Contos de Fábulas
O conto de fadas da sua vida
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo e juntos sermos felizes para sempre?
Ele respondeu de maneira bem objetiva:
- Não!
E mesmo assim a moça viveu feliz para sempre, e o rapaz também!
Ambos saíram de suas torres, e cada um para um lado, foram viajar, conhecer outras pessoas, visitar muitos lugares. Ele foi morar na praia, ela já preferiu a cidade grande. Ele terminou a faculdade, trabalhou muito, comprou um carro, mobiliou sua casa. Ela terminou seus estudos e não quis fazer faculdade, mas conseguiu um bom emprego, financiou um apartamento e comprou uma moto. Como sua audácia e criatividade sempre a fizeram se destacar em tudo que fazia, conquistou muitas outras coisas. E ele também! Sempre estavam sorrindo e de bom humor, nunca lhes faltavam nada, bebiam uns drinks com seus amigos sempre que estavam com vontade e ninguém mandava neles.
Mas a vida não foi esse conto de fadas tão lindo e perfeito. Enfrentaram dragões e florestas escuras pelo caminho. Lobos em pele de cordeiros e bruxas tentando os envenenar. Tiveram algumas perdas, e às vezes não conseguiram acreditar em si. Até pensaram em desistir de seus sonhos. No entanto, perceberam que não haveria um gênio da lâmpada para lhes conceder seus desejos e tudo que quisessem haveria de ser conquistado com o próprio esforço.
E, assim, os dois jovens seguiram em frente, contando suas próprias histórias, escrevendo suas narrativas em primeira pessoa. Descobrindo que o seu amor verdadeiro, são eles mesmos, para todo o sempre!
Eu estava vivendo um conto de fadas
Onde eu estava apaixonada
Achei que séria para sempre
Mas depois daquela ultima mensagem veio o silêncio.
Agora nos reencontramos
E no calor dos seus beijos
A distância pareceu nunca ter existido
E no calor dos seus braços
O silêncio foi substituído
Pelo som dos preparativos da festa
Que recomeçou no meu coração
CONTO DE NATAL
Era uma noite fria e escura
Numa aldeia perdida ou talvez esquecida
Em Trás os Montes
Onde uma menina passava o seu primeiro Natal
Depois de chegar de África (Luanda)
Era tudo novo, diferente, frio, escuro
Ela que tinha vivido com sol, calor, praia
Sentia-se perdida num mundo, para ela diferente
A casa dos avós até era muito acolhedora
Mas ela sentia falta da sua casa
Do seu quarto, da sua escola, de tudo
Em casa dos avós, o colchão era de palha
Tinha um cheiro muito esquisito
Lá vivia uma menina sonhadora
Morava com os pais e com os seus irmãos
Era uma noite fria
Às portas da guerra da independência
Que viria muito brevemente a acontecer
Mudando-lhe a vida e marcando-lhe para sempre
Era a noite de Natal não havia presentes
E muito menos a árvore de Natal
Ou o Presépio, mas havia alegria e amor
Os pais davam muito carinho aos seus filhos
Mesmo sem a árvore de Natal e sem presentes
Contavam-se histórias à lareira, o riso era constante
Foi uma noite que nunca mais esqueceu
Aquela menina de dez anos
Numa noite fria e escura, mas quente no seu coração
Era a noite de Natal fria
E gelada numa aldeia em Trás-os-Montes
Passada em casa dos meus avós numa noite de Natal.
Aos que inventaram o mito "Deus" minhas felicitações.
Este conto foi pra que tão somente satisfaça alguns de seus desejos!
Fora deste conceito Deus não serve pra nada.
Digam-lhes que, o céu não existe, inferno muito menos, e que nunca houve nem irá haver proteção e benevolências.
...e o mito desaparecerá, se quer será lembrado.
Vivemos a mercê do ego, onde pra se manter produz o medo.
Queremos um gênio numa lâmpada pra eu friccionar, toda vez que "eu" estiver em declínio ou com nescessidades.
É, ou não é, uma ilusão mitológica alimentada pelo orgulho e vaidade?
