Textos Arte
seu corpo é uma obra de arte,
sua face desaparece no horizonte,
nessa tristeza, tudo está abstrato,
numa sintonia omoplata,
quero abraçar mas está tão frio,
feche os olhos relembre
que musica este na sua vida inteira,
nem tantos desejos seja uma última
brisa que tocou os gritos na escuridão.
NADA INCOLOR
Arte ingrata que não desata e engata
E conquanto, em desalento,
A órbita elipsoidal dos olhos me arde,
Busca exteriorizar o pensamento,
Mas Como, quando e onde ?
Que em suas fronetais células guarda!
Tarda-lhe a Idéia!
A Inspiração então em apneia
E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento,
Como o soldado que rasgou a farda e desertou,
No desespero do último momento ,
Ah finalmente a cor chegou e frisou forte ,
De certo o papel amarrotado dá má sorte,
Tenta chorar e os olhos sente enxutos!...
É como o paralítico que, à míngua cor da escrita não advém
Da própria voz e na que ardente o lavra
Febre de em vão falar, com os dedos brutus, para escrever,
Para falar, puxa e repuxa a língua,
E não lhe vem à boca uma palavra!
Finalmente falar nem convém,
A inspiração passou de apneia a refrão,
Alegria, que maravilha,
Beleza De cor em cor, nada lia, via escrevia,
Não faltava mais nada agora ao soneto que inteiro firmado na mente,
Mas desfeito e de cor em cor, que dor do autor,
Cuja caneta esfumava e nada se lia por absoluta ironia a tinta na caneta tinteiro escorria e não mais o autor escrevia
Arte ingrata que não desata engata
Pior quando empata feito um tapa e acaba no nada
Ressurge
Qual dom, qual tom imprimira
Em versos, quartetos e tercetos,
Imitando a arte dos sonetos,
Ressurreição conseguira
Como a Fênix, das cinzas renascida
Do recôndito de seu ser, acorda a alma
Da mulher, da mãe, da eterna calma
Por tempo dormente, esquecida
Ei-la que surge, tímida e lentamente...
Das trevas da literatura, despertada
A luz de um poeta inspirou-lhe a mente
Do ego saciado, pelo elogio
Da lembrança dos tempos idos
Veio o poeta, acendeu-lhe o pavio.
Louvo o Altíssimo por notar tal poema;
Pois só o Criador de inspiração suprema;
Molda essa arte com precisão;
E presenteia a Terra com sublime visão.
Flui dos olhos tua bela escultura;
Ninfa, diva, musa e inspiração...
Qual nascer de sol no dia de verão;
Traz luz ao mundo a toda criatura.
Fonte melifica replena ternura;
E toda formosura reside no teu ser;
Algo em quimera que a meu ver...
Faz primavera todo alvorecer.
E o nascer das rosas vem de ti, Eulália.
Como dália num gentil florescer.
Toda flor é uma obra de arte
Tem a beleza desde a mais singela até a mais elaborada
E tem a vivacidade que em nenhuma obra pode faltar
Depois, uma flor é sempre única
Tomemos uma flor de Narciso como exemplo
É o mais acabado modelo de obra de arte contemporânea – como o urinol de Duchamp durante tanto tempo nos representou
Uma flor de narciso tem tudo o que uma verdadeira obra de arte deve ter:
É bela em si; viva por si; tem estilo próprio e simplesmente
Ela É
Para alguns a flor do narciso poderá evocar sentimentos de fragilidade
Para outros pensamentos ou a sensação de inutilidade
Num terceiro poderá evocar o destino
E será preciso reconhecer que um narciso solitário é muito diferente de outro num ramalhete
Ou de outro compondo junto com rosas um bouquet sofisticado
Assim também um narciso num vaso é muito diferente de outro num jardim ou de outro numa lagoa agreste
Mas todos os narcisos, em suas simples existências, são obras de arte
Infelizmente incapazes de reconhecer a arte nas outras flores, sequer em outros narcisos
Porque um Narciso verdadeiro não tem olhos para reconhecer existências alheias, sequer entre os seus próprios semelhantes
A arte no mundo de hoje parece sofrer dessa espécie de cegueira narcísica
De só ter olhos para ver dentro si mesma – não a arte, propriamente, mas homens que nos representam a arte de hoje
Em parte movida por impossibilidades internas como a subjetividade dos artistas
Em outra por interesses objetivos e bastante comerciais
Mas, quem lucra?
