Contos de Fábulas

Cerca de 863 frases e pensamentos: Contos de Fábulas

⁠Embora eu passe o dia casado, compromissado com tudo, eu conto nos dedos as horas, os minutos, os segundos até chegar a noite.
Eu sou amante da noite. Linda, misteriosa, perigosa e mágica noite.
Eu quero pular sorridente nesse escuro, quero me jogar e não voltar mais.
Eu posso sentir o calor por dentro do frio, eu me equivco facilmente quando chega a noite. Me torno infaltil e amadereço quando chega o sol.

Inserida por jobsonoliveira

⁠Eu descobri da forma mais dolorosa que conto de fadas não existem!
Aprendi que a dor chega pra todo mundo e que respirar as vezes chega a ser quase impossível.
Aprendi que se relacionar é um infinito bate e apanha e que não tem como não sair machucado desse ring.
Aprendi que vencer nem sempre é sobre ganhar, as vezes é sobre participar.
Aprendi que os dias são ligeiros e que guardar cada momento é indispensável pois do amanhã não temos o mínimo conhecimento.
Aprendi que o amor é uma escolha e que ele não chega até nós enquanto não estamos curados, porque sangrar em cima de quem não te bateu é a pior forma de machucar alguém.
Aprendi que sofrer também é uma escolha, porque restaurar a paz dentro de si é necessário e o caos não é permanente.

Inserida por liednaklindjeybatist

⁠↠Catopês ↞
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Dança, ritmo, até mesmo um batuque,
Conto um folclore de Minas Gerais, antes que eu caduque.
Há 170 anos, Marujos, Cabloquinhos e Catopês
Os festeiros cantam em frente a minha casa de sapê.
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Em Montes Claros, no mês de agosto
O povo humilde toma o seu posto,
De reis e rainhas, príncipes e princesas, imperador e imperatrizes
E em uma mesma folia, a origem das suas raízes.
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Homenageiam o Divino, São Benedito e Nossa Senhora
Os Santos atendem as preces, sem demora,
Cada fiel com sua roupa: bonitos, alegres, porém pobres
Com chinelas ou descalços, porque não tem cobre.
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Carregam na voz a suas maiores riquezas: a sua tradição,
A crença na religião, o sacrossanto de devoção,
Ser escola e ter a história como convicção,
E manter esta cerimônia sem fim, no coração.
Que seja ad aeternum a cultura deste sertão!

Inserida por clickinview

Assim como a rosa no inverno.
Ela se despedaça. A cada conto não contado
A cada vento frio que a desfaz em milhões de pedacinhos
Como cacos de vidros que tem cortes profundos dolorosos é despertado ao som de uma bela melodia tão pura e sincera, como seus piores segredos não revelados fosse se colocando em pratica em um estalar de dedos , horas e horas de pesadelos não composto por um só verso
Noites mal dormidas por sentimentos que não tem fim.
Isso é caso de loucura em uma outra realidade só minha, onde minha querida rosa consegue amar sem nenhum pudor, onde qualquer não realidade tão impura não consegue entrar,
Sem diferença de amar, minha querida rosa se apaixona por uma bela Julieta sem Romeu para interferir nesse romance proibido , que belo mundo artificial eu criei, para fugir do mundo real, cercados por uma sociedade hipócrita e abusiva por seus direitos de ganancia.
Mas nesse mundo quem não enlouquece leva uma vida de merda. Eu sou louca e sempre serei. Por amar aquela Julieta tão loucamente como nenhuma outra!


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Inserida por correios_da_hope

⁠Amor e Solidão -

Na minha voz há um segredo
que não conto por ter medo
que não conto por te amar;
meu amor não é vaidade
meu amor é da saudade
que trago em mim do teu olhar.

No meu corpo há um cansaço
uma dor que quando passo
ninguém fica indiferente;
uma dor que se desprende
que ali mesmo até se prende
ao olhar de toda a gente!

No meu peito vai o teu rosto
na minha boca o teu gosto
levo em mim esta paixão;
nosso amor que se perdia
ao sabor de um triste dia
não foi amor, foi solidão.

