Vago
“Sabe, está sendo tão, mas tão difícil. Tão, mas tão vago e sem graça. Não tem mais cor, mais nada. Você levou tudo. Tudinho. Você levou a parte que mim que eu mais gostava, a minha risada mais engraçada e o meu abraço mais confortável. Talvez eu ainda os use, inconscientemente. Talvez tenha apelidado um dos beijos com o teu nome, não sei. Eu tive que me tornar tão má e ir além de fazer das pessoas que eu conheço apenas uma imagem em preto e branco ao redor de mim. Nada mais importa, entende? Não faz diferença quem cruza o meu caminho agora, até porque, algum beco daqui de dentro tem um outdoor com os teus olhos estampados e, com certeza, alguma rua também traz o teu nome completo.
Eu te quero tão bem ao ponto de me fazer mal. Quero o meu nome gravado em um dos teus sentimentos confusos, - porque não em uma das tuas melhores lembranças. Você me deixou uma marca tão profunda, mais que profunda; você tatuou em mim as tuas birras e hesitações. Ensinou-me a ser medrosa e aparentemente convincente, cigana dissimulada feito Capitu, me ensinou a ser do mundo, das crises, dos elementos água, terra, ar e ah, o fogo. Aprendi a ser fria, dormente por dentro, desconfiada, ranzinza, chata, metódica. Aprendi a ser tua.
Fecho os olhos por você ainda, ontem e amanhã. Na verdade, bem verdade, eu nunca vou amar alguém como amei você. Como eu amo você. E como eu amo o modo como o meu batom fica borrado na tua boca. Eu respiro você, eu zelo pela tua vida, pela tua morte, pelas tuas faltas. Eu sinto a dor de um parente querido que foi embora. Mas, sem eufemismo, o seu “você” meu, morreu. Morreu pra sempre. Morreu tão fatalmente que eu simplesmente mal consegui acompanhar. É o que dizem, morreu tragicamente em um acidente. Acidentes acontecem. E foi um acidente desde o primeiro “oi”.”
— E quem disse que quem não é visto não é lembrado, certamente não te conheceu.
Foi se o tempo que a musica batia e do coração que arrepia
Hoje o sentimento é bem vago
Hoje é diferente
Não é que não tenho amado
È porque a gente aprende
Confesso, o som ainda balança
Mas sem me abalar
Não somos mais crianças
Que brincar de amar
A saudade existe, eu sei
Mas a consciência é predominante
Errar? Eu já errei
Mas aprendi a não ser constante
A vejo a todo momento desta vida
Criei cenário perfeitos
Só não contei com idas e vindas
Deste nosso belo defeito
Aconteceu, pecamos!
Foi um amor intenso
Cá estamos
Satisfeitos sem sentimentos.
vagando
Vago pra bem longe, onde a dor possa repudiar o meu corpo, onde os sentidos viagem pra bem longe do meu ser, onde as lagrimas não possam escorrer pela minha face tão gélida, tão marcada e solitária e que os prazeres da carne não me invadam, não delirem, não se apoderem da minha massa fraca.
Meu abstrato dói, meu corpo queima na mesma fogueira que antes me esquentava como um cobertor felpudo, antes macio, antes gostoso, agora derrete minha pele e faz minha alma chorar .
Dia chuvoso, gotas caem do céu, lágrimas escorrem dos olhos sem permissão, pensamentos vazios, vagos e frios... mas, a saudade que bate nos impede de ter bons pensamentos e criar expectativas positivas de amor.
Cama fria
A cada dia que se passa
Meu quarto fica cada vez mais vago
Sem te ter do meu lado
O sereno da noite embaça
O vidro do quarto
Escurecendo o pouco da luz
Da lua que reflete em meu quarto
Minha respiração ecoua
Pelos quatro cantos
Meu pensamento
Vaga pelo frio da solidão
Deitado na minha cama
Meu coração clama pelo teu calor
Volta pra me aquecer
Pois é difícil sem te ter ainda mais
Nessa cama fria
Jefferson Manoel
À hora do Silêncio -
À hora do Silêncio,
num vago entardecer,
permaneço estático e indiferente,
tudo é vago e monótono,
o vento passa frio,
tocando-me no rosto,
a rua está deserta,
tudo está cansado de existir!
Não me metam em formas apertadas
porque eu não caibo nas formas deste
Mundo ...
