Vago
Sou do tipo volúvel, como sondado nas minhas paranoias, cego a razão, excrementado e vago no mundo, procurei abraços, me enforquei, no vento oscilado, pairando no azul ácido de minha deterioração, céu tão azulado, no seu purpurejar, sangrado e queimado...
Oh chuva
Lá fora a Chuva cai
No vago Escuro da noite
Cada gota que passa
Nelas vão meu desejo
Deixe me oh chuva
Oh chuva deixa me
Ver o Rosto que tanto Almejo
Deixa me oh chuva
Fazer esse desejo
O coração daquela que amo
E ela dar lhe um beijo.
Se não há amor usente-se por favor.
Aqui está tudo vago;
No entanto, se é para não existir reciprocidade, vago deve permanecer.
Esta lacuna já é proveniente de amores gelados e incapazes de esquentar minh'alma, de amores que não querem enamorar-se de verdades, apenas de mentiras descabidas.
Não quero a metade de um coração mesquinha.
Deixe-me e vá.
E vá com a certeza de que antes só, do que mal amada.
Ela deixou de lado suas próprias censuras,suas pendências de valor com o passado, seus embargos vagos de sentir, quando finalmente entendeu que suas intensidades todas eram o que mais a faziam SER, que seu jeito de imersão profunda era justamente o que a fazia mais legítima e encontrada em identidades, condutas e escolhas. Em meio a tais e urdidas certezas, nada mais impediria que a EMOÇÃO regesse a orquestra e inspirasse novamente o voo. Se sentir demais é, por natureza e fato, sempre tão alto e sempre tão forte, talvez seus olhos e suas emoções, sem quaisquer arestas, optassem sempre por cegar-se, a esvanecer-se à banalização ou aos comuns de um sentir. Por certo, não seria ela. E tanta lucidez de identidade e de encontro, não a fazia alheia à razão dos dias, esta mesma que faz cada vez mais raro e caro um intenso que enternece, paralisa e emudece. Inútil portanto, era a teimosia da rudez, da hipocrisia e da covardia, em fazê-la amesquinhar-se a seu efêmero SER. O preço... Por vezes alienígena, por vezes contida, por vezes incompreendida e por que não dizer, assustadora até. Porém, valente e fiel a si, sua prece e sua luta mais premente era de que seus pés jamais receassem lancar-se ao mundo ainda que frêmito e algoz soassem seus passos. Ela fazia dos sons, caminhos de faróis rasteiros para suas ilhas e castelos. Deslumbrada e reafirmada por uma loucura lívida e santa, seguia fiel tão somente a si e a suas inexoráveis buscas imperfeitas e insanas a maioria dos mortais. Seu mais visceral desejo... que jamais sinta brotar de sua alma uma emoção empobrecida de intensidade e de verdade. Uma emoção que não a renda, que não a deslumbre, que não a mova, não a arrebate a fins e recomeços tantos e, sobretudo, que ela não reconheça em si , uma emoção que não a conduza a seus reinos secretos de SENTIR e de QUERER a cada exatidão de um tempo apenas seu. Seu maior desafio... não crucificar quereres e sentires frustrados, não realizados. São eles que lavam nossos olhos, nos refazem em condutas, nos lapidam em novas projeções e direcionamentos de viver. Ela... ERA como o sol que ardia na pele, mas seduzia os olhos a sua inebriante luz, era como a noite que cegava esses mesmos olhos para afagar melhor a pele com sua entorpecente e suave brisa. Assim, era aquela moça... intrigante a uns, louca e enigmática a outros, mas sempre e tanto, INTENSA a si mesma.
Interajo com as pessoas como se fosse um fantoche pois vago nessa estrada sem destino, em um lugar tenho que chegar para saber quem eu sou... nessa odiosa raça humana uns se destacam em minha vida como raios solares na escuridão de minha alma.
A realidade não passa de um conceito vago , reflexo de nossas suposições sobre a vida e sobre o ser , e tambem sobre o futuro .
- O vago da minha face.
Eu sou o anti-herói. Eu sou o anticristo.
