Vago

Cerca de 357 frases e pensamentos: Vago

⁠Sei tão pouco

Sei tão pouco o que estou a fazer neste mundo...
qual um vagabundo
vago pelo submundo.
Sou mal vista
então, em mim não invista...
não insista.
Amo o
insano, o profano.
Sou só engano.
Baixo mundo,
imundo...
criminosa... malcheirosa
por onde passo
deixo espinhos...
roubo o perfume das rosas.
No fundo, não passo de pouca prosa.

Inserida por RosangelaCalza

⁠O meu amor é vago
Louco e desumano
Frio, tosco e insano
É amargo, vil, seco e imprudente
Insensato, medíocre, rude e doente
É cretino, vadio, estúpido e cruel
Se alojou em meu peito
Foi embora, e nem pagou
o aluguel.

Inserida por adri_karsil

⁠Mundo vago
que em meio a um passo
já fujo do raio do compasso
e começou a outra parte da dança
mesmo que a mente ainda se cansa
de tanta exigência sem ritmo impedida pela distância
me presenteie então, ao menos com sua despedida
já ficaria feliz
pois de tudo o que aconteceu
que meu entendimento não consegue chegar
minha mente instalou bem ali o seu jeito de me olhar.

Inserida por joao_luiz_de_maio

⁠ANSIEDADE

Ando escuro, vago, sensação vazia
Mãos alquebradas de muito poetar
Atrás de uma poética que me sorria
E que em vão inspirei por alcançar...

Busquei por uma encantada alegria
Tive venturas, ilusões, e pude amar
Preso ao versejar puro que me guia
Cantei fascínio, tormentos, e o luar

Venho calado, exausto, sem alento
Porém, nem a tristura ou o lamento
Saem de minha poesia, macerada...

Assim, é o fado, dado, não me iludo:
Contudo, em querer tudo, eu saúdo
O certo amor, exige pouco ou nada!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 maio, 2021, 10'40" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Isso parece vago?

Acredito...
por um acaso, que digno de ter é saber,
e não sei o que vem depois ...
talvez , abister das necessidades para umacausa maior ?
Acredito também na necessidade de deslocar para ver um por do sol em um outro lugar.

Enfim , nem toda pergunta tem uma resposta...
não necessariamente no momento.

Decifrando...
o destino é consequente e acontece naturalmente?
Pelo menos você o reconhece por uma fração e é satisfatório, raramente.
Não totalmente justo, (não acontece).
é desigual o merecimento.

Mas eu sou um excelente ser.

Inserida por Silva_Debora_Santos

⁠Na rua, vago me fazendo perguntas
Puxo, paro, e penso, a vida curta, a chance é única
De fazer a diferença ou, então, ser mais uma
Olhei pro céu e falei: Yeshua, Yeshua

NaBrisa

Nota: Trecho da música Você Vai Entender.

Inserida por natacha_paiva

⁠Tuas mentiras completam o espaço vago deste meu coração,
sem deixar os mínimos rastros,
Deixa em vão este meu amor
Que tanto acreditou nessas tuas ciladas

Por isso;
Sem deixar rastros
Fui embora, deixando apenas
Aquele sentimento de vazio
Assim como deixava antes;
Agora e depois.

Inserida por yourt0x1cbtch

⁠ANDARILHO
Sou um ser humano
Como outro qualquer,
Vago pelo mundo sem
Rumo nem direção,
Ando em retas
E círculos também.

Passo por estradas empoeiradas
E no asfalto porque me convém,
Conheci os campos
Aves e animais como ninguém.
Uma enorme quantidade
De pássaros transformando
Seus cantos em melodias.

Nas cidades muitos carros
Barulhentos e fumaça no ar,
Árvores enormes por acaso
Desprovidas de ramos e folhas.
Pessoas, muitas pessoas!
Num vai e vem louco, frenético
Alucinante, parece sem rumo
Sinto-me às vezes no meio deles.

Ando maltrapilho por todos os lados
Beber é um pouco mais fácil,
Para comer se na lata de lixo encontrar,
Não é sempre que alguém de bom coração,
Com um prato de comida para minha fome matar.

Por outras vezes só levo desaforo,
Meu nome é mudado e
De vagabundo sou chamado.

