Texto sobre Sol
A BUSCA
Busco o sol para iluminar o meu dia escuro;Busco brisa suave em deserto de sol escaldante;
Quero ar, pois, na caverna onde me encontro, falta oxigênio;
Quero paz em meu coração, pois já estou cansada de guerra;
Quero sem delongas arrancar a máscara que vesti e que colou em mim, em razão do tempo de uso;
Almejo o voo da liberdade que este corpo impede de acontecer;
Quero sair de mim, e alçar voo alto para o cume da montanha, onde o sol brilha, a brisa sopra, o oxigênio é puro, a paz não seja breve, o uso da máscara desnecessário.
Ser apenas “EU”, em ressonância com minha natureza perfeita…
Mulher de Leão
Sou feita de sol e cicatriz,
de batalhas vencidas e outras guardadas,
de caminhos que ninguém viu,
mas que meus pés conheceram em silêncio.
Tenho cinquenta e três anos de histórias,
algumas escritas com lágrimas,
outras com a força de quem precisou sorrir
quando o mundo esperava sua queda.
Sou leonina.
Carrego no peito a coragem dos felinos,
a garra de quem protege, acolhe e luta,
mesmo quando o cansaço pede descanso.
Amei sem economias,
entreguei-me inteira às pessoas,
dividi o pão, o tempo, os sonhos,
e tantas vezes deixei faltar para mim.
Por isso, às vezes, confesso:
tenho vontade de não ter coração.
Não por falta de amor,
mas pelo peso de senti-lo demais.
Cansa ser abrigo para quem só busca tempestades.
Cansa estender as mãos
e descobrir que algumas pessoas
só se lembram delas quando precisam.
Sou assombrada pelo bem que faço,
pela entrega que me habita,
por essa esperança insistente
que ainda acredita no melhor dos outros.
Mas a vida me ensinou algo:
não é o coração que precisa desaparecer,
é a culpa de colocá-lo sempre em último lugar.
Hoje, caminho diferente.
Continuo sendo fogo,
continuo sendo leoa,
mas aprendo que força também é escolher a si mesma.
Porque depois de cinquenta e três anos,
entre perdas, amores, quedas e recomeços,
descobri que a maior coragem não é resistir ao mundo.
É permanecer generosa
sem permitir que levem a própria alma.
E assim sigo:
com a mesma garra,
com a mesma luz,
mas com a sabedoria de quem entendeu
que até o sol se põe por algumas horas
para voltar a brilhar no dia seguinte
Assim caminhava João, estrada a fora, sol escaldante, botina apertada, calça larga, e imbira era o curião, camisa remendada com retalhos de um tecido cortado de um velho colchão de capim, na gibeira, algumas palhas para o cigarro, no bornal, uma banda de rapadura e uma lesga de carne seca, o cantil já pelo meio, água por perto não existia, o córrego estava a oito léguas a frente, João pensando na dificulidade da vida que levava, mas no fundo era feliz, pois estava longe dessa guerra que assusta o mundo.
Então, João continuou sua jornada, o sol a pique, a botina apertada, mas o coração leve. Ele sabia que a vida era dura, mas também sabia que a liberdade valia a pena. Ao longe, viu uma sombra, um oásis no deserto. Era uma velha árvore, com um córrego murmurante ao lado. João se aproximou, sentou-se à sombra, e começou a mastigar a rapadura, sentindo a vida simples, mas plena.
(Saul Beleza)
*5 Anos do Ravi*
Cinco voltas o sol já deu
Desde que o Ravi apareceu
Cinco vezes mais travessura
Cinco vezes mais ternura
Tem energia de cometa
Sorriso que desmonta dieta
Corre, pula, faz bagunça
E a casa inteira balança
Que tenha bolo, brigadeiro
Presente, abraço verdadeiro
E que o fim da festa seja só
O começo de mais um sonho bom
Parabéns pro Ravi!
Que a vida seja quintal grande
Pra caber toda a alegria que é só dele.
