Versos de Solidão
SEM UMA PRESENÇA
Não tenho a quem recitar os meus versos
Dos devaneios, medos, do poetar de amor
Com emoção, sensação, de rumos diversos
Colocando sentido e sentimento ao dispor
No silêncio, sem um olhar pra permanecer
Logo, a solidão poeta e o poeta na solidão
Declama os seus versos para o amanhecer
Tentando poetizar a prosa sem interação
É triste a quem não ter os versos para ler
A cada momento o ledor sem comparecer
E no tormento a imensidão da indiferença
Então, o instante é de companhia distante
E o poema fingindo ser um acompanhante
Quando, a poesia é fira sem uma presença
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2022, 19’25” – Araguari, MG
E a gente jogava tão alegres
que mal víamos passar as horas.
Naquela grande sala
em um pequeno espaço de tempo
as emoções comiam solta.
E tudo era paz.
Mas conforme a bola rolava de pé em pé,
o corpo foi se queixando de sua dor,
E assim, cada vez mais,
a bola rolava menos ainda.
Sem forças para um gol,
a bola parou no meio do campo,
e o jogo chegou ao fim.
Comemorar a Vida
Estamos aqui tão acostumados
A maltratar e sermos maltratados,
Culpamo-nos por nossos fracassos
Que esquecemos de comemorar
muitas de nossas conquistas.
Prendemo-nos a respostas pessimistas
Como fôssemos jogadores amadores
Contudo entendamos empáticos que
Só pelo fato de estarmos vivos
Neste jogo voraz que é a vida
Já somos dela grandes vencedores
À Beira do Céu
Algumas rosas podem morrer durante a primavera.
Quando o inverno é o suplício de suas raízes,
Nem mesmo o sol tem poder para reanimá-las.
Absorção, ausência...
Choram as nuvens em tardes de verão,
Lágrimas ácidas, arco-íris: alucinação.
Cérebros drenados.
Um ciclone atravessou meus tímpanos.
Como poderei ouvir suas queixas?
Estrelas tingidas, céu em transe,
Meu templo passa.
Levarei flores em seu túmulo.
De quando em quando?
Uma vez ao ano.
Naturais?
De modo algum!
Basta de mortes sobre seu corpo.
Estou perdida dentro de mim,inerte. A escuridão me é inerente nesse momento . Tudo é o que não parece ser ......
Uma prisão sem muros ....
Adorava quando eu te olhava por trás, te abraçando e vc me olhava com seus olhos lindos.
Adorava tbm te pegar e te jogar na cama e caía sobre vc e cheira sua nuca e seus olhos q gostava de olhar se fechavam.
Hoje não vejo eles abertos e nem se fechando para mim.
não me sinto desconfortável em estar só.
não me sinto desconfortável chegando numa festa desacompanhado, ou ir a um restaurante e pedir um café, enquanto todos a minha voltadesfrutam da presença de alguém.
não me sinto desconfortável caminhando sozinho no parque numa tarde fria de outono, me sentar num banco de praça ouna areia da praia em pleno verão.
desconfortável eu me sentiria em estar rodeado, e mesmo assim, me sentir só.
Antes de mais nada queria muito para de chorar, daqui a pouco os meus olhos vão secar sem sequer deixar-me cantar.
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— Se nessas lágrimas eu pudesse mostrar o que passa na minha cabeça nas horas mais sombrias; até a minha alma sumiria.
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— Sinto que cada dia que passa eu estou morrendo lentamente, sem ninguém ao meu lado.
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— Tem dias que parece que eu sou um fantasma de tão sombrio, que os meus olhos estão escuro para enxergar a luz…
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— Esses dias eu estava dão sozinho que até a solidão e a escuridão vieram chama a minha atenção; seria compaixão?
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— Cheguei em um ponto que sinto que daqui uns anos, eu não vou está mais aqui… mais antes que isso ocorra vamos sorrir.
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— Não quero ver ninguém chorando perto do meu caixão; pois vocês sabiam que poderia-me salva, agora já é tarde para si, desculparem.
— Se eu pudesse mostra como estou por dentro; o meu tal sorriso afundaria em pânico.
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(Me ajuda?)
As vezes queria conversar com o meu eu do passado, falar e explicar…
— “A nossa parece que consegui aquilo que eu mais queria…”
Mais dores e tormentos, nesses últimos anos, nesse mundo governado pelo bem e mal, que andam abraçados.
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Queria também em perguntar se essa minha razão foi a culpa dessa tal solidão…
seria uma conversa que duraria uma imensidão, para entender essa minha mente que parece uma prisão.
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O meu eu do passado, iria chorar junto comigo, lembrando daqueles momentos, sombrios e tristes, aonde eu me sentia frente a frente com a solidão, aonde pessoas viram eu sofre e sequer estenderão as suas mãos… — “Desculpas, acho bom parar!, acabou de cair uma lágrima. Com amor, seu passado.”
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(Doses de dores, criada no passado).
Mas um dia eu nesse escuro, querendo encontrar a escuridão nesse caminho vazio e sem explicação…
— que aos poucos vai acabando com o meu coração.
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Quando mais eu andava no escuro mais a minha alma falava ser tudo em vão!
As vozes da minha cabeça avisando…
“Acreditar nessa escuridão, era o próximo passo para o caixão.”
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— será tudo apenas uma ilusão ou um caminho para chegar no coração?
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Escuridão essa que em todo o lugar que vou, está querendo-me amar ou matar-me, se nesse amor for o sentido de morrer qual seria o sentido de amar?
— Então é nisso que fico-me perguntando será medo de amar ou medo de amar e sair machucado?
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(Carta de amor, para minha escuridão).
Calmo eu estava ontem, hoje estou agitado, talvez meio complicado de entender o sentido de ser amado.
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Parabéns para mim por ser esse fracasso,
o errado fui eu acreditar em um segundo passo pensando ter-me amado, agora estou aqui chorando deitado no asfalto lembrando do nosso passado.
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Ontem eu a-vi quase desmaiei, lembrando do nosso primeiro caso, tenha dó do meu coração quebrado, então hoje aqui estou inquieto e agitado, pensando quando que o meu coração vai ser curado.
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(Lembranças Do Passado).
Uma mentira, uma verdade e um talvez…
“Nada poderá nos separar”
Que Mentira!
O NADA poderá nos separar
Vazio será meu lar
E é verdade!
O VAZIO será meu lar
Partir disso me fará chorar
Talvez…
O PARTIR disso me fará chorar
Não se vá se pretende um dia voltar
Dissolvida em tua água fui potável
Sem você, meu equilíbrio, coitados!
Me bebem agora amargo e indigesto
Eu gostava mais de me sentir na tua pele
De me derreter no teu suor
Eu só sabia quem era eu
Me confundindo um pouco com você
Agora imagina isso
Do rio inteiro que eu sou
Você prefere ver só a margem
Naveguei outros oceanos
Naufraguei incontáveis vezes
Nadei, nadei
E morri na tua praia.
Saudade ontem de mim
Atrás de poesia caminho segredando confissões retraídas,
silenciosas e enclausuradas.
Juntando, palavras soltas, soletrando silabas,
rimas em gestos e canções.
Remendando sentimentos nos silêncios das madrugadas,
ataviados, rebuscados, confidentes.
Em tempos de chuvas e estios, lua cheia e ventanias,
conversas soltas no sereno das calçadas.
Carrego pipocas, sacos de algodão-doce, mimos açucarados,
enviesados, embrulhados, entesourados de sonhos.
Costuro retalhos, pedaços de vidas e vendavais,
afetos, pessoas e estradas.
Intervalando pensamentos acanhados, renitentes,
queixosos, solitários, e insistentes.
Nas lembranças do de repente, escrevo memórias,
impregnadas de gente, vidas e solidão.
Madrugada dos cães boêmios
Lá fora ouço gritos e aqui dentro, apenas um grunido.
Madrugada dos cães boêmios
Aqui dentro o reprimido permeia-me o coração e lá fora, há inquietude solidão.
Madrugada dos cães boêmios
Aqui dentro o pensamento traiu-me feito judas, enquanto lá fora há tantas lembranças que não são tuas.
Madrugada dos cães boêmios
Aqui dentro estou morrendo aos poucos, lá fora, viverei a ilusão de uma só vez.
Se eu tivesse ficado no meu canto calado, então só observando, eu não estaria aqui tão amargurado.
Se eu não tivesse seguido o coração, eu não estaria agora nesta solidão.
Se eu tivesse ouvido os meus alertas, luzes vermelhas e amarelas das dores prévias, eu não sentiria de certo nenhuma delas.
Eu vi, olhei e senti os sutis recados camuflados em canções lindas porém, seu recado era de adeus, dos quais me corroeu.
Quem dera eu pudesse ter dado ouvidos aos meus instintos de avisos, eu não estaria aqui chorando escondido.
Se eu tivesse dado ouvidos aos meus suspense, das noites turbulentas como com tempestades ao mar, eu teria notado muito antes de sofrer a dor que me faz querer morrer.
Era uma vez um amor que se perdeu!
erros
sou ser humano, vou errar
mas não poderia ter errado com você
perder a oportunidade de um dia ser feliz
foi exatamente o que fiz
e agora? o que faço?
terei que viver para sempre nesse
pesadelo em que eu sou o vilão?
terei que conviver com uma eterna
companheira chamada solidão?
talvez essa seja a cruz que tenho que
carregar
ter feito sofrer uma pessoa que
sempre amei/amo/amarei sofrer tanto
espero que um dia ela possa me perdoar...