Nos erros da vida
Te perdi sem perceber
Hoje conto
Nesse pequeno texto
"A história que me fez se apaixonar por você"
Te conheci
Em uma noite estrelada
Naquela noite
Percebi que
Mais forte que o brilho da lua
Era seu olhar
Desde então
Fico vagando na noite
Procurando a tal estrela
Que se foi tão depressa
Onde estar você minha amada?
Por que se escondes de mim?
Não tenhas medo!
Aliás
Não duvide do que sinto.
Noites e mais noites
Te busco
Procuro em minhas memórias
Aquele brilho que me fez viver
Onde estas, pequena estrela?
"Será.. que Ainda consegues pensar em mim?:
[...]
Eu não conto carneiros:
É noite, vou para a cama, cerro os olhos para dormir, em vez disso vejo uma frondosa árvore por cima do meu olhar, abro e fecho novamente os olhos e volto desta vez a ver árvores desta vez as suas copas estão afastadas e entre elas vejo o céu com algumas nuvens, mas estranho! Não vejo estrelas.
Assim vão desfilando imagens com árvores, sempre árvores, como se estivesse a assistir à projeção de slides.
Não, eu não conto carneiros, eu conto árvores
25/09/2018 Ec.
Deixa eu te contar...viver não dói.
O que dói e a desconstrução do conto de fadas que acreditávamos ser real, que tão vagarosamente vai ruindo, ao passar dos anos.
E essa desconstrução é um processo tão lento, que dói a conta gotas...com pequenas doses de decepção, desamparo, desespero, angústia...mas viver não dói.
O que dói é perceber que sua bondade se limita a sua utilidade
O Conto do Cachorro e do Gato
Era uma vez um cachorro e um gato que moravam na mesma casa. Eles eram amigos, mas às vezes brigavam por causa da comida, do espaço ou da atenção dos donos. Um dia, eles decidiram fazer uma aposta: quem conseguisse pegar o rato que vivia no porão ganharia o direito de dormir na cama dos donos por uma semana.
O cachorro e o gato foram para o porão e começaram a procurar pelo rato. Eles vasculharam todos os cantos, mas não encontraram nada. Então, eles ouviram um barulho vindo de uma caixa velha. Eles se aproximaram com cuidado e abriram a caixa. Dentro dela, havia um rato enorme, com dentes afiados e olhos vermelhos.
O rato olhou para eles e disse:
- Olá, meus amigos. Eu estava esperando por vocês.
O cachorro e o gato ficaram surpresos e assustados. Eles nunca tinham visto um rato falar antes.
- Quem é você? - perguntou o cachorro.
- Eu sou o rato mágico. Eu posso realizar qualquer desejo que vocês quiserem. Mas só um de cada vez.
- Isso é verdade? - perguntou o gato.
- Claro que é. Vocês querem experimentar?
O cachorro e o gato se olharam com desconfiança. Eles não sabiam se podiam confiar no rato mágico. Mas eles também ficaram curiosos sobre o que ele poderia fazer.
- Tudo bem - disse o cachorro. - Eu quero ser o rei dos cachorros.
- E eu quero ser a rainha dos gatos - disse o gato.
- Muito bem - disse o rato mágico. - Seus desejos são ordens.
Ele estalou os dedos e, num piscar de olhos, o cachorro e o gato desapareceram do porão. Eles foram transportados para um castelo luxuoso, onde eram tratados como realeza por outros cachorros e gatos. Eles tinham tudo o que queriam: comida, brinquedos, carinho e diversão.
Mas eles logo perceberam que havia um problema: eles não podiam mais se ver nem se falar. O castelo era dividido em duas partes: uma para os cachorros e outra para os gatos. E havia uma regra: nenhum cachorro podia entrar na parte dos gatos, nem nenhum gato podia entrar na parte dos cachorros.
O cachorro e o gato sentiram falta um do outro. Eles perceberam que tinham sido enganados pelo rato mágico. Eles não queriam ser reis, eles queriam ser amigos. Eles queriam voltar para a casa onde moravam, com os donos que amavam.
Eles tentaram escapar do castelo, mas não conseguiram. Eles estavam presos naquele lugar para sempre.
E assim termina o conto do cachorro e do gato.
Fim
A vida é feita de loop
Volta sempre ao mesmo conto
Repetindo a mesma história
Revivendo o mesmo ponto
Seguindo um padrão preciso
Sem ter o que por ou tirar
Eu entro com um sorriso
E saio com o penar
Ainda ei de entender
Oque move essa lei
Mesmo sem compreender
É assim que assimilei
A vida
Na vastidão da existência, um conto a tecer,
A vida se desdobra, um mistério a florescer.
Caminhamos pelas trilhas do tempo e do espaço,
Desenhando memórias, cada passo é um traço.
É um baile de momentos, dança infinita e sutil,
Onde o sol beija o horizonte, a lua se faz anil.
Cada dia é um capítulo, folhas em branco a preencher,
Com sonhos, sorrisos, lições a aprender.
Nascer é um presente, uma página em branco a colorir,
Com tons de esperança, alegria a se abrir.
Desafios se apresentam, como ventos a soprar,
Mas em cada tempestade, a força se revela ao olhar.
A vida é um oceano de sentimentos e emoções,
Uma sinfonia de risos, lágrimas e canções.
Enquanto buscamos respostas, a verdade espreita,
No abraço caloroso, na mão que aperta e respeita.
O amor é a essência que transcende o efêmero,
É o fio que conecta cada ser, cada sereno hino.
A vida é uma jornada, um presente a desfrutar,
Um poema em movimento, um constante pulsar.
Então, ergamos nossos corações ao firmamento,
Celebremos cada momento, cada sentimento.
Na tapeçaria da vida, somos fios a tecer,
Cada dia é uma dádiva, um sorriso a oferecer.
Insônia
Despertei, são 23hrs, respiração está acelerada, palpitação, conto as batidas do coração,
Um nó na garganta, nada sobe ou desce, nenhum fio de ideia, só essa sensação estranha, de quem está sozinho na escuridão,
Desprotegido e trêmulo com frio, buscando um abrigo, um colo, tateando uma letra ou outra, sem inspiração para poesia,
mas sei que logo vem eucê.
Você sabe
Tá cansado de saber que a vida não é um conto de fadas
Apesar das façanhas
E das farsas
Eu poderia dizer; "Faça"
Mas não é tão fácil quanto parece
Esconder as cartas
Na maioria das vezes (quando é bem feito) é truque de mestre
Você sabe
"Paro quando eu quiser"
Olha onde você parou
Pois é
Não é querendo dar sermão, não
Meu irmão
Mas... tipo...
Todo mundo se perde, ok?
O importante é levantar... Não, clichê demais
(Do início)
Você sabe
Quando a que "não foi convidada" chega
Porra... cê' sabe cara
É choro na certa
É festa dos cruéis
É dos malditos a seresta
Mas levanta a cabeça
E não tenha pressa
Se conforme sendo a presa
Pule da represa
Cega
23 dez 2022
Haverá uma pessoa
Que te fará acreditar novamente
Em cada conto de fadas um dia já escrito
Que com o mais puro amor sua linhas se preenchem
E que a doçura de suas palavras, os corações encanta
Haverá um único amor
Do mais puro amor
Que te fará viver e sonhar, como nunca antes
E cada dia, será único dia, para se entregar
Haverá uma vida
Uma única e última vida, para te encontrar
Seguirei entre satélites, luas e estrelas
Que me guiam caminhos errantes e confusos
Me tiram de mim e de meu caminho
Aquele puro e único amor
Que é te amar
O conto do nosso corpo
Seu corpo é uma história que eu quero contar,
com cada toque, cada beijo, cada olhar.
Ninguém te tocou como eu, com tanta intensidade,
vivendo cada momento com tanta verdade.
Eu me conecto com seu coração, com sua energia,
seu cheiro e seu sussurro, me levando à euforia.
Sinto seu corpo pulsar sob o meu toque,
cada gemido seu é uma música para o meu ouvido.
Quero explorar cada centímetro de sua pele,
até você sentir que é único no mundo.
Sua respiração acelerada é como uma sinfonia,
e nossos corpos se movem em uma dança de luxúria.
O calor do seu corpo me envolve completamente,
e eu me entrego à nossa paixão sem pensar em nada conscientemente.
Com você, eu me sinto completa,
explorando cada parte, sem medo ou desafeto.
Cada momento é único, é uma verdadeira arte,
e juntos, nós criamos a mais bela parte.
Sua história é minha, agora e para sempre,
uma aventura que eu quero viver intensamente.