Se uma das funções da arte é justamente nos arrancar dos lugares comuns
E nos fazer maravilhar e nos horrorizar com a vida e a morte comuns de nós todos
A função da arte não é confirmar o que já sabemos
Mas nos chocar contra o novo
Sempre contra o novo e o inesperado – que pode ser bem velho
Num encontro com o que está fora e que de repente acolhemos como pertencente a nós próprios
Que mais de repente ainda percebemos sempre esteve conosco
Esse tempo todo, dentro de nós
Essa é a revelação de uma obra de arte:
Ver subitamente as nossas entranhas ali expostas
No meio de uma calçada, subindo pelas paredes, nas cores das tintas, nas agudezas dos ângulos
Ou seguindo a fluidez da água, a altivez de uma montanha, num vão de céu, numa flor…
Uma obra de arte pode ser algo chocante como uma flor
E nos perturbar ao ponto de correr entre o sensível e o conceitual
Sem nos deixar saber onde se localiza o meio termo
Entre o feio e o belo
O que está vivo ou morto
O que vem de mim e o que vem de você
Onde é que começa e onde é que acaba
Se é que acaba…
Toda arte é revolucionária – se não for, não é arte
Namora com o perigo, com a loucura, com a contravenção
Se uma flor não tem a capacidade de lhe fazer incomodado
Esqueça a flor e procure um museu
O que importa no final é que saíamos engrandecidos da experiência
Com a sensação inebriante de um encontro
De que existe vida e inteligência fora de nós
Não somos a flor do narciso afinal…
Se você se sente cômodo (ou não) em ir a museus e examinar as mesmas obras em nada mais desafiadoras, cheirando a passado e revisitando os artistas conhecidos
Experimente fazer um passeio pela rua
Apenas experimente sentir o incômodo de ver o presente conturbado, sem nenhuma curadoria ou roteiro previsto…
A arte de declamar, a arte de recitar que embalava os doces devaneios de uma menina, não esmaecera com o tempo, apenas adormecera em profundo sono, num tempo rude que suga a vida e que dela rouba a alma. Não pudera o tempo ido desencantar-lhe, nem as mazelas lhe findaram o que tinha no íntimo. Na insustentável sofreguidão do ser, busca incansável a sua maneira de ser, a sua maneira de estar no mundo, em consonância com sua essência.
Lembra-me com saudade, subir ao palco e cheia de graça e uma incontida emoção, desfilando em versos a mais pura forma de homenagear, que fazia inundar de lágrimas os olhos daqueles que viam naquela arte, a mais pura forma de demonstrar amor.
E a menina cresceu e lá se vão muitos anos passados. Não mais subiu em palcos e nem sequer mais recitou, mas lá estava ainda adormecido o gosto bom de gostar, de ver estampado em versos, na expressão da poesia, as inquietudes, anseios, amores, paixões, alegrias e tristezas do ser.
Quanto mudou o mundo, quanto as pessoas se distanciaram, quanta modernidade. O mundo que era real destoa da realidade. Não mais se encantam com a poesia, quanto outrora, com a mesma fidelidade de sentir a intensidade dos sentimentos. Mas a menina de outrora ainda se emociona ao ver que ainda sobraram aqueles que não sucumbiram ao tempo. Ainda se emociona quando no mundo virtual ou real, depara-se com as poesias que povoaram a sua alma e sua mente na infância.
Mentir é uma arte podre, mas é uma arte.
E como todas as outras, não é para qualquer um.
Quem domina essa arte nunca é descoberto.
Vive nos mais altos patamares, com os mais belos carros, rodeado das mais belas mulheres...
