teu o caminho mais bonito...
eu deixarei...
e
jamais te deixarei...
deliro... é madrugada que nunca acaba.
