Contos de Fábulas

Cerca de 863 frases e pensamentos: Contos de Fábulas

A Flor do Asfalto 🌹

Me surpreendo quando vejo um caso impossível de
Se acontecer ,ou Pouco Provável,

uma Rosa nascer em um Asfalto de um morro , porque vemos mais é mato e sujeira não é mesmo?!
Mas uma coisa que me surpreendeu foi A onde ela Nasceu ,No canto do Asfalto,Bem Ali no Final da rua Correndo todos Os Riscos possíveis , sol , chuva ,Mas um dia Passando eu Reparei , Como uma Rosa pode nascer Assim , em um Asfalto tão forte que não parece ter fim ,depois eu parei é pensei melhor , as condições á onde ela nasceu não deixaram ela crescer melhor , mas por vontade própria ela quis assim ,Mesmo morando em um lugar onde não foi bem tratada ,ou até mesmo o seu lugar de moradia !mas Ali estava com toda Alegria,Porque sua força de vontade não ti impedia ,O segredo da vida é deixar Fluir , Mesmo que o tempo passe , ainda vai existir começo meio é fim.

Boa tarde.🌹

Inserida por john_campos_1

Então foi isso que eu ouvi quando fechei os olhos: o silêncio.
O silêncio de tudo que me era desfavorável, desnecessário. De tudo que me era contrário, oposto, adverso, vulnerável. O silêncio de um coração, que mesmo pulsando fortemente pelo abismo, não me traziam sons, apenas sensação de medo e fraqueza. O silêncio que me acalmava por dentro, cicatrizando feridas de abalos imagináveis causando pelo velho eu.
O silêncio permeava como voltas sem fim.
O silêncio nada mais era que a minha aflição agoniante de está perdido no que fui um dia e que no fundo continua existindo dentro de mim.

Inserida por harliesdhascar

Vlad

O órgão ecoa aos quatros cantos do recinto; preparo o cálice de sangue para ela, ela sorri com um olhar lascivo, desejando minha carne, pois a alma não havia. Recitando poemas sem sentido, demonstrando que é sábia, queria convencer que era mais que as demais. Querida foi Justina, aos méritos peculiares, parábolas aos ventos vorazes. Fácil de transparecer ao foco pleno de desejo, serena, transmite a sintonia mais bela e clássica de fome aos meus ouvidos. Façam a alegoria, todos estão servidos, a noite não é tão escura como costumam dizer.

Inserida por omalveso

Caçadores de Vampiros
⁠" ... guardar seus mais sombrios segredos lhes daria a força necessária para empunhar a espada da justiça nas mãos e defender seu lado humano. Mesmo que isso tivesse que fazer deles caçadores de vampiros."

Conto do livro "Lendas de Vó - O Livro dos Contos", no Wattpad
Kate Salomão

Inserida por kate_salomao

" ... ⁠temos que admitir, o medo é uma ferramenta instintiva de proteção e o mistério que envolve o desconhecido na mesma proporção intimida ... excita."

Trecho do conto "O Homem Sem Medo", no livro "Lendas de Vó - O Livro dos Contos", no Wattpad
Kate Salomão

Inserida por kate_salomao

Na minha birra profunda, quis fazer este dia sem fim,
Pensei comigo:
Existe tanta maldade agora, então melhor ficar por aqui,
Enquanto nos resta alguma reserva de amor, carinho e pudor.
O amanhã é incerto, distante e sem sol
Prefiro o calor permanente,
Faço birra,
Na teimosia obstinada em ficar por aqui,
Tudo isso para sustentar à vontade de fazer-me eterno,
Não gosto de incertezas, quero abraçar o que já existe longamente,
Talvez por medo, fraqueza ou acumulo de renitência,
Luto para ficar aqui, pelo que já existe,
Não quero cair na pecha do racional, e ser horrorosamente implicante,
Talvez precise de socorro e Fé,
Dizem que através dela, não precisarei conservar medo do amanhã, afinal, à estes, tudo já existe na convicção.
É isso que os de Fé vivem declarando:
Não é preciso temor.

