Vago
A noite existe, para que o poeta sonhe e no silêncio vago do coração triste. A saudade, o canto e a dor existem para que eu não durma para que nasçam versos, para que tudo possa. Talvez o anoitecer não seja para se ficar sozinho, seja destinado para se ganhar carinho, muito beijos e abraços mas antes um prazer atrasado do que uma amarga descoberta da mentira.
ÍNFIMO – Tão pequeno como gota de orvalho, como a imperceptível luz de vaga-lumes no jardim. Vago como o vento e sua asa que passa em sua casa e você não vê. Ínfimo. Como o canto do pássaro que você não escutou, como o beijo cálido do beija-flor na flor. Ínfimo. Como grão de areia no deserto do Saara; minúsculo peixinho azul invisível aos olhos humanos. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)
Era um caminho. Aberto. Vago. Alheio.
Pesava sobre meus ombros posses, abstrações.
Não há setas, bússolas, perdões.
Não há um destino, mas vários ou nenhum.
As pegadas dos últimos passos, eu vi adiante.
Que garantias isso me dá?
O que é o destino se não a morte?
Caminho em direção a ela?
E eu tentei ver nas réstias do horizonte onde dará.
Dará na última pegada, ao cair numa armadilha.
E o que será adiante se não um ponto de vista?
20 anos e os ombros pesados.
A dificuldade de se desvencilhar…
É preciso estar leve pra escalar montanhas.
Um dejá vu. Me pergunto se já estive nesse ponto
Ou se os pontos se repetem gradativamente.
Talvez a natureza não seja tão criativa.
Parece que o ar se torna cada vez mais rarefeito.
Ou eu me sufoco com meus próprios ombros.
Fui tirando pedaços da bolsa. Um apelido, uma mentira...
Alguns pedaços saíam com muita dificuldade,
um chiclete grudado aqui e ali.
No final… no final… estava leve?
Mas afinal alguma coisa permaneceu, aguada e inconsciente
e essa coisa afinal sou eu?
Havia um vazio pesado. Como o ar rarefeito.
Como a melancolia que inunda os domingos.
Um cemitério vazio encharcado de medo.
Afinal, quando acabara já estaria acabado?
O mais se temia já teria se adiantado?
Não sei o que eu era e o era um estado de mim.
Nem ao menos sei a diferença.
Sei que quando chegar a hora
a hora já terá passado.
Tão lógico e paradoxalmente.
SONETO VAGO
Porque à noite me abre triste
Num frio intenso sem amor,
E nessa ardência nada existe
E me falta à pele o seu calor...
Porque a lua é sem fulgor
E sem você nada consiste,
Porque em mim tudo persiste
Na luz branca do esplendor...
Porque morrem meus encantos
E intensos são meus prantos
Na noite imensa sem luar...
Porque eu perduro a solidão,
E na dor intensa ao coração
Eu vagueio sem te encontrar...
Um doce enlevo me conduz à recordação,
trazida pelo vago entre a tarde que morre
e a noite que se anuncia...
Pela nostalgia que se espalha no ar
e pelo espaço vazio entre os dois momentos;
final da tarde e início de noite...
Pelo surgir, de qualquer canto, da saudade
que invade e toma forma,
pra se fazer notar...
Então a vejo...
A tez clara em oposição à contraluz do lugar;
brilho ao mesmo tempo fosco e esfuziante...
Cabelos discretamente dourados,
como folhas de outono, apagadas...
Olhos que me acariciam, me adornam...
E me deito em seu colo
tentando retroceder o tempo...
Queria esse tempo agora!
Utópico pensamento que me consola.
Suas mãos macias em meu corpo
me fazem renascer...
Adormeço com o seu cântico
a me embalar ... e de novo me gerar.
Minha mãe...Eterna morada...
Acordo... enquanto o doce enlevo se desfaz;
olho para o espaço vazio
entre a tarde que se vai
e a noite que ainda vem.
É o momento de a reencontrar...
Pensamentos.
Filho de um passado vago de lembranças,com um presente sem glórias a compartilhar,muitos pensamentos e poucas ações voluntarias,eis entao que me surge ela esplendorosa doce flor que me alega amor no qual retribuo ao meu incógnito mundo fraco sem ambições mais com muitas afliçoes,me aconchego em seu braços procurando um motivo para seguir entao em poucos segundos vivo os mais belos sonhos que fazem por muitas vezes lacrimejarem meus olhos que não atribuo a tristeza e sim a doce felicidade de estar protegido em seu caloroso amor,protetora e forte com um olhar que intimida os mais poderosos montros de meus pensamentos,sem ela fico aqui sem muitas forças pra lutar em pensamentos que longe ao seu poder me faz fraco e impotente aos maos,mesmo assim se eu cair sei que a terei me erguendo,poucos sabem mais esta é a unica razão do meu viver.á amo sem arrependimentos e com o maior dos meritos desse sentimento vivido por mim,daria sem exagero algum minha vida por ela.