Em dias de Sol
Caminho enquanto posso
Nos campos, nas sombras
Das árvores descanso
Na cidade em qualquer canto
Nos dias de chuva
Tenho água para o banho
Muito difícil um córrego encontrar
E lagoas, nem pensar
Impossível um chuveiro
Para eu me lavar.

Deste jeito caminho molambento
Com roupas sujas e rasgadas.
Mãos e pés encardidos
Cabelos sem cortar
Unhas sem lavar
E dentes sem escovar!

Não tenho calo do trabalho
Os meus são os do sofrimento
Carrego as amarguras do passado
Que hoje geram sofrimento
Não vejo um futuro brilhante
Carrego no peito muita tristeza
Poderia ter tido mais sorte na vida
Mas minha ferida não cicatrizou
Machucada pelo tempo
Que ainda não curou.

Não sei se devo reclamar para alguém
Sou do mundo e filho de ninguém
Um pobre sem esperança
Hoje minha revolta está nestas linhas
Não tenho certeza se critico os governantes
Se contra o governo esbravejo,
Se jogo a culpa aos ricos
Ou porque sou fruto
De uma sociedade perdida
Sinto-me um rato de esgoto
Fedorento e por este mundo perdido
Sem família, amor e muito humilhado,
Até com bandido já fui confundido
Não tenho forças para lutar
Meus sonhos o tempo matou
Meus olhos sem brilho,
Minha vida destruída,
Cair e levantar já não são possíveis,
Hoje sinto minha vida perdida.

Inserida por nivaldo2021

⁠Num gesto vago, mas nem por isso menos eloquente, num trejeito entre olhares e meneios de cabeça...
Numa palavra cirurgicamente trazida, (es)colhida.
Assim sendo humanos, capciosos, timidamente, fazemos, sem nunca assumir,
nosso especulativo discurso de entrega e consequente sedução.

@machadisses_ac

Inserida por Machadisses_ac

⁠Me sinto só ao teu lado
Longe de ti, bastardo
Vago ao passado
Com o coração pesado.

Me envergonho
Da sua vergonha
De dizer que o que sinto
Não deves ser revelado.

Inserida por Otocco

"⁠O olhar vago, inseguro, triste, procura abrigo...
Abrigo nas palavras alheias, abrigo no silêncio impostor.
Na claridade imposta pela brancura das paredes e dos lençóis os olhos vagueiam a procura de um sentido para tanta dor.
O pensamento é atormentado pelas incertezas e deixa escapar dos olhos a tristeza represada.
O tempo guia e ensina que a leveza da vida está no olhar... olhar aprofundado, livre de lentes que cegam.
A brancura do lugar mesmo que venha de um ambiente que guarda a dor e o medo entre seu lençóis, pode trazer a oportunidade de ressignificar e perceber que um único momento é permeado por inúmeras facetas e todas transitórias, cíclicas e cabe a nós encontrar um ponto de fusão.
As paredes, os lençóis e a luz branca que adentram a janela são estopins de um tempo finito....
Quando a luz que adentra a janela se esvai, com ela a esperança também, e dá lugar a incerteza de noites intermináveis.... mas logo surgem branca e finda as luz outra vez....
Entre esperanças e incertezas lá se vai a vida no seu tempo".

Inserida por arthur_miguel_sander

⁠o cheiro da febre em meu corpo é vago,
nao sei de onde
acabei de acordar
e por leve instante nao sei onde estou
nos meus sonhos é tudo muitoconfuso
na minha mente conturbada nao se me dirigir a paz
há dentro de mim
mas quando as ideias se misturam
viro alguem que sempre fui
mas dessa vez
meu corpo manisfesta
soa
o amor me deixou
a solidao me abraça diariamente
peço entao para que essa solitude que habita em meu peito
demore a passar
peço e grito com todas as forcas
para que nao se va
ah solitude
ousada como pedras de esmeralda s
me mostrou um mundo ao qual jamais vira
me leve para nuvens
que habitam dentro de mim
me leve para minha mente
e que eu nao saia mais dea
me envolva como te envolvo
e cuide de mim
mesmo que as vezes nao cuide tanto de ti
me perdoe solitude,
por te deixar só tantas vezes

Inserida por Bmk

⁠Noite escura, pensamentos a milhão,
Busco em mim um pingo de concentração.
Vago pelas ruas, entendendo a mente,
Fortaleço o que me é mais decente

Inserida por Jovem_JP

⁠Soneto da Dor e Superação
Cansado de chorar, vago por migalhas de afeto,
Ajoelhado ao destino, em prantos e rezas, eu clamei,
Queimei velas aos deuses, por teu amor implorei,
Desfiei a lua em lágrimas, num gesto incerto.

