Versos de Solidão
Até qualquer dia!
Os olhos se fecham, os lábios se unem.
Mãos se tocam, peles que queimam.
Mistura frêmita, ânsia e prazer.
Na loucura do momento,
a razão no silêncio.
Uma lágrima cai,
O vazio preenche o calor,
O que foram momentos?
Terminado num bater de porta,
Num até qualquer dia,
Em momentos de solidão.
CONDENAÇÃO
Tenho agora a certeza
Dos meus passos:
Estou condenado ao tédio
E de pés atados à solidão.
@poetamarcosfernandes
E como um barco a deriva
O capitão com a sua bússola quebrada
Sem mapa e com a sua luneta que também estava quebrada
Só lhe restava, a boa e velha garrafa de rum
Pobre capitão, que bêbado ele cantava
"Que ao sabor dos ventos o seu destino traçava"
Ele Fecha os olhos para sentir a brisa que na pele lhe tocava
Tenta escutar o canto das gaivotas
Que Fugiam da tempestade e ele nem imaginava o que lhe esperava
Percebeu que já era tarde,
O barco estava naufragando
Seus olhos refletiam uma vida de tristeza e solidão
Que aos sons do mar e de trovões
Ele dizia:
"Eu fui um bom capitão, guiei o meu barco até quando não tinha direção
Fui traído por quem eu mais amava e também pela minha tripulação
Hoje eu sou metade tristeza e metade solidão."
O barco naufragou nas profundezas da escuridão.
Já morri no inverno
E voltei no verão
Lapsos de memórias
Da mais pura ilusão
Dos dias difíceis
Da felicidade forjada
Da solidão na multidão
Na verdade sozinho estava
E a escola da vida dava mais uma lição
Do que adianta um mar de gente e viver na solidão.
Entre conversas vazias,
Uma alma sofrida,
Queria eu não ter mais vida,
Para não viver mais uma mentira.
Eles roubam minha autoestima,
Roubam pouco a pouco minha vida,
Onde está o amor que procuro?
Provavélmente está no meu desejo obscuro,
De não viver mais nesse escuro.
Estou em uma estrada caminhando em linha reta…
Sozinha, olhos no horizonte, caminho lentamente…
Em direção ao desconhecido.
Já não corro mais…
Já não sinto mais (ou tento)…
Já não choro tanto…
Somente nos raros momentos…
Em que desligo o meu piloto automático.
QUE SAUDADE...
Que saudade nesta sensação, agora
A chuva range rumorosa na vidraça
O soar do relógio, de hora em hora
A badalar. No ir o tempo não passa
Solidão. Não durmo. Como demora
Essa angustia que na ideia é pirraça
Traça que corrói, e na alma aflora
Fazendo na emoção triste negaça
Eu sei que o pensamento velando
É furioso, e de quando em quando
Vem fluídico e ao cabecear enlaça
Oh falto! E o instante percorrendo
Suspirando, gemendo e, chovendo
Lá fora. E a saudade que não passa! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/02/2021, 03’05” – Triângulo Mineiro
A necessidade da expressão
Nunca foi tão forte, a ânsia de gritar, mostrando ao mundo o íntimo, do pensar, sentir e estar. E pregando a liberdade, sendo este um símbolo exaltado, que faz diluir o vácuo, de um silêncio opressor tão relutado. Talvez seja a cura de nós, despirmos nas palavras opiniões, aguardando quem nelas as espelham, ou ao menos entenda do criador, as interpretações. Porque o maior medo do homem é ter de encarar a solidão, assim esforços este faz sempre, fazendo da sua presença uma ostentação. Então pode-se formar aqui uma reflexão bem interessante: sozinhos não somos ninguém, pois para um "ninguém" nos tornamos sempre distantes!
Eu quero sim... Se puder ao teu lado envelhecer
Nunca quero te perder, não vai dar certo te esquecer.
Só ao teu lado me sinto bem
Na tua sombra quero viver, já sei para onde fugir,
Se contigo quero me perder
Tu dás-me força, motivação, perto de te sei para onde cair.
