Vago
Trilho Vago e Vagão
Mirou
Com olhos
De
Quem tem
Ouviu
Com ouvir
De
Ansiedade
Nostalgia
Expectativa
Sempre
No apito
De um trem
Bem lá
Insólito
Vago por
um tudo
que é
amorfo
Gozo
viagens por
onde não
se toca
É ar
vento e brisa
que esbarra e
passa
Vida
Jorge B. Silva
Anos luz decifram o vago mergulhado em ultrapassados códigos de mentes atuais primitivas que nunca imaginariam a real condição astral de viver isso que chamam de dia a dia em adaptações ilusórias de influente maestria impressas num vulto espectro extenso de covardia imaginando ser nível de evolução com 10D de preconceitos humanos numa dimensão.
O infinito é razo e vago na dimensão terrestre, a profundidade está na mente quando de repente entende a realidade monstruosa e mortal que possui.
O passado e o futuro são só um termo para justificar o agora que talvez nem seja um presente.
O fim é somente o inicio do final.
Disperso
Ser um entre muitos
É ser eu mesmo.
Repleto de sentimentos,
Raciocínio vago
Disperso que voa
Na brisa do vento
No céu espreita a 🌒
Que me ilumina na calada da noite,
Com a companhia das estrelas
Perdidas no universo
De ser
São elas pedras preciosas
Que dão sabor ao meu viver
Quando recordo a solidão da solitária
O grandão e o guarda no desdém
Fechando a porta
Aquele que ao fim da viagem quer chegar
Olho para o presente
Gritando para a liberdade
Presa
Por tantas amarras
Que as musas
Soltam a cada instante
Com a compilação de gestos
De aforro perante a vida
Um sem outro não vive
Respirar um pouco
Do afrodisíaco
inalar os feronomas
Estiveste tão ausente
Porque te escondes
Vou buscar o desejo
Encontrar o céu de várias cores
Nos retrocessos quero esquecer o passado
Vivo o presente
Sou outro de outra gente
Acreditar em ti é como se estivesse ouvir um embalo por isso canto
Encanto e danço
Vivo hoje
Para esquecer o ontem
Sonhando no amanhã
És eu sou
Nós somos
Todos somos
Pessoas
Com vontades
Procura acha
Busca encontra
Não te percas em esquecimentos
Procura acha
Busca encontra
Soneto 1 - Marcas da Infância.
Olhar vago
Sentado na beira do rio
Vendo as ondulações projetadas.
Tentando não ficar senil
Com meu sorriso de faixa alargada.
Cubro os olhos da luz solar
Que se reflete, sutil, na superfície.
Os meus pensamentos tentam se calar,
Igualar-se as bordas da planície.
Cato uma pequena pedrinha,
Jogo na água, bagunçando.
Criando pequenas ondinhas,
E logo a visão vai-se ofuscando.
Memórias molham os meus olhos fechados,
Feridas trazem lembranças, ocultas do meu passado.
Tsharllez Foucallt
Colho o vento,
colho as horas,
junto tudo ao segredo
que guardo no peito,
e vago em direção
ao infinito instante,
onde tudo é possível.
Mesmo que seja
apenas na algoz
inquietude silenciosa
do meu ser poeta.
É tudo muito vago, é tudo muito cinza, é tudo muito nada.
Sempre que estou aqui, na verdade, estou voando para te encontrar.
Saiba, tudo é muito vago sem você, tudo resume-se em voltar
Pra qualquer lugar
Onde possa ter ver
Te tocar
Te olhar
A vida é confusa demais
Quando um pedaço seu fica para trás
Mas no meu caso
É o meu melhor pedaço.
Foi se o tempo que a musica batia e do coração que arrepia
Hoje o sentimento é bem vago
Hoje é diferente
Não é que não tenho amado
È porque a gente aprende
Confesso, o som ainda balança
Mas sem me abalar
Não somos mais crianças
Que brincar de amar
A saudade existe, eu sei
Mas a consciência é predominante
Errar? Eu já errei
Mas aprendi a não ser constante
A vejo a todo momento desta vida
Criei cenário perfeitos
Só não contei com idas e vindas
Deste nosso belo defeito
Aconteceu, pecamos!
Foi um amor intenso
Cá estamos
Satisfeitos sem sentimentos.
... tanto
um notório saber,quanto
uma honestaexpressão de Fé,
consistirão em conceitos vagos,
insipientes - salvo, quando
regularmente abastecidos
pelos nutrientes da
razão e ação!
Ele é solitário e vago sem ânimo
Nostálgico
Sai pra beber e afogar-se entre goles e tragadas
pra esquece o que já se perdeu a muito tempo
Melancólico perambulando entre as ruas mortas da cidade adormecida ,ele anestesiado
Pela solidão se perdeu no tempo
Frio como a noite empurra sua alma escura e cadavérica
Sem medo sai todas as noites em busca da morte
Em goles e tragadas
O pensamento lhe abandonou
Vive por osmose
Inércia
A dor é seu vício
A droga uma prisão prazerosa
A solidão sua condição
Ele pede em seu fragmentado pensamento como uma prece que está seja sua última noite...
O vício
#ESTRADAS
Pelas ruas vago, em desatino,
E a todos pergunto se não lhe viram...
E a dama da noite em céu estrelado...
Fica para mim sorrindo...
Oh, se Deus sobre a terra derramasse...
E de mim se compadecesse...
Um pouco mais de vigor daria...
Para que mais força eu tivesse...
Em encontrar seu amor...
Vem à triste morada do poeta...
Um sonho à inspirar...
Dourar os versos meus...
Fazer-me mais sonhar...
Transmuda o negro véu da escuridão...
Que a vista me detém...
Estende os sonhos meus pelo universo...
Traga até mim quem tanto quero...
Enquanto eu cá espero...
Ser só seu...
O tempo corre pouco e pouco...
Na vida que se esvai...
As esperanças me consomem...
Dando lugar aos meus ais...
Por terra vão caindo, em pó...
Meus desejos já desfeitos....
Desdobre-se cortina de mistério...
Uma vez mais lhe peço...
De noturnas essências perfumadas...
Continuarei, enquanto puder...
A procurar...
Até lhe encontrar...
Em minhas estradas...
Para lhe amar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemaz
#ERRANTE
Vago na rua...
Fria e escura...
Sem nem mesmo o clarão da lua...
O vento açoita minha face...
As estrelas uma a uma se apagam...
E as pedras inertes...
Apenas refletem...
O que restou de mim...
Não dizem nada...
Dentro de mim minha alma em agonia confusa, calada...
Já não sonha...
Teve suas asas cortadas...
Quis meu corpo aquecer sobre o seu...
Unir sua boca a minha...
Por que me negara?
Agora o mesmo já não sou...
Em você me encontrei...
E também me perdi...
O calor que o amor me ascendeu...
A todo meu ser me consome...
E na dor tão longa...
Tornei-me um errante agora...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
largo o pensamento vago na solitude,
escamo sua pequena expressão vazia.
desamarro teus pensamentos na tua fria face,
abandono meus presságios pelo amor morto.