Nas estrelas lancei a dor, por teu amor,
Desfiz-me em vários eus, para teu bem-estar,
Machucado em mil, pra te engrandecer, te elevar,
Feri-me, para poupar-te, ocultando meu temor.

Sorrisos camuflando tristezas, dei-te aos montes,
Desfiz-me para ganhar teus elogios e carinho,
Deixei de ser eu, tentando ser nós, montes.

Tantas vezes oprimindo a dor, busquei ser amado,
Encontrei desprezo onde esperava abrigo,
Das cinzas renasço, em mim mesmo, reencontrado.

Inserida por pettrulho

⁠Terminar para mim é um sentido vago pelo simples fato: tudo que existe é a sequência de algo que não se terminou apenas evoluiu a um novo formato,portanto não finda e se não finda a vida e processo nos leva a continuar sem terminar.

Inserida por Adailtonjcs

⁠Quando penso na matriz,
Eu, pobre mortal e feliz,
Vago entre o errado e o certo,
E todo o mal que já fiz.

Quando penso na partida,
Essa mucama fiel,
Sinto um arrepio de pavor,
Giro entre a sorte e a dor.

Quando penso na ligeireza
Com que a vida corre solta em mim,
Penso que calar é o certo,
Enquanto a cada dia me aproximo do fim.

Quando luto para melhorar,
Sem sorte, mas me esforçando,
Sinto que vou e volto,
Sem ter certeza alcançar.

Assim, fico firme no destino,
Evitando o desatino,
De levar pouco,
Pois, se muito tive, tudo ficará.

É a vida,
Doída,
Corroída,
À deriva.

Onde nada somos,
Nada levamos,
Mas tudo queremos,
Na ilusão que tivemos.

Lupaganini - Casa do Poeta

22/08/24

Inserida por Lupaganini

⁠Fumo a fumaça dos carros
e vago pelo teto dos prédios.
Ao meio-fio do prazer,
enquanto as ruas
caminhavam sobre mim,
transito, transando com a poesia.

Inserida por Lucarte

⁠TARDE PREGUIÇOSA

Largada numa rede
Sinto o roçar do vento
No balança suave
Vago em meu pensamento.

Folhas se balançam
Assanhado os passarinhos
Filhotes agitam as asinhas
Na beirada dos seus ninhos.

Enquanto o Sol se prepara
É hora de descansar
A natureza agradece
O vento continua a cantar.

Irá Rodrigues.

Inserida por Irarodrigues

⁠A Noite

A noite em que vago
Lento, leve, pesado

Trago peso nulo nas costas
Peso, mais pesado que o mundo

O peso está na mochila
Mochila que não existe

A mochila é suja, surrada
O peso é morto, é triste

Às vezes, escapa o peso
Pela minha face desaba a mágoa

Às vezes, exponho a mochila na rua, em casa
Um grito de lamento e agonia

Ando eu em ruas, bairros escuros
Meu peito cansa, pede ajuda, em apuros

As mãos não obedecem sempre,
No meu rosto se jogam e voltam

Machucam, recupero
Desaparece, mas sempre arde

A lua se vai, o sol levanta
A noite permanece e nunca acaba

Chove, alaga, lama
Afundados meus pés permanecem

Inserida por O_Tolo

⁠Suspiro um vago grito mudo
mudo para tons de verde seco
seco ao sol est'água ardente
aguardente que bebo dum trago
Trago comigo um estômago farto
farto de sentir este cheiro
cheiro novamente o velho cravo
cravo as unhas no cimento
Cimento ideias dispersas em fumo
fumo um cigarro no silêncio
silencio vozes no caminho
caminho vazias as ruas do reino
Reino tudo num brinco
brinco às palavras neste espeto
espeto tudo bem fundo
fundo amarguras em desejo
Desejo alcançar o brilho
brilho entre períodos de sufoco
sufoco sentidos virados a Este
este é o meu ponto num conto
Conto lentamente as pedras do rio
rio às gargalhadas num suspiro
Suspiro um vago grito mudo

Inserida por poteta