Tag poeta

3976 - 4000 do total de 9916 com a tag poeta

⁠A saudade me destrói como uma bala de decepção.

Inserida por EscritorErickpereira

⁠FIM DE TARDE

Cindindo a vastidão do céu do sertão 
Do planalto, num entardecer encantado
Sulcando as nuvens com raios dourado
Devassando o espanto, e sedutora visão

E no horizonte sem fim do torto cerrado 
Ei-lo purpureando em toda a amplidão
Abarcando o cenário com tal composição
De matizes, alumiado por dom imaculado

Brilha, e se eleva em busca do infinito 
O findar do dia, no céu é manuscrito
Auroreando a inspiração, numa poesia

Cheio de escarlate, assim, a cintilar 
Que se vê na fulgência deste lugar
Vai-se a luz, e vem a noite sombria...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
20/08/2020, 17’00” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠META FINAL

Respeitado como homem
Admirado como poeta
Ídolatrado como pai
Honrado como esposo
Amado como ser humano.

Inserida por regismeireles

⁠Poesia é o ilógico lógico, o lógico ilógico, conexão sem razão: é a linguagem secreta de um sentimento que só é desvendada por outro poeta.

Inserida por ofrancopensador

⁠O que adianta
viver no paraíso.
Se não tiver ninguém para contar. 

marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠ALVO

Pra onde houveres, sonho, pra onde fores 
Irei também, suspirando a mesma utopia
Para amenizar o penoso logro, a fantasia
E, sossegar a quimera de suas mil dores

Que triste, a emoção sem as dadas flores 
E eu tão sem agrado e o ser sem alegria
Sonhando sem inspirar a romântica poesia
Pesadelos molestando e fazendo horrores

Golpeou-me a direção? Que sorte sombria 
Nas escarpadas faces dos postiços amores
De assim magoar-me sem que amor havia

Seria a mão do azar, então me tocando? 
Se sou sonhador, e o amor com valores
Não o ter, nefasto eu, Deus! até quando?

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
25/08/2020, 10’36” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Música
Compositor Poeta Adailton
Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Fazer muito amor.
O galo é o nosso despertador.
Cedinho já estamos de pé.
No fogão a lenha fazemos o café.
Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Lá no Sertão a natureza é bela
No cavalo eu boto a sela
Deitar na rede
com a água do pote matar a sede.
 Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
 Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Lá no Sertão o nosso amor não fica para depois.
O Rancho é pequeno, mas no meu coração cabe nós dois.
Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Poeta Adailton

Inserida por adailton_ferreira_2

“Às vezes, quando você apaga uma mensagem já enviada, a mesma — por meio da barra de notificação — já pôde ser visualizada; desse modo, portanto, você consegue a proeza de passar duas mensagens: aquilo que você ia dizer e a notoriedade de que você não é bem resolvida no que fala.”

Inserida por ricardocb7

⁠SUSPIROS PROFUNDOS

Ninguém sentiu o meu choro inseguro 
Ó dolorosa dor entre as dores minhas
Embriagada solidão, máculas daninhas
O falto para mim foi silencioso e duro

Permaneceste no pensamento escuro 
Vazia e casta, tristes eram as tadinhas
E chegaste a ter mais do que tinhas
Tornando-te em um flagelo impuro

Invisível tornou o meu sofrer inquieto 
A minha poesia, o sentimento secreto
Jorrados do sentir, ali tão moribundos

E, neste trágico, pedaço dos pedaços 
Ele, que habitou a ter esses embaraços
Fez-me o dono de suspiros profundos

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
26/08/2020, 12’28” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VELHO TEMA

Só a graça da poesia, em toda a sensação 
Palia o engano de um amor, mais nada
Nem mais os soluços do infeliz coração
Disfarçam a dor da devoção malograda

A insistente quimera por ela estacada 
No seu encanto, chora toda a emoção
Da desilusão: no canto, na rima falada
Criando outro sonho, de novo a paixão

E, nessa inspiração que supomos 
Duma tal felicidade que sonhamos
Em cada versejar, a verdade somos

Assim, nessa concordância, sejamos 
O olhar, o afago, se na prosa fomos
O sentimento, ai no amor estamos!

© Luciano Spagnol- poeta do cerrado 
27, agosto de 2020 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Se a poesia só existe quando alguém a lê, quem é, de fato, o poeta: eu ou você?

Inserida por bruno_ramalho

⁠ESPERA

Ah! quem dera que as lembranças de outrora 
Inda aromatizasse! Ah! e que assim pudera
O tempo de ontem fosse o tempo de agora
E não só este imaginar: - a outra primavera

Já não se tem mais uma extasiada aurora 
No vetusto ser, tudo é igual, sem quimera
Onde a imaginação era de hora em hora
Agora, silêncio. Ah! como díspar quisera:

Debruçado nos sonhos, e o sonho recendia 
O desconhecido, cheio de poesia intensa
No brotar do alvorecer duma nova hera

Ah! quem me dera que isto, fosse um dia 
Uma razão, e não devaneios d’alma densa
De saudades, que poeta suspira e espera...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/08/2020, 15’18” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Brisa da tarde, vá onde não posso,
abraçar a quem quero bem,
traga de volta um abraço,
porque eu quero também !