... Eles estão no poder, sem saber o que é suar para conseguir dinheiro, o maldito dinheiro!
A arte de amar
Amor,afinal, o que é? O amor é não é o sentimento que rasga corações, ele é o sentimento que depois que quebra, junta cada pedacinho do coração de alguem, mais se você pensa que foi o amor de alguem, ou melhor a falta de amor de alguem que quebrou esse coração, não foi não, esse coração foi quebrado pelo seu próprio dono que não soube amar...
O amar é um ofício, um ofício que poucos dominam, na verdade é muito difícil achar alguém com a habilidade de amar, sabe aquela ilusão? Sabe aquela pessoa que você chama de "o amor da minha vida "? Ela não é exatamente NADA, ela não significa NADA. Mais sabe aquela pessoa que você esnobou? Sabe aquela pessoa que você disse "Ai, não vamos dar certo, blá-blá-blá, somos muito diferentes"?Ela é a pessoa certa, afinal, como costumo dizer "Quebra cabeças não se completam com peças iguais ".E o que tiramos de conclusão? A arte de amar é para alpoucos!
ARTE DE DEUS
Hj descobri que tudo que existe é uma obra de arte do meu Deus.
E o seu quadro preferido é o ser humano, pois foi o unico quadro que ele pintou com suas proprias maos.
Nem Lucifer um dos seres mais perfeitos criados por ele chega aos pés do grande projeto que é vc, por isso o diabo tem tanta raiva, pois ele nao consegue entender o que Deus ver em seres tao pequenos e frageis e como ele nao entendi quer fazer vc se achar um dos maiores lixos do universo, pois quando vc esta triste o diabo se alegra, por que nao ver so vc chorando mais também Jesus que esta ali do seu lado querendo conversar com vc pra te dizer o quanto és especial pra ele, dizer o quanto te ama e que nao ha obra maior que vc ja feita..
O relacionamento
Autor: Francisco José Gregório de Andrade
A arte de um bom relacionamento é compreendermos as individualidades, respeitando as vontades, desejos e anseios de cada um. Controle suas emoções. O desequilíbrio emocional estraga um relacionamento, causando a destruição de uma grande amizade. Não estrague um relacionamento por conta de pequenos problemas. Saiba reconhecer suas limitações e procure superá-las. O importante é você reconhecer suas falhas, mesmo que os outros levem vantagem. O que vale é sua consciência. Antes de apontar defeitos nos outros, saiba que o seu “telhado é de vidro”. Você pode estar cometendo, também, os mesmos erros. Não condene ninguém. Aproveite a oportunidade para pregar a palavra de Deus e ensinar o caminho a trilhar. Aprenda com os desencontros. Colha ensinamentos para viver em paz, com amor, liberdade, prazer e esperança. O aprendizado é sempre proveitoso. Procure dar valor às coisas simples da vida, como um abraço, uma palavra amiga, um sorriso, um aperto de mão, um agradecimento. São essas coisas que irão gerar a semente da mudança para um novo amanhã, fazendo você viver feliz e ajudando o mundo a ser melhor. Procure perdoar mais, amar mais, valorizar mais as pessoas. Procure viver sem mágoa, rancor e ressentimentos. Dessa forma, você viverá em harmonia com você mesmo e com todos. Conviver com pessoas é uma arte, pois não se pode esperar que todas reajam da mesma maneira. Mude sua maneira de agir com as pessoas. Procure mudar sua linguagem. Se você quer ver tudo em harmonia e se sentir feliz, substitua seu jeito de abordar as pessoas. Você não conseguirá mudar o comportamento dos outros com agressividade. Leia bons livros, estabeleça relacionamento com pessoas que o elevem. Você conseguirá construir uma vida voltada para o amor, a fé, a liberdade, esperança e construir um bom relacionamento. Procure praticar a partir de hoje o amor em qualquer relacionamento, pois ele é o principal meio para você prosperar e atingir o sucesso. Procure ser uma pessoa contagiante pelas suas atitudes, pelo seu humor. Quem age assim estará desfrutando de bons momentos ao lado de todos e se aprimorando para encontrar a paz em tudo que fizer. Em um relacionamento você tem que saber que os conflitos são inevitáveis. Aprenda com eles a vê-los como uma porta para maior intimidade e conhecimento. Procure em um relacionamento respeitar igualmente a si mesmo e aos outros. Enfim, saiba respeitar as fronteiras da outra pessoa. Portanto, seja uma pessoa generosa, humilde, de coração aberto, que sabe administrar suas emoções, que sabe pensar grande, que sabe amar, que sabe ser tolerante, que sabe ouvir e acima de tudo que sabe perdoar.