Inserida por edduardomenddes

⁠ÉRIDA

Sem chão nem Fé, me vi flagelado
bem apegado a um Amor tinhoso.
Devaneando, morto, ao Sol do Descaso,
vi o mundo ruir. Abismo vultoso.

O bailar de Érida, Corpo equilibrado,
vinha mostrar seu Passo virtuoso.
Era o Baile corrente, aclamado,
tecido nos Saltos sem pouso.

E veio o Sonho: e foi desperdiçado!
E veio a Morte: o luto renovado,
o espinho encravado em meu pé!

Tudo indicava o Sol! Fiquei embaixo,
na Prisão que estive e em que me acho,
a Sonhar e a bailar, sem chão nem Fé!

Inserida por RomuloBourbon

QUANDO VOCÊ FECHA OS OLHO


Quando molhamos o rosto
Quando o secamos
Quando passamos shampoo
Quando dormimos
Fechar os olhos não é seguro

Com os olhos fechados
Não da pra saber
Se Ele estão perto
Ele não pode chegar perto
Fechar os olhos não é seguro

Ele vive na escuridão
De nossas mentes
Não depende de mais ninguém
Mante-lo longe de você mesmo
Fechar os olhos não é seguro

A cada piscada
Ele chega mais e mais perto
Até o momento
Em que Ele te alcançará
E o que Ele fará?
Isso depende do quão escura
Seus olhos conseguem deixar a sua imaginação

Tudo que você precisa fazer
É manter seus olhos bem abertos
Porque...

Fechar os olhos não é seguro

Inserida por GustaAraujo

►Mariana

Mariana era uma garota tímida
Uma garota deprimida
Na escola, vivia escondida
Apesar de ser filha de uma professora
Apesar de ser sobrinha da diretora
Mas, pelas colegas era atormentada
Mas, pelos colegas era provocada
Afinal não eras "enturmada"
Ela também era um pouco atrapalhada
Muitas provas ela reprovava
Muitas vezes ela faltava
No canto do quarto ela chorava
E sua mãe, desinformada, se preocupava
O motivo das faltas ela questionava
Mas, Mariana nada declarava
O seu pai muitas vezes a consolava
E, todas as vezes, suas lágrimas enxugava
E do canto do quarto, teu pai a tirava
Ele, ela admirava.

Então aquele dia chegou
E, na escola ela não se ausentou
Na chamada, o dedo ela levantou
"Estou presente", ela falou
Muitos jovens, dela, debochou
Mas algo nela havia mudado
O que será que o pai dela disse no canto do quarto?
"Eu ainda serei criticado
Não importa o que faço
Por um futuro melhor sou motivado".

Essa foi a frase escrita em seu caderno
Começará a sentir algo interno
Fora isso que o pai dela disse?
Ele desejava que ela se visse?
Mariana continuou se esforçando
Continuou estudando
As ofensas, já não a incomodava
Aquelas críticas, já não "ligava"
Nos dias antes das provas, estudava
Seus pais sentiram orgulho por ela
Sabiam da força de vontade dela
Ela começou a conversar com outras pessoas
Aquelas que eram, com ela, boas
Já não era mais ofendida
Naquele grupo, com brincadeiras era entretida
Mariana, com um rapaz se tornou comprometida.

O tempo passou e ela mudou
Na faculdade ela se formou
Seu relacionamento aprofundou
E na primavera ela se casou
O nome do seu pai, ao filho, colocou
E ela morava perto de quem a amou
Seus pais ela nunca abandonou
Sua mãe se aposentou
Para teu pai, um carro comprou
E um texto lindo para ele, ela dedicou
E a história agora terminou
Os sofrimentos que passou na escola
Mariana superou
"Parabéns, jovem", diz o autor
AteopPensador!