Inserida por neusa_marilda_mucci

A Angustia 
A angustia não está no passado.
Está no presente para o futuro; passando.
Está na imagem do sofrimento passado.
Registrado em imagens da memória.
Registrada e imprimida de forma tão
Intensa. Que toda vez , que ela emerge.
Surge o medo, de que. Ela se repita.
É trauma de uma ação do mundo.
Ao pequeno universo da sensibilidade
Do homem.
Por vezes não localizada. 
Por vezes como fragmentos.
Com fragmentos, que procuramos ,
Recalcar, como projeção, da dor,
Que tanto incomoda o agora.
Aquilo não existe mais. 
É a memória. De autopreservação.
Do medo. É o não desejar que aquilo
Se repita. Não existe tempo.
Existem interpretações de fatos
Que emergem. E submergem. 
Conforme um instante sofrido.
Memórias afetivas. Que liberam
Prazer em forma de fruídos.
E memórias afetivas em formas
Também de fruídos que geram 
O desconforto. A angustia.
 A tentativa de eliminá-la.
Da forma que puder.
Tentando sobrepor a consciência,
No momento de vigília, ou num 
Pesadelo revelador.
A angustia, é a forma que a Vida.
Revela para o homem.
Que Ele está vivo. 
E aquilo que aparece como sofrimento.
É inerente a todos os homens.
E as ilusões, são formas inventadas,
Pelo próprio homem para não ,
Ter que, confrontar tamanha dor.
Que toda hora invada sua consciência.
A criança. Fantasia a Vida.
O menino crescido. Inventa vários
Caminhos para evitar suas dores.
E o pai. Cria forma de ordenar,
Essa caminhada. Para que,  
seu filho, sofra o menos possível.
Mas; existem caminhos. 
Que além das angustias que assaltam
A Vida dos mortais. Também o sobrecarregam,
Com culpas. Que não deixam de ser. 
Uma modalidade do sofrer.
Deixe de comer, por alguns dias.
Deixe de tomar banho por alguns dias.
Deixe de tomar remédio por alguns dias.
Tudo é sofrer. Sofrer prazerosamente.
Ou sofrer com dores pelos próprios 
Fruídos , liberados pelo próprio corpo. 
Não se culpe. Pela angustia.
Procure aprender como identificar.
E se possível; não se entregar a angustia.
Porque , estamos passando.
E, aquilo que chamamos passado não existe.
O sofrer. Está sempre no pensamento futuro. 
Tentar livra-se Dele. É um exercício , que 
Precisa ser desenvolvido. 
E as formulas são muitas. 
Mas estamos passando. 
E; se possível for. 
Aceite a humanidade desse corpo.
Com suas limitações.
E procure lembrar; se puder.
Que o passado não existe.
E o sofrimento , sempre acontece
No futuro. E nem sempre temos escolhas.
Faz parte do existir. 
A verdade que todos procuram.
É tão somente para , se livrarem da dor de
Existir.
Quem perde a memória, não sente dores,
Emocionais.
As aguas do corpo não se agitam e
 agridem o cérebro. A ponto de 
fazer o corpo sofrer e sentir dores,
emocionais. Pelos movimentos das 
imagens sentidas com profundidades.
E, consideradas ruim para o ser vivente.
Por isso. Aguentar suportar a angustia;
Quando ela está em seu pleno momento
De exasperação , na consciência. 
Não torna mais fácil, o viver. 
Mas como tudo , está em uma contínua
Mudança. Elimine crença que faz pensar,
Ser fraco. E não se iluda, em carregar
Culpa. Isso é vaidade. Que , quando
Confrontada. Desaparece. Seja por
Comparação. A todos que viveram 
Até hoje. Ou pelo reconhecimento
Da própria fraqueza. E da humildade.
De que, não somos o centro do mundo.
Mas parte do Mundo. Mais um , entre
Tantos seres viventes. Nem melhores.
Nem piores. Mas com consciências
Limitadas e ; preenchendo um espaço
Nesse planeta. Vivendo e sobrevivendo.
Descobrindo. E se adaptando. Sofrendo
E superando. Até o fim . Como vítima,
Ou guerreiros. Compartilhando alegrias
Com a divisão de estado alterado de ser.
Assim como. Sofrimento. Também como
Estado alterado de ser. Até quando os
Jarro, não consiga mais guardar os elementos
Que o mantem em vivo.
E deixar para Deus. O que é de Deus.
Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

Ativo minha manhã, atualizo a realidade, levanto templos à virtude da esperança e da paz, no entanto, encontro só ruínas por todo canto.   
Deixo meus sonhos na cama, morro vivendo a realidade de cada instante fora de meus delírios sonhados, meus ais, suspiros por um...