ACHADOS PERDIDOS
- Arte de assombro na pena perdida
- Palavras de afeição no sentimento das letras
- Vomita escárnio negro, engole o orgulho
- Espanto sem desgosto, prostra-se a alma de joelhos
- Nas palavras já sentidas que esmiúçam as vestes negras
- Vazias de lágrimas, deixadas no lençol branco de linho
- Embriagadas de ternura nos desejos que atormentam o leito
- Bendiz com piedosas mentiras, que falam do nosso vinho
- De espasmos entre as preces, sonhos que vagueiam por labirintos
- Entre os achados, perdidos nos dias escuros que dão o nó no mar
- Arte de palavras afeição nas letras, escritas que vomitam escárnio
- Coração estremece vestido de letras, no forte chamamento eu sinto.
A Minha Arte
Nasci com um objetivo, ser livre
O que é liberdade, o que é ser livre
Sou livre por sorrir
Fui "criança quando criança"
Fui "adulto quando adulto"
O importante é que sou livre agora,
Já fui livre no pensar
Liberdade em amar
Só me apaixonei uma vez
Fui livre em se apaixonar de novo
Minha arte conto hoje
Na minha velhice sou livre
Sou sábio em liberdade
Queria ser livre para amar outra vez
No meu sentido sou prisioneiro por ser livre.
ultimamente
Ultimamente eu ando assim,
Dividido entre a arte e a necessidade
Entre a revolta e o perdão,
Entre as pessoas e a solidão.
Ultimamente eu ando meio assim,
Dividido entre a paixão e a fúria,
Entre a loucura e o Juízo,
Vagando sozinho entre o inferno e o paraíso.
Manaus, 11 de setembro de 2014.
A ARTE
Produto do inconformismo
é a arte
Pra fugir de tudo
Pra mergulhar bem fundo
Exercita a mente
Cirandar com a loucura
Entrar na roda
No vai e vem da vida... Voltar à vida
Criar é demolir
Depois reconstruir
Desenhar um mundo novo
De novas cores
E adereços
Das atividades mentais
Que controlam vidas
Desejos atávicos
São inovados
Por heranças malditas
Como ondas no mar
Força que se eleva
E águas que se deslocam
Te encanta com a arte
Fora da superfície
Pra imergir no oceano
De sentimentos
Que ali habitam
#A_VIDA_IMITANDO_A_ARTE.
No fundo, morrer não seria nada. O que não suporto é não poder saber como terminará.Sabemos de um unico seguimento da vida, que todos os dias temos que nos transformar em artistas. Para que assim possamos dribla todas as dificuldades que nos espera atras de cada parta que abriremos, Ser artista e ser humano em um mundo que nos obriga a ser desumanos em determinados momentos, Ai entra em cena nosso lado artista, Ao abri uma porta em busca de uma oportunidade de emprego ja sabemos que em varios momentos seremos obrigados a nos encorporar o artista que vive dentro de nos, pelo fato de nao sabermos que humor encontraremos no altor. por tras da porta. Se vamos nos seguir no cotidiano da vida facilmente nos pegamos encorporando inumeros personagens para podermos se sair bem diante de uma dificuldade ou facilidade, assim digo que tem horas que a vida real imita a arte.
A arte da vida
A vida é como uma arte
Tão confusa e intensa
Onde poucos conseguem compreende-la
A vida como a arte é única
Só podendo existir só uma peça
Mas existem aquela que tenta te copiar
E acabam caindo e não sendo a mesma
Por só viver na sombra de um sucesso
A vida é como a arte frágil mas ao mesmo tempo poderosa
Sendo ela um reflexo de si mesmo
Capaz de ser torna coisa incríveis a partir dos seus atos
A vida como a arte precisa ser moldada para ser valiosa
E a vida como a arte, tendo qualquer problema no decorrer da sua criação pode acabar sendo arrasada ao ponto de ser destruída
Mas como a arte precisa de alguns detalhes para ser eterna
A nossa vida é assim também precisa de alguns detalhes para nos não sermos esquecido pelo tempo e sermos eternos.
A ARTE DE SER VELHO
É curioso como, com o avançar dos anos e o aproximar da morte, vão os homens fechando portas atrás de si, numa espécie de pudor de que o vejam enfrentar a velhice que se aproxima. Pelo menos entre nós, latinos da América, e sobretudo, do Brasil. E talvez seja melhor assim; pois se esse sentimento nos subtrai em vida, no sentido de seu aproveitamento no tempo, evita-nos incorrer em desfrutes de que não está isenta, por exemplo, a ancianidade entre alguns povos europeus e de alhures.
Não estou querendo dizer com isso que todos os nossos velhinhos sejam nenhuma flor que se cheire. Temo-los tão pilantras como não importa onde, e com a agravante de praticarem seus malfeitos com menos ingenuidade. Mas, como coletividade, não há dúvida que os velhinhos brasileiros têm mais compostura que a maioria da velhorra internacional (tirante, é claro, a China), embora entreguem mais depressa a rapadura.
Talvez nem seja compostura; talvez seja esse pudor de que falávamos acima, de se mostrarem em sua decadência, misturado ao muito freqüente sentimento de não terem aproveitado os verdes anos como deveriam. Seja como for, aqui no Brasil os velhos se retraem daqueles seus semelhantes que, como se poderia dizer, têm a faca e o queijo nas mãos. Em reuniões e lugares públicos não têm sido poucas as vezes em que já surpreendi olhares de velhos para moços que se poderiam traduzir mais ou menos assim: "Desgraçado! Aproveita enquanto é tempo porque não demora muito vais ficar assim como eu, um velho, e nenhuma dessas boas olhará mais sequer para o teu lado..."
Isso, aqui no Brasil, é fácil sentir nas boates, com exceção de São Paulo, onde alguns cocorocas ainda arriscam seu pezinho na pista, de cara cheia e sem ligar ao enfarte. No Rio é bem menos comum, e no geral, em mesa de velho não senta broto, pois, conforme reza a máxima popular, quem gosta de velho é reumatismo. O que me parece, de certo modo, cruel. Mas, o que se vai fazer?
Assim é a mocidade- ínscia, cruel e gulosa em seus apetites. Como aliás, muito bem diz também a sabedoria do povo: homem velho e mulher nova, ou chifre ou cova.
Na Europa, felizmente para a classe, a cantiga soa diferente. Aliás, nos Estados Unidos dá-se, de certo modo, o mesmo. É verdade que no caso dos Estados Unidos a felicidade dos velhos é conseguida um pouco à base da vigarista; mas na Europa não. Na Europa vêem-se meninas lindas nas boates dançando cheek to cheek com verdadeiros macróbios, e de olhinho fechado e tudo. Enquanto que nos Estados Unidos eu creio que seja mais... cheek to cheek. Lembro-me que em Paris, no Club St. Florentin, onde eu ia bastante, havia na pista um velhinho sempre com meninas diferentes. O "matusa" enfrentava qualquer parada, do rock ao chá-chá-chá e dançava o fino, com todos os extravagantes passinhos com que os gauleses enfeitam as danças do Caribe, sem falar no nosso samba. Um dia, um rapazinho folgado veio convidar a menina do velhinho para dançar e sabem o que ela disse? - isso mesmo que vocês estão pensando e mais toda essa coisa. E enquanto isso, o velhinho de pé, o peito inchado, pronto para sair na física.
