Texto sobre Sol
Sobre a vida... e a vida...
E a vida segue seu rumo... mais um dia do lado de cá... o Sol no céu a brilhar... já mais uma noite do lado de lá... a lua e as estrelas num brilho bruxuleante a escuridão a afastar.
Um dia a menos... ou um dia a mais... uma noite a menos... ou a mais.. tanto faz... Mas, ao menos, você ainda está aí pra ver o tempo passar... e ele passa apressado, não importa o lado...
Você anda tão calad@... no seu próprio caminho concentrad@... tantos passos já dados... tantos passos por vir (bem, meu bem, se muitos... nunca se sabe)... e você, meio perdid@, já nem sabe muito bem o que vale a pena seguir.
Algumas dores, alguns desamores, decepções, ladrões de ilusões... por tudo isso você cruzou... e de tudo isso você provou... e de tudo o que sobrou? O que foi que o vento não levou? Alguma coisa de bom ficou?
Siga... sim, siga... ou fique parad@.
Tanto faz... na realidade se tudo o que o vento traz é só o que seus olhos carnais conseguem ver... tanto faz... porque tudo, no fim, vai mesmo é com o vento se desfazer... você pode atrás correr, entre os dedos querer prender... se nada há mais do que você pode ver... no que se resume todo um viver?
Em morrer... camarada... em morrer... e mais nada. Se tudo o que existe é só nesta vida é que há pra se viver... resta mesmo é o morrer.
E fim!!!
Diz pra mim: quem foi que convenceu você de que é só assim!? Simples assim! Vai, diz pra mim...
Versos de estação em estação
Janeiro... sol e calor
Veraneou a primavera.
Sol e sal...
à beira mar...
minha tez a queimar... a salgar.
Março... são as águas fechando o verão.
Inundam o mundo de melancolia.
Do outono que a nostalgia traz...
Arrastam restos de outra estação.
Desmorenar bem devagar.
Junho... invernou...
Profunda e fria solidão.
Um violão mal tocado
no canto da sala...
meu sono embala.
Do frio que hoje meu coração sente
a cada noite mais se ressente
minh’alma carente... só ...
só... e isso me apavora...
só queria que tudo passasse brabdamente...
sem ventanias, nem tempestades...
só invernasse suavemente.
Setembro... outra estação.
Descongelar.
Perfumar.
Quase a marear...
Jogar no mar...
... deixar a onda levar.
Recomeçar?
Saga de Zé do Chapéu: Um Conto de Amor e Superação no Sertão
No sertão do Nordeste, onde o sol brilha forte,
Há um conto que se conta com amor e sorte.
Era uma vez um vaqueiro valente e audaz,
Chamado Zé do Chapéu, com seu jeito sagaz.
Zé do Chapéu montava seu cavalo alazão,
Percorrendo as caatingas, sem medo ou hesitação.
Com sua sanfona a tiracolo, soltava um cantar,
Enquanto os pássaros faziam coro a voar.
Ele era um verdadeiro matuto sertanejo,
Conhecia os segredos de cada riacho e brejo.
Seu coração era grande, cheio de compaixão,
Ajudava os mais pobres sem pedir contraprestação.
Certo dia, Zé do Chapéu ouviu um lamento,
Vindo de uma moça, com semblante sofrimento.
Era a bela Maria, a flor do sertão,
Com os olhos marejados e o coração em aflição.
Maria tinha um sonho de ver a chuva cair,
Para saciar a sede e o chão ressurgir.
Mas a seca castigava a terra impiedosamente,
E o desespero tomava conta de sua mente.
Zé do Chapéu, com sua bondade sem igual,
Decidiu ajudar Maria a realizar seu ideal.
Juntos, partiram em busca de um cangaceiro,
Conhecido como Lampião, o rei do cativeiro.
No caminho, enfrentaram perigos e desafios,
Cactos espinhosos e animais vadios.
Mas Zé do Chapéu, com seu jeito esperto,
Desviava dos perigos, sempre alerto.
Ao chegar ao esconderijo de Lampião,
Foram recebidos com desconfiança e indignação.
Mas Zé do Chapéu explicou sua missão,
Trazer a chuva para salvar a população.
Lampião, com seu olhar astuto e experiente,
Aceitou ajudar, movido pela causa urgente.
Reuniu seus cangaceiros, valentes e destemidos,
E juntos, partiram em uma missão de heróis intrépidos.
Com suas armas e coragem, enfrentaram o céu,
Atirando para o alto, buscando romper o véu.
E a chuva veio, como um milagre do sertão,
Lavando a terra seca e trazendo a renovação.
Maria sorriu, agradecida e emocionada,
A seca havia partido, a esperança estava restabelecida.
Zé do Chapéu, com sua valentia e compaixão,
Tornou-se o herói do sertão, amado por toda a nação.
Assim, o conto nordestino chega ao seu fim,
Com Zé do Chapéu e Maria, em um abraço enfim.
A força do sertanejo, a resiliência sem igual,
Marcando uma história de amor e superação no local.
Fora das sombras.
Porque ta óbvio que o problema sou eu.
Mas óbvio como a luz do sol.
E o que eu faço com isso, o que eu faço comigo?
Pra que eu sirvo?
Será que eu sirvo?!
Ou será que eu só sou um desperdício de alguém que poderia ter sido?
Uma tentativa que deu errado.
Uma pedra no sapato.
E o que eu sou pode ser consertado?
Ou será que eu sou apenas um fardo.
Aquele mesmo velho fardo de antes.
É aquela sensação cambaleante
Em meio a minha existência frustrante.
É a perguntar do por que,
e o que eu tô fazendo aqui?
Eu só queria seila,
não ser a EU que não gostaram.
Nem uma sombra dos erros passados.
Eu queria só ter aquele abraço.
Eu queria ser lembrada em uma foto imoudurada em um belo quadro.
Eu queria ser aquela saudade no finalzinho de um domingo.
Aquele sorriso que carrega um carinho.
Eu queria ser o pensamento mais bonito em todas as manhãs.
A melhor música em diferente sons e tons.
Eu sou queria ser a "eu" dele.
Ou melhor a "minha"
Como se ele dissesse em alto e bom som minha.
Minha melhor amiga, minha melhor pessoa, minha melhor companhia, minha felicidade,
Minha escolhida, minha grande virada na vida...
Aquela que parece que é presente.
Algo que Deus mesmo mandou pra gente.
Para nunca duvidar que ele nós abençou. com essa pessoa que tranforma o seu mundo, que traz a cor. Que devolve o sorriso, que traz amor, que é abrigo
CUPIDO ANTÓNIO
O galo cantou ao surgir do sol
Quando o cachorro latiu e o sino soou na porteira
De longe vi seu chapéu de vaqueiro
Arrumei o laço no cabelo e no rosto passei pó
Amarrou seu cavalo na cerca
Ao entrar a permissão do meu pai pediu
Minhas orações no céu foram ouvidas
O moço viu o santo de cabeça para baixo
Ao lado da vela e da flor de mandacaru que murchou
Ele sorriu para mim e meu coração desabrochou
O cupido do altar no chão caiu
Mas a promessa depois de nove meses se cumpriu.
Na sombra...
Sol escaldante, ventos uivantes,
na sombra da árvore gotas de paz caem juntamente com as folhas secas,
um pensamento empoderado controla a respiração deixando a vista turva e os lábios secos,
no açoite da paixão o orgulho foi ferido, mas na lapidação das decisões sobre o valor do caráter o sofrimento torna o homem sábio,
na sombra da árvore gotas de paz caem dando sentido e direção ao novo rio que nasce.
Entorpecidos
Cores espalhadas sem o reflexo do sol,
Uma multidão usando máscaras caminha em círculos,
Pecados sem culpa vadiam sorridentes,
Nos movimentos desconectados um duro golpe,
Na mudança violenta, um abismo de questionamentos,
O vento sopra o incerto, brutal é a melancolia,
Embriagados de uma realidade insana muitos bebem e se divertem,
Sólidos são os sonhos das crianças, sábios são os cheios de esperanças que resistem mesmo enxergando a fenda aberta.