Inserida por AteopPensador

A Nogueira e o Carvalho


Vou lhes contar uma história...
Triste,ou alegre,quem vai saber...
Uma certa gata,se escondia nos galhos de uma nogueira,sua árvore desde sempre.Ela tinha medo de sair,pois seus passeios nunca acabavam bem.Se limitou aos arredores de sua árvore, onde se sentia segura,pois fora educada a viver dentro do circulo,por conta seus instintos.Uma fera educada para ser,nem mesmo a sombra do que nascera pra ser.
Viu todas suas amigas evoluírem,tornarem-se lindas e exuberantes nas mais variadas espécies, umas com asas e outras vantagens, e ela porém presa ao chão,ao seu galho,furtiva nas folhagens...
Um dia,cansada de apenas circular,quis dar uma volta,e foi até as margens do Rio,beber e comer,quando viu algo tão inesperado,pois que a figura si afugentava qualquer um quea visse,então não entendeu porque ele não fugiu,e já desconsertada parou seus passos diante dos olhos paralisantes dele que disse:
-Oi,tudo bem?
Sua resposta foi toda atrapalhada,mas manteve sua pose,afinal todos fogem:
-Sim,obrigada.
Ele sorriu,e continuou o seu caminho,ela o dela,mas não antes de se olharem atentamente.
A expressão curiosa e misteriosa daqueles olhos não saíram mais da mente.Virava e mexia,eles a encaravam, como se olhassem além,como se vissem além dos olhos lindos profundos e tristes dela que se sentiu despida,invadida,profanada,mas muito atraída.
Ela comeu e bebeu,mas o tempo todo uma sensação de estar sendo observada.Quando terminou voltou para o seu galho.
Lá de cima,em meio as folhas,percebeu que ainda não tinha reparado a vista maravilhosa que tinha.Todas aquelas copas de árvores, umas altas,outras baixas,a passarada fazendo festa,seus olhos se abriram de uma maneira tão ampla que nada cabia no seu campo de visão.Então olhou lá, próximo a margem sob a sombra do carvalho, estava ele que também olhava para ela,coisa que ele fazia já havia algum tempo.
Os dias se seguiram,e ela mal podia esperar que eles se esbarrassem outra vez.Ela voltou no Rio,e não o viu.
Foi então,que passava por ali um rebanho,não muito numeroso,mas que iria aumentar no encontro do Rio com as águas da Cachoeira,lá estava ele,passando no meio do gado,faceiro e presunçoso,olhou para ela que também passava, sorriu como quem a desafiasse a continuar olhando,e ela cedeu aos seus instintos, não recuou,aceitando o desafio.
Aquela troca de sorrisos e olhares,durou o suficiente, até o encontro das águas, depois dali cada um tomou seu rumo.
Dias depois ele estava à beira do Rio,debaixo do seu carvalho, quando ela chegou,silenciosa,mas ele já sabia da presença dela,e tentou deixá-la mais à vontade.
-Segundo nossas naturezas, um de nós não sairá vivo desse encontro.
-Faz tempo que não me alimento.-retrucou ela com destemor.
-Eu também,entretando tenho sangue frio,posso ficar meses sem me alimentar...
-Isso não faz de você mais forte.
-Nem fraco.Te observo já faz tempo.Nunca vi uma fera tão pacata,você se segura muito, por quê? Você é linda,e se esconde?Tem um poder que poucos tem e muitos desejam.Sua natureza é livre,e não aproveita,fica deitada lá em cima,o mundo não é só o seu quintal.
Ela se assustou com o que ele dizia:
-Não sou nenhuma fera!
-Não negue quem você é!
E caminhando até a beira d'água,ele mostrou para ela um reflexo na água:
-O que vê?
-Uma onça.
-Eu vejo uma fera,presa por correntes e jaula invisíveis.Uma fera linda,cheia de um potencial desconhecido por ela mesma.-ela olhou demoradamente para o que via,de uma forma jamais vista por ela própria, encontrou a criatura a quem ele se referia,ele virou o rosto dela para ele e olhou profundamente nos olhos dela,alisou seu rosto delicadamente e continuou -tens uma beleza rara,uma pureza que nunca vi,do que você tem medo?
-Há muito não via esta fera,e é melhor que continue assim.Dessa forma não haverá estragos desnecessários, vidas serão poupadas,e todos ficarão bem.
-Menos você!-disse ele com pertinência.
-É um preço.
-Que você não precisa pagar sozinha.Liberte-se!
Olhando triste para a imagem na água, ela disse:
-Não posso,é arriscado demais,muito perigoso..
Se virou rapidamente,e num salto sumiu.
( continua)

Inserida por oncaparda

Transtorno de domingo


Aos olhos de todos - as vísceras - completamente expostas. Expostas feito quadros, feito instalações contemporâneas nas ruas da periferia. Sacadas ao meio dia na frente de todos, na porta da padaria. E o corpo, sem identidade ou cor revirado às avessas, a revelia de sua vontade. Caído de ponta a cabeça na sarjeta, após tamanha tormenta.