Eu sou o mal. Eu sou o tudo. Eu sou o nada.
Eu sou o inexplicável. Eu sou o paradoxo.
Eu sou o incompreensível. Eu sou o inimigo.
Eu sou o unânime. Eu sou o universo.
Eu sou o castigo. Eu sou o sufoco.
Eu sou o controverso. Eu sou o inverso.
Eu sou o torto. Eu sou o direito.
Eu sou o vírus. Eu sou o dissonante.
Eu sou o ignorante. Eu sou o genial.
Eu sou o manifesto. Eu sou o protesto.
Eu sou a contradição. Eu sou a ilusão.
Eu sou o trágico. Eu sou o egoísta
Eu sou a verdade. Eu sou a mentira.
Eu sou o falso. Eu sou o verdadeiro.
Eu sou o lucífer. Eu sou o Deus.
Eu sou o ateu. Eu sou o artifício.
Eu sou o reservado. Eu sou o psicopata.
Eu sou o temido. Eu sou o esquecido.
Eu sou o bode expiatório.
Eu sou o simplório. Eu sou a luxúria.
Eu sou o vicio. Eu sou a ambição.
Eu sou o demônio. Eu sou o anjo.
Eu sou o vexatório. Eu sou o celibatário.
Eu sou o marginal. Eu sou o preconceituoso.
Eu sou o hipócrita. Eu sou a revolta.
Eu sou o mal no bem. Eu sou o bem no mal.
Eu sou nada mais do que eu, meu, eu!
O pensamento vago antevê na inquietação e hesitação de ideias, do mesmo modo, é uma impecável conexão para refletir-se.
O amor é um sacramento, isto é, um mistério, não no sentido vago desta palavra, mas na sua acepção etimológica, que a torna significativa de uma relação singular e concreta com a verdade divina.
A garota do ônibus
Oi, tudo bem?
Esse lugar tá vago?
Desculpe te acordar,
Mas é que não há outro lugar para sentar.
Talvez não foi por acaso o ônibus estar lotado naquela manhã e mesmo que sem querer eu acabei por te conhecer.
Você ficava eufórica olhando pela janela,
contando cada carro que passava voando rápido, sem pressa.
Cada um com sua velocidade e sua própria sintonia nesta longa corrida que chamamos de vida.
Correndo contra o relógio do seu próprio tempo,
você se perdia em seus pensamentos,
e eu me perdia em você.
Cada minuto que passava uma história nova começava e outra história terminava,
Você me disse para olhar pela janela e ver as pessoas lá fora,
Imagine que cada um deles tem um livro em suas mentes,
escrito e publicado por si mesmos.
Cada um com a sua própria aventura,
Uma pitada de amor,
Um bocado de luta,
E talvez um pouco de glória,
Tudo para alcançarem a sua tão sonhada vitória.
Eu sei que cheguei sem avisar e meio sem jeito,
mas quem diria que um Oi, tudo bem?
Tornaria esse trajeto tão perfeito.
Enquanto conversávamos sobre o mundo, o mundo girou,
E o meu ponto chegou,
Desci do ônibus procurando sua janela,
Só então percebi que não peguei o número e nem o nome dela.
O ônibus deu a partida, e de repente começou a chover,
Corri até meus olhos encontrarem você,
O ônibus foi embora e você olhava para mim,
Foi aí que percebi que a nossa história era só mais uma que avia chegado ao fim.
Cheguei em casa,
Todo molhado,
Resolvi tomar um banho e a campainha tocou.
Oi, tudo bem?
Desculpa incomodar,
Eu sou nova aqui no bairro,
Teria uma xícara de açúcar para me emprestar?
Fechei a porta e comecei a pensar,
Quantas histórias começam com um simples,
Oi, tudo bem?
Como você está?
Aprenda a dar oque você é ou oque você vive, dar oque você tem e muito vago tudo que é material acaba tudo tem validade, menos sua história seu amor,.
Solitário
Como um lobo solitário
vago pelas ruas da cidade.
As estrelas, à noite, são meu guia.
O vento, durante o dia.
Becos sem saídas.
Esquinas apontam nenhum lado.
