Trilha
AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA
Índia Cecília
Num sonho que parecia real me vi caminhando por uma trilha de uma mata virgem, usada por tribos indígenas ou caçadores, assim imaginei que fosse. Quando de repente me deparei com um riacho que onde havia uma taipa de pedras que servia de caminho para atravessar o riacho. De repente ouvi vozes de alguém, eram rapazes e moças indígenas tomando banho no riacho logo abaixo da passagem, fiquei observando o divertimento dos jovens indígenas quando de repente um deles notou a minha presença ali perto e me reconheceu e me chamou pelo nome para atravessar o riacho e ir junto com eles. O nome do qual me chamaram parecia conhecido para eles mas eles me pareciam ser estranhos. Mas seguindo em frente na história os jovens indígenas se aproximaram de mim e entre eles havia uma moça de uma beleza rara, morena esguia e altura média alta, cabelos negros caindo abaixo dos ombros. Tinnha um rosto comprido, lábios finos e compridos. Vestia uma saia que chegava abaixo dos joelhos parecia ser brim branco com bordados de flores silvestres cor de rosa. Usava uma jaqueta de couro de animal silvestre. Costurada com tentos finos e bem trabalhados. A jaqueta de couro tinha uma cor marrom com estampas trabalhados a mão. Ela se aproximou de mim e ficou parada por uns instantes me contemplando, de repente me convidou para ir junto com ela até sua aldeia. Era uma moça quieta, quase tímida, porém séria e segura de si própria. Ela deveria ter uns 27 anos de idade. Me convidou para entrar na tenda da família no qual havia uma idosa que logo imaginei fosse sua vó. Depois de alguns instantes apareceu um senhor, índio mediano trazendo um javali que havia caçado. Chegou quieto me observando de repente pediu para a moça trazer seu cachimbo e o tabaco, ela de pronto o atendeu. Foi quando ele me perguntou o meu nome no qual eu respondi Cacique Cajú e ele respondeu. Eu me chamo Cachoeira Serena, era ja tarde da manhã quando Índia Cecília apareceu servindo carne selvagem e pão feito com milho verde ralado na pedra trabalhada. Mas tinha um sabor extraordinário. A tarde foi divertida com os jogos típicos das tribos indígenas. Num certo momento nos acentamos para conversar e cada um contou a sua história, foi quando Índia Cecília contou a sua, que ela era órfã de pai e mãe e que eles haviam sido mortos numa emboscada de uma tribo rival e que havia sido adotada pela tribo na qual ela estava, e que seu marido flecha branca também teria morrido num ataque de onça. Quase chegando o final do dia Índia Cecília me pediu para acompanhar-la a um passeio ao redor da aldeia, caminhamos por cerca de meia hora. Quando chegamos a um lugar ermo com pouca vegetação e dali podia se ver o pôr do sol. Quando o sol ia se pondo encostando no horizonte Índia Cecília se virou de costas para mim e se sentou na minha frente e inclinou a cabeça entre os pés e colocou as mãos sobre eles. Durante o tempo que o sol ia desaparecendo sem se mexer com o cabelo encobrindo seu rosto, parecia uma oração que estava fazendo. E parecia que sabia que o sol havia se posto atrás do horizonte ela ergueu a cabeça olhando firme para o horizonte e lentamente se pôs em pé diante de mim. Quase trêmula olhando para mim, me pegando pelas mãos e em seguida colocou a sua mão direita sobre minha fáce esquerda e disse num sussurro quase mudo, AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA.
Com as estrelas como companheiras eu sigo minha trilha, no lugar de um mapa tenho um coração. Em minha mão carrego uma espada, não para ferir-te mas para proteger-me. Não guardo nada além de memórias e experiências em minha mochila. O mundo transforma o homem em Rei de si próprio.
Se um dia o caminho, virou trilha, foi simplesmente traçado (para) que o mal não se repita, Sóis libres.
