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A Arte de Recomeçar


Dizem que, quando entramos em um mundo desconhecido e lá encontramos algo que permanece vivo dentro de nós, é porque o que vivemos ainda não acabou. Há ainda sentimento, há algo a ser desbravado. E nesses encontros que a vida insiste em nos apresentar, ficam peças para se encaixar, momentos a viver, reviver e encarar. Ficam histórias para contar, e esperamos ansiosamente o momento de terminar o quebra-cabeça – para, então, recomeçar um novo.


Vivemos em constantes mudanças: de humor, de comportamento, de atitude, de rotina, de aparência, de emoção. Há aquelas em que mudamos de casa ou de cidade. A de casa, basta chamar uma empresa especializada. A de cidade, comprarmos uma passagem e seguimos em frente. E quando decidimos mudar os móveis de lugar? Ah, essa é a mais fácil! Basta arrastá-los e, de repente tudo muda. O ar fica leve, o ambiente mais aconchegante. Percebemos que um simples gesto pode transformar o que parecia igual.


Existem também as mudanças climáticas e ambientais – essas, difíceis de encarar, pois não temos domínio sobre elas. E quanto as mudanças culturais e sociais? As de costume, de valores, de mentalidade, de paradigmas? Essas, depende de nós. A vida, generosa, vive estendendo um tapete vermelho para que caminhemos sobre ele e entremos nesse grande evento simbólico que é a mudança – um ato de prestígio e celebração. Mesmo com medo, acabamos encarando o tapete. Mudanças são assim: inesperadas, desafiadoras, às vezes doloridas, mas essenciais para que as boas novas entrem em nossa vida. Para isso, é preciso caminhar confiantes o tapete vermelho, de cabeça erguida, com coragem para enfrentar o novo sem medo.


As mudanças existem para isto – para nos ensinar a seguir em frente, sem saber o que vamos encontrar. O segredo é não temer. É viver plenamente tudo o que nos foi destinado – seja na vida profissional, seja no amor – com a atitude de quem entende que mudar também é uma forma de florescer.

A arte que não se cala
- Biografia


Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.


Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.


O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.


Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.

A Beleza que a Profundidade revela

A arte reflete nos seus olhos, a sua beleza fica em exposição, mas a parte mais bela é invisível aos olhos: uma divina composição cuja admiração precisa de profundidade, de uma percepção que não se limita à superfície. Cada detalhe dela é importante, a partir da sua essencialidade, que torna a simplicidade em algo fascinante.

Que seja dela a arte, as vísceras, e tudo aquilo que em mim se contradiz; seja dela a ambição que me devora, e o coração que nunca mais se quis.
Seja dela o reino que me invento, as conquistas, a glória e a euforia; sejam dela os versos que lamento, e a tardia luz da minha alegria.
Seja ela o canto derradeiro nos dias em que a tristeza me consome; e a canção que há de erguer-me inteiro, quando a glória novamente me der nome.
Seja ela, somente ela, sem princípio, sem razão, sem fim; pois, entre tantas coisas que há no mundo, que seja dela tudo o que há em
mim.


— Allamerk Benne

A beleza de voltar para si mesma


Sobre liberdade, recomeços e a arte de viver em paz.


Há momentos na vida em que olhamos ao redor e percebemos que, depois de tantas chegadas, partidas, expectativas e experiências, voltamos a um lugar que, de alguma maneira, sempre foi nosso ponto de partida.


Estou novamente com minha avó, como nos primeiros capítulos da minha história. A vida aconteceu, pessoas passaram, relações foram construídas e algumas se desfizeram. No caminho, acumulei experiências, decepções, aprendizados e lembranças. E cá estou, novamente ao lado dela, mas já não sou a mesma menina de antes. Carrego comigo uma bagagem que o tempo, as escolhas e as experiências me ajudaram a construir.


E sabe o que descobri? Não há tristeza em retornar à origem quando levamos conosco uma nova maneira de enxergar a vida. Há, na verdade, uma paz imensa em reconhecer o lugar ao qual pertencemos e perceber que não precisamos estar cercados de pessoas para nos sentirmos completos.