Acordei de terno
O sol acaba de nascer, olhando para o céu tomando meu café tive um breve momento que na verdade parecia uma eternidade,
Entre uma nuvem e outra várias fases, vários dias, pessoas e lugares memoráveis,
Mais uma dose de café com pão de queijo me acompanham nestes momentos de recordações me ajudando a recarregar as energias,
O clima de alegria contagia, não consigo conter os sorrisos no rosto de tanta satisfação,
Me despeço das saudades com o orgulho de quem ganhou uma corrida e comemora na linha de chegada sabendo que é um vencedor.
Guardei um segredo
Domingo a tarde, o som tá ligado, as janelas estão abertas, o sol é o principal convidado,
Não te contei, comprei o teu sorvete preferido e além disso lembrei da calda de chocolate, tô só esperando você chegar,
Estou ouvindo nossas músicas preferidas e elas estão vindo cheias de sentimentos,
Você merece a maior tarde de domingo da tua vida e eu faço questão de te proporcionar isso, guardei um segredo pra te contar apenas quando você chegar, então vêm logo amor.
Enlaçado
Hipnotizado pelo encanto da lua, o sol insiste em não nascer,
Enquanto eu me embriago com as tuas historias aos pés da fogueira a madrugada vêm decidida a ser fria e impiedosa,
Em cada olhar teu eu encontrei respostas e me coloquei como solução,
Depois de duas horas e meia de conversa percebi que havia caído perdidamente em teu abraço mortal da sedução,
Logo, vi que tinhas enlaçado o meu cavalo e desmontado a minha sela, ali foi o ponto máximo do nosso sim.
Sol de Marte
Do por do sol visto de Marte, foi lindo está ao teu lado vendo o reino acessível apenas aos puros de "Shambhala" nos himalaias,
Vibramos quando olhamos o brilho da cidade de ouro de El Dorado escondida nas entranhas da Amazônia,
Nos emocionamos ao observarmos a cidade branca de Zerzura no coração do deserto do Saara,
Mundos distintos, realidades com propósito, em cada tempo um sentido.
Entre um sol e outro
Já vi o sol saindo da escuridão por entre as nuvens da janela de um avião,
Já vi o crepúsculo com seus diversos tons avermelhados desaparecer do horizonte praiano,
E em nenhum destes fantásticos acontecimentos eu vi, porém eu senti você renascendo,
Sofro de tensas saudades, mais tenho a esperança de que está muito perto o nosso reencontro.
A vista...
Fui fazer uma caminhada e me deparei com o sol se pondo a minha frente com seus tons alaranjados e avermelhados semelhantes a pinturas feitas pelo pincel,
De um lado vi a cidade silenciosa e ao mesmo tempo viva,
Do outro lado vi o rio e as montanhas ao fundo formando aquele cenário de paz,
Com todas essas paisagens reunidas, pensamentos bons fluíram, lembranças boas afloraram, passos sobre o futuro próximo nasceram, enfim algumas reflexões profundas foram se identificando naturalmente e então me dei conta que ali é o melhor lugar para eu caminhar, pois une paisagismo, envolve o passado, o presente e os planos futuros.
Esculpido acima das nuvens o sol se fez presente,
A lua estava do outro lado apenas observando e silenciosa sem acreditar em tamanha beleza nascendo,
Da janela do avião pude ver as nuvens mudarem de cor, pude sentir na alma o nascer daquilo que é belo, logo fiquei boquiaberto assim como a lua.
Zele pela Terra, pelo solo, pelas águas e pelo mar.
Veja como o sol aquece as aguas e à noite a lua brilha e enaltece e nos acalma. As estrelas cintilam e surgem cometas errantes.
E as marés no litoral? Formam ondas, vagas flutuantes...
Sinalizador natural do fenômeno
de forças mutantes, são a
Preamar e a Baixa-mar
Aphélio e Periélio
Distâncias do Sol de um dos dois hemisférios.