Não há nada mais precioso, nada mais belo,
Seu corpo é minha paixão,
e ninguém jamais te descreverá com tanta emoção.
O conto do nada
O poeta se dedicava a contar histórias, contar para si mesmo. Histórias sobre coisas que não existiam, que ele inventava na hora. É fantástico, criar o mundo como quem joga xadrez consigo próprio. As histórias são piadas alegres ou tristes, grosseiramente desenhadas. Histórias de espionagem, cheias de riscos e suspense. Todas têm brilho, para satisfazerem o bom contista. Na minha história ninguém morre, os mortos ressuscitam e o final é feliz. Não há chefes, nem ninguém superior ou inferior, nem existe começo ou fim, porque a liberdade o exige.
O personagem sofre com tentações e obstáculos na sua corrida para casa a fim de escrever a história, antes que ela desapareça da sua mente.
Eu conto : saudade de contar meus “causos”.
Meu cachorro Branco passou mal ontem, tadinho. Sujou a varanda e jogou o tapete por cima, o levado. Faz bagunça e esconde … mas não tinha tapete pra tanta coisa !
Ficou lá na varanda, o bichinho; não entrou mais na sala, onde gosta de ficar.
Quando eu cheguei na varanda e vi aquilo tudo, olhei pra ele, ele olhou pra mim ainda deitado e ficou esperando.
Eu falei pra ele : passou mal porque comeu a ração do gatinho, né Branco?
Ele levantou, veio pra perto de mim, me olhou com carinho como que me pedindo alguma coisa. Depois foi até o portão e de lá olhou pra mim de novo. A Pequena Preta ficou impaciente, parecia chorar mas não estava brava como de costume. Ela ja sabia, eu ainda desconfiava.
“Você quer ir pra rua né Branco?”, perguntei pra ele. Há muita verdade nesse olhar de cão.
Falei com ele : vai um pouco, quando eu voltar você entra, tá bom?
E fui comer a canjiquinha do Marcinho, aquele manjar dos deuses. Não sei quem ficou mais triste sem aquela delícia … não fez ontem mas ja temos um encontro pra próxima quinta. Ele prometeu.
Chegando em casa, “lá vem” ele - como falava meu amigo contador de histórias inventadas, que adora o “lá ia” - . Chegou, brincou, pediu carinho - que retribuí, lógico -.
Não entrou. Foi andando, olhando pra trás me mostrando o caminho como se me chamasse pra ir - pra eu me alegrar com o convite -, mas era só mesmo pra mostrar que ia e por onde iria. Desconfio até que tem uma morada fixa por ali, mas sempre volta.
Ainda agorinha (umas 4 e pouquinho) acordei, li mensagem triste que não quis ler ontem pra dormir tranquila, e fui lá fora abrir o portão pra ele. Não estava. Ainda não. Com esse frio, cão de rua que é, certamente achou um abrigo pra dormir. Quem sabe a tal morada fixa? Mais tarde vem tomar o leitinho dele. Tomara!!!Comidinha caseira é bom mas o que cura mesmo é a grama, o capim da rua.
Depois conto o retorno do Branco e a alegria da Pequena Preta. Ela nao sai do portão.
Essa historia é verdadeira, uma “fábula parabólica”.
Bom dia pra quem é de amor.
Bom dia pra quem não é de amor … ainda!
A vida
Algo que não faz sentido
Não sem a morte
Muita das vezes sombria
Ou até mesmo um conto de fadas
Uma poesia vívida
Com dias de luta
Dias de gloria
Uma vida que não é vívida
É algo que nunca existiu
Viva sua vida
Pois tu não tens outra
E se tivesse
Não saberia viver
A vida é a vida
Então á viva!
Teimosias
Sabendo do já vivido,
Entendendo do já sofrido
Caí de novo no conto...
No conto da bela vida,
Perfeito amor encontrado
Jura bem feita, bem dita
Lindo amor encantado.
Então, a mentira outra vez descoberta,
A jura desjurada,
O lindo amor acabado...
Não era verdade a jura,
Não era puro o jurado
Agora choro sozinha,
Teimosia de ser feliz.