Hoje, compreendo que as pessoas são o que são. Cada uma carrega sua própria história, seus valores, suas feridas, seus aprendizados e sua maneira particular de interpretar o mundo. Nem todos enxergam a vida como eu, atribuem o mesmo significado às relações ou compreendem os sentimentos da mesma maneira. E tudo bem.


Minhas expectativas são minhas, construídas a partir da minha maneira de perceber a realidade. O outro, por sua vez, age de acordo com aquilo que conhece, acredita e consegue oferecer. Isso não significa que devo aceitar qualquer comportamento, mas que posso compreender as diferenças sem abandonar meus próprios valores.


Aprendi que não preciso transformar as pessoas naquilo que imagino que elas sejam. Preciso conhecê-las, observar suas atitudes e permitir que o tempo revele quem realmente são.


Também compreendi que gostar de alguém não significa entregar a essa pessoa o controle da minha paz. Posso construir vínculos sem fazer deles o centro da minha existência. Posso desejar a permanência de alguém sem temer tanto a partida. Posso acolher quem chega, respeitar quem decide ir embora e continuar vivendo.


Não quero mais preencher os espaços da minha vida apenas porque estão vazios. Alguns serão ocupados, talvez. Outros poderão permanecer assim, e não há problema nisso. Não tenho pressa. Hoje, entendo que cada espaço merece ser cuidado com consciência, e que nem toda presença representa um acréscimo àquilo que já construí.


Minha vida não está à espera de alguém para começar.


Ela já acontece.


Acontece quando estou sozinha e posso organizar meus pensamentos sem interrupções. Quando caminho livremente, observo as pessoas, sorrio para alguém e sigo meu caminho sem me preocupar com julgamentos. Quando escolho onde ir, o que fazer e como aproveitar meu tempo. Quando posso simplesmente existir sem sentir que preciso explicar minhas escolhas ou prestar contas da minha intimidade.


Essa liberdade me proporciona uma paz difícil de descrever. Não porque eu tenha deixado de gostar das pessoas, mas porque descobri o prazer de estar comigo mesma.


Gosto de ter companhia quando ela faz sentido, mas também gosto da minha solitude. Não preciso transformar todos os momentos em experiências compartilhadas para que sejam especiais. Há coisas que posso descobrir sozinha, pensamentos que amadurecem no silêncio e alegrias que não precisam de testemunhas para serem verdadeiras.


E, entre tantos momentos que dão sentido à minha vida, estão aqueles em que rezo com minha avó. Neles, encontro o aconchego da nossa história, a força da fé e a beleza de compartilhar algo que ultrapassa as palavras. Minha relação com Deus me ajuda a olhar para a vida com mais serenidade e a compreender que nem tudo precisa acontecer no meu tempo ou conforme minhas expectativas.


Talvez uma das maiores mudanças que experimento seja justamente esta: já não quero viver esperando que grandes acontecimentos me tragam felicidade.


Durante muito tempo, podemos acreditar que a vida começará a sorrir quando realizarmos determinado sonho, encontrarmos alguém especial ou alcançarmos aquilo que tanto desejamos. Entretanto, enquanto esperamos, muitas bênçãos já acontecem diante dos nossos olhos.


Elas estão na tranquilidade de um dia comum, na presença de quem amamos, na oportunidade de estudar, na possibilidade de descobrir algo novo, na oração que acalma o coração e até mesmo na liberdade de sair de casa e contemplar o mundo.


Às vezes, esperamos tanto pelas grandes alegrias que nos esquecemos de reconhecer as pequenas bênçãos que já fazem parte da nossa caminhada.


Hoje, quando olho para a minha vida, percebo que ela está sorrindo para mim todos os dias. Não porque tudo seja perfeito, nem porque todas as minhas vontades tenham sido atendidas, mas porque aprendi a reconhecer o valor daquilo que já existe.


Continuo tendo sonhos, desejos e curiosidades. Quero aprender, conhecer lugares, experimentar coisas novas e descobrir aspectos de mim mesma que ainda desconheço. Quero continuar me encantando com a natureza, com as pessoas que fazem bem à minha existência e com as surpresas que a vida pode reservar.