Há várias maneiras de amar
Há quem ame no presente
Há quem ame estando ausente
Há quem ame difamar
Há amor que é solidão
Há amor de toda sorte
Há quem ame mesmo a morte
Há amor que é pesar
Solidão, pesar e morte
Não importa o quanto é forte
Um dia vão lhe alcançar
O amor que tu persegues
Como espada ele fere
E não há como escapar.
IN SOLITUDINE ...
Quando o cerrado se ensombra, desce
a noite, numa silenciosa negra vastidão
sinto que o atroz tormento reaparece
em uma sensação de aperto no coração
Vejo o teu penoso volto, em pura ilusão
estou assim, queixa posta, numa prece
e o pensamento desprezado na solidão
tento esquecer o que não se esquece
Passaste pelo meu sentido sem o ver
Se o teve, agora não mais, hoje findo
contentar-me?... se triste é o meu ser
E, por te desejar vivamente, no gueto
o sentir, seco, ermo. Vou prosseguindo
“in solitudine”, com arrimo do soneto...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/02/2021, 18’18” – Triângulo Mineiro
Tornei-me um
solitário com o tempo
e, nunca antes
me encontrei
tão desejoso de mais
t e m p o [ . . . ] "
VERBO DESAMAR
Hoje ela surgiu, a pérola. Ela, eu, simbiose.
Cansa, à exaustão, meu coração.
Minha parte toda errada de mim.
Erra por amar, erra por sonhar…
Não compensa vibrar, se encantar.
Para eu não, estou exausta…
De nunca ser amada!
Minha pérola é a minha dor.
Gerada por desamor e lágrimas.
Hoje abriu-se, a ostra…
Finalmente adornei-me… Com ela… A pérola…
Não pretendo mais amar… Se trata de um verso triste.
Onde sou mais “feliz” assim. Estou congelando, petrificando…
Trancando-me em mim. Não posso sentir.
Não quero mais refletir no espelho, o que até hoje fui.
Por que para mim, amar, sempre dói.
Tudo aconteceu no sábado, fiquei sem chão em uma tristeza sem explicação, no domingo eu estava em estado alfa, não percebi o que havia acontecido e ainda sonhava com você, hoje é segunda e percebo que nunca mais vou te ouvir, nunca mais vou receber uma mensagem sua, percebo que você não irá mais se lembrar de mim ou pensar em mim, que triste fim a minha e só minha história de amor teve.
E termina assim eu te amando eternamente.
Um Lugar Isolado e um balanço;
Um Balanço perfeito;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Um ambiente gelado, um sentimento Frio;
Um Balanço perfeito;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Desespero, caio e não vejo mais a arma;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Consigo sentir novamente;
Medo, Angustia, Saudade;
Uma ultima lembrança não é mais o suficiente;
Arrependimento, apenas Arrependimento;
Consigo sentir novamente;
Saudade;
cada dia que passa, eu penso se realmente vale a pena continuar vivendo.
Estamos em uma constante batalha por poder, atenção..
vivemos rodeados de pura falsidade..
Você realmente tem algum amigo? alguém que se importe de verdade?
resposta difícil né? imaginei..
A JANGADA
A jangada solitária
partiu para o alto mar,
enfrentou a tempestade
e se pôs a afundar.
Ficou só uma imagem,
um reflexo, miragem
do que não vai mais voltar.
Mesmo que não me ame
Ainda cuidarei de você
Apesar de me ferir, não posso odiá-lo
Pareço irracional
Sei que irei encontrar outro alguém
Que me trate com carinho
E ao menos irá ficar ao meu lado
Ainda sim, meus olhos estão em você
Sei que sou tola, pois, todos dizem
Que você acabou comigo
Tem umas sensações que me acometem
Que me remetem ao outro lado
Não sei se devo ir de encontro a elas
Ou se deixo que me possuam
Aí, vou ficando assim meio estática
Meio extasiada ante minha incompreensão.
(Sensações, 2011)