Eu sou à conta, à justa, das palavras
que penso, digo e escrevo!
Só caibo na forma dos meus sonhos
que é não ter sonhos nenhuns ...
Que me Amarrem ao poste dos condenados!
Quero eu deixar
claro
que o meu olhar
nunca é vão
vago
quando é para você
Quero demonstrar
em olhares
todos os sentimentos
Se não for suficiente
beijo
abraço
falo
Queria eu poder
demonstrar em atos
tudo
o que sinto
por você
Por dentro era o som dum violino
por fora havia um vago marulhar
menos que nunca penso no destino
e bebo a tua sombra devagar.
Um bizarro bairro de desmaiadas cores
estende-se vago pela colina,
rompendo-se solto de movimento,
como pinceladas delirantes de um esboço
engolido pela natureza.
Já no escuro, cá fora, de baixo,
vejo-o beijar a noite em êxtase de estrelas,
e ouço gemidos de moribundos
que se esvaem nos ventos leves.
Como vivem felizes sob o lume que não se extingue,
tão cheio de luar, embebido num infinito prazer…
E todavia bocejava constantemente,
entre os desbotares de gozo e de cansaço,
como se de um sonho se tratasse…
Os pássaros avançam em meu redor
e invadem-me aromas de árvores e flores,
abraçam-me as tintas, os sopros e o calor,
e eu, tal e qual… amortalhado de impressões,
e nelas a inacessível confidência dos meus sentidos.
Já não sei quem sou, nem de onde venho,
ora para onde vou. Enfim perdido
na inconsistência dos sonhos…
Flutuando, eu que me achava deitado no rochedo,
adormecido à tardinha…
Junto a mim, em mim,
a fronteira entre o ilusório e o tangível.
Em cada esquina, divagações… E a vida que corre
como um poema…
"Tenho sonhos cruéis, n'alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente..."
Eu apenas vago, estou perdido e gritando em silêncio! A distância pra mim poder me encontrar, é muito longa pra percorrer. Existe atalho, mas é sombrio, amedronta qualquer um que chegue perto. A dificuldade aumenta quando você não está mais sozinho, no momento que ela chega pra te fazer companhia, ela te derruba, e você não é forte pra combater. O primeiro passo então é se isolar, nesse momento ela já te possui por completo e se torna sua melhor pior amiga. Você terá longos conflitos com ela, mas não vai ganhar nenhum.
Quando esboçar reação, tome cuidado, a segunda queda nem o colchão pode amortecer. Você começa a aceitar a convivência, e então o amanhã já não é mais tão importante, nem o hoje. O agora é só o agora, tudo vira apenas detalhe, e nesse momento você começa a temer a sí próprio!
Ela é traiçoeira, te oferece paz e tranquilidade de maneiras perigosas, só ela pode acabar com a dor que ela causa, e ela sabe disso. Se algum dia, ela te chamar pra dançar, fuja, ela vai fazer de tudo pra te seduzir, mas é a maior das ciladas, e pode ser a última.
Eu nem percebi, naquele dia, quando saí de casa atrás de um quase imaginário, um vago Cícero Araújo, que estava, na verdade, correndo atrás de um coelho branco de olhos vermelhos, colete e relógio, que ia me levar pra um buraco, outro mundo. Também, que importância tinha? Acho que eu teria ido de qualquer jeito, só pra cair em algum mundo, sair daquele estado de suspensão da minha vida num entremundo, sem nem por um momento me perguntar como nem pra onde havia de voltar.
Amanheceu
E a solidão me acompanha
Vago, divago
Sonho acordada
Sem ninguém ao meu lado
Pois estão dentro de mim
Carrego no coração
Que é para não
Nos perder pelo caminho
A vida com vocês é mais feliz!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Talvez eu nem queira esse espaço a sós, esse vago.
E entenda que alguns desejos e almejos,
estão fortes em meu peito.
Tiram-me o sono, me aprisionam, entristecem...
Talvez eu nunca entenda essa dor, da falta,
quando se tem tanto a dar.
E eu me perca mais e mais no tédio de estar só,
sem querer estar.
Talvez eu nem queira ser preenchida,
e sim, toque, abraço, olhar...
Tenho a falta de um luar, de amar,
de um simples enroscar de mãos...
Talvez eu nem queira algo sério, só a seriedade de estar
Não me peça um tempo
Peça um intervalo, com data, dia e horário.