(Saul Beleza)
Pedi ao Sol um quente abraço
Pedi ao tempo que parasse
e olhasse um pouco pra gente
Tentei escrever uma canção
Que falasse da lua nova
Quando míngua pra crescente
Saí à rua pra fazer
Alguma coisa que eu há muito não faço
e esperei o Sol nascente
Saí ao mundo pra fazer
Quem sabe, o que nunca fiz
Te convidei pra vir dançar na chuva
Meti minhas mãos num arco-íris
Qual se ele fosse um par de luvas
Te perguntei se era feliz
Pedi ao vento uma resposta
Falei com os companheiros
Que me cercaram a vida inteira
Agradecendo aos rios
Não chutei, nem desviei-me
das pedras do caminho
Cantei canções para o mar
Depois eu dei um abraço no ar
Coisas que fiz a vida inteira
Por cada irmão que me cercasse
e antes que o dia acabasse
Voltei pra casa e fiz algo
Que desde há muito eu não fazia:
Sorri meu melhor sorriso pra noite
e desejei bom dia ao dia
Mas não me senti satisfeito
O Sol no céu
Águas no mar
O rio no leito
A chuva que cai neste canto do mundo
Num pranto profundo e na mesma cadência
Então eu perguntei à lágrima
O porquê da tua ausência.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia
A gente vai poder
Olhar de frente pro Sol
E toda magia que se oculta
Há de revelar-se tão natural
Quanto a beleza dos atóis
E cada um de nós
Sem qualquer exceção
Será feliz
Toda alma
E todo coração
Será somente igualdade
Toda semente que brotar da terra
Pertencerá ao reinado da vida
As fronteiras que criamos em nosso derredor
Serão as primeiras a cair
E nenhuma nação
Não cairá e nem será derrubada
Todo mundo saberá
Que diante de tamanha harmonia
Barreiras serão distância
Limites da própria visão
Nada além
Mas nesse dia
Quem procurar
Um ser imperfeito
Que existiu
Descobrirá que essa busca é em vão
Pois toda ilusão que ofusca
A qualquer visão nesse sentido
Será passado
Mas o mundo continua
Sendo somente uma esfera
Não vai haver linha que reduza
A dor crônica e aguda que existir
Na alma e no coração
De cada triste poeta
Dores que a ninguém revela
Tristezas que se vão no vento
Navegando à deriva
Tempestade ... brisa
Um barco à vela a se perder de vista
Fica um poema em linha reta
Fica a saudade guardada
Num lugar escondido
Em cada passado
Um dia, tudo será perfeito
E as coisa que existem
desse modo como as vemos
Serão esquecidas
Disso tudo
Resta somente as lágrimas
Que tanto nesse dia
Quanto hoje
Não significam nada.
Edson Ricardo Paiva.
Na varanda do quintal
Igual a tantos ontens
Hoje escondo um olho à luz do Sol
E vejo um pouco mais aquém
E penso por um segundo
Que nunca olhei tão profundo
Enxergo em olhar marimbondo
Levando pra sob o telhado
A alguma coisa que Deus lhe deu
E concluo aqui comigo
Se esse voar fosse meu
Eu voava até o fim do mundo
Chegando o final do dia
Dizia pro meu amor
Por favor, se ainda não me esqueceu
Se eu fosse você, não esquecia.
Abelha a fazer mel na telha
Desde que sumiste
A chama da vela
Bailando tão triste
Madrugada que ainda clareia
Na areia das horas
Caminho de volta
Não há nada que eu faça
Ou que possa fazer
O monstro da Santa Agonia
É fumaça de vela a também ir embora
Aquilo a que tanto eu queria
Vou querer por mais outro dia.
Edson Ricardo Paiva.
Como o vento a entrar pela janela.