De repente, um grande alvoroço! As sirenes do carro de resgate interrompem o silêncio local - chegam primeiro que a polícia - essa chega instantes depois com todo seu aparato.Mas já é tarde demais!

Todos observam calados, incrédulos com o ocorrido. Ninguém fala nada, ninguém vai embora. E como se ainda esperassem acontecer algo permanecem no local, velando o corpo. O sangue encarnado que escorre do corpo já roxo, segue pela guia da calçada em linha reta, na direção do esgoto.

Já se passam das sete da noite e o corpo permanece ali, no mesmo lugar! Só que agora coberto com uma manta de papelão improvisada, feita de caixas de óleo de soja, doadas pelo dono da padaria. Ninguém parece ter pressa de tirá-lo daquele lugar. Só o dono da padaria se preocupa com o corpo, pois já é hora de baixar as portas, de fechar o comércio e acabar com todo aquele grande transtorno de domingo.

Inserida por JotaW

Porque nos contam contos de fadas quando crianças?
Crescemos com uma expectativa muito errada sobre a vida.
Crescemos e vemos que a vida não é nada daquilo que nos contavam quando éramos crianças.
A vida é dura, é triste, é difícil.
Temos que lutar muito para chegar perto de um possível "final feliz".

Inserida por ErickFonseca

Lição de um cão putrefato
Certo dia a caminhar e pensar minha'mada,
Conjecturando se o amor me abatera pela beleza.
Não foi por serdes bela, esta foi minha certeza,
Após estudar um cão putrefato na estrada.

Parei à estudar aquela coisa torta.
Outrora criatura, agora poço de verme.
Transmutaram em piscina a antiga epiderme.
A vida surgindo da vida já morta.

É estado da mente a beleza encantada.
Muito aprendi em pouca caminhada.
Aprendi a lição e nisto sou grato.

Não sei se por justiça natural ou ironia,
Mas sei que tua beleza, querida, algum dia
Será semelhante à do cão putrefato.

Inserida por demariojr

Os cabelos ruivos contrastam com a personalidade forte e constantemente entra em conflito com a menina que poucos conheceram. A sua felicidade contagia qualquer um que passe pela sua vida, e eu nunca vou esquecer a primeira vez em que nos vimos, eu assistia alguns amigos tocarem em um barzinho, e ela dançava freneticamente enquanto tomava uma cerveja.
E quando eu percebi já conversávamos todos os dias, e ela já sabia um monte de coisas sobre mim, e vice versa. O tempo voava quando estávamos juntos, e a cada despedida eu tinha mais vontade de pegar ela pela mão e sumir.
Mas chegou em um ponto que não tinha mais como fingir, estava ficando sério, e nenhum dos dois estava preparado para isso, é irônico como o universo conspira nas piores horas. E o que nem chegou a começar, terminou. No começo foi difícil, acordava constantemente sentindo sua falta, olhava as fotos, e pensava se ela estava bem, se precisava de um abraço, criava na minha cabeça motivos para falar com ela uma última vez. Nesse ponto ela sempre foi mais forte que eu. A ficha caiu quando soube que ela tinha voltado para um relacionamento antigo, agora estava decidido, e o que me restou foi guardar as lembranças de uma das melhores temporadas de verão que passei nesta cidade. O tempo passou, e a vida seguiu, e muitas vezes me peguei lembrando das suas caras e bocas, ria sozinho da minha falta de sorte. "Ela deve estar feliz", dizia para mim mesmo.
Até que um dia recebo uma mensagem dela, e na semana seguinte não teve um dia em que não trocamos mensagens, e ela continuava linda e alegre como no dia em que a conheci. Rimos quando comentamos o quanto nos demos bem, e resolvemos marcar um reencontro. Senti um frio na barriga, afinal fazia muito tempo desde o ultimo encontro. Qual seria a minha reação ao ver aquele rosto que por um tempo me trouxe alegria e inspiração. Me policiava constantemente para não dizer nada que a assustasse, pois a verdade é que eu nunca a tinha esquecido, apenas tinha guardado as sensações que eu imaginava que nunca mais teria, a ternura de um sorriso, o cheiro de sua pele, o primeiro beijo.
Ao ver ela, parecia que alguém tinha apertado o botão "pause", e todas essas sensações, guardadas em uma caixinha lacrada, apareceram quando a vi parada na minha frente, e nada mais importava além de ver ela sorrir e reluzir. A verdade é que existem pessoas que estão ligadas antes mesmo antes de se conhecerem, e era visível como tínhamos uma boa relação.