..."Quando caminhar é preciso, desistir é um ato de continuar na mesma trilha, mas em direções diferentes."... Ricardo Fischer
Cada qual trilha o tempo
no tempo e intento que lhe prover.
Escolhas, um direito à vida,
de um qualquer.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Caminhe na tua trilha
Alimente a tua matilha
Costure os teus retalhos
Adube os teus carvalhos
Enxugue o rosto do suor
Das tantas pelejas de amor
E segue o teu caminho...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Eis uma trilha sonora sublime: a resposta daqueles que superaram as crises adolescentes como, por exemplo, o primeiro amor, as primeiras decepções, os primeiros enganos e conseguiram amadurecer para superar novos obstáculos sem a mesma dramatização da inexperiência...
Nossa trilha tem a cor das cristalinas águas, que se renovam pela intuição, nascida no coração, centrando pra sempre nossa guiança.
►Recomeço
Não desista da sua vida
Insista, siga a sua própria trilha
E, se ela não existir, crie a
Não permita que a solidão te deprima
Lute, para que você possa descansar um dia
Mude, torne o mundo um lugar agradável
E, se não conseguir, aguente, soldado
Haverá declínios a frente
Mas você não estará sozinho, veja a gente
Somos o que há de pior,
Somos o que há de melhor
Ele é seu inimigo, eu sou o seu amigo
E dito isso, você nunca estará sozinho
Acredite na felicidade, e ela acreditará em você
Acredite em sua cara metade,
E algum dia o sorriso dela você irá receber.
O vento irá te mostrar a direção
O nascer do sol aquecerá o seu coração
Embarque em uma aventura,
Que poderá ser divertida
A tristeza da vida passa, nada dura
Só irá se prolongar se você a aceitar
Peço, então, para que reconsidere
Se você for uma pessoa de fé, faça uma prece,
Acredite em alguém ou em algo,
Acredite em você, se livre dos seus fardos
O mundo é vasto, se busca companhia,
Saía do seu refúgio, que logo seu amor será encontrado.
Sempre temos duas escolhas na vida : Ou certo, ou errado,tenta seguir a trilha certa porque é sempre bom evitar o duvidoso.
TRILHA
Não quis ser estrada asfaltada
Desisti de ser trilho
Resolvi ser uma trilha
Sem saber aonde vai dar
Emaranhada
Sinuosa
Quero ser chão de terra
Barro seco
Que bebe cada gota de chuva
Se alarga
Se estreita
Se transforma
Desobriguei-me da obrigação de ser perfeita.
O amor não é uma trilha construída pra gente andar, mas é uma construção passo a passo, e se ele te faz querer viver pra sempre perto da pessoa que você ama, é de lá que nunca se deve sair
"Tem horas que realmente a gente precisa jogar a mala no carro e embarcar em uma viagem. Trilhar no caminho do coração que busca consciência e evolução. É muito difícil se permitir canalizar a atenção para si, porque é conveniente cuidar do outro e espalhar a energia interna, criando um escudo involuntário de ocultação dos próprios medos. O comodismo é um aliado poderoso. No entanto, uma luz brilhante e dourada te chama e grita 'emerge, criatura assistida pelas estrelas e abençoada pelo divino amor.' Te chama para uma nova proposta de vida. Permita-se vivenciar esse chamado."
Conto de Enfado (Perdido)
Não há placas na floresta
Que me apontem uma trilha
Já nem sei quanto me resta
Alguns metros ou uma milha
No meu barco há uma fresta
Estou preso numa ilha
O que antes era festa
Revelou-se armadilha
Ora o meu ser protesta
Ou se engaja na guerrilha
Se o pavor se manifesta
Não me escondo na escotilha
Que fortuna indigesta!
A lanterna está sem pilha!