Mas já não quero fazer do futuro uma condição para apreciar o presente.


Se um dia alguém chegar e fizer sentido permanecer, haverá espaço para compartilhar essa caminhada. Não precisará me salvar da solidão nem me ensinar que minha vida tem valor. Será alguém com quem poderei dividir a beleza de uma vida que já existe, sem precisar abandonar a mim mesma para construir uma história a dois.


E, se esse encontro não acontecer, a vida continuará tendo muito a me oferecer.


Porque minha felicidade não precisa depender de uma presença específica, e minha história não perde o significado quando alguém deixa de fazer parte dela.


Quero continuar aprendendo a amar sem me abandonar, a acolher sem me anular, a respeitar sem ultrapassar meus próprios limites e a compreender que a liberdade também exige responsabilidade pelas escolhas que faço.


Não preciso controlar tudo, prever todas as despedidas ou me proteger de cada possível decepção. Posso agir com prudência e ainda me permitir ser surpreendida. Posso preservar minha paz sem fechar o coração. Posso reconhecer que algumas experiências do passado me ensinaram a escolher melhor, sem permitir que elas determinem tudo o que viverei no futuro.


Afinal, amadurecer não é deixar de sentir. É aprender a lidar com os sentimentos sem permitir que eles decidam sozinhos os rumos da nossa vida.


Hoje, percebo que voltar ao ponto de partida não significa retroceder. Às vezes, significa retornar àquilo que é essencial, mas com olhos diferentes, mais consciência e uma compreensão mais profunda de nós mesmos.


Estou aqui, ao lado da minha avó, vivendo minha história, cultivando minha fé e aprendendo a apreciar a vida que tenho.


Não estou esperando que alguém chegue para começar a viver. Estou vivendo, descobrindo, aprendendo e me encantando com o mundo.


E, quando a vida me sorrir de uma maneira inesperada, quero estar atenta para reconhecer esse sorriso. Mas, enquanto ele não vem na forma que imagino, não deixarei de perceber todos os outros que já recebo diariamente.


Porque, pensando bem, a vida já está sorrindo para mim.


E eu também estou aprendendo a sorrir de volta.


Que eu nunca esteja tão ocupada esperando pelas grandes bênçãos que me esqueça de agradecer pelas pequenas alegrias que já fazem morada na minha vida.


Que eu tenha sabedoria para acolher o que chega, serenidade para respeitar o que parte e liberdade para continuar sendo quem sou.


Que minha fé permaneça firme, que meu coração continue sensível e que minha consciência me ajude a fazer escolhas cada vez mais alinhadas com aquilo em que acredito.


E que eu nunca me esqueça de que a vida não precisa estar cheia de pessoas para estar cheia de significado.


Às vezes, tudo o que precisamos é de paz, fé, liberdade, amor e coragem para continuar descobrindo a beleza de existir.


A vida é surpreendentemente linda. E eu ainda tenho muito a descobrir sobre ela e sobre mim mesma.

"Olhos atentos no horizonte com cores ofuscantes,
cujo o céu parece uma obra de arte estonteante.


Sons que atravessam o momento,
onde se expressa uma sinfonia.
Entonações de ritmo variável,
e o coração pulsa em um compasso de incertezas.


Nisso surge uma outra imagem,
no cenário de paisagem contemplativa.
Brilho intenso no mar,
e pensamos no espaço sideral."

⁠Na Política-Espetáculo, fingir preocupação
é a Arte que o Estado domina com muita maestria;
o intrigante é o povo acreditar.


Há algo de profundamente teatral na forma como o poder se apresenta.


Discursos carregados de urgência, promessas anunciadas como salvação e gestos calculados só para as câmeras.


O problema é raramente a ausência de palavras — estas nunca faltam —, mas a distância silenciosa entre o que se diz e o que se faz.


No palco da política contemporânea, a indignação tornou-se figurino e a empatia, um roteiro ensaiado.


Tragédias sociais são tratadas como episódios de uma série que precisa continuar alimentando a Economia da Atenção.