(...)

Inserida por odeahelena

Cecília não sabe amar
Cecília não era uma mulher de beleza padronizada ao que se diz perfeito, não tinha as melhores roupas, não sabia caminhar e beber água ao mesmo tempo, ao ficar nervosa sua cor nitidamente virava pimentão e suas palavras não saiam como queria. Não conhece o mundo nem sabe viver nele, tem medo do que não é como imaginara ao mesmo que tem fome de extraordinárias descobertas.
Vinte e três anos, muitas histórias tristes para contar com um grande sorriso no rosto preenchido de formas e linhas que a representam mais que qualquer coisa, cabelinhos negros que ela insiste em mudar, noites em claro, pois na sua vida a noite é o começo e não o fim.
As novelas que via na infância a fizeram ver o amor como algo bom que com sorte um dia teria o prazer de viver, porém, a vida não foi tão generosa e para ela a coisa toda para todo mundo se torna injusta quando o assunto é amar e ser amado. Persiste procurando, seja uma brecha, uma esperança que as pessoas podem ser boas o suficiente para desfrutar do privilégio que é o AMOR, mas em seu caminho só encontrou espinhos e seres espinhosos em que a incessante luta pelo Ego é mais importante do que dar e receber uma dádiva tão simples e que na verdade é o que tem de mais sublime na vida de qualquer miserável.
Segue andando sobe seus caquinhos sem apanhá-los, pois, o que se foi renova-se. Mas o que faz falta é doloroso demais para ser remexido e melhorado. De todas as esperanças perdidas, só o amor ainda insisti em brotar em seu peito, o que a faz acreditar que é só isso de fato importa na vida, que o amor não é uma escolha e sim um dever, uma lei a ser cumprida aqui na terra e além dela e que no fim só o amor explica tudo e dar sentido ao que não tem sentido.

- Andrêssa Agnel .

Inserida por Autoraandressamatos

Théo, O Peixinho Azul
Théo é um peixinho azul, que vive no mar.
Ele está sempre sozinho, pois acha que no fundo do mar não pode ter amiguinhos. Sempre a cantar, ele brinca entre os corais, na beleza das estrelas do mar, cavalos marinhos, polvos e todas as curiosidades que existem na imensidão dos mares. Tudo é tão lindo e colorido!
Navegando entre as profundezas ele vê vários peixinhos laranja de longe a brincar, de repente Lucas um peixinho palhaço o vê, Théo assustado esconde atrás de uma pedra, e uma de suas nadadeiras agarra entre os corais, Lucas aproxima e vendo o desespero do peixinho azul, chama os seus amiguinhos laranjas;
- Ei pessoal venham me ajudar!
Os peixinhos palhaços que brincavam distraídos ouviram o chamado de Lucas e logo vieram ajudar. Num trabalho coletivo conseguiram soltar as nadadeiras de Théo o Peixinho Azul.
Théo ficou imensamente feliz e agradecido!
- Olá, eu sou o Lucas! Disse o Peixinho laranja, qual o seu nome?
Théo, timidamente apresenta- se aos novos amiguinhos e agradece a todos pelo resgate.
Lucas animado pergunta a Théo:
- Vamos brincar?
Théo sentia-se tão feliz com o convite que saiu com os novos amiguinhos a cantarolar.