Caminhos errados.
Um cão abandonado.
Memórias de memórias.
Sentimentos no passado afogados.
Falta-me identidade.
NÃO...
🖤
Não aceite na sua vida
o frouxo, o vago, o indeciso...
o nem não nem sim...
o não sei... o vou ver, o vou pensar... o vou tentar...se puder...se tiver tempo.
Respeite-se...não viva de ilusões...não aceite viver de migalhas que lhe ofereçam...
Aceite alguém que seja verdadeiro, autêntico...que ame e deseje ser amado...mas com verdade, com intensidade...
com reciprocidade e responsabilidade...
Não aceite, o que quer o melhor de outros mundos... o que tem sentimentos vagos...
Não aceite o que vive no passado, porque o tempo não anda para trás...
Você nunca perderá sendo verdadeiro, sendo inteiro, intenso e autêntico. Perderá quem não lhe dá valor...
E se tiver que deixar ir, deixe ir...
Porque a vida é curta e para ser vivida intensamente.
E porque só se vive uma vez!
- Meu Mundo Particular -
Pelo espaço vago eu estava caminhando
em dores de agonia meu
coração começou gritar!
Mas ninguém se importa
Ninguém escuta
Estou sozinho na escuridão
Num mundo de trevas.
Mundo sem Luz
Mundo sem felicidade
Mundo congelado
Meu mundo particular.
Mas então como um raio
de esperança você
surgiu em minha vida
Só o seu amor
pode iluminar o
meu mundo sem luz!
Arriscarei tudo que tenho
(já não tenho muito a perder)
a única faísca de vida que
ainda reside dentro de mim,
Se eu falhar não
terei outro motivo
para
viver novamente.
A loucura é insana e idiota. O drama é vago e arrogante. O orgulho machuca e fere. O momento se perde e se recompõe. O fogo é o mesmo que estilhaça. O verdadeiro muda de acordo com a necessidade. O conceito pula etapas. A dor é uma condição, e o amor a razão. Luzes se apagam e a escuridão reluz. As cortinas são as mesmas que revelam o mágico. O abismo não é tão horrível quanto os olhos do ser humano. Sob o mar, sobre o ar. Abaixo das nossas cabeças, acima dos nossos pés. O que é claro é uma ilusão, e o que é escuro uma imensidão. Tic Tac, Toc Toc, Tum Tum. Ponteiros, Batida e Tambor. Qual é mais alto? Qual ensurdece mais? Qual incomoda mais? Qual te destrói mais?
Minha escrita é sobre como traduzir com palavras o silêncio. Como traduzir um instante vago, pleno de lembranças e memórias. Aqui nesse espaço eu falo o que a realidade me apresenta. Falo sobre a dor, mas falo também em esperança. Esperança de dias melhores, de saúde e afetos. Meus versos são livres e seguem os meus pensamentos. Sou honesta. Escrevo o que é real para mim. Escreve o que eu sinto, sem tentar mascarar o mundo que me cerca. Falo sobre saúde mental de forma lírica. Falo da força humana para continuar viva e pulsante. Todos os dias a vida me apresenta desafios de sofrimento, mas eu respondo com palavras e versos. É assim que eu proteja das falácias da mente.
Mundo Vago
Caminho por ruas que não respiram,
muros mudos, olhos sem luz.
O tempo escorre entre dedos frios
como um lamento que não se traduz.
O mundo é uma casa desabitada,
com portas trancadas por dentro,
e eu sou o eco de alguém que partiu
antes de ter sequer um centro.
As vozes sumiram nas esquinas,
os toques morreram nos gestos.
O amor virou uma palavra vencida
perdida entre gritos discretos.
Nenhuma cor permanece na pele,
nenhum som me alcança inteiro.
Sou casca de sombra flutuando
num céu sem ar, derradeiro.
Há dias em que nem a dor responde,
em que o silêncio pesa demais.
E sorrir é apenas um espasmo,
nos cacos de tempos normais.
Não há horizonte, só névoa.
Não há futuro, só negação.
E tudo o que restou de mim
é o vulto de uma ausência em expansão.