Cicatrizes N´Alma
Sua vida tocou na minha
Feito conto de fadas
No início as flores e sabores
Sempre antes ou depois
Das tristeza e das dores
As feridas que nosso mel ou fel curavam
A sintonia que nos entrelassa
Traz o rancor que estravassa
Paixão, conjunção, redenção
Tédio, o veneno ou o remédio?
Com alegria sua calma gritava
Triste minha impulsividade contemplava
A melhor marca que vejo em mim
Veio de você
Cicatrizes na alma
Há quem diga... (conto)
Há quem diga que amar simplesmente acontece, sem nenhuma interrupção. Rhuan Marcondes, homem de nome elegante, que também se fissurava à mesma denominação, não se encaixaria no grupo de opinadores românticos. Rhuan se submetia a ser reacional, objetivo, planejador. De fato, todos temos que ambiciar estas qualidades, se quisermos encontrar-nos em nossos sonhos. Sonhos necessitam de planejamento e este de objetivos. Neste impasse, Rhuan tornou-se um célebre, bem conceituado profissionalmente, visador de um futuro, mas meras qualidades não mascaram os defeitos.
Certo dia, quando retornava de seu trabalho, avistou em um outdoor uma sublime frase que se estampavacom as mais impreginantes letras, "Ah o amor... impossível não viver sem.", a frase compunha uma campanha publicitária de uma grife famosa. Rhuan, sem dispensar sua racionalidade que transbordava a todo instante, fechou vagarozamente o vidro de seu carro e não hesitou em soltar um leve grunhido, acompanhado de um sorriso escárnio. Para que sua mente não se aponderasse à uma convicção amorosa, como na frase, imediatamente ele abriu sua agenda virtual, que saltava pela tela de seu moderno celular e, preocupou-se em realizar seus próximos afazeres profissionais.
O desprezo por um sentimento único, era rotineiro, quando tratava-se de Rhuan Marcondes. Seus boêmios amigos o intitulavam como um "louco", os mais íntimos colegas de um mero coração "de pedra". Críticas voltadas à este âmbito, era como o cantar dos pássaros para o nosso protagonista.
Porém, como dissera Camões, "amor é fogo que arde sem se ver", surge na modesta vida deste personagem, uma linda donzela. Ela estampava um olhar negro que se perdia nos detalhes de seu rosto branco. Seus cabelos, cacheados, ofuscavam os raios solares quando de dia, e se pincelavam com a luz refletida da lua, em noites estreladas. A doce donzela, surgiu como uma cliente interessada nos brilhantes projetos arquitetônicos de Marcondes. Com sua simpatia e simplicidade, conseguiu marcar um jantar, de negócios, com o nosso protagonista. "Dom Rhuan é quase que sinônimo de encantador e arrazador de corações", dissera ela referindo-se a um personagem sedutor espanhol ao modesto coração de pedra, que não retrucou. Passado dias, Rhuan continuava com a sua ambição profissional, mas ela tornou-se diferentemente mudada. Sua agenda virtual de compromissos passou a estampar o nome da donzela dos cabelos cacheados e sua mente passou a processar detalhadamente o físico daquela doce mulher. Tornou-se rotineiro, a voz encantadora de sua simples cliente, pairando em seus ouvidos e o deixando fulminantemente extasiado. Sua êxtase, o levou ao ápice de seus sentimentos.
O nosso racionalista não hesitava em gastar com presentes e projetos que retirassem o brilho contente no olhar daquela moça. Rhuan afundou-se em filmes românticos e não enxergava os clichês que os roteiristas deixavam nas entrelinhas. Tornou-se emotivamente feliz e lisonjeadamente contente. Abriu mão do seu futuro e abiu as portas para um futuro ao lado daquela "aurora preciosa" como passou a defini-la. Perdeu projetos, afastou-se de amigos e neste impasse, ainda alegara sua racionalidade.
Noutro dia, quando passou novamente pelo outdoor, não fechou o vidro de seu carro, mas retirou de seu bolso uma brilhante caixa preta que protegia uma aliança indescritivelmente magnífica. Ajeitou o seu penteado e soltou um leve sorriso cintilante, depois, partiu para o restaurante no qual, fizera uma reserva para dois. Ao engatar com o seu automóvel, amoleceu as pedras que esculpiam o seu coração.
Há quem diga que amar simplesmente acontece, sem nenhuma interrupção.