No inverno é Aphélio,no verão é Periélio.
Temos frio e calor intenso,um caso sério!
Uns têm vida e outros, quase morrem de calor!
É a Natureza que brinda a Terra com a luz do Sol nos hemisférios.
Ela que gira em torno do Sol, o rei Hélio!
Longe dele, surge o fenômeno Aphélio, tem inverno
Muito frio sim senhor ,na região tropical abaixo do Equador.
Perto da Terra o Sol faz o Periélio é quente, verão é muito calor!l
Sol e lua
De noite a lua brilha no céu.
Um cenário que faz lembrar prata no céu
Pelo dia o sol joga raio dourado para o mar.
Aquece a Terra traz luz vida e calor
As praias enchem de gente,puro frescor!
Há dias que o sol não fica sozinho!
..Pela manhã ,a lua vem lhe fazer companhia. Quando o sol aparece ela fica mansinha.
Prepara-se para sair de cena para descansar
Para ter outro encontro na fase minguante lunar.
O vitral.
Imagine uma enorme janela de vitral iluminada pelo sol.
Cada pessoa está em um ponto diferente da sala.
Uma vê apenas o azul.
Outra vê apenas o vermelho.
Outra vê apenas o dourado.
E passam a vida discutindo sobre qual cor representa a janela.
Mas a janela não é azul.
Não é vermelha.
Não é dourada.
Ela é a união de todas elas.
Deus seria a luz que atravessa o vitral.
As pessoas enxergam apenas fragmentos da luz e transformam o fragmento em verdade absoluta.
Quando, na realidade, aquilo que enxergam é apenas uma pequena parte de algo infinitamente maior.
O Mistério Sem Nome
Atentei para o fluxo do tempo e para tudo o que se consome debaixo do sol. Vi os impérios caírem como folhas de outono e a glória dos homens desfazer-se em pó. Tudo tem o seu tempo determinado, e cada propósito tem o seu fim.
Contudo, ao inclinar o meu coração à sabedoria, percebi que existe algo que nunca se acaba. É uma realidade oculta que desafia a brevidade dos dias e permanece intocada pela vaidade do mundo. É mais antiga que as fundações da terra e mais vasta que a imensidão dos mares.
Se me perguntares como se chama essa força eterna, confessarei a minha limitação: não sei o nome. Os conceitos dos homens são estreitos demais para abarcar o infinito, e nem mesmo toda a sabedoria que me foi concedida é capaz de rotular o que é divino. É como o vento, que sopra onde quer; ouvimos o seu som, mas não podemos prender em palavras a sua origem ou o seu destino.
Por isso, diante daquilo que a mente não pode decifrar, a alma se curva em reverência. Eu só sei sentir. Sinto-o no pulsar da vida, no silêncio que preenche o vazio e no anseio eterno que foi colocado no coração do homem. Há mistérios que não foram feitos para serem explicados, mas para serem habitados. Você.
O Mundo Sem Você
Quando você partir, o mundo continuará a girar.
O sol nascerá, as horas seguirão seu curso, e a vida não fará pausa.
Aquilo que você chamava de seu já não lhe pertencerá.
Seu orgulho desaparecerá com o último suspiro.
Sua riqueza ficará para outras mãos.
Suas roupas permanecerão no armário.
Sua casa continuará de pé.
Sua família seguirá o caminho da vida, levando apenas as lembranças.
No fim, compreendemos uma verdade que tantas vezes ignoramos: nada material nos acompanha. O nome que construímos, os bens que acumulamos e o poder que conquistamos permanecem aqui.
Com o tempo, até a saudade muda de forma. As lembranças se tornam histórias, as histórias se tornam ecos, e, aos poucos, somos apenas uma memória no coração e na mente daqueles que um dia nos amaram.
Por isso, antes que o tempo se esgote, viva com humildade, ame intensamente e faça o bem. No final, o que realmente permanece não é o que possuímos, mas o amor que deixamos e a marca que gravamos na vida das pessoas.