Anuncia-se uma comissão, cria-se um grupo de trabalho, promete-se um plano.


A sensação de movimento substitui o próprio movimento.


E, enquanto o espetáculo se desenrola, o público aprende a confundir encenação com ação.


A cada novo ato, a cada nova coletiva, a esperança é novamente convocada para assistir, acreditar e aguardar o próximo capítulo.


Talvez o elemento mais fascinante dessa dinâmica não seja a habilidade do Estado em representar — instituições sempre dominaram a arte da narrativa —, mas a persistência com que a plateia insiste em ignorar o cenário.


Não por ingenuidade pura, mas, porque admitir a encenação exigiria algo mais desconfortável: assumir que a transformação não virá do palco.


O espetáculo funciona porque oferece catarse sem mudança, emoção sem responsabilidade e crítica sem consequência.


Ele permite que todos participem da Indignação Coletiva enquanto a estrutura permanece cuidadosamente intacta.


No fim, a Política do Espetáculo não se sustenta apenas pela habilidade dos atores principais — os políticos-influencers —, mas pela cumplicidade silenciosa de quem continua comprando ingressos.


Afinal, questionar o teatro é fácil; mais difícil é aceitar que, fora dele, a realidade exige Protagonistas — não Espectadores.

⁠Talvez não haja Atrevimento mais Bonito e Charmoso do que se aventurar na arte de Brincar com as Palavras.


Há, nesse gesto, uma espécie de sedução bastante silenciosa, um convite à imaginação, uma ousadia que dispensa o toque porque sabe alcançar a alma.


Afinal, brincar com as palavras é descobrir que elas não nasceram apenas para dizer, mas também para insinuar, provocar, acariciar e, às vezes, desarrumar delicadamente tudo aquilo que julgávamos estar em seu devido lugar.


É preciso ter um quê de coragem e consciência para se arriscar nesse território.


Às vezes são as Palavras que se juntam para Brincar conosco.


Mas é preciso saber que uma palavra pode ser janela ou abismo, abraço ou despedida, veneno ou antídoto.


Que uma vírgula pode prolongar um suspiro, que uma pausa pode dizer muito mais do que uma declaração inteira e que certas reticências guardam, entre um ponto e outro, os mais indecentes segredos da imaginação.


Os que Brincam com as palavras, quando o fazem com inteligência e sensibilidade, não escrevem apenas frases: criam atmosferas.


Transformam o óbvio em mistério, o cotidiano em poesia e o silêncio em uma espécie de música que só os mais atentos conseguem ouvir.


São artesãos do sentido, contrabandistas das emoções, gente que sabe esconder uma provocação dentro de um elogio e disfarçar uma confissão sob a aparente inocência de uma metáfora.


E talvez resida justamente aí o encanto: na capacidade de dizer sem entregar tudo, de revelar sem esgotar o mistério, de despertar no outro a vontade de ler novamente, não porque faltou compreensão, mas porque sobrou significado.


Brincar com as palavras é, de certa maneira, brincar com a própria vida.


É perceber que nem tudo precisa ser literal, que há verdades que só a poesia alcança e sentimentos que, quando pronunciados diretamente, perdem parte da sua magia.


Há coisas que precisam ser sugeridas, bordadas nas entrelinhas, deixadas à mercê da inteligência e da sensibilidade de quem lê.


E que delícia é encontrar alguém capaz de compreender esse jogo!


Alguém que não tropeça nas ambiguidades, mas dança com elas; que não exige explicações para cada metáfora, mas se permite sentir antes de decifrar.


Alguém que devolve a provocação com outra provocação, que transforma uma conversa banal em duelo de sutilezas e faz do diálogo uma espécie de dança na qual ninguém deseja anunciar o fim da música.


Porque há encontros que começam no olhar, outros no toque, mas existem aqueles que principiam numa frase bem colocada.


E, quando duas inteligências se reconhecem nesse território lúdico, até mesmo a sedução ganha outra dimensão: menos apressada, mais inventiva; menos óbvia e infinitamente mais interessante.