"A Beleza da vida
É o Sol lá no céu
Numa noite de chuva
É saber sentir
Quando não houver
Sentido e nem valor
O que vale na vida é o amor
Amar é enxergar a beleza
E sentir o seu sabor
Na água da chuva que cai
Na beleza da noite
É olhar-se no espelho
Poder ver a sorte
Pela imagem refletida
Ser somente uma ilusão
Por mais bela ela seja
Pois a imagem verdadeira
É o Sol no céu
Numa mente que o veja
E que sejam todos nossos sonhos
Bem assim
Como o Sol que brilha
A beleza na vida é o olhar que trilha
Confiante
Encarar de frente a todas as vicissitudes
Como quem sorri perante o espelho
E entender que o velho Sol é também uma ilusão
Como a chuva que se torna tempestade
O que vale na vida é o amor
Que se vai, que voa e que evapora
E que volta maior quando retorna e que te invade
Como o vento pela janela
No momento em que transforma a brasa em chama
E a chama da vela em nada
Nada além de uma vela apagada
E teu quarto em escuro
Era tudo o tempo todo uma questão de proporção
Pense, que o futuro continua a pertencer a Deus
Apesar de tua ilusão ao olhar pro espelho
Pois, em toda tempestade que cair
O Sol vai estar brilhando lá no céu
Talvez leve algum tempo pra entender
Que a beleza mora lá no olhar
Que sorri quando chora e está aqui
Mas que olha e não vê. "
Edson Ricardo Paiva.
Eu vejo o Sol nascendo
eu vejo o Sol se pondo
não necessariamente
nesta ordem
às vezes tudo depende
se ontem eu fui dormir
enquanto Deus permitir
que os pássaros me acordem
enquanto Deus quiser
eu vou tentar honrá-lO
com meus poemas imperfeitos
mal-feitos e cheios de arestas
e assim vou tentando encontrar
o motivo que O fez fazer de mim
algo além de folha morta
compreendo e entendo que sou
uma simples amostra de gente
muito aquém de semente torta
que queria ser floresta.
Zele pela Terra, pelo solo, pelas águas e pelo mar.
Veja como o sol aquece as aguas e à noite a lua brilha e enaltece e nos acalma. As estrelas cintilam e surgem cometas errantes.
E as marés no litoral? Formam ondas, vagas flutuantes...
Sinalizador natural do fenômeno
de forças mutantes, são a
Preamar e a Baixa-mar
Cá por essas bandas de um sol para cada um, que cada qual tenha a hombridade de não se descuidar do seu.
Nem superaquecer o outro.
Bom e abençoado dia de verão embalado nos 40.
Cá por essas bandas, onde há um sol para cada um, não nos falta luz — falta, às vezes, hombridade.
Hombridade para cuidar do próprio astro, regular o próprio calor e vigiar as próprias sombras.
Porque há quem, descuidado de si, tente aquecer a própria falta queimando o outro.
O verão ensina sem levantar a voz: o sol que amadurece também pode ferir.
Tudo depende da distância, do respeito, do tempo de exposição.
Há calores que nutrem e há calores que adoecem.
Que cada qual carregue o seu sol com responsabilidade,
sem invejar o brilho alheio,
sem projetar suas secas sobre jardins que não lhe pertencem.
Num dia abençoado, embalado nos quarenta,
que saibamos ser verão sem incêndio,
luz sem arrogância,
calor sem invasão.
Bom e abençoado dia, ainda que embalado nos 40.
APÊLO
...Deixe-me ser
O sol da existencia
Teu ceu prateado
As luzes e sombras
Dos dias dourados!...
...Deixe-me ser
A brisa da tarde
Em teu corpo de anjo
Ser tua metade
Teu mar,oceano!...
...Deixe-me ser
O minuto que passa
E toca teus pulsos e corre em teu sangue
No fim do crepusculo!...
Sol Brilha...
A cada manhã que nasce
o sol brilha com intensidade
E neste compasso traz consigo
o calor que acalenta a vida e me abraça.
Observo pela janela
e recordo que o sol brilha mais que a noite
Iluminada pela volúpia das estrelas.
O sol brilha com intensidade
nesta linda manhã que tão logo passa
Sinto o toque de seus lábios
em minha boca que treme
Abro os olhos
e vejo que tudo não passou de desejo
De mergulhar no calor de seu beijo.
O sol agora já se foi
e a noite não demora
E vem esta escuridão que me devora
Devo agora adormecer
e sonhar com um novo amanhecer
E novamente
ver o sol com sua intensidade
aquecer o meu
e o seu viver.
TUDO ME LEMBRA DE VOCÊ
Olho para o céu branco e iluminado pelo brilho do sol e logo me recordo de você, me recordo de seu olhar...
É como se eu visse seu olhar castanho e iluminado através do infinito céu, é como se eu pudesse ver a sua alma, como se eu já te conhecesse...