Inserida por Eliot

Conto escrito sob inspiração de imagem recebida...
Qualquer semelhança com fatos reais, será apenas mera coincidencia,
fruto da inspiração de algo que pode ter sido vivido por alguém, e pode
estar mandando um recado a quem interessar possa...
Ósculos e amplexos
Marcial

REGRESSO À CASA DO LAGO
Marcial Salaverry

As recordações da infância sempre nos assaltam a memória. Buscamos as origens, procurando explicações para os fatos que nos levaram a tomar determinados rumos em nossa vida. Depois de longos anos afastado de minhas origens, ao saber que meu pai havia falecido, resolvi voltar ao passado, rever os fantasmas que me haviam afastado do convívio familiar.

Ao entrar no trem que me levaria àquela pequena cidade onde vivera na minha infância, as imagens começaram a chegar à minha memória... Aquela casa enorme, imponente, às margens do lago era o ponto marcante de tudo. A obsessão com que meu pai fazia questão de marcar as origens de nossa família, sempre entrava em choque com minha maneira de pensar. A mansão familiar ocupava um amplo terreno, dominando o lago. Considerava o ponto ideal para um hotel de luxo, aproveitando o visual, a topografia do terreno. Seria realmente um grande sucesso. Poderia fazer fortuna com esse empreendimento. Já havia uma incorporadora que desejava executar a obra. Tentei convencer meu pai a fazê-lo. Negou-se peremptoriamente. Disse que jamais macularia as tradições familiares por causa de dinheiro.

Jamais me esquecerei da última discussão, quando trocamos palavras amargas demais. Chamei-o de velho teimoso e retrógrado e coisas mais pesadas. Terminei dizendo que iria viver minha vida, e que não queria mais vê-lo, e mal sabia que não o veria mesmo. Consegui relativo êxito em minhas tentativas, sempre tropeçando no que meu pai sempre me dizia, minha precipitação, minha urgência em querer conseguir tudo.
Muitas vezes me vi tentado a voltar, e reconhecer que ele estava certo. Mas a teimosia era hereditária. Recusava-me a admitir minha incapacidade para o enriquecimento que prometera a ele. Dissera que só voltaria após fazer fortuna. Rira quando ele disse que a fortuna estava ali, nas origens da família.

Ao desembarcar na estação, e pegar o táxi que me levaria à mansão, que agora poderia vender e fazer o hotel de meus sonhos, era só nisso que pensava. Mas agora, sentado onde costumava ficar com meu pai, em um outeiro um pouco afastado da mansão, local que propicia uma visão fantástica da mansão, refletindo-a inteiramente nas mansas águas do lago, fiquei absorto contemplando aquela imagem que me levava à infância, às conversas que sempre tivera com ele, e que tanta falta me fizeram depois, nos tropeços que dei pela vida afora.

O casarão, imponente, lembrava as tradições que meu pai tão ferrenhamente defendera. Acontece que sua imagem, curiosamente refletia-se nas mansas águas do lago, como se estivesse de cabeça para baixo, ou seja, ao contrário. Naquele instante, as águas como que pararam, ficaram totalmente imóveis... Vi então, o que fizera de minha vida, a deixara de pernas para o ar, tentando provar alguma coisa, que agora me parecia totalmente irrelevante. Por causa disso, dessas minhas idéias, tinha perdido anos de convivência com minha família.

Essa imagem da mansão refletida no lago, fez-me ver o que fizera de minha vida, movido por uma ambição sem limites. Tomei então a decisão. Iria voltar àquele vetusto casarão, trazer minha família e ensinar aos meus filhos toda a história familiar, procurando fazer com que eles possam sentir o orgulho que eu sentia quando era criança, e que depois desprezei. Espero que não tenham que sentir sua vida, como senti a minha, vendo a imagem da mansão refletida nas plácidas águas do lago...

Com a inspiração da linda imagem, desejo lembrar que devemos respeitar a história de nossa vida, o que poderá sempre proporcionar que possamos viver UM LINDO DIA, com recordações do que vivemos ao longo de nossa vida, e que muitas vezes desprezamos em nome da ambição, do desejo de fazer fortuna, quando em nosso coração ela está bem enraizada...

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠Eu me deito e conto mentira
Me arrependo e minha conta outras
Eu conto ovelhas com sono de canto
e choro em conta gotas

Me conta quanto custa?
Eu pago! pra sorrir fácil
E dormir leve, juro irmão eu pago

Eu bebo, eu trago, rabisco, apago
Se eu precisar eu me estrago
Mas e porque eu preciso adocicar esse amargo

Eu escrevi no papel eu quero mudar
Não quero né, eu preciso
Então já comecei escrevendo errado

Converso com Deus
Igual um amigo do bar
Por que pelo o menos um de nós estava bebendo
Querido céu hoje eu te vi chorar
Por isso eu dormi chovendo.
ASS: Nilson Neto

Inserida por NilsonNeto

⁠Faz de conta


No palco da vida, enceno um sonho,
Onde somos atores de um conto medonho.
Faz de conta que somos felizes,
Numa história sem dor, sem cicatrizes.
Na história inventado, te encontro sorrindo,
Teus olhos, estrelas, meu coração, abrindo.
Cada cena, um beijo, cada ato, um abraço,
Faz de conta que o tempo não passa.
Na fantasia, somos eternos amantes,
Dançamos ao som dos desejos constantes.
Faz de conta que a tristeza não existe,
Que o amor é eterno e sempre persiste.
Se a realidade nos ferir com sua lança,
Faz de conta que o amor é a única herança.
Nos braços do sonho, deixemos viver,
Faz de conta que nunca vou te perder.

Inserida por EderPrioli

⁠⁠E desse encontro só
sobrou um conto sem ponto.
Por isso, escrevo saudade
vazia em uma pequena poesia.

Versos tão tangíveis que posso
senti-los em minhas mãos.

Instantes que se dissolvem
em horas a ponto de não perceber
que o dia já está para amanhecer.

Quando me dou conta do que dizer,
acabo por escrever minha sina:
O tempo não comprou passagem
de volta, hoje sou eu sem você.

Inserida por PQT

⁠Espetáculo

Assim é, amor, como bem sabes
Dos sonhos meus que te conto ao acordar
Do som dos pássaros que cantam conforme o nosso passo
Dos registros que eternizamos no palco da vida

E sabes, assim, como bem é – amor
Das nossas intimidades singulares pelas noites
Do doce tocar do meu rosto no seu e…
dos nossos olhares distraídos, perdidos – em nossa própria imensidão.

Passa por nós o tempo tão breve
que abre e fecha as cortinas do nosso espetáculo.
Do rio que corre e nos renova a cada encontro.

Mas eterniza (na memória) o sentimento –
do pouco de cada um que no outro fica.
(Tão breve o tempo, mas tão belo o caminhar)

E descubro, paciente, o viver (tão seu).
Enquanto ouço os aplausos dos outros eus sobre nós.

Inserida por igoralisson

Fiquei doido, fiquei tonto...
Meus beijos foram sem conto,
Apertei-a contra mim,
Aconcheguei-a em meus braços,
Embriaguei-me de abraços...
Fiquei tonto e foi assim...

Sua boca sabe a flores,
Bonequinha, meus amores,
Minha boneca que tem
Bracinhos para enlaçar-me,
E tantos beijos p'ra dar-me
Quantos eu lhe dou também.

Ah que tontura e que fogo!
Se estou perto dela, é logo
Uma pressa em meu olhar,
Uma música em minha alma,
Perdida de toda a calma,
E eu sem a querer achar.

Dá-me beijos, dá-me tantos
Que, enleado nos teus encantos,
Preso nos abraços teus,
Eu não sinta a própria vida,
Nem minha alma, ave perdida
No azul-amor dos teus céus.

Não descanso, não projecto
Nada certo, sempre inquieto
Quando te não beijo, amor,
Por te beijar, e se beijo
Por não me encher o desejo
Nem o meu beijo melhor.

Fernando Pessoa
Pessoa por conhecer: textos para um novo mapa. Lisboa: Estampa, 1990.
Inserida por marcosarmuzel

⁠Quando a gente fica longe um do outro, me dá tanta saudade
Conto os segundos para estar com você
Mas os dias parecem ser mais longos
Os minutos se tornam horas
Mas quando te encontro, parece que somos apenas um
Porque essa saudade que sinto, mesmo que com uma vida toda ao seu lado
Não seria capaz de amenizar......
Te amo.

Inserida por seripodnanref

⁠Nosso amor é tão leve, tão puro, parece com alma de bebê recém nascido;
Nosso amor parece de conto de fadas, tem arco-íris, bolinha de sabão e um céu azul exuberante;
meu amor, você me traz paz, e uma leveza surreal é como a felicidade de receber um presente muito desejado, sabe?
Às vezes nem acredito que isso é real...
Como assim esse amor não saiu de uma historinha clichê?
Você não faz ideia de como te amo e de como te quero e não é só agora, te quero hoje, amanhã e sempre...

Inserida por pensamentodanificado

Poesia livre:Preta sim ! trecho ⁠do mini conto Efigenia a mulher de cor preta sim !

Respeite minha cor
Eu sou mulher
Preta
Preta sim!
Tenho muito orgulho de mim.
Nasce na terra eu sou uma flor
Minha luz desceu de Marte eu sou pura arte
Do signo de Ares
Guerreira pronta para o combate
Cheia de desejo fogo que arde
Sacerdotisa de Afrodite eu sou uma linda miragem
Melodia do cosmos sem. Fim
Que busco enfim um grande amor para mim
Eu sou mulher de cor
Eu sou preciosa de valor
Ramalhete de virtudes
Eu sou amor
Preta
Preta sim !

Inserida por G1l2v3A4N5I6A

⁠o que conto nunca é só aquilo que digo
ouça meu silencio
me enxergue no teu próprio reflexo
em moldura de ouroboros vive o olhar
espelho d’alma
ㅤ
e se for para ir, que vá
para dentro de si e bem longe de mim
ㅤ
volte quando souber cantar a harmonia do meu silencio
para então dançarmos, juntas, nas chamas que crescem do incêndio acometido sobre o véu de seu recalque

Inserida por JulhaL

⁠" CONTO "

Agora é tarde! Todo o mal foi feito
e já não cabe o arrependimento,
qualquer desgosto teu, nenhum lamento
latente, inconformado, no teu peito!

Na história já se põe, o livramento,
depois que o distanciar se fez aceito
e não mais te derramas sobre o leito
em lágrimas ao ter-me em pensamento.

O amor se preservou como lembrança
enquanto o tempo sobre nós se entrança
e se perpetuou como canção…

Assim, ele será nos preservado
apenas como um conto relembrado
que damos tom de afeto e de paixão!

Fiz outra canção pensando em você
de dentro do peito escrevi para te dar.

Conto no relógio, as horas passam e eu só preciso te encontrar.

Quando estás por perto me sinto tão bem, e de coração começo a cantar.


Deito no teu colo, apenas em um segundo já começo a sonhar.

Não sei descrever o que eu sinto aqui,
só te peço não me deixe a sofrer.

pois eu te entreguei a minha vida e sem você eu não quero mais viver.

só sigo se você for com você

Inserida por jhonatas_reis

⁠Sentei na areia, o vento me abraçou
O mar sussurra, conto o tempo que passou
Sinto a Tua paz, Deus, no som desse lugar
Só eu e a brisa, só eu e o mar


Lopayo na beira, sorrindo pro sol
A vida é um sonho, guiado pelo farol
Aqui o tempo para, o mundo vai rodar
Na calma da praia, sinto Deus me abraçar


Passos na areia, desenho sem pressa
Sorriso solto, com Tua paz que me aquece
Cada onda que vem traz Teu som pra lembrar
Que a vida é agora, é só aproveitar


Lopayo na beira, sorrindo pro sol
A vida é um sonho, guiado pelo farol
Aqui o tempo para, o mundo vai rodar
Na calma da praia, sinto Deus me abraçar


Praia do Guaibim, Pratigi, Ituberá
Barra do Serinhaém, que paz de se encontrar
Ilha do Contrato, Morro de São Paulo, que lugar!
Viva e curta a vibe desses lindos lugares


Lopayo na beira, sorriso aberto e leve
Deixo o mundo lá fora, e minha fé me eleve
Aqui na praia, é onde quero ficar
Sentindo o sol e a paz que Deus vem derramar

Inserida por elinaldo_souza

⁠QUESTÃO DE TEMPO

"(...) a nossa vida não é um conto de fadas, a realidade é aqui eu e você. Aquele príncipe que você tanto sonhava, mudou, mudou, loucamente aqui estou. E a princesa por quem sou apaixonado, não largo nunca de você, meu grande amor (...)"