Se tem uma, me empresta
Luz que é luz se compartilha
O meu coração detesta
Freio que perde a pastilha
Gente séria e modesta
Não se exalta, nem se humilha
Toda árvore no apogeu
sempre aponta para o alto
Não há rastro de pneu,
Nem sinais ou mesmo asfalto
Paraquedas de ateu
Não me servem neste salto
A ferida me doeu
Inútil é gritar bem alto
Do meu grito ouço o eco
Pois sou gente, não boneco
Se acerto ou se peco
Minha paz que hipoteco
Extraíram meu sorriso
Do molar até o siso
Me deixaram duro e liso
Deixaram o chão, levaram o piso
Só me acho, se perdido
Minha alma não se espanta
Não me poupo, fui ferido
Pela mão que me acalanta
Já não caio neste conto
Nem no canto da sereia
Que diante do confronto
Sem ter pernas, esperneia
Pois o raio nunca cai
duas vezes na areia
Presa fácil, nunca mais
Eu rompi com sua teia
Hoje volto a sorrir,
Mesmo que quase banguela
Meu caminho vou seguir
Pra tristeza não dou trela
Restam os dentes da frente
os caninos e os incisivos
Só caminho com gente decente
Mais que fichas em arquivos
Confiança quando se quebra,
De uma vez se esfacela
Nem tudo se celebra
É meia-noite, Cinderela!
Ah... o caminho...
A vida, um caminho a ser trilhado. Cada um trilha esse caminho de sua maneira, da forma que acha melhor, alguns atingem seus objetivos outros mesmo sem querer são obrigados a parar antes do momento tão esperado. E conforme é um caminho onde nós guiamos um carro. Um carro sem marcha ré, sem direito a voltar atrás... um caminho sem retorno, que nós impede de voltar, porém um caminho surpreendente, que a cada curva vem nós surpreendendo mais e mais, porém o que ficou pra trás, o que passou, as cidades, vilas, metrópoles, ao que nós chamou atenção, há algumas pessoas que seguem viagem conosco neste caminho, e em um determinado local nós abandonam, as vezes por querem, outras com a maior vontade de continuar, mas não podem, e mesmo sem querer a vida nós obriga a seguir viagem sozinho muitas vezes, e é nesses momentos que nós encontramos só, que surgem os buracos da estrada, as dificuldades, onde o carro quebra e você tem que concertar só... ah a vida como ela é. Surpreendentemente surpreendente, as vezes coisas que deixamos para trás... sonhos, pessoas, objetivos, metas, surgem no nosso caminho a diante e nós temos a oportunidade de tentar outra vez, esse caminho, esse trajeto, essa rota, tudo isso vamos descobrindo dia após dia, quem poderá saber o que a vida nós reserva para amanhã? Ninguém. Então viva nesse caminho, todos os dias como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar não há... não há retorno... nem como voltar atrás... meça suas palavras, suas atitudes, as pessoas que você magoou, lembrando que um dia é da caça outro do caçador! O mundo dá voltas, a vida nós surpreende, nesse longo caminho para alguns, curto para outros, intenso para todos, ah esse presente que Deus nós dá todo dia, o direito de levantar e continuar, mesmo as coisas indo de mal a pior, nada nessa caminho é pra sempre, nem a dor, nem o sofrimento, nem a alegria, nem o sorriso, é tanto que nem o próprio caminho durará para sempre. Por isso viva o agora porque o passado já se foi. E o futuro talvez não chegue.
A DAMA CANDIDA:
Ela virá tal qual trem
Que as paralelas trilha
Fugaz, viril como sempre vem
Insana, em sua palidez marmórea brilha
A lápide seu refugio
Epitáfio a própria identidade
Anoite indumentária... Negra qual Vesúvio
Hostil, sem carisma ou piedade
De semblante pálido, olhar galhardo
Ela brada e rir, sem sentir-se vai
E consigo leva seu maior finório sem deixar recado
Qual vento se vai sem deixar vestígios
De volta ao seu “Paraíso” fúnebre
Como se frenesi, te chama ao verdadeiro equilíbrio.
E pra cada trilha de sangue
Há uma nova história a se contar
E em cada paço, um personagem diferente,
Aparece para você esbarrar,
A cada passo você conquista um espaço
E perde um sem tanto valor agora.