Eu achei a cena uma graça só, mas não sei se teria sentido o mesmo aqui no Brasil, se ela se tivesse passado no Sacha's com algum parente meu. Porque, no fundo, nós queremos os nossos velhinhos em casa, em sua cadeira de balanço, lendo Michel Zevaco ou pensando na morte próxima, como fazia meu avô. Velhinho saliente é muito bom, muito bom, mas de avô dos outros. Nosso, não.
O AMOR É UMA ARTE
Nem todo mundo é artista.
Nem todo mundo sabe reconhecer um talento quando o vê.
E nem todo mundo dar valor quando se tem um artista, com tanto talento, ao seu lado.
E até mesmo o artista, por ser desmotivado por todos, por não acreditarem em seu talento, nem mesmo aquela que está ao seu lado acredita, ele também chega a duvidar de si.
Quando tiver um artista ao seu lado, reconheça o seu talento. Incentive-o, ajude de alguma forma, mas não deixe o talento desse artista se perder. O amor é uma arte, e essa arte esse artista só usa para agradar você.
Sou a arte que quero ser.
Itu?
I tu chê????
Muitas artes...
Muitas artes, armas podemos ser.
Cantar, pintar, correr, amar, respirar....
parar pra pensar ,desenhar, cozinhar
Florescer e ser ...sem vê.
Fazer tudo e nada!
Tudo ou nada??
Saca só a parada.
Parada você se mofa moça(leite moça)...
Brigadeiro azedo, não vou te comer porque tenho meido.
(meio+ medo= MEIDO) de ter novamente azia.
Como o pão-duro a mais de meses no forno.
Quase sem cor
Pão sem ovo no forno.
Mas não como e nem engulo, pois sou a arte que quero ser.
Arte e Polícia Militar. E daí?
Nos cursos de formação da PM uma coisa fica clara, pelo menos para aqueles que observam o processo de modo um pouco mais crítico. É visível que a cultura organizacional que nos é imposta nos obriga a passar por um processo de dessensibilização. Desde o internato que nos tira do convívio dos familiares, amigos, vizinhos, a uma estimulação constante à indiferença para com os outros. Faz parte do imaginário popular — talvez nem tão popular assim — que o bom militar não pode sentir. Aliás, quem sente, não resolve, se desespera. É o que dizem. Não é incomum que ao se perguntar a um miliciano novato se numa situação extrema, em que ele precisasse matar alguém, se ele o faria, e ele, sem pestanejar, dizer: “Entre eu e o bicho, eu corto no aço”.
Tal afirmação sai com tanta facilidade que quem ouve imagina uma pessoa que, ou já refletiu muito sobre o ato de matar alguém, ou é um policial antigo e experiente, que muitas vezes passou por esta situação. O interessante é que estas colocações são feitas normalmente, tão comum quanto qualquer outra no dia-a-dia da corporação. É o Superior que fala com o subordinado sem olhar nos seus olhos, o “bom dia queridos alunos”, tão automático quanto nossas continências, a obsessão pela forma que passa por cima de angústias, vontades, doenças, direitos. Toda instituição obcecada pela forma, pela liturgia, pela ritualística, passando por cima dos seus membros enquanto indivíduos, enquanto personalidades complexas e subjetivas.
Nietzsche disse que “Temos a arte para que a verdade não nos destrua”. E esta assertiva se torna mais verdadeira, ainda, dentro da Polícia Militar. Esta é a minha percepção quanto ao papel das artes na corporação. Não é um mero momento de descontração, mas um possível instrumento de desconstrução de uma série de valores cavalheirescos, anacrônicos, medievais, para construção de uma polícia sensível, educadora, libertadora. Afinal, a polícia existe não para controlar e reprimir, mas para garantir liberdade plena à sociedade; a lógica de construção destes raciocínios é díspar. Quem não sente, não muda, precisamos nos sensibilizar. Enaltecer a razão em detrimento da emoção, como é comum em nosso meio, é enaltecer a robotização e a dessensibilização. Mais arte, mais sentimento, mais subjetividade, mais percepção. Não podemos mais sufocar nossos sentidos.