Fragmento da música: QUESTÃO DE TEMPO - AUTOR: DIBARBOSAD.

Inserida por DIBARBOSAD

⁠Capitulo não publicado- O fim
Um dia conto, o quanto gostei de você.

No dia que acreditei fielmente que ele havia apenas fingido um teatro, que as pequenas coisas que achei serem resquícios de um amor não eram reais e me fez como uma palhaça, naquele salão, com meus medos e sentimentos expostos a todos os meus amigos, aos amigos dele e a pessoas que se tornaram parte da história (que na minha cabeça existia), uma parte minha morreu.
A parte que acreditava no amor.
A parte que fazia ser doce.
A parte que me fazia o amar.
Decidi ir embora sim! Mas não podia morrer engasgada com o que sentia. Escrevi uma carta, pedi que em algum momento minhas amigas o entregassem como sinal de que pra min aquilo havia sido importante.
Ele recebeu.
Ele leu.
Esperei ansiosa por pelo menos uma resposta, ainda que não fosse através de uma carta.
Ele não respondeu.
O maior trauma, nunca foi o acidente, sempre foi ele.
Jurei amores por alguém que não fez o mínimo em me responder.
Só foi difícil processar tudo, ainda é.
Nosso magnetismo , nossa química, nosso amor, ou melhor o MEU amor, o único existente entre nós, parecem estar grudados a uma memória que não saem de mim Posso por vezes ter parecido a louca que apaixonou sozinha,e acredito que seja! De fato, na minha cabeça nossa história parecia como algo que poderia dar certo, eu te o amei, da forma mais absurda, mais catastrófica e intensa! Dessas que a gente não mede esforços, dessas que a gente quer cruzar distâncias, que cuidar loucamente e também tirar a dor do outro pra ser a nossa…
Acordei do coma, isso!
Do coma do acidente.
Ou do coma da situação, não sei…
A recuperação não foi tão fácil!
Fisioterapias, acompanhamentos com a psicóloga, alta dosagem de medicamentos, fonoaudióloga, oftalmologista.
Pareço estar falando apenas de procedimentos médicos, mas não…
Intensas fisioterapias para voltar a andar sem as muletas da dependência emocional que criei dele, das memórias que jurei serem reais por algum momento.
Incontáveis induções de drogas (medicamentos) de tarja preta, para tirar a imensa dor que estava em meu coração.
Acompanhamento psicológico, para explicar a minha mente a tamanha dor do meu coração, que era estancada pelos remédios.
Oftalmologista, pra enxergar a realidade como é: Andrew não me escolheu, nunca me escolheu e nunca irá me escolher.
Fonoaudióloga, para voltar a falar e ouvir o que sinto sem achar que estou cometendo um crime.
Não foram dias fáceis, mas consegui!
Recuperei-me do trauma de anos, em meses. A Catherine estava de volta e a famosa alta veio, acompanhada de uma esperança a todos (inclusive os médicos) de que minha vida voltasse a ser como antes, ou melhor!
Pra mim, uma missão humanamente impossível já que minha realidade tinha sido bruscamente mudada e meu destino perfeito também.
Encontro o Lucca e o escolhi.
O Lucca? Bem, ele é um analgésico pra mim, estanca a dor que ainda dá as caras de vez em quando.
Melhor ter ao lado alguém agressivo, que machuque apenas meu físico do que alguém que sempre me machucou o emocional sem dó nem piedade.
Um dia eu conto, o quanto você me magoou.
Um dia eu conto, o quanto me decepcionou.
Um dia eu conto, o quanto me torturou.
Um dia eu conto, o quanto me humilhou.
Ou talvez,
Eu não conte.
Apenas te mate na minha imaginação, memória e com sorte, na vida, assim como você matou uma parte minha, matou a Catherine, a “sua” Catherine.

Inserida por acamisabreuu