Inserida por Valesca5

- Sorria mesmo que os problemas acabem com seu dia. Sorria mesmo que o seu coração esteja quebrado. Se você apenas sorrir, todos os seus problemas podem desaparecer.
- Mas não é possível sorrir.
- Mostre seu sorriso para mim
- Meu sorriso se esconde…
- Seu sorriso é o mais belo.
- Meu sorriso pode ser belo, mas o que me corrói por dentro faz com que tudo que há em mim, se torne feio.
- Nada em você é feio, olhe-se no espelho.
- Se eu me olhar no espelho, vou querer morrer.
- Morte é uma palavra forte…
- Morte é do que eu preciso.
- Você precisa de amor.
- Amor é para quem não tem o que fazer.
- Amor é para quem sabe viver.
- Você precisa de amigos de verdade.
- Nesse ponto eu concordo com você, eu preciso de amigos de verdade.
- Você precisa de quem te faça sorrir, de quem te faça mostrar esse teu sorriso lindo.
- Eu preciso ficar só.
- Tem certeza que é disso que você precisa?
- Tenho absoluta certeza que não preciso de você.
- Se eu não fosse eu, você iria precisar?
- Não, você poderia ser quem fosse que eu não precisaria.
- Você precisa de um abraço
- Me largue!
- Acalmasse, feche seus olhos…
- Eu não preciso de você.
- Você precisa de mim mais do que pensa.
- Eu quero você… Longe de mim.
- Você quer meus braços te envolvendo levemente
- Eu quero você…
- Eu sei, eu quero você mais do que você pensa.
- Você não quer…
- Eu quero você.
- Pra que você iria me querer?
- Para te ensinar a amar.
- Eu preciso aprender a amar?
- Todos precisam
- Então me abraça e me ensina a amar.
- Quer mesmo que eu ensine você a amar?
- Quero.
- Feche seus olhos.
- Estão fechados.
- Agora, só os abra quando você sentir o amor entrar em você.
- Mas como eu vou…
Ela aprendeu a amar, com um único beijo e finalmente conseguiu abrir seus olhos e sorrir."

Inserida por cibelesantoss

Para uma história realmente chamar a atenção do leitor, é necessário entreter e desperta sua curiosidade. O enredo deve possuir uma estrutura muito linear e cativante: exposição da situação inicial, apresentação do protagonista, construção da tensão, mais apelo na construção da tensão, um personagem contrapondo uma tensão absurdamente crescente, um antagonista que não seja uma alternativa barata à resolução da trama e o arremate.
Os personagens de contos de fadas não são ambivalentes; eles são ambos bons ou maus, como todos nós não somos na realidade. Cada personagem é completamente bom ou ruim. O homem quer um mundo onde o bem e o mal está claramente discernível como é seu desejo, inato e indomável.
Escolher animais como protagonistas atende uma gama de aspectos e invalida outros. Julgamentos antes da compreensão podem ser obtido com a utilização de animais. Lobos são maus, ovelhas obedecem, formigas são trabalhadoras e burros são petistas. Humanos são mais animais; o que força algo que chamamos – e quando digo, “chamamos”, acabo de chamar – de paradoxo-da-decisão-do-que-fazer.

Inserida por Gazineu

Meu Ernesto Azul...


Voltava eu daquelas paragens de Pirapora, dirigindo meu possante Gordini Delfini, carinhosamente tratado por Ernesto, já de cor não muito definida, trazia uns leves amassados em ambas as portas, umas ferrugens no piso, faltava-lhe o retrovisor esquerdo e o para-choque traseiro... nada demais!




Mas aquele Gordini era meu xodó, até carreto o “bravo Ernesto” fazia: meio metro de brita ou de areia pra ele não era nada. Só não se dava bem com subidas, em compensação, nas descidas, ninguém e nem nada o segurava. Um detalhe que não podia de esquecer, no momento de passar a marcha, tinha de ir da primeira pra terceira... em algum momento ou lugar, ele perdeu a segunda marcha, porém, uma certeza eu tinha: um dia, mesmo que não parecesse, sua já havia sido cor foi azul, mas, não um azul qualquer, um de respeito, admirável e solenemente azul. Bem, mas isso se deu em tempos que eu ainda não havia vindo ao mundo.