No fim das contas, talvez o verdadeiro atrevimento não esteja em dominar as palavras, mas em ter a delicadeza de Brincar com elas sem aprisionar seus sentidos.


Em compreender que a linguagem também pode ser um lugar de liberdade, onde a inteligência flerta com a sensibilidade, o humor se insinua para a elegância e a imaginação encontra espaço para respirar.


E se há beleza em quem sabe falar, há um charme quase irresistível em quem sabe jogar com aquilo que diz.


Afinal, algumas pessoas conquistam pela presença, algumas pela beleza e outras tantas pela gentileza.


Mas existem aquelas que, sem sequer perceber, nos desarmam com uma frase, nos instigam com uma pergunta e nos deixam pensando muito depois que a conversa termina.


Essas conhecem um segredo que nem todos aprenderam: as Palavras mais sedutoras não são necessariamente as que dizem mais, mas as que despertam em nós a vontade irresistível de imaginar o que ainda não foi dito.

A arte deles


No silêncio,
eles criam mundos,
onde lágrimas caem sem ruído profundo,
mas transformam dor em algo fecundo,
e fazem do invisível o seu segundo.


São vozes que nascem na sombra,
ecos de quem nunca se dobra,
palavras que queimam e não se escondem,
memórias que sangram e não se afogam,
e verdades que na alma respondem.


Cada verso é um espelho partido,
reflexo do caos vivido e sentido,
do grito calado, mas não esquecido,
do sonho ferido, mas renascido,
do ser humano em busca de sentido.


Bob Marley foi voz e não silêncio,
foi luta, foi fé, foi renascimento,
foi reggae a quebrar o sofrimento,
foi amor em constante movimento,
foi história além do momento.


Clarice Lispector foi pensamento,
foi existir dentro do próprio tormento,
foi silêncio que grita sentimento,
foi alma em constante desalinhamento,
foi verbo que rompe o entendimento.


Fernando Pessoa foi fragmento e inteiro,
vários em si, num só passageiro,
Alberto, Ricardo, um mundo inteiro,
um ser que se fez verdadeiro
no jogo complexo do seu roteiro.


Frida Kahlo pintou a própria dor,
fez do sofrimento a sua cor,
do corpo ferido, um grande valor,
e da fragilidade… força e vigor,
do caos interno, expressão e amor.


Van Gogh mergulhou no sentir profundo,
transformou tormento em um novo mundo,
cada pincelada, um grito fecundo,
cada traço, um abismo imundo,
mas também luz em segundo.


Lupita Nyong’o trouxe presença e voz,
Chimamanda fez pensar por nós,
Malala lutou contra o algoz,
e Martin Luther King sonhou por nós,
mostrando que a coragem vive em nós.


Porque a arte deles não é só criação,
é identidade, é libertação,
é cicatriz que vira canção,
é dor que encontra redenção,
é eternidade em formação.


Eles não foram apenas passagem,
foram essência, foram linguagem,
foram ruptura, foram viagem,
foram mais do que simples imagem,
foram alma em transformação.


E nós…
somos o reflexo dessa herança,
somos a voz que ainda avança,
somos a dor que se lança
e encontra na arte a esperança,
num mundo que insiste em cobrança.


Porque no fim,
não somos apenas o que vivemos,
nem só o que aparentamos,
mas tudo aquilo que sentimos
e tudo o que deixamos.


E quando o corpo se apagar,
e o nome deixar de ecoar…
Será a arte a continuar.

"Quando perguntarem - com desdém - se você entende de vinhos ou de arte, por exemplo, diga que você entende de você e que sabe exatamente do que você gosta. É o suficiente para calar esse tipo de gente. Comigo tem funcionado!"
Frase Minha 0320, Criada no Ano 2009

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Agora que tens minhas noites
Quebradiço é o dia.
Verás a santa face das águas profundas da arte da vida,
Através do espelho que nos uniu.
Nem cortes ou sangue ao que tocamos
Só venturas.
Sob nossos pés crescem raízes
Que vão em direção ao céu.
Germina o dia
Frutifica a noite – essas
que me tens.