Um tempo é muito vago; pode representar Uma semana, um mês, um ano ou uma
Vida inteira.
Pois é o vazio esperando um propósito para viver nos arautos... Me lembrou de ti no vago momento que corpo inerte causava o preconceito.
Então entendi nada ainda está bem...
Fora de controle na exatidão para viver.
Num mundo de desigualdade social.
Rebelde o seja. Indignado o seja.
O triunfo dessa vida seja a morte.
Declaração do esquecimento era pobre coitado...
Da sua alma sempre haverá um pouco de orgulho de ser o que era de viver como era.
E tudo bem era o arco da solidão.
A vida bem vinda ao vento que as levou.
A bebida o fez ser infrator e um assassino.
A língua foi fugir sem prestar socorro.
O socorro para Liberdade de expressão.
Então julgado culpado por assassinato em cinco anos ou menos ninguém vai te culpar mais.
Calados em silêncio demonstra que a vida segnifica para que já viveu muito pouco.so amou.
Luz dos olhos
Num mundo vago de valores
De paixão passageira
Quem demostra atitudes
A gente leva para vida inteira
Num mundo vago de sentimentos
De gente frustradas
Quem escolhe ser de alma
Merece o amor e uma vida calma
Porque o amor vem depois da paixão
Desabrocha no silêncio
Floresce em cada sorriso
Nos prende no coração,
mas nos dá asas
Asas, para voar além
do que imaginamos
Mas a gente fica por vontade
Aprendemos a respeitar as diferenças
E tocamos no eterno
Cada vez que nossos olhos
se encontram noutro par
Então querido, eu me rendo
A luz dos olhos teus,
é o horizonte dos meus olhos
E amor é tudo que sinto quando te miro
Quando me pego pensando
em seu abraço, meu coração dispara feito louco acelerado
Quando sinto seu beijo, o mundo para naquele instante
Amor não se pode explicar...
Amar é simplesmente amar e amar
Luz dos olhos? É você meu par
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 16/11/2020 às 15:00 hrs
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
Inspirado na música #Luz_dos_olhos #nandoreis
Voltas e voltas...
Medidas e Tombos...
Tombos e cambalhotas...
Viajo no vasto vago da imensidão...
Choco com cometas...
Pelo eterno universo...
Percebo que...
Nessa terra...
Somos meros emigrantes...
Estamos aqui apenas fazendo uma visita...
Abaixo dessa atmosfera...
Apenas um Ar a respirar...
Além...
Muito além dessa obra Divina...
Acredito eu que deve ser um paraíso....
Pois onde esse ar paira no solo...
Parece romper mais nossa vida..
Essência celestial.....
Moramos aqui somente de passagem...
Pois fora daqui...
Somos restos de gente...
Nós...
Até um dia talvez...
Mas no fim desse mundo...
Campos verdejantes devem existir....
O mapa...
A maioria ja sabem como de fato explorar...
O mapa que nos faz voltar...
E ficar o dia todo a meditar...
A casa...
Um teto que apenas cobre do frio e calor...
A alma queima com sede da Gloria..... Braços amigos....
Anjos celestiais...
Amor pelo que me guia...
Sentindo o calor do Sol...
Em breve...
Quero eu la em cima cantar....
Amor único e absoluto...
Sem ti...
Não somos mais nada...
Apenas uma alma a vagar....
Autor:José Ricardo
AS FLORES DO MAL
De João Batista do Lago
Vago-me como “Coisa” plena
pelo labirindo que me cidadeia
meus passos são versos inacabados
há sempre uma pedra no meio do caminho:
tropeços disruptivos que me quedam
na dupla face das estradas
espelhos imbricados na
memória experencial dos meus tempos
Vago-me como “Mercadoria” plena
atuando no teatro citadino a
comédia trágica dos atos que não findam
um “Severino” ou um “Werther” autoassassinos
transeuntes de suas identidades
perdidas pelas ruas das cidades
onde me junto e me moro nos
antros cosmológicos de experiências e memórias
Vago-me como o “Amor” sempre punido
tonto e perdido no meio da sociedade
donde me alimento do escarro possível
onde “sujeitos” sem experiência e sem memória
negociam os amores vendidos na
fauna de “humanos” prostitutos
segredados nos prostíbulos das igrejas:
lavouras de todas as flores do mal