Dona Orsina, mãe de “Zé Goiaba”, me encomendou um carreto: levar 14 frangos até o sítio de João da Grelha. Em troca de “dois dedos” de pinga, Juvenal aceitou a incumbência de me ajudar nessa empreitada, mas, não deu muito certo, numa curva de chão batido, entre a porteira da Fazenda Craviola e a ponte do Manguezal, meu amigo Ernesto foi, literalmente, atropelado por um boi. Mas, não um boi qualquer! Foi um desses de grande porte, de passos firmes, grandes orelhas caídas, negro focinho, peitoral extenso, parecia ter sido “construído” de concreto e músculos, coberto por uma pele negra, com algumas manchas brancas e outras, em leves tons marrons, reluzentes. Estava selado o destino de Ernesto: faleceu ali, naquela curva e o boi, seguiu em frente... sequer olhou pra trás. Seguiu seu caminho, me deixando apenas com o que sobrou de meu companheiro, dores pelo corpo e vendo os frangos entrando no manguezal.




Pensei até em fazer o velório e o enterro de Ernesto, mas o Padre Policarpo me aconselhou a não fazer, segundo palavras dele, “seria uma sandice”, na hora, entendi sanduiche, e rebati: “Não sô padre, vô fazê é o enterramento do Ernesto, num é um lanche não”, e o Padre nem respondeu, virou as costas e saiu resmungando: “é cada uma que parecem duas...”.




Voltando àquela curva, onde jazia Ernesto, me deparei com Bento Carroceiro e, entre uma prosa e outra, contei a ele de meu luto e que não ia conseguir enterrar Ernesto. Foi quando Bento me disse: “mas ocê é bobo demais, sô! Hoje, ninguém enterra mais ninguém não, só toca fogo e pronto. Depois, pega as cinzas e joga no rio. Isso é que é coisa chique”.




Pensei, matutei e decidi seguir o conselho de Bento. Toquei fogo em Ernesto ali mesmo e fiquei olhando ele queimar. Chorei muito, doeu fazer aquilo, mas o que mais me intrigou foi o caminhão de feno de Tião Matadô passar ali exatamente na hora que Ernesto queimava. Senti cheiro de mato queimando e, logo que olhei pro fim da curva, vi que o feno que o caminhão de Tião Matadô levava, queimava e a chama já subia pra mais de 10 metros...

Inserida por mucio_bruck

O tempo e o espeço nunca estão separados, pois não podem viver sem a companhia do outro. Mas você sabe o porquê? É sobre isso que esta estoria vai contar.
Era uma vez dois grandes irmãos um era chamado de Tempo, o outro era o Espaço. O Espaço era um garoto alegre, sempre radiante e cheio de energia. Já o tempo, bem, era sempre mal humorado nunca era uma boa hora para ele.
Um dia, um humano conseguiu se aproximar dos irmãos e conversou com o Tempo.
"Tempo, por que é sempre mal humorado?"
"Não sou mal humorado, sou apenas uma pessoa entediada."
"entediada por quê? Você é incrível, sabe tudo que já ocorreu e tudo que ocorrerá. Como pode se entediar dessa forma?"
"O Espaço diz a mesma coisa, mas e daí que sei de tudo? Conheço o passado, mas não posso muda-lo, vejo o futuro, mas não posso evita-lo. O tempo é algo magnifico, mas o único que podemos viver é o presente. Eu sou o único ser de todos os seres que não foi abençoado com o tempo, não vejo passado, presente, ou futuro, eu não sei o que eu vejo! Nem sei se essa conversa já aconteceu, vai acontecer, ou está acontecendo! Eu só queria ter tempo."
Suas lágrimas ecoaram pelo seu irmão, Espaço. Ele mandou o humano embora e consolou seu irmão.
"Por que nunca me disse isso antes?
"pra que!? Eu sou amaldiçoado, nunca vou poder... ", Tempo não conseguia terminar suas frases, de tantas lágrimas que soltava.
"Então vamos nos unir."
"mas..."
"Assim você conseguirá sorrir"
"Mas assim você perderá sua liberdade, não poderá sair na hora que quiser, ficará preso."
"Qual é o problema? Não é justo que apenas eu sorria."

Inserida por Thatsu