Olho para o sol e imediatamente lembro-me de teu sorriso, lembro-me da razão da minha vida, vejo teus lábios, tua face, tua alegria que é o brilho que ilumina minha vida e aquece meu coração dia após dia...
O vento é te Abraço a me afagar carinhosamente, é tuas mãos a deslizar lentamente entre meus cabelos, é teus beijos a sentir entre meus lábios...
A natureza é teu perfume, teu encanto, teu brilho...
O cantar dos pássaros é tuas canções a sonar, é tua voz a sussurrar em meus ouvidos.
O mundo é meu oração onde tudo que ouço, vejo e sinto, tudo me lembra você...
( Entardecer)
A manhã ainda não era sol
quando pisei no calçadão a beira mar
em curtos passos,eu pensava em ti
olhei a imensidão do oceano comparei a ele, esse louco sentimento
o mar caía em uma pequena ladeira,formada por pedras
e là finquei meus pés nús
deslizei pouco a pouco até chagar as àguas
não vi ninguém, apenas um pescador,que a rede soítava sobre as àguas,e nada era mais que silencio,
o mar se afastava como se querendo me agradar
me deixando pisar sobre seu incanto, as ondas labiam meus pés como se me amasse, as carincias faziam-me lembrar de ti
mas me lembrar de ti sem saber como era està contigo
e dar-lhe as mãos ao invisivel,e na loucura de pensar que contigo estaria andando sobre a areia molhada,
as risadas soltas em uma historía engraçada
e sermos felizes antes da morte chegar
eu queria te ver,te dizer o quanto eu te quero
mas tu nunca poderia estar ali
então onde poderias?
o sol despotava demancinho,mostrando sua elegancia de chegar num calor que acarinciava minha alma
pensei por que havia de te amar diante do sol?
eu queria que me escutasses
eu queria que me sentisses naquele momento só pensei que cem anos era tão pouco para ser feliz
Certa vez um soldado disse ao seu tenente: -
Meu amigo não voltou do campo
de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo. -
Permissão negada,
replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que
provavelmente está morto. O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora
mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu
amigo. O oficial estava furioso: -
Já tinha dito que ele estava morto!!!
Agora eu perdi dois homens! Diga-
me, valeu a pena trazer um cadáver? E o
soldado, respondeu: -
Claro que sim, senhor! Quando o encontrei,
ele ainda estava vivo e pôde me dizer: "Tinha certeza que você viria!"
"Amigo é Aquele que chega quando todo mundo já se foi!
Não sei aonde estou ou de que lado fica
Não sei chove ou faz sol
Não sei se estou triste ou feliz
Não sei se é noite ou dia
Não sei se é real ou fantasia
Não sei se estou vivo ou já morri
Não sei se são pessoas ou gnomos
Não sei se me lembro ou já esqueci
Não sei se ainda existimos ou já se fomos
Não sei que horas são ou que dia é
Mas se for minha imaginação pelo menos escrevi
Olha como o dia é cinza, e as folhas estão secas
Olha como a grama é molhada, e o sol nem aparece
Olha como o vento é gelado, e a melancolia mora ao lado
Olha como o poema é triste, mas compartilhado
Uma xicara café, na companhia de um coração solitário
E depois do ultimo gole, é outro sonho que se foi mal explicado
Existe uma beleza
escondida no interior
e tão linda como o sol
e bela como seu resplendor.
O vendo sopra forte
a brisa é um vulcão
chega a noite e o dia
para acalmar seu coração.
Não adianta se desesperar
muito menos ficar sofrendo
presto muita atenção
nestes versos que estou escrevendo
não queria saber de tudo
pois se não de nada ficara sabendo .
NASCENTE/POENTE.
Desponta o sol
Vem de brilhar pelos quintais do mundo
Raios atravessando vidraças e cortinas
Me despertando de um sono profundo
Trazendo inspiração para minhas rimas
Neste domingo de muita euforia
Ganho dos pássaros uma sinfonia
E apresenta-se uma brisa suave
Que com um afago me acaricia
O tempo passa e,vai chegando o meio dia
A tarde se apresenta e,o vento já traz
O perfume da noite,e ele,cumpriu sua missão
Agora vai levar a luz dos seus raios
Lá para os lados do JAPÃO...