Inserida por sandraliracoelho

A Arte, o Tempo e o Vento

Quando nós éramos crianças, queríamos ser adolescentes
Quando éramos adolescentes, queríamos ser adultos
Quando somos adultos, queremos ser o que deixávamos de ser
Por medo de perder não conseguíamos vencer
Depois de alguns anos, temos pouca ou muita idade
Vivendo momentos de mais e outros de menos felicidade
O tempo sempre nos ensina que precisamos viver a própria vida

Todos seguem caminhos diferentes
Talvez nos encontremos lá na frente
Não podemos deixar de sonhar
Ter esperança, quando quiser mudar
Ontem já se passou, e hoje ainda não sei quem sou
O amanhã só Deus sabe, qual será a nova arte
A missão dos artistas é representar a vida
Para que todos possam ser, ler, ver, ouvir e sentir

E pouco a pouco ir desvendando os mistérios do tempo
Tempo que, suave como o vento, vai passando, várias fases
Começando um drama de outono, depois um romance de primavera
Seguindo para uma triste tragédia em noites frias de inferno
Até virar uma comédia musical em dias quentes de verão

Todos podem fazer parte de alguma arte, perceber o tempo, sentir o vento.
Que juntos vão nos levando para onde quisermos ir e a vida permitir
A dramaturgia e as músicas mostram histórias vivenciadas
Para tentarmos compreender quem somos e seremos ou deixaremos de ser

Inserida por RobertoFabricio

**A Arte de Con_______VIVER**

Uma história é escrita e inscrita com dor e alegria, ambos os momentos são bonitos. Tudo de bom ou de ruim constitui a edificação. As vitórias e as derrotas são a argamassa que sustenta as paredes e o amor o substrato que é seu porto seguro... O afeto é um jardim em flor fazendo de cada gesto um motivo de louvor. O perdão é o arco-íris que cintila a casa. Sim porque relacionamento é casa: desde o sonho, a construção até a manutenção.

Contar consigo e com o outro que, perfaz o nós, é uma soma que multiplica as conquistas e divide os dissabores... Aprendemos, também, que a diferença só engrandece quando não abrimos mão dos sonhos e da identidade, e que isso, nos faz crescer e amadurecer. Assim, construímos um amanhã com toda força e verdade. Vento algum abala ou arranca da raiz.

Inserida por florbelamor

A Arte é uma viagem onde precisamos tirar os pés do chão e esquecer a humanidade, transformar problemas em admiração e expressar a sua indignação.
Louco eu?! Apenas Realista nesse mundo de irreais.
Pobres daqueles que só enxergam um palmo a frente do nariz.
Limitar a mente é se tornar pequeno.

Inserida por AllanBarretto

A principal arte na questão da vida espiritual é saber como lidar consigo mesmo. Você deve ter-se sob controle, deve dedicar a si mesmo, pregar a si mesmo, questionar a si mesmo… E então você precisa trazer Deus à sua memória, quem ele é, o
que ele é e o que ele tem feito, e o que tem prometido fazer… A essência dessa questão é entender que esse nosso eu, este outro homem dentro de nós, deveria ser controlado. Não o escute; incite-o; fale com ele; condene-o; censure-o; exorte-o; encoraja-o; lembre-o do que você sabe, ao invés de escutá-lo placidamente e permitir que o arraste para baixo e o deprima.

Inserida por Poliana16

Pensamentos de um Fotógrafo

Pensar é arte
Escrever faz parte
Clicar é minha emoção
Eternizo suas imagens em meu coração...

Mesmo não sabendo o que sou
Um fotógrafo
Ou um pensador
Junto os dois e falo de amor...

Através de suas imagens
Busco dentro de mim
Escrever sobre ti
Moça linda e Tão bela
Que no meu olhar se revela

Salvo suas imagens em meu coração
Pensando em viver essa paixão
Paixão que em mim não tem fim
Estou querendo você ontem, hoje, amanhã
Eternamente pra só pra mim...

Adoro a cor do seu cabelo
Amo sua boca rosada
Quero seus dedos no meio de meus dedos
E quero sua boca rosada, por mim você ser beijada

Aqui sentado nessa cadeira
Admiro sua beleza
Imagem que me inspira
Passar de fotógrafo há pensador
para te fazer essa poesia!!!

Inserida por GAZINHO

A ARTE DE DECEPCIONAR.

decepção eis a palavra pra descrever um sentimento que não tem volta,
decepção é um sentimento que apenas o tempo pode curar,
decepção esta se tornado uma palavra cada vez mais frenquente em nosso dia-a-dia,
decepção quando sabe que tudo aquilo não passou de uma simples mentira,
decepção poderia ser o tema deste ano em minha vida,
decepção uma palavra cujo sentido e significado so pode ser expresso através da dor e da tristeza,
decepção com pessoas que voce sempre esteve ao lado e defendendo sozinho, mas nunca teve um carinho ou amor em agradecimento,
decepção esta radiando e cada vez mais aumentando a sua proporção diante nós,
afinal a decpeção foi criado pelo próprio ser humano. Agora so cabe a ele mesmo ter coragem e força pra superar todas as
decepções em sua vida.

Inserida por RobertoIttalo

Esteja feliz por ser quem você é!
O Artista não repete a arte.
A arte expressa os sentimentos do Artista.
Você é expressão dos sentimentos de Deus!
Valorize-se!
Seu brilho nos olhos pode salvar o dia de alguém.
Um minuto da sua atenção pode clarear o caminho de quem anda confuso e perdido.
Não envergonhe-se das suas quedas. Todos caem. Todos enganam-se.
Como a obra de arte que caiu da parede, mas não deixou de ser obra de arte!
O Pai lhe recolhe do chão, assopra alguma poeira, sorri porque você continua intacto(a)!
Deus sabe que Sua obra é perfeita!
Alegre-se por ser quem você é!

Inserida por patsilvamello

A ARTE DA DUVIDA E DA CRITICA COMO técnicas e ferramentas psicológicas para gerenciar pensamentos, administrar emoções, resgatar a liderança do “eu".


O eu é mais sofisticado do que simplesmente pensar, ele é a consciência que pensa e que pode administrar ou gerenciar a construção de pensamentos. O eu é a consciência dos parâmetros intrahistóricos (contidos na memória) e extrapsíquicos. Sem o eu não teríamos a consciência dos parâmetros espaço-temporais e da realidade do mundo que somos (intrapsíquico) e em que estamos (extrapsíquico); sem o eu um segundo e a eternidade não teriam a menor diferença.


A qualidade do gerenciamento do eu sobre o mundo dos pensamentos e das emoções é que determinará a capacidade do homem como agente modificador da sua história intrapsíquica e social. A tendência natural do homem é ser vítima de suas misérias psíquicas.
Se o fluxo vital da energia psíquica não for conduzido para a produção de pensamentos e experiências emocionais saudáveis e enriquecedores, ele será conduzido inevitavelmente para a produção de experiências angustiantes, tensas, agressivas, autopunitivas.


A prevenção esta em usar a arte da duvida e da critica. Devemos criticar as idéias fixas e pensamentos perturbadores e angustiantes. Criticar cada idéia pertubadora em cada momento que ela se encerra para que seja possível re-editar o filme do inconsciente. Criticar a ansiedade pelo excesso de informações, e a necessidade excessiva de estar em evidencia social e profissional.
Permitir-se contemplar a verdadeira beleza da vida, cuidar, realmente, dos que nos são caros, separar o final de semana e curtir a família, os amigos. Amar-se para poder amar o outro, pois só cuidamos corretamente dos outros, quando aprendemos a cuidar de nós mesmos.
Quando aprendermos a exercer o gerenciamento do eu deixaremos de ser vitimas para nos tornarmos protagonistas da nossa historia.

Inserida por clecilene13

Meu mundo

Quando começa uma música eu inicio uma viagem a um espaço de arte, romantismo e inspiração, onde quero nunca mais voltar, quando a música acaba, volto para essa sociedade confusa que só pensa em guerra, sofrimento e destruição, então vejo que na música eu encontro o meu mundo no qual quero viver eternamente e intensamente.

Inserida por ChristoopherReh