Quão vago, quão duro e sem sentimentos são os diálogos digitados. Eu me pergunto, cadê as vírgulas, cadê os pontos parágrafos. Não que não os tenha em toda conversa. Mas será que quem leu conseguiu parar ou reduzir a leitura quando leu? Ou será que entendeu?
Receio que as conversas têm a força da emoção de quem lê. Se alguém estiver triste, tudo lhe trará uma cutucada em sua tristeza, se estiver alegre as vírgulas ou pontos serão irrelevantes, pois, toda frase será colorida e amorosa. Receio, que rasgar o verbo não seja mais tão necessário, basta deixar que o outro interprete.
Se algumas pessoas vão a um extremo a outro pessoalmente, imagine virtualmente! É preocupante.
Já não me prendo mais a "grupálogos" e/ou diálogos longos, tentando explicações para os anseios e descoberta das interpretações dos outros.
Acho que envelheci... já não caibo no mundo das adulações e bajulações, das poucas ações.
A vida é VIDA e reticências, e não ponto!
É muito mais que um sofá, um celular e pessoas longe.
Talvez o dia do abraço me trouxe a necessidade do abraço e a revolta de não tê-los tão perto para abraça-los. Quero presença!
Aos meus amigos e inimigos (Por que é lógico que em todo face tem um curioso querendo nosso mal, engana-se quem acha que não.) sintam-se abraçados e reflitam sobre a minha reflexão.
Com todos os pontos e as virgulas e ainda segue uma reticências para que saibam que meu carinho por vocês é sem fim ...
Profundo e ao mesmo tempo tão vago
Um olhar...
Seja ele a porta da alma ou mesmo apenas uma fração de segundos
Que revele o sentimento mais oculto ou a verdade tão óbvia
Ainda assim será supremo
Pois revela tudo aquilo que as palavras tentam esconder...
É tudo muito vago, é tudo muito cinza, é tudo muito nada.
Sempre que estou aqui, na verdade, estou voando para te encontrar.
Saiba, tudo é muito vago sem você, tudo resume-se em voltar
Pra qualquer lugar
Onde possa ter ver
Te tocar
Te olhar
A vida é confusa demais
Quando um pedaço seu fica para trás
Mas no meu caso
É o meu melhor pedaço.
quisera eu, quisera
acabassem os dias de espera,
em que vago nas noites, feito pantera
pudera eu, pudera
fazer do tempo quimera,
matar solidão a paulada, a megera!
quem dera
recuperar tua amada,
que eu era
Abandono
Desde que você frio e indiferente abandonou-me
Vago triste vida afora,tornei-me andarilho do amor.
Solitário, despojado de afeto hoje resta-me a dor.
Passo os dias a caminhar entre as vias movimentadas,
Vez ou outra encontro o repouso em alguma calçada.
Adormeço entre a multidão indiferente e apressada.
O tempo e as perdas petrificaram lentamente a dor.
Acida angústia, vida vazia ancorada no teu desamor.
Sem destino...
vago sem direção
quase nem bate meu coração.
Sem você...
nada atino...
sigo em busca de um destino...
peregrino.
Queria nas asas do vento viajar
pra bem longe me deixar levar...
Coração leve...
vento me leve...
pro outro lado do mar.
Vago por ai
Na ânsia de te ver
Nem que seja por meio segundo.
Vivo do que não tenho...
Nem poderia comprar...
As pessoas que se auto rotulam , estão se auto limitando - se dentre de um mundo vago e sombrio , longe de quaisquer conhecimento produtivo .
“A mesma chuva, o mesmo sol e os pensamentos não mudam. A mesmice me carrega pelo mundo e vago sem nenhum motivo. O sentido já não é uma palavra pra minha vida, a vontade já sumiu de meu dicionário vital e a saudade anda vagando pela minha alma. Tudo se torna dispensável, sem retorno. O amor que tanto reinava, não me traz mais alegria, e os sonhos que me levantavam a cada dia, sopram pelos ventos. O desanimo é profundo mas continuo a buscar o antidoto para essa desgraça.”
É sentimento vago, não sei, acho que renomeado pelo espírito de cada um. Vivemos uma constante luta contra nós mesmos. O que importa é que alguém vem e nos redime no viver e no sentir.