POETA NILO DEYSON MONTEIRO ⁠

⁠A MAIS BELA FLOR

Tudo que dissestes em nome de Deus
Olho logo vejo um retrato teu
Pra que mentir?
Menti pra mim
Olhando esses quadros lembro de você
Daquele seu jeito manhoso de ser
Pra que mentir?
Menti pra mim

Você é como a mais bela flor
Cheia de espinhos que me machucou
Pra que mentir?
Menti pra mim
Procuro num belo dia encontrar
Uma flor mais linda pra me machucar
Não vou enganar
Nem mesmo a mim

⁠A voz sensível do poeta,
nos poemas que escreve,
reflete a alma!

Inserida por marta_souza_ramos

⁠REVERSO E VERSO

Esse suspiro que padece no coração 
Que vês no duro e infeliz sentimento
Estendendo o pesar para a emoção
Deplora na saudade em sofrimento

lhano fui, e vergou-se em desilusão 
Reverso e verso nesse sacramento
De uma doce afetividade em vão
Desgraçado fado, ó gasto lamento...

Ontem, gozo e sorriso ardente 
De braço dado a qualquer hora
Esse amor era o amor da gente

E tal uma desordem, hoje chora 
Na solidão, triste sina, dor sente
Esse amor que estimei outrora...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
30/08/2020, 05’49” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠UM AMOR NATURAL DE SÃO PAULO

Ah, amor doído, me maltrata 
Saber que fui apenas recreio
Que inda arde no peito, creio
Que a dor me teimará ingrata

Com o engano, verídica errata 
Ardo na agrura e no devaneio
Mas com o tempo, tu, receio
Irá se calar na súplice serenata

Os teus olhos deixarão de ser: 
A força e planos no meu olhar
Tudo gira, no eterno aprender

Nego-te o meu sofrer e pesar 
Se lamento é para te esquecer
Nesses versos de amor e amar!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
Agosto de 2020, 31 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Vai um café aí? 

[...]então pega está ideia
uma porção de amor 
pão de queijo, geleia
e uma xícara de café... por favor! 
Nas Gerais é uma “odisseia”

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2020, Triângulo Mineiro 

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O tempo nos chama de incompetentes a todo instante. 
Não basta apenas vivê-lo,
É preciso saber encontra-lo.

Inserida por poeta1958

⁠ AFORA  

Passaste como a flor do ipê fugaz 
que se desprende na sua aurora
do desvelo só tiveste àquela hora
em que do afeto o emotivo traz

Ter-te e perder-te! sensação voraz 
que inunda o peito, e a dor piora
sem ver-te, o poetar por ti chora
em tristes versos, saudade tenaz

Demorou essa presença em mim 
minha alma ainda adora, e flora
emoção num sentimento marfim

Neste querer, o querer é outrora 
se sonhei contigo, calou o clarim
dessa estória, o amor vai afora!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
Setembro de 2020, 02 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Morrer...


Termina a vida, morrer, com ela o viver 
Vão-se as dores, homenagens com flores
Rezas, choros e suplicas pros pecadores
Depois, uma furtiva lembrança a prover
Aos amores e aos meus admiradores...
... para as lágrimas fingidas
Meu até mais...
Cheio de saudações garridas
E minhas retribuições iguais!


© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02/09/2020, 17’00” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TORMENTO ANÔNIMO

Há amores não correspondidos, há enganos 
mais negros que a noite muito mais escura
suspiros loucos, e o coração com amargura
as horas, segundos mais longos que os anos

E nestes doridos, loucos e alanceados danos 
que leva o fado para as bandas da desventura
em um coral de gemido e de uma sorte dura
atraindo aos sentimentos só os rumos tiranos

E, as dores da solidão, sim, ela tão somente 
que se cala nos braços deste amor cruento
dói, tal como ferir-se com gladio lentamente

Ah! que penar, esse que só traz tormento 
lamentos e, nos ruminando inteiramente
tendo os dias de sofrência como alimento

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
Setembro, 02/ 2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠“Ignoramus et Ignorabimus”

Quanta ilusão! O amor ver-se objetivo 
e alheio ao brado do coração fagueiro
duma paixão, e do anseio prisioneiro
compondo, que assim, será definitivo

Dizem que amor é amor, se for vivo 
a quem o chama de valor verdadeiro
livre, solto das amarras dum cativeiro
se esquecendo que dele se é cativo

Se o amor é sempre amor: - amado! 
tê-lo é também agridoce no enredo
sem tirania, amar, deve ser desejado

Se é sempre o mesmo falso segredo 
no início, perfeito, e tão imaculado
porque então não o haver no medo?

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
2020, setembro, 03